Extreme Love

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Ciao! Olá meninas, tudo bom? Espero que sim! Eu não iria deixar minha última atualização fazer aniversário de um ano aqui no Nyah nunca! Então venho hoje com todo amor no meu coraçãozinho dizer que eu já finalizei Extreme Love e Dangerous Love! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Depois de tanto tempo sem criatividade e muita auto-depreciação, eu consegui! Este capítulo vai ser meu test-drive para saber se eu tenho algum público por aqui ainda, e se a reposta for positiva eu vou atualizando a fic em alguns dias junto com Dangerous Love! Este é meu presente de Natal para minhas leitoras pacientes e maravilhosas! Espero que gostem! Obrigada K.C pela recomendação maravilhosa que você escreveu para esta fic! Este capítulo é para você mana! ♥ Boa Leitura!

Eu tinha perdido a noção do tempo.

As pessoas costumavam dizer isso quando faziam algo que gostavam por mais tempo do que o realmente necessário, como por exemplo, dormir mais cinco minutos, ler só mais um capítulo ou assistir só mais um episódio. Era um looping que ninguém se importava de entrar.

Muito menos eu quando esse looping era Oliver Queen.

Seus braços estavam fechados ao redor dos meus quadris e suas mãos moldavam minha bunda. Ele tinha uma coisa pela minha bunda que eu nunca entendi, mas aquilo era tão bom. Quando ele apertou, eu ofeguei, enquanto Oliver pediu passagem com sua língua para dentro de meus lábios.

Concedida, Sr. Queen.

Eu senti tanta falta disso. Desse beijo. Desse toque. Dele. De Oliver. Ele fazia tudo valer a pena. Todas as horas aturando a arrogância monstruosa de Isabel Rochev, todas as latas de energético que eu provavelmente não deveria ter tomado, os dias sem ele ao meu lado na cama... Ele fazia valer tudo a pena.

Senti minhas costas serem pressionadas em uma das paredes do corredor em algum ponