Notas iniciais
Ciao! OLHA SÓ QUEM VOLTOU! Oi meninadaaaaaaaaaaaaaa! Voltei superapidão, né non? Pois é! Tem motivo que eu conto depois! Obrigada pelos comentários do capítulo passado! Vocês são lindas! ♥ Este capítulo é dedicado completamente para a Mrs. Smoak Queen que recomendou a fic! Muito obrigada pelo apoio, mulher! Espero que goste do capítulo! Boa leitura!

— Felicity! Que surpresa boa! — disse Shado quando me viu do lado de fora da academia, eu havia chegado bem cedo mesmo.

— Acho que eu realmente estou gostando muito das aulas. — eu disse e ela abriu a academia. Estava tudo quieto e o cheiro de suor e couro ainda não estavam no ar.

— Roy só chega um pouco mais tarde. — disse Shado ao ligar o sistema da recepção, nem parecia o mesmo lugar. O silêncio predominava o ambiente. Encarei o cartaz preto e branco na parede. A luta era amanhã. Oliver e Werner iriam lutar um contra o outro.

— Posso usar a academia então? — perguntei e ela assentiu. Peguei minha bolsa chamativa e fui até o vestiário.

Coloquei minhas coisas no armário e fiquei apenas com a calça de ginástica e a regata. Calcei meus tênis de corrida e caminhei até o setor de ginástica/musculação no segundo andar. Escolhi uma esteira afastada e me alonguei. Coloquei os fones de ouvido e a batida de "Shot Me Down" do David Guetta me animou.

Eu precisava disso. Eram 6h:45min da manhã. Nos cinco primeiro quilômetros eu estava indo bem, quando se tornou dez a coisa estava ficando preta e nos quinze o bicho pegou. A música eletrônica manteve o meu cérebro acordado e minhas pernas correndo.

Era quinta-feira. Eu tinha nove dias restantes de férias e depois voltaria para o meu apartamento de quatro cômodos no Glades, em Starling City. Sem Oliver Queen.

Por hora.

Xinguei a voz do meu subconsciente por me lembrar deste pequeno fato.

Eu adorava trabalhar para Walter Steele, ele era ótimo e sempre dava brindes de natal, páscoa, ação de graças e 4 de Julho para todos os funcionários. Lembrei do anúncio que ele havia feito no começo do ano. O filho prodígio de Robert Queen iria sentar-se na cadeira grande no começo de 2018. Eu não conseguia imaginar o mesmo Oliver Queen que estava lutando ontem, clandestinamente, mandando em um empresa bilionária de telecomunicações.

Nunca.

— Okay... Isto está mais que bom. — disse Helena aparecendo ao meu lado e desligando a esteira com um simples toque na tela. A esteira me levou até o chão e eu encarei Helena confusa.

Ela estava ótima, nem parecia ter ficado bêbada ontem.

— Shado disse que você chegou aqui cedo e não parou. Você correu vinte e um quilômetros. — disse Helena apoiando o quadril na esteira e erguendo uma sobrancelha fina para mim.

— E daí? Isso não é bom? — perguntei tirando os fones.

— Sim, ótimo para quem tem pernas de ferro como as suas. — disse ela e eu dei um sorriso convincente para ela.

Olhei para baixo pela parede de vidro e vi alguns alunos chegando. Eram quase oito horas. Passou tão rápido. Depois de alguns instantes minhas pernas começaram a doer horrores, mas ignorei a dor assim que vi Roy passar pela entrada digitando algo em seu celular. Não demorou nem cinco minutos, foi o tempo de eu escutar "Hello" da Adele massageando minhas panturrilhas, e ele estava subindo as escadas com uma roupa de ginástica.

— Hey Felicity! — cumprimentou com um sorriso e eu tentei retribuí-lo. — Pronta?

Assenti e subimos mais um lance de escadas. Fui até a sala de sempre e percebi que Roy estava me observando. O jeito de andar. A postura. Tudo. Apenas não sabia o porquê disso. Ele não disse muita coisa, e sim mostrou muita coisa. Várias posições e golpes novos.

Modéstia á parte, eu fui muito boa. Consegui derrubá-lo duas vezes com ataques surpresas assim como havia feito com Oliver... Merda. Não! Sem pensar nele! Eu proíbo á mim mesma de pensar naquele homem.

— Felicity? Você está bem? — perguntou Roy quando paramos um pouco.

— Sim. — respondi e voltei a atacá-lo com os antebraços, ele defendeu cada um dos ataques, mas não viu meu chute vindo em sua direção e caiu no chão. — Estou ótima.

— Parece que você está a ponto de explodir. — disse ao se levantar novamente. Olhei ao redor e não tinha ninguém nas outras salas ou no resto do andar. Roy parecia estar curioso e também olhou ao redor. — O que foi?

