Notas iniciais
Ciao! Oi genteeeeeeeeeeeeeeeeee! Tudo bem? Espero que sim! Vamos ao que interessa! Obrigada pelos comentários do capítulo passado! Muito obrigada mesmo meninas! Boa Leitura!

Em outra época da minha vida, eu até poderia gostar, mas agora? Eu realmente odiava festas. E odiava ainda mais festas feitas para mim. Agora tente dizer isso para uma professora de Kung Fu obstinada? Era quase pedir por um chute no meio das pernas. Shado sempre foi muito clara sobre este ponto. "Temos que comemorar cada vitória em nossa vida, não importa o quão pequena ou grande ela seja.". Eu ouvia a voz dela em minha mente recitando seu mantra consumista e isso me ajudava a me manter longe de perigos desnecessários.

— Você foi muito bem, mas deve estar mais atento após a luta acabar. Não vai ser sempre salvo pelos nervos de Felicity. — disse Ra's assim que cheguei em seu escritório na academia.

Nós tínhamos um acordo sobre estas lutas. Eu fazia o que eu quiser dentro do ringue e ele ficava com o troféu e o dinheiro da vitória. Funcionava para mim e para ele.

— Aquilo foi apenas um deslize. — disse ao fechar a porta atrás de mim.

— Mesmo assim, ela já salvou o seu traseiro. Duas vezes. — pontuou e eu quis revirar os olhos para ele, mas era um luxo que eu não podia me dar. Slade Wilson era uma maria fofoqueira. — Você acabou com Vertigo. Novamente. Sua próxima luta é em um mês a partir de amanhã. Sugiro que treine muito.

— Mais do que eu já treino? — ironizei cruzando os braços. Apoiei o corpo na porta de seu escritório enquanto ele estava pregando a plaquinha com o meu nome no troféu de um metro de altura.

— Continue o ritmo assim e não terá problema. O seu oponente já foi meu aluno em águas passadas. Assim como você, ele já foi o meu herdeiro. — disse e me surpreendi com isso. — Ele decidiu seguir seu próprio caminho e está lutando para um de meus velhos concorrentes...

— Ou seja, você não quer passar vergonha comigo. — concluí e ele ficou em silêncio.

Isso era um alto e sonoro "Sim" vindo de Ra's.

— Vá aproveitar sua festa. — ordenou com a voz firme e suspirei saindo de seu escritório.

Berta me deu dois beijos nas bochechas assim que me viu e ainda um cupcake com glacê verde escrito #1 com granulados. Ela só se fazia de durona, mas era uma manteiga derretida por dentro. Meus amigos me cumprimentaram também e eu quase mandei Tommy de volta para o útero de sua falecida mãe, que Deus a tenha, quando vi que ele havia lotado o centro de treinamento com pessoas. Tudo bem que eram pessoas que frequentavam a academia, mas eu não gostava delas.

— Você arrebentou com aquele cara . — disse Caitlin aparecendo e roubando meu cupcake. Um cara alto e magrelo apareceu ao seu lado. — Ahm, Oliver este é Barry Allen. Bar, este é...

— Oliver Queen ou Al Sah Him. — completou o tal Barry e eu tentei ser simpático com ele. — O mesmo cara que fez você perder a aposta Snow.

Caitlin grunhiu e quase enfiou o cupcake na cara de Barry. Trocamos um olhar e ela assentiu. Então, este era o cara maravilhoso e perfeito do qual ela estava apaixonada desde que tinha dez anos? Interessante. Eles se afastaram ainda trocando farpas.

— Você mandou muito bem maninho. — disse Thea aparecendo. Ela havia insistido e muito para ir me ver lutar e agora estava fazendo o papel de "Irmã Mais Nova Orgulhosa Do Irmão Mais Velho". — Acabou com ele, mas ainda não está a minha altura.

Ignorei seu comentário sobre a nossa última luta. Aikido e Wing Chu não eram exatamente a minha especialidade, e sim as de Thea. Ela não me venceu, mas também não perdeu. Seja quem for que esteja treinando ela, era bom.

— Foi um empate. — disse e ela gargalhou e depois me abraçou e beijou minha bochecha. — Isso não vai fazer eu mudar de ideia. Foi um empate, Speedy.

— Okay... Okay. — disse ela me largando. — Ah! A pessoa que você não está procurando acabou de ir embora.

Ela foi até o grupinho onde estava Roy Harper e Sara e eu discretamente fui até a saída da academia. Olhei ao redor e não encontrei nenhum sinal da cabeleira loira de Felicity.

Ela mexia comigo. Muito.

Felicity atraía atenção por ser muito bonita, engraçada, inteligente e sedutora. E até mesmo sua mente sem filtro possuía seu charme. Eu não tinha a mínima ideia de que a garota que ficou me encarando enquanto fazia meus exercícios iria me marcar a ferro e fogo tão facilmente. As lembranças de nossa noite juntos ainda povoavam meus pensamentos com mais frequência do que eu gostaria.

Antes eu pensava que ela era uma garota desesperada para esquecer o ex-namorado, agora... Ela havia se mostrado muito diferente do que eu havia concluído. Ela era diferente, o que a tornava bastante especial. Quando ela apareceu na minha casa pedindo ajuda com sua adrenalina descontrolada, eu realmente cogitei em mandá-la embora, mas não fiz. Deixei ela se exercitar no andaime e depois dormimos juntos. E ela foi embora na manhã seguinte.

Passei a mão no rosto e suspirei.

— Da última vez que te vi lutar, estávamos em uma festa e... — sorri quando sua voz soou atrás de mim.

— Ficamos expostos á inúmeras doenças naquele banheiro? — repeti suas palavras e ouvi sua risada baixa.

Estava apoiado no balcão em que Shado trabalhava e quando me virei, vi Felicity de braços cruzados. Tentadora. Usava um jeans escuro, assim como uma blusa do MIT de hoje cedo e uma jaqueta de couro por cima.

Completamente tentadora.

— Você foi incrível hoje. — ela disse e eu agradeci com um aceno.

— Mas teria meu traseiro chutado se não fosse pelo seu aviso. Obrigado. — eu disse e ela corou levemente. — Agora são duas vezes.

— Quem está contando? — perguntou e colocou as mãos nos bolsos da calça.

— Eu estou. — admiti sincero e ela sorriu.

Nos encaramos e eu observei cada detalhe de seu rosto. Seus olhos azuis estavam brilhantes e parecia águas cristalinas, o nariz arrebitado, a boca carnuda... Tudo nela era convidativo para mim.

— Então... Seus amigos costumam invadir seu apartamento? — perguntou.

Lembrei imediatamente da hora em que Tommy e Thea estavam tentando, falhamente, espionar meu quarto. Dei falta de Felicity em minha cama quando os lençóis ficaram frios e seu perfume um pouco mais fraco. Isso foi o que me acordou e não Tommy e Thea.

— Com mais frequência do que eu gostaria. — eu respondi e ela assentiu com um ar divertido

— Por que não está na sua festa?

— Acredite ou não. Não sou mais fã de festas. — eu disse e ela pareceu surpresa com a minha resposta. — E não acredite em nada que Tommy ou Sara te contaram sobre mim.

Ela riu ao escutar a última frase e eu também. Era fácil passar tempo com ela. Era como se tudo ficasse mais leve ou mais fácil. Ela tinha esta luz ao redor dela. O que eu pensei que era fragilidade, era isso... Luz.

— Você quer ir comigo no ZeroDiet? — perguntei e ela pareceu genuinamente surpresa com o meu convite.

Eu também estava surpreso com ele.

— Pizza? Você vai comer pizza? — perguntou como se eu tivesse a convidado para comer terra.

— Sim. — afirmei. — Ou prefere o Big Belly Burguer?

— O que aconteceu com os bifes e aipos? Não é isso que os lutadores bombados comem? — perguntou erguendo uma sobrancelha para mim e eu ri.

— Coisa de uma vez. Não irá afetar minha dieta. Vamos? — chamei mais uma vez apontando para a saída.

— Essa é a sua ideia de encontro? Tipo... Um encontro... Encontro?

— Você quer ir comigo no ZeroDiet? — perguntei novamente e ela riu.

— Sim.