— Eu beijei um cara ontem. E ele pode ser considerado ameaçador e ao mesmo tempo um modelo Calvin Klein. — eu disse suspirando e ele riu baixinho. — Ele é encrenqueiro, sabe? Gosta de brigas e eu quase transei com ele no banheiro de uma boate.

— Ow. Você não parece ser este tipo de garota. — disse ele coçando a nuca.

— Eu não sou!

— Então o cara mexeu muito com você, é isso?

Eu me limitei assentir como resposta a sua pergunta e voltei á atacá-lo. Foquei toda minha raiva que sentia pela interrupção de Carrie e frustração nos golpes e fiz Roy suar.

— Você parece ser muito fã de Oliver. — eu disse e Roy corou levemente.

— Ele é um grande lutador do centro. Nunca perdeu ou foi derrubado. — disse com certa adoração na voz e eu sorri. Eu era a mesma coisa quando se tratava de Steve Jobs ou Harrisson Wells. Fanática, poderia ser meu apelido.

— Você quer lutar com ele?

— Quero ser treinado por ele. — corrigiu-me gentilmente quando arrumou a posição de meus punhos em um ataque ofensivo com mira na garganta.

— Mas você treina com Ra's que é o mesmo mestre dele, não é? — perguntei e ele assentiu.

— Eu treino com Ra's desde que era uma criança, desde meus cinco anos, mas não sou páreo para Oliver. — disse e eu ergui uma sobrancelha. — Ra's é meu tio.

— Pensando bem... Vocês tem são parecidos. — eu disse e ele voltou a corar.

— Acho que sim... — disse descontraído e começamos com as simulações.

Quando Nicholas chegou para dar assistência á Roy, eu derrubei ele todas as vezes que me atacava. Estava evoluindo nisso. Era bom, não tão bom como meus programas e softwares, mas... Era bom. E eu estava gostando dos resultados. Eu havia perdido nove quilos! A dieta e o Krav Maga estavam funcionando perfeitamente juntos.

— Pausa. Preciso de água. — eu pedi e Roy assentiu e me entregou uma garrafa de água mineral Evian. Amém. Obrigado Deus. Nicholas desabou no chão ofegante e risonho.

Ele gostava de brigas assim como... Não!

— Vocês querem descer para comer alguma coisa? Tem um food truck no final da rua que vende lanches naturais. Você está com cara de fome, Nick. — disse Roy e Nicholas riu. — O que acha Felicity? Por minha conta.

Assenti com um sorriso. Meu humor havia melhorado bastante. A raiva e a energia saíram como um só do meu corpo e eu estava saciada e cansada. Principalmente minhas pernas reclamavam de tanto esforço.

Roy nos guiou pela rua até o food truck e pagou os lanches prometidos.

Eram realmente ótimos e deliciosos. Eu nunca fui muito fã de pão integral, era estranho, marrom e com sementes, mas este parecia ser a coisa mais gostosa do lanche inteiro.

— Uau Harper, pela primeira vez... Eu estou concordando com você. — disse Nicholas com a boca cheia e eu ri junto com Roy.

— Eu estou ganhando você, estou sentindo isso... — respondeu Roy igualmente de boca cheia.

Meninos sempre serão meninos. Nós comemos enquanto Roy explicava algumas coisas sobre a academia e sobre o torneio de lutas que havia começado, que ele também iria participar, e como estava animado para amanhã á noite.

— Você e seu fanatismo pelo Queen... — alfinetou Nicholas bem humorado.

— O cara é uma lenda, Jackson. — alfinetou Roy de volta.

Pareciam duas crianças brigando para ver quem era o melhor.

— Okay... Provem isso. — disse Roy entregando para mim e Nicholas uma fruta rosa. Era um romã? — Comam. É muito bom.

Dei uma mordida pequena e o sumo da fruta escorreu, era doce e amargo ao mesmo tempo em uma combinação maravilhosa. A casca era amarga, mas a fruta era doce. Que confusão deliciosa. Dei outra mordida mais generosa que a anterior e quando me virei Nicholas já havia terminado á dele em poucas mordidas.

— Eu disse que estava ganhando você... — cantarolou Roy me fazendo rir.

No caminho de volta para a academia vi a Ducati preta que havia namorado por um bom tempinho parada no meio fio. Ela parecia mais brilhante e convidativa do que nunca.

— Hey... A garota do Krav Maga! — disse uma voz feminina assim que passei pela porta de entrada. Thea Queen. Ela estava usando uma roupa estranha, uma calça com pernas bem largas de algodão e uma blusa igualmente larga. Ambos pretos.

Eu sorri e ela se aproximou. Estava segurando uma espécie de bastão.

— Thea Queen.

— Felicity Smoak.

— Roy Harper... Mas vocês já sabiam disso, não é? — disse Roy ao meu lado ganhando a atenção de Thea. Ele não fora discreto, mas sua pequena gafe fora fofa demais.