Abri a porta para ela que agradeceu e quando apontei para minha moto, ela riu levemente como se fosse uma piada particular. Abri o banco e lhe entreguei o capacete auxiliar e depois coloquei o meu.

— Esta moto é rápida? — perguntou com a voz abafada pelo capacete.

— Quando precisa ser. — eu respondi e liguei a minha bebê. Meus únicos xodós eram minha Ducati e minha BMW i8. O ronco soou e os braços de Felicity rodearam minha cintura, assim como suas coxas abraçaram meu quadril. Não pense nisso ou vai ser a causa de outro acidente.

— Me mostre. — pediu e eu sorri.

Cantei pneu e o aperto de seus braços se intensificou quando ganhávamos velocidade. Ela não disse nada, mas sua linguagem corporal dizia tudo. Felicity fazia o tipo medrosa, mas no fundo adorava adrenalina. Em cada curva que fazia, seu corpo acompanhava o meu como uma dança e eu jurei que ouvi uma risada vindo dela quando passamos os 120km/h.

Eu havia pegado o caminho mais longo até o ZeroDiet para aproveitar a sensação de ter o corpo de Felicity bem perto do meu, mas nós teríamos que chegar na pizzaria alguma hora. Quando estacionei, o Sol estava se pondo. Assim que Felicity desceu da garupa e tirou seu capacete... Ela ficou irresistível naquela luz.

Tirei o meu capacete e guardei os dois dentro no banco e liguei o alarme. Ela parecia tensa demais. Sua postura rígida, o andar calculado... Peguei no braço de Felicity que me olhou confusa. Nem ela sabia que estava fazendo isso. Peguei seu rosto e puxei até sentir seus lábios contra os meus. Ela retribuiu prontamente, colocando sua língua dentro da minha boca e abraçando meu pescoço. Eu nunca tinha experimentado um beijo tão cheio de luxúria assim antes.

Merda. Eu não poderia fazer o que queria fazer em público. Felicity não me ajudava em nada me deixando duro com apenas um beijo. Com certo esforço, me separei dela, mas não antes de plantar outro beijo em seus lábios.

— Então... Pizza? — perguntei com um sorriso ao ver seu rosto corado. Ela acenou e eu a conduzi até dentro da pizzaria. Duas garotas que viram nossa pequena cena, cochichavam e olhavam para nós. Felicity corou ainda mais parecendo estar a beira de uma explosão arterial.

Graças ao bom Deus, ZeroDiet já estava aberta e com alguns clientes. Sua mão estava suando e eu quase ri de seu constrangimento. Escolhi uma mesa isolada de bancos estofados e Felicity pareceu aprovar a escolha. Sentei na sua frente e sorri quando Felicity abriu o cardápio na frente do rosto para esconder seu rubor e seu constrangimento. Um garçom se aproximou e colocou uma tábua de madeira no centro da mesa, dois pratos, talheres e dois copos grandes.

— Bem-vindo aos ZeroDiet, eu sou Will e serei o garçom de vocês hoje. Já estão prontos para pedir? — perguntou. Ele era um pirralho loiro com várias espinhas na cara, mas parecia ser eficiente.

— Felicity? — chamei e ela olhou para mim. Seu rubor havia amenizado, mas ainda estava lá. — Você parecia tão concentrada no cardápio.

Ela voltou a corar e eu ri. Assim como Will.

— Vamos de Peperonni? — perguntei e ela assentiu. — E Coca-Cola.

Will anotou e foi embora.

— Felicity?

— Você sabia que todas as pizzas que levam cogumelos estragam mais rápido do que as que não levam? É por causa da toxidade do cogumelo... — tagarelou e eu ri.

— Felicity?

— As que levam palmito também. — acrescentou rapidamente.

Hm. Teria que contar isso para Tommy.

— Fe-li-ci-ty. — chamei pausadamente e ela abaixou o menu novamente. — O que foi?

— Nada.

— Não diga "Nada". A verdade por favor. — pedi calmo e ela suspirou com a expressão derrotada.

— Como você consegue agir como se nada tivesse acontecido? — perguntou espalmando ambas as mãos na mesa com um olhar desesperado. — Desculpe, má escolha de palavras. Minha especialidade.