— Você vai começar aulas aqui? — perguntei e ela riu.

— Não, hoje só vim chutar o traseiro do meu irmão. — disse ela e passou o bastão de uma mão para outra. O bastão era maior que ela mesma, mas parecia ser bastante leve. — Vocês querem ver?

Roy assentiu, assim como Nick e eu dei de ombros. O que eu mais queria no mundo era ver Oliver, sem camiseta, novamente. Roy me encaminhou pelos ombros até uma escada que eu nunca havia visto durante o curto tempo que estava aqui. Descemos elas e Nicholas e Thea empurraram portas duplas que me lembravam as portas do refeitório do MIT. Sorri com isso. E me deparei com um salão subterrâneo vermelho e preto.

— Uau.

— Eu disse a mesma coisa. — comentou Thea com um sorriso olhando para mim.

Tinha apenas uns cinco meninos e três meninas usando o espaço que dava para estacionar uns cinquenta carros. Tinha três ringues, vários sacos de areia pendurados e vários outros equipamentos que eu não conhecia ao redor.

— Oliver! — gritou Thea e eu vi Oliver dentro de um dos ringues com Tommy. Os dois pareciam concentrados, mas quando ouviram a voz dela, viraram na hora. Eu caminhei discretamente até o outro ringue na direção oposta onde Ra's estava ensinando uma garota mulata.

— Srta. Smoak. — disse com a voz tranquila. — Eu sabia que seu caminho viria até aqui embaixo.

E lá vamos nós com a filosofia Al Ghul novamente. Eu acenei levemente e ele me chamou com dois dedos para dentro do ringue. Eu arregalei os olhos e olhei ao redor.

É... Ele estava falando comigo.

— Okay... — eu disse e subi no ringue facilmente e encarei a mulata que parecia ter medo até do ar que a rondava.

— Genevive conheça Felicity. Uma de minhas alunas mais seletas. — disse Ra's e eu me surpreendi com isso. Nos quatro dias que eu o conheci, eu sabia que ele não se surpreendia fácil. — Felicity, esta é Genevive.

Me curvei respeitosamente e ela também.

— Dois rounds. — sem mais palavras ele saiu do ringue e depois se apoiou das cordas acolcheadas e observou.

Genevive firmou os pés nos chão e ergueu suas luvas de boxe para mim. Ótimo. Eu não tenho nenhum tipo de proteção. Ela veio para cima como um touro e eu desviei, dei dois golpes rápidos em suas costelas. Ela chiou de dor e atacou novamente.

— Foco Genevive. — bradou Ra's e Genevive balançou sua cabeça e atacou novamente.

Ela me conseguiu acertar meu ombro, mas eu dei uma rasteira e ela caiu. Imobilizei seus braços e pernas com os meus próprios e ela estava espumando de raiva. Ela tem problemas de temperamento? Ou seria transtorno de personalidade?

Seria uma boa desculpa para estar aqui embaixo.

— Muito bom Felicity. Próximo round. — ele disse e depois gritou uma palavra em outra língua que eu não entendi. Genevive me deu dois socos no estômago e eles doeram muito.

Ela iria me derrubar. Merda. Golpeei ela com o Smoak Atack, não acredito que dei nome á um golpe, e nós duas fomos ao chão e percebi que Genevive estava sem fôlego. Apertei seu peito duas vezes forçando seus pulmões á trabalharem e ela respirou fundo.

— Obrigada.

— De nada. — eu disse e ajudei ela a levantar.

— Não acabou ainda. — a voz de Ra's soou e eu olhei para ele.

Ele tinha aquele olhar clínico e isso estava começando a me perturbar. Me foi jogado um bastão igual o de Thea e o peguei no ar. De onde vieram esses reflexos maravilhosos? Porque quando eu preciso, eles não aparecem de jeito nenhum. O que mais me preocupava não era o meu próximo oponente e sim a expressão de Ra's. Ele tinha uma cara divertida e cheia de presunção. Odeio este tipo.

Nicholas veio para cima de mim com um bastão igual ao meu e me atacou sem dó e nem piedade, assim como Roy. Dois? Eu vou morrer! Ataquei os dois como uma criança e depois corri para ter mais espaço. Roy me atacou e percebi que ele estava usando o meu ataque contra mim mesma. Oh não, de jeito nenhum querido. Fingi que seu rosto era o mesmo de Cindy Turner que roubou meu algorítimo beta no primeiro ano de MIT e dei uma surra nele enquanto mantinha Nicholas ocupado.

Quando Nicholas pegou nuchakus e veio para cima de mim, eu me vi encurralada na parede. Apoiei meu peso no bastão e dei um giro como se estivesse andando na parede. Ataquei Nicholas com as pernas e ele recuou um pouco.

— Como infernos eu fiz isso? — sussurrei para mim mesma e tirei os nuchakus das mãos de Nicholas como se fosse doce de uma criança. Ouvi passos atrás de mim e lancei os nuchakus sem pensar duas vezes nas pernas da pessoa. Era Tommy! — Ah meu Deus! Me desculpe!

— Foco Felicity. — disse Ra's ainda em cima do ringue me observando.

Duas garotas vieram para cima de mim, eram gêmeas e tinha uma sincronia perfeita. Ótimo. Eu, definitivamente, estava dentro de uma Mortal Kombat bem realista agora. Pensei em todas as vezes que joguei junto com meu pai. Ele sempre pegava o Liu Kang primeiro que eu. Em uma rápida observação das duas, percebi que teria que fazer elas lutarem entre si, mas como?

Fui até o espaço entre elas e acertei as duas com as pontas do bastão nos estômagos e depois nos narizes. Sangue jorrou, mas eu não parei. Continuei atacando e elas recuaram. Quando me virei para o lado e atacar o último oponente que estava vindo, o som de madeira contra madeira soou e eu vi o meu bastão cruzado com o de Oliver em um perfeito "X".

Palmas soaram bem altas e eu vi Ra's com uma expressão de orgulho e um sorriso genuíno em seu rosto. Não sabia se ele concentrado e de mau humor era mais assustador do que orgulhoso e sorridente. Abaixei meu bastão ao mesmo tempo que Oliver e me curvei levemente, ele fez o mesmo.

— Onde você aprendeu a lutar deste jeito?! — perguntou Thea aparecendo do meu lado. Olhei ao redor e vi que todos que eu havia lutado estavam no chão ainda e me olhavam impressionados.

— Eu não sei. — respondi sincera e completamente exausta.

—-

Eu estava repassando tudo que aconteceu pela manhã até agora e encarando o meu notebook. Abri uma página no Google e fui até o portal do GeekGames. Digitei na linha de busca o nome do jogo e ele apareceu em três tipos diferentes, cliquei no que eu conhecia e copiei o endereço eletrônico. Joguei em meu software de conhecimento e peguei os golpes de cada personagem no mundo de Mortal Kombat e comecei um reconhecimento com todas as lutas marciais conhecidas pelo homem. Listas e mais listas de golpes apareceram. Jiu Jitsu, Karatê, Wing Chu, Kung Fu, Krav Maga, MMA, Boxe, Aikido, Muay Thai, Kick Boxing, Judô, Taekwondo... Tudo. Eu havia feito pelo menos dois golpes de cada um hoje de manhã.

— Querida? Você está bem? — perguntou mamãe e eu me assustei.

— Sim, só estava vendo algumas artes marciais na web. — eu disse e ela sorriu.

— Você está com a mesma expressão que seu pai tinha quando estava aprontando alguma coisa virtual. — disse ela e cruzou os braços com um olhar acusador.

— Não estou aprontando nada. Mãe... Onde está o meu pai? — perguntei e sua linguagem corporal mudou completamente.

— Não sei.

— Está mentindo.

— Não estou.

— Está mentindo novamente. — retruquei e ela cruzou os braços ainda mais rígida. Eu me levantei do sofá e encarei ela, determinada. — Eu quero saber!

— Por que isso agora?

— Porque eu, da noite para o dia, me tornei uma máquina com vários tipos de artes marciais esquecidos no hard drive e estou á um ponto de enlouquecer! — esbravejei e ela se assustou.

— Seu pai foi embora.

— Isso foi á mais dez anos atrás. — pontuei. — Você não sempre me disse que havia superado?

Ela não me respondeu, apenas foi andando calmamente até as escadas. Suspirei frustrada. Teria que fazer isso na moda antiga. Voltei a me sentar no sofá e puxei o computador de volta para o meu colo. Eu poderia ser presa e jogada em uma prisão nas ruínas de Atlântida por acessar tantos servidores ultra-secretos.

Apertei a tecla "Enter" e todos os servidores se abriram para mim. FBI. CIA. Interpol. USAA. MI6. BSI. Digitei o nome de meu pai e apareceram dados dos mais antigos até os recentes, estes que eram de 2011. Como assim ele sumiu há sete anos e ninguém ouviu falar dele? Procurei por recibos de cartões, aeroportos, rodoviárias, estações de trem e metrô e até em docas.

Nada.

Desliguei meu notebook e peguei meu celular. Talvez, Sara e Dianna poderiam me ajudar nisso. Disquei ambos os números e ninguém me atendeu, tentei Curtis e caiu na caixa postal. Ninguém que trabalhava em STAR Labs poderiam me ajudar agora? Conveniente. Vamos usar artilharia pesada então. Pesquisei o contato em minha agenda e sem hesitar apertei a tecla verde e a ligação começou a chamar.

— Alô?