— Defina.

— Ahm, tudo que aconteceu entre eu e você, e também o fato que você que você deixou um cara com a mandíbula quebrada e parece completamente bem e calmo com isso. — ela disse e eu ri. Eu era qualquer coisa, menos calmo dentro de um ringue. — Não é engraçado. Deixe pra lá... Quem dera eu ter seu auto-controle.

Antes que eu dissesse algo, Will retornou e encheu nossos copos com Coca-Cola geladíssima e deixou um prato cheio de batatas smiles fritas, estas que fizeram Felicity sorrir como uma criança.

— Vai ser necessário mais do que Werner Zytle para acabar com meu auto-controle. — eu disse mordendo uma das batatas. Ela franziu o cenho ligeiramente confusa. — Tenho um passado com ele.

— Interessante. — concluiu ela e bebeu seu refrigerante com o semblante pensativo.

— Então, o que faz em Central City? — perguntei e ela sorriu levemente. — Não precisei de Curtis para descobrir que você mora em Starling, seu fanatismo pelo SCR* foi o bastante.

— Minha mãe mora aqui desde que eu tinha catorze anos, fazia bastante tempo que eu não vinha para cá e minha chefe ainda praticamente me expulsou de férias. — ela enumerou nos dedos. — E sim, eu sou fanática pelos Starling City Rockets.

Bonita. Inteligente. Sedutora. Engraçada... E fã de esportes? Era o sonho perfeito de qualquer homem. Ela sorriu enquanto comíamos as batatas sorridentes.

— E você?

— Estou me preparando para assumir a QC. — disse com um falso tom de medo e ela riu. — Minha mãe tem uma fé inabalável em mim e sempre quis que eu assumisse a Queen Consolidated.

— Eu vou trabalhar para você, então? — indagou confusa e depois riu. — Eu sou do Departamento de T.I e Ciências Aplicadas.

— Eu acho que sim. — respondi e Will apareceu com a nossa pizza.

Parecia um desenho animado. Felicity esfregou as mãos e lambeu os lábios com os olhos brilhantes enquanto Will cortava os oitos pedaços de queijo e peperonni rapidamente. Na primeira mordida, Felicity gemeu de prazer e isso foi diretamente para minha virilha.

Lembrei contra-vontade deste mesmo som, porém em diferentes circunstâncias que faziam Felicity estar embaixo de mim enquanto eu estava fazendo ela gozar. Comecei a comer a pizza antes que fizesse algo que poderia me arrepender depois.

— Eu conheci seu pai. — soltou entre as mordidas. Sua frase me pegou de guarda baixa e o desejo foi substituído pelo choque. — Ele estava palestrando na minha faculdade sobre a Queen Consolidated, era uma turma dos alunos mais seletos... Tinha umas dez pessoas comigo, aí ele fez uma piada sobre química e eu ri. Bem alto.

Imaginei a cena em minha mente e não pude deixar de rir também.

— Conte a piada. — pedi e ela cruzou os dedos e colocou seu queixo sobre eles.

— O que o carbono disse quando foi preso? — perguntou.

— Eu não sei.

— "Eu tenho direito a quatro ligações, ou irei destruir esta cadeia". — ela fez uma voz grossa e depois começou a rir. Eu não era tão bom assim em química, na verdade nem entendi a piada, mas eu ri por causa da risada dela. Era contagiante. — Depois de quatro anos, ainda não perdeu a graça.

Sim.

Ela era luz.

—-

— Okay... Você tem que provar. Parece meio nojento, mas é muito gostoso. — disse Felicity saindo da lojinha de conveniência com uma sacola. Depois de um tempo, a pizza acabou e chamei ela para dar uma volta. A mulher quase surtou quando viu algo na vitrine da loja.

— Devo ficar com medo? — perguntei encostado na minha bebê enquanto ela mexia na sacola. Tirou de lá um pacote de biscoitos Oreo e um outra coisa que eu não soube o que era.

— A maioria dos meus amigos fala que é nojento, mas é bem gostoso. — disse ela parando ao meu lado. — Abre aí Popeye!