— Vovó? Sou eu, Felicity. — eu disse depois de ouvir sua voz. Ajeitei meus óculos e sorri quando ouvi sua voz surpresa e feliz novamente.

—-

Eu estava adorando minhas férias em Central City até o momento em que bati os olhos em Oliver Queen e comecei a agir como uma versão loira do Bruce Lee. Minhas pernas ainda estavam doendo horrores... Meu corpo estava doendo horrores, mas minha mente ainda estava á mil por hora.

Eu não conseguia dormir ou comer, qualquer comida parecia plástico em minha boca, não conseguia me concentrar. Parecia que tudo estava se movendo lentamente. Eu odeio qualquer coisa que seja lenta. Não conseguia me concentrar nas séries ou filmes do Netflix, embora consegui assistir Karatê Kid com o Jaden Smith e Jack Chan sem surtar.

Papeei bastante com Vovó que disse que iria me ajudar em meu planinho para reencontrar meu pai e dar um jeito em minha mãe sobre o mesmo. Já eram quase sete horas da noite. Mamãe não havia descido do quarto e ninguém do STAR Labs havia retornado minhas ligações.

Fui até a cozinha de mamãe e procurei no armário embaixo da pia o calmante de Donna Smoak. Um garrafa de Jack Daniel's. Ela sempre tinha uma, desde... Bem, desde que meu pai foi embora. Despejei um pouco em um copo e virei de uma vez, deslizou como se fosse lava em minha garganta. Despejei mais um pouco e bebi.

— Hey... Peguei seu recado. Estava uma loucura com o acelerador de partículas nos laboratórios. O que aconteceu? — perguntou Sara ao entrar dentro da casa. A porta sempre ficava aberta, minha mãe não parecia ter medo de psicopatas, assassinos, sociopatas ou uma mistura de todos eles em um só. — Lissy?

— Eu estou completamente exausta. — eu disse e me virei. Sara estava usando seu avental branco do STAR Labs e tinha uma expressão preocupada. Ah não. Eu não poderia lidar com isso agora.

— Estou vendo isso, mas por que está bebendo Whisky ás 19h:00 da noite? — perguntou cruzando os braços com um pequeno sorriso. — Tem a ver ao seu show de Kung Fu na academia mais cedo?

— Eu não sei o que está acontecendo comigo.... Como sabe disso? — perguntei e ela riu.

Tommy. — dissemos juntas e eu sorri.

— Eu não sei o que está acontecendo comigo. Primeiro, eu estou com raiva, frustrada e com muita vontade de bater em algo. Segundo, eu realmente preciso relaxar ou irei bater em algo e terceiro, não consigo achar meu pai em nenhum lugar. — eu disse enumerando em meus dedos enquanto bebia mais, direto do gargalo agora.

— Felicity você está tensa pra cacete! — exclamou Sara e tirou a garrafa de mim. — A única coisa que você precisa agora é de sexo ou um porre.

— Não! Esta é a última coisa que eu preciso agora. — assinalei com ênfase o antônimo da frase e Sara revirou os olhos.

— Eu sei que você cancelou a Missão Cupido Queen, mas não quer dizer que você tem que transar necessariamente com Oliver. Tenho certeza que há vários homens, além deste em Central City. — disse ela erguendo uma sobrancelha. — Nós podemos s...

— Não diga a palavra "Sair", da última vez eu quase transei com Oliver em um banheiro feminino. Sabe as chances que eu tinha em contrair uma doença sexualmente transmissível? Inúmeras. — eu disse e estremeci com apenas o pensamento desta possibilidade.

— Você não vai conseguir se acalmar se estiver deste jeito. Você está parecendo Oliver agora! Desesperada. — disse ela e bebeu um pouco do Whisky.

— Isso não têm graça.

— Não era para ter.

— Preciso de uma carona. — eu disse e ela assentiu. Caminhou até a saída e depois voltou e me devolveu a garrafa. Eu tampei e guardei ela em seu lugar e só peguei meu celular e sem pensar muitas vezes na ideia estúpida que tive montei na garupa da Ducati vermelha de Sara.

— Para onde?

— Apartamento de Oliver.

— Mas você não tinha canc...

— Eu cancelei. Vamos. — eu disse e apertei sua cintura levemente enquanto ela cantava pneu.

—-

Sabe o que é encarar uma porta por mais de vinte minutos sem saber se tocava a campainha ou não? Esta era eu agora. Depois de mandar Sara embora e reencontrar o amigo super gentil de Oliver e Tommy, Diggle, eu estava encarando a porta branca.

Foi certo vim aqui? Eu tinha feito certas coisas com ele e não sabia se iria parecer desesperada ou não vindo aqui. O irônico era que ele parecia ser a única pessoa que poderia completamente me entender agora e me dar algum tipo de solução.

Apertei a campainha e esperei cinco segundos.

— Parece que ninguém está em casa... — eu disse dando meia volta e apertando o botão do elevador freneticamente. Quando as portas se abriram, eu me meti dentro e apertei o botão do térreo. — Viu? Não ajudou em nada.

Uma mão parou as portas de se fecharem e eu encarei o rosto de Oliver. Ele estava sem expressão nenhuma em seu rosto, mas pela primeira vez... Totalmente vestido e sem peito musculoso de fora.

— Felicity.

— Oliver. — eu cumprimentei com educação. — Preciso da sua ajuda.

Ele pareceu curioso, mas não comentou nada. Apenas me deu passagem e eu saí do elevador e fui até a sua porta, que estava aberta, e entrei dentro do apartamento que era bem mais organizado e cheiroso do que o de seu vizinho e melhor amigo.

— Eu sei que isso é totalmente anormal, mas eu acho que estou com sérios problemas. — eu disse e me virei á tempo de vê-lo trancar a porta da frente. Olhei suas roupas, ele parecia estar pronto para sair. — Eu te interrompi? Você ia sair? Me desculpe.

— Você tem que parar de pedir desculpa toda vez que nos encontramos Felicity. — ele disse e tirou sua jaqueta de couro. A camisa preta que usava por baixo estava bem agarrada em seu torso e marcava muito bem todos os seus "íceps". — Eu não ia sair.

Assenti e ele apontou para o sofá e eu me sentei.

— Você está bem? — perguntou e eu assenti nervosa. — Sua perna não parece concordar com isso.

Olhei para minha perna e ela estava trêmula. Era um dos tiques que eu tinha quando estava nervosa demais. Merda. Sorri e parei minha perna.

— Eu não sei o que está acontecendo comigo. Hoje... Aquela não era eu. Eu não sei como consegui lutar contra tanta gente e ainda vencer todos eles. — eu confessei e passei a mão em meu rosto e tirei meus óculos.

— Como assim?

— Eu só me interessei por artes marciais esta semana! Os jogos não contam... O ponto é que, eu não sei como fiz aquilo, mas quero bater em algo agora. — eu disse e recoloquei os óculos no rosto. Seu rosto estava sereno demais. — E eu sei que não sou a única a ter este problema de temperamento.

Ele cerrou sua mandíbula. Eu atingi um nervo. Um nervo bem sensível.

— Eu não quero saber o que te deixou assim, eu só quero que você me ajude á não bater na primeira pessoa que eu vejo, por sinal, será você. — eu disse e ele sorriu levemente.

— Você vai precisar mais do que aquilo que fez para me derrubar, loirinha. — disse ele ao se levantar do sofá. Foi até a cozinha e depois voltou com dois copos de bebida.

— Eu já tentei isso, acho que foram os três copos de Whisky me trouxeram até aqui em primeiro lugar. — eu disse recusando o copo. Ele maneou a cabeça e deixou o copo na mesinha de centro.

— Você está bastante tensa. — assinalou antes de beber de seu copo.

— Não é a primeira pessoa a me dizer isso hoje.

— Eu sabia que tinha algo de errado com você assim que cheguei na academia e te vi lutando com o Harper. Você está descontando tudo que reprimiu este tempo todo. — disse ele e me encarou.

Eu quase ri.

— Você acha que eu, do nada, aprendi a ser uma cópia loira do Bruce Lee por causa de um término de namoro que foi á quase seis meses atrás? — meu tom sarcástico fez Oliver sorrir genuinamente, pelo menos.

— Respondendo sua pergunta muda, quando eu fico assim. Eu bato em alguém ou malho até cair de exaustão. — ele disse e bebeu todo o conteúdo de seu copo e do meu.

— Eu já fiz isso. — assinalei.

— Você ainda pode andar em linha reta. — rebateu. — Tentei aquilo ali.

Ele apontou para sua engenhoca e eu suspirei e fui até lá. Peguei a barra que estava encostada no lado e coloquei ela no primeiro espaço que era alto o bastante para eu ter que ficar nas pontinhas dos meus pés para alcançar.

— Force seus braços e depois erga-se para o próximo espaço. — disse e ficou na minha frente de braços cruzados. Me ergui na barra e já fiquei sem fôlego. Fiz novamente e fiz a barra ir para o espaço de cima.

— Você fazendo parece muito fácil. — eu disse e ele sorriu levemente. Ele estava parecendo o Chessire de Alice no País das Maravilhas com tantos sorrisos.

Eu consegui ir até o último e depois sentei na barra completamente ofegante.

— Está se sentindo menos briguenta? — perguntou me encarando do chão.

Quando pensei em responder um sonoro "Não", me desequilibrei da barra quando a mesma cedeu e me vi indo até o chão. E ele não chegou. Abri os olhos e vi que Oliver havia me pegado no último minuto. Ótimo. Ele vai bancar o herói para cima de mim novamente.