Ri de sua comparação e abri o vidro que não tinha embalagem, apenas a informação nutricional. Creme de avelã? Nunca ouvi falar disso. E sim, parecia meio nojento. Abri o pote com facilidade e ela mergulhou o biscoito Oreo lá dentro e depois me entregou.

— Se não gostar por favor, não cuspa na minha cara. Sara fez isso quando provou pela primeira vez. — disse temerosa quando eu peguei o biscoito. Eu sempre gostei de creme de amendoim, agora avelã... Nem tanto.

Mordi e o doce fez minha língua pinicar e depois grudou no céu da boca. Não era nojento e nem ruim como havia imaginado, era muito bom.

— Eu gostei, mas eu acho que grudou... — eu disse com a voz alterada e ela gargalhou ao meu lado. Praticamente disputamos os biscoitos restantes da embalagem depois disso.

— Essa é a melhor parte. — disse ela parecendo que tinha língua presa e foi a minha vez de gargalhar. Quando acabamos a sobremesa, ela encarou a avenida um pouquinho movimentada. — São poucas as vezes que eu posso parar, como agora, em Starling e quando eu paro vou sempre para o mesmo lugar.

— Onde? — perguntei cruzando os braços ao lado dela.

— Para o Dreams City. — respondeu levemente constrangida. — Eu fui lá pela primeira vez com Dianna.

— Espera... Dreams City, o parque de diversão? Aquilo ainda está de pé? — perguntei e ela riu assentindo. — Uau. Por que se mudou para lá? Parece que sua vida inteira está aqui em Central City.

— Quando eu terminei o colégio e passei no MIT, minha mãe surtou. Eu acho que você conseguiu ver como nossa família é bem... Intensa, não é? — perguntou e eu assenti lembrando de sua mãe e sua avó.

Rachel e Donna. Mulheres peculiares.

— Minha mãe era contra me mandar para o outro lado do país, mas nunca iria me negar a oportunidade. A faculdade de T.I são quatro anos, eu terminei a minha em um dois anos e meio. — eu fiquei impressionado. — Não pareça tão surpreso, Queen!

— Desculpe, mas eu estou do lado de um gênio. Tenho que ficar pelo menos um pouco surpreso. — disse em minha defesa e ela sorriu. — Continue.

— Eu lembro de ter assistido várias palestras de empresas que estavam contratando jovens talentos. Queen Consolidated. Palmer Tech. Wayne Enterprises. Eu não queria me prender em Central City. — confessou em voz baixa como se fosse um crime enorme. — Queria ser independente, então aceitei o emprego na QC, uma distância razoável de casa. Se tudo explodisse, eu poderia correr para minha mãe.

— Mas não explodiu. — eu afirmei e ela assentiu.

— Eu adoro meu trabalho. Com ele, conheci Sara, Curtis e Dianna. — os olhos dela brilharam quando disse o nome dos amigos e um sorriso pequeno e íntimo cresceu em seus lábios. — Curtis é um dos cientistas intermediários entre a QC e o STAR Labs, foi ele que me apresentou Sara e Dianna.

— Pela parceria que a QC tem com o STAR Labs. — deduzi e ela assentiu novamente.

— Minha vida inteira está em Central City, mas eu nunca vou abrir mão da vida que tenho em Starling. — sentenciou em voz firme. Sorri. Com certeza, diferente. — Não está cansado?

— Por que? Quer ir embora? — perguntei e descruzei os braços, procurando algum motivo para fazer ela ficar.

— Não! — exclamou rápido demais ficando em minha frente em um pulo. — Acredite quando eu digo que minha casa... É o último lugar que eu quero estar. Briga de família, sabe?

Assenti. Peguei o capacete dela e o meu.

— Então, vamos ir para outro lugar. — eu disse e ela colocou o capacete rapidamente, assim como eu.

Sentir o corpo de Felicity pressionado ao meu enquanto costurava pelo trânsito de Central City foi uma tortura mais do que bem vinda. Ela ria livremente agora, sem amarras... Parecia leve. Eu não era idiota o bastante para não perceber que ela estava tensa sobre algo, e não era sobre a noite passada, deveria ser algo sobre sua família. Não perguntei. Só Deus sabia como eu odiava as perguntas sobre a minha.