Fiquei de pé e Oliver cruzou os braços, igualmente desconfortável.

— Então... É eu só eu malhar feito louca que irei ficar bem? — perguntei e ele assentiu.

— Ou vai diminuir a vontade de bater em alguém. Funciona comigo. Ás vezes. — disse ele indo até a barra que estava no chão. Ela estava levemente torta e ele consertou a parte torta com suas próprias mãos.

— É por isso que luta? — perguntei e ele assentiu.

— Felicity sobre ontem...

— Eu não quero falar sobre ontem. — eu disse e sequei minhas mãos suadas na calça jeans que estava usando. — Sabe quantas doenças nós poderíamos ter pegado naquele banheiro? Não estou dizendo que você tem algum tipo de doença contagiosa ou sexualmente transmissível... Ou tem?

Oliver se virou para mim com seu rosto impassível.

— Eu não tenho Felicity. — disse com a voz igualmente impassível e eu assenti.

— Desculpe.

— Pensei que havíamos deixados as desculpas no passado... — ele comentou indo até sua janela. Até de costas ele era bonito. Costas largas, braços enormes, traseiro empinado e o resto do pacote completo. Era tão injusto.

— Por que quer tanto falar sobre ele então? — retruquei e ele se virou para mim novamente. — Aquilo não vai se repetir.

— Quem é Christian? Seu ex-namorado de que tanto foge? — perguntou casualmente enquanto se apoiava na estante com os braços cruzados. — Ou era Cooper?

— Por que tão interessado nisso?

— Estou apenas tentando entender a garota loira que entrou na minha vida de para-quedas e que deu uma de Bruce Lee hoje. — ele disse e eu suspirei.

— Eu estava em um relacionamento com Cooper há seis meses atrás. E assim como Christian e a noite passada... Foi um erro que eu não cometerei duas vezes. — eu disse pausadamente dando ênfase em cada palavra.

Seus lábios se franziram em uma linha reta e fina.... Tentadora. Além de sua cara de desgosto, Oliver não pareceu se intimidar, na verdade, ele parecia ainda mais motivado em falar sobre a noite que quase entrou em minhas calcinhas. Enquanto ele aproximava, eu queria me afastar. Queria mesmo, mas não conseguia.

O campo de força ao nosso redor que parecia irradiar o poder de sedução de Oliver de todos os lados, me prendia. Já não tinha certeza sobre a última afirmação que havia dito quando encarei seu peito na minha frente.

— O que está fazendo?

— Você estava blefando e eu realmente não gosto quando me comparam á exs-namorados ou á qualquer tipo de idiota. — ele respondeu e prendi a respiração quando senti a dele bem perto do meu rosto.

— Oliver...

— Sim, Felicity?

Encarei seus olhos que estavam com as pupilas dilatas e cheias de diversão e malícia. Merda. Se ele pedir, não irei negar. Eu tinha dignidade o suficiente para não cometer esta façanha. Ele se abaixou e beijou meus lábios com certo receio, da mesma maneira de ontem. Como se fosse a primeira vez. E eu deixei. Por que que eu deixo?

Porque ainda há uma parte de você que não é inteiramente burra!

Ignorei a vozinha do meu subconsciente e fechei meus olhos aproveitando a sensação de ter os lábios de Oliver Queen contra os meus. Parecia mini-travesseiros.

Okay.

Okay.

Okay.

Não estou tão "Okay" assim não.

Oliver puxou minha cintura e meu corpo foi até o seu encontro de bom grado. Eu me sentia ser puxada por algum tipo de magnetismo que vinha dele. Era surreal quase o poder de atração que ele exercia sobre mim. Seus braços fecharam ao meu redor e o beijo mudou. Se tornou selvagem e ousado, assim como suas mãos que me arrepiaram da cabeça ao pés com os seu toques sutis e estratégicos.

Merda. Ele sabia o que estava fazendo. Ele me pediu passagem com a língua e eu permiti. Ele não me sufocava e sim me conduzia, era quase um convite físico para uma noite recheada de segundas intenções.

Quando senti meu corpo ser elevado pelos quadris até nossos quadris se encontrarem, mais um vez, perfeitamente ao usar cada encaixe necessário, soube que eu também tinha algum poder sob Oliver. E lá estava, sua ereção mais do que presente me servindo de prova.

Fui pressionada contra a estante e senti as lombadas de livros na minha nuca enquanto ainda era beijada por Oliver de modo sensual e convidativo. Quando o ar se fez necessário, senti uma espécie de dejá-vú, quando seus beijos quentes migraram até o meu pescoço. Senti o sorriso de Oliver em meu pescoço. Ele viu a marca do chupão. Suas mãos se infiltraram em minha blusa e logo eu estava sem ela.

Querida, cheguei! — bradou a voz de Tommy do outro lado da porta de correr e eu me separei de Oliver como se tivesse levado um choque diretamente de um torre elétrica. — Oliver?