—-

— Eu falei demais sobre mim e você não falou nada sobre você. — disse ela quando estacionei a Ducati no estacionamento subterrâneo do meu prédio. Ela me devolveu o capacete e amarrou seu cabelo em um coque que logo se desmanchou.

— Você tem andado com Tommy, Sara, Caitlin e o Harper. A pergunta real é: O que você não sabe sobre mim? — perguntei ao acionar o alarme.

— Sr. Egocêntrico, o mundo não gira ao seu redor. E eles não falam de você o tempo todo. — argumentou assim que eu apertei o botão do elevador. Encarei ela com um sobrancelha erguida. — Okay, Caitlin não fala de você o tempo todo.

— O que eles te contaram sobre mim?

— Oliver Jonas Queen, 24 anos, solteiro... Frisaram bem isso. — disse quando entramos no elevador. — Natural de Starling, fanático por esportes e artes marciais.

— Só isso? — perguntei quando passávamos pelo segundo andar.

— Você quer a informações extras, também?

— Manda.

— Melhor irmão mais velho do mundo, melhor amigo do mundo, melhor amigo que segura o cabelo das garotas para vomitar. Três vezes sorriso mais lindo no colégio, rei do baile de formatura.... Eu sei tudo sobre você. — disse ela e depois riu. — Mas quero saber por você, não pelos outros.

O elevador chegou em nosso andar e nós fomos até minha porta. Assim que destranquei a porta, fiquei surpreso por Tommy não ter tido esticado a festa da academia até o apartamento dele. O silêncio era bem vindo e acolhedor.

— Oliver Jonas Queen. 24 anos. Nascido em 3 de novembro de 1991. Signo escorpião. Filho de Robert e Moira Queen. Irmão de Thea Queen. Último ano em em Economia. Sucessor de Walter Steele como CEO na Queen Consolidated. — eu disse pausadamente enquanto tirava minha jaqueta e jogava a mesma no braço do sofá. Felicity já se sentia confortável com o ambiente, o que era bom. — Solteiro.

— Ótimo, você soou como uma relatório de antecedentes criminais. Não que você tenha um, porque eu sei que você tem alguns fichamentos porque Sara disse que você teve uma época bem dark, e eu não pesquisei sobre isso... — tagarelou ela encarando o andaime.

Hm. Interessante.

— Não sei se mereço o "Melhor Irmão Mais Velho", mas com certeza mereço o "Melhor Amigo" e "Melhor Amigo Segurador de Cabelos Para Vomitar". — eu assinalei. Ela parecia em um espécie de hipnose enquanto olhava cada detalhe do andaime, e depois a estante de livros da faculdade e depois o sofá. — Qualquer coisa feita do colégio tem que ficar lá... No passado.

Seus olhos percorreram o corredor e eu tive a minha confirmação que ela estava relembrando a trajetória de ontem a noite. Nem parecia que havia acontecido tudo ontem a noite, neste pouco tempo com Felicity, eu sentia que já a conhecia há anos. Assim como Sara e Tommy. Ela era aquela velha amiga que eu, por acaso, havia fodido uma ou três vezes. O silêncio de Felicity começou a me preocupar quando ela começou a analisar toda a sala de estar.

Detalhe por detalhe.

— Você é organizado, disciplinado e impulsivo. Tenta controlar seu temperamento o máximo possível e desconta sua raiva nas lutas ou no preparamento físico para elas. — disse apontando para tudo que gritava "musculação" nada e para meus livros e DVDs nas prateleiras. — Também gosta de manter Tommy por perto, por isso a porta de ligação. Assim como as fotos ao redor de sua família e amigos. Thea tem seu espaço especial. Gosta de ficar sozinho, mas não de se sentir sozinho. Você sofreu muito com a perda do seu pai e tenta deixar todos próximos de você, mas ainda têm seu espaço.

Absorvi cada palavra dita por sua voz melódica e sorri sem nenhum pingo de humor. Ela havia me descrito perfeitamente, mas não foi apenas com uma rápida olhada na minha decoração, foi um reconhecimento.

— Assim como você. — eu disse e ela se virou. — Um reconhece o outro Srta. Smoak.

Ela sorriu forçadamente e assentiu.

— Se adicionarmos uma mãe louca, uma avó pirada e um histórico de relacionamentos falhos... Sim. Somos iguais. — ela disse e arrumou seus óculos que escorriam pelo nariz.

— Você é muito inteligente. — eu disse e me aproximei dela.

Ela sorriu com o elogio.

— Obrigada por notar. — disse com um tom de voz convencido e jogou o cabelo atrás do ombro e eu vi algumas das marcas que havia feito em seu pescoço na noite passada. Estiquei a mão e toquei uma delas, virei o pescoço de Felicity levemente e vi outras marcas descendo por sua pele branca. — Obrigada por ter feito um Art Attack em mim também.

— Eu não ouvi nenhuma reclamação enquanto fazia. — pontuei e ela corou bem forte. — Ou eu perdi sua reclamação?

A atmosfera se transformou completamente. Aquela leveza havia ido embora e dado lugar ao flerte e a promessa de sexo. Eu não era o único afetado, Felicity não sabia disfarçar muito bem. Discrição não parecia ser o seu forte. Sua respiração se alterou no momento em que afastei sua jaqueta de seus ombros. Ela caiu com um baque surdo no chão sem resistência alguma. Pela gola redonda de sua camiseta, haviam mais marcas. Me senti culpado. Eu realmente tinha exagerado.

— Eu pareço estar com algum tipo de doença contagiosa ou alergia. — disse com a voz entrecortada. Ela era perfeita. Não havia feito nada além de tocar seu pescoço, e ela já mostrava sua entrega completa. — Oliver...

— Sim? — olhei no fundo de seus olhos azuis, quase não vi aquele azul brilhante por causa de suas pupilas dilatadas, transbordando desejo.

— Me beija.

Não precisei de outro convite como esse. Ataquei seus lábios e Felicity e sua luxúria me atacaram novamente, como mais cedo na frente do ZeroDiet. Desta vez, não estávamos em público.

— Hey... Sem Art Attack. — disse quando nos separou minimamente e tinha um leve tom de advertência e diversão em sua voz.

— Irei fazer o meu melhor. — disse e puxei seu corpo para junto do meu. Felicity sorriu e me beijou.

Suas mãos tiraram a minha camiseta e sem nunca quebrar o beijo ou perder um suspiro, ela me empurrou até cairmos no sofá. Ela montou em meu quadril e gemeu baixinho quando sentiu minha ereção presente. Arranquei sua camiseta e contemplei minha obra de arte. Eram diversas marcas em vários tamanhos e formas, mas cada uma representava a mesma coisa... Minha. O beijo foi mais calmo do que antes, mas a luxúria estava lá ainda. Não sabia se era no jeito em que ela tentava tomar o controle do beijo, ou de como suas mãos estavam ao redor do meu pescoço me arrepiando, mas ainda estava...

Ow! — gritou Thea.

... Lá.

Felicity quebrou o beijo e escondeu rosto no vão de pescoço. Ela deveria estar vermelha como um tomate agora. Virei-me levemente ainda abraçado ao corpo da loira e encarei minha irmã com um sorriso. Um verdadeiro depois de tanto tempo sem ter que forçar um. Thea estava segurando duas sacolas grandes de comida chinesa com Tommy e Harper atrás dela.

— Desculpe? Ah cara, eu tenho o pior timing. — xingou Thea baixinho. — Nós vamos comer em outro lugar. Tchau!

Ela disse tudo muito rápido e foi embora muito rápido também, mas eu vi o sorriso sacana na cara de Tommy e o olhar surpreso na cara do Harper. Senti as mãos de Felicity suando em meus braços e sorri com isso.

— Vai me dizer que nunca foi flagrada? — perguntei com bom humor e senti seu sorriso em meu pescoço.

— Apenas umas trezentas vezes. — disse e beijou meu pescoço.

Pescoço é uma área bem sensível para mim e Felicity não estava ajudando ficando tão perto desta área como estava. Ela se sentou sob as minhas coxas, subi minhas mão pelo corpo delgado na minha frente até seu rosto. Retirei seus óculos e elas fechou seus olhos com um pequeno sorriso em seus lábios vermelhos e inchados.