— Ocupado. — respondeu Oliver quando impedia minha passagem para fora de seu apartamento.

Demais para a Ronda? — perguntou Tommy novamente.

— Sim. — respondeu Oliver e logo depois ouvi uma porta se bater e logo Oliver estava me beijando ardentemente de novo.

Dane-se o Merlyn!

Isso subconsciente. Irei te escutar só hoje. Retribuí o beijo o máximo que pude e praticamente fui moída contra o corpo de Oliver. Tirei sua camisa e revi aqueles gominhos tentadores. Fui erguida novamente, porém agora Oliver caminhou até um corredor enquanto mordiscava cada pedaço de pele meu exposto. Ele abriu uma porta e depois ouvi essa porta se bater.

Fui depositada em uma cama muito confortável com a maior gentileza do mundo, especialmente vindo de Oliver. Minha calça foi retirada e a constatação que estávamos realmente fazendo isso, me deixou... Sei lá como me deixou. Eu sentia o olhar de Oliver queimar em mim e isso só piorava/melhorava a situação em minha calcinha.

Ele se inclinou e deixou beijos quentes e molhados em meu pescoço e desceu até o meu colo. Ao deslizar as alças do meu sutiã, ergui meu corpo dando mais acesso e praticamente implorando para ele continuar.

O sutiã foi jogado longe e eu deixei escapar o gemido quando Oliver raspou seus dentes em um dos meu mamilos. Sua barba rala já me causava arrepios, agora isso era completamente enlouquecedor.

— Felicity... — sussurrou em meu ouvido quando eu estava tentando achar o botão de seus jeans. — Você é linda.

Gemi com seu elogio juntamente com a carícia lá embaixo. Oliver me deu outro de seus beijos de tirar o fôlego enquanto eu tirava sua calça e ele a minha calcinha. Eu não sabia quando ou de onde ele tirou a camisinha, mas não fiquei quieta até Oliver entrar dentro de mim. Ele gemeu rouco entre o nosso beijo e eu não fui muito diferente.

Ele era bem grande. Usei cada encaixe possível para acomodá-lo dentro de mim. A sensação de estar no lugar certo e na hora certa deveria ser assim. Me sentia quase que... Completa.

— Deus... — ofeguei quando acomodei ele por inteiro. Oliver prendeu minhas mãos sob a minha cabeça e liberou um pouco de seu peso sobre mim enquanto estava instalando um ritmo. Lento demais para mim.

— Apertada demais...

Isso era para ser um elogio? Não sabia ao certo, mas quando prendi minhas pernas ao redor dos quadris dele, Oliver mudou completamente. O jeito carinhoso e gentil evaporou e o selvagem e avassalador tomaram conta. Assim como era em seu beijo.

O ritmo se tornou rápido, forte e preciso. O êxtase estava se formando dentro de mim, enquanto lutava para ter as mãos livres, o orgasmo me invadiu e eu gritei o nome dele. Ele veio segundos depois e sussurrou meu nome como uma prece. Eu adorei isso.

Por mais que minha mente estivesse nublada e completamente anestesiada, eu sabia que não iria me contentar apenas com isso. Muito menos Oliver. E assim que ele se ergueu de meu corpo e me levou para o banheiro, tivemos outra rodada ali, outra no sofá que tinha em um canto do quarto e depois outra na cama novamente.

Eu estava no paraíso com o meu melhor pesadelo ao meu lado. Sem dizer ou perguntar nada, eu adormeci com o corpo de Oliver ao redor do meu em uma conchinha de músculo e calor.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Peguem leve comigo porque esta foi a primeira cena de sexo que eu escrevi na vida! Estou meio insegura, mas minha querida beta disse que está ótimo e estou confiando nela! Três avisos. 1° - Este é o último capítulo de "Extreme Love" deste mês. O próximo só irá ser postado depois do Enem, ou seja, dia 7 de novembro. 2° - Leitores e leitoras de The Perfect Nanny, o próximo capítulo ainda está sendo escrito e depois que for betado, espero eu até amanhã de noite, eu irei postar. Também será o último capítulo de outubro, depois só após dia 7 de novembro também. 3° - Tem um grupo no face em que eu divulgo minhas fics! Vou deixar o link aqui embaixo! Quem quiser entrar, entre e seja notificado quando eu atualizar as fanfics! Hmmmmm. Ela tinha cancelado a Operação Cupido, mas agora está nos braços do nosso lutador? Confusa, não? Mas quem pode culpá-la? NINGUÉM! E olha que nem precisou de um interferência de Tommy, Dianna ou Sara... Milagres acontecem ou Jack Daniel's acontece. Espero que tenham gostado! L.W Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/ Outra Fic_ https://fanfiction.com.br/historia/709830/The_Perfect_Nanny/