A deitei no sofá, seu peito descia e subia por causa da respiração cortada, me aproximei do vale entre seus seios e ela riu quando meu queixo roçou contra sua pele.

— Eu tenho cócegas... — disse entre risadas baixas. Busquei o fecho de seu sutiã em suas costas e o soltei. — O que está esperando?

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ela me atacou.

—-

Me desculpe, me desculpe, me desculpe mesmo... — sussurrou baixinho Thea na cozinha para Felicity. Desta vez, eu acordei abraçado ao corpo quente de uma certa loira e depois de uma rodada de sexo matinal e um banho com a mesma, eu me sentia completamente bem.

Está tudo bem. — tranquilizou Felicity. — Se eu fosse o seu irmão, me preocuparia com Tommy e não você.

Ele ficou bravo? — perguntou Thea e Felicity riu.

Um sorriso brotou em mim.

— Você realmente quer a resposta para essa pergunta?

— Yep. Melhor não. — respondeu Thea e ouvi o barulho de pratos e copos.

Eu estava começando a me sentir Tommy ou qualquer garota fofoqueira por escutar a conversa das duas.

Eu vim visitar ele porque achei que ele não estava bem. — revelou Thea e decidi por escutar mais um pouco. Estavam falando de mim e eu tinha o direito de saber o que era. - Por algum tempo, eu achava... Eu tinha certeza que meu irmão está morrendo por dentro e você foi a única que conseguiu fazer ele ficar um pouco mais sorridente, um pouco mais ele mesmo! Para ser sincera, estou me borrando de medo por ter estragado a noite de vocês.

— Thea...

— E eu vejo, sabia? Os pequenos sorrisos que ele dá quando você não está vendo, ou quando você encara ele quando ele está malhando... — cortou Thea antes que Felicity formasse uma frase.

— Como você e Roy. — contradisse e eu ouvi um suspiro de Thea.

— Ahm.

— Uma reconhece a outra. — replicou Felicity e eu realmente não queria ouvir o resto desta conversa, por mais que tivesse que ter um papinho com o Harper depois.

— Maninho! Bom dia! Eu fiz o café da manhã... Panquecas, ovos, bacon e waffles! — exclamou Thea assim que eu saí de meu esconderijo. Ela estava sorrindo e levemente corada.

— Você cozinhou... O que quer em troca? — perguntei quando parei atrás de Felicity e dei um beijo em sua cabeleira loira.

A mesa estava realmente cheia de comida e eu fingi que não vi as sacolas da Lanchonete dos Allen atrás do balcão da cozinha enquanto encara Thea com um olhar suspeito.

— Perdão ou um rápido "delete" sobre o que aconteceu ontem... — disse ela olhando discretamente para a mulher na minha frente que tomava café tranquilamente apenas fingindo que não sabia de nada.

— O que aconteceu ontem? — perguntei e pisquei para ela.

Thea pareceu tirar um grande peso de seus ombros e me deu um sorriso brilhante. Roubei a tira de bacon de Felicity e sentei ao dela, pisquei novamente quando vi sua cara emburrada e Thea nos encarava como se fossemos atrações de circos enquanto bebia seu café.

Deus.. Estava uma delícia.

Notas finais
Foi tão gostoso de escrever este capítulo, espero que todas gostem dele tanto quanto eu gostei de escrevê-lo! Acho que este é o meu favorito até agora... Meninas, vamos mudar as coisinhas um pouco. Como eu tinha dito antes eu tinha uma estrutura para dividir os capítulos pelas visões de Oliver e Felicity, mas como eu estrapolei da última vez... Vamos fazer agora dois de cada, assim eu consigo manter o ritmo e vocês conseguem acompanhar ambos personagens, okay? Gurias estou sentindo falta das minhas leitoras, a fic está quase 5.000 visualizações, temos várias leitoras acompanhando, mas onde estão vocês? Quero conhecê-las e ver se estão gostando, por isso... Comentem! Indiquem! Favoritem! Acompanhem! Recomendem! Outra fic_ https://fanfiction.com.br/historia/709830/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada) L.W PS: Capítulo novo se batermos #230 comentários, combinado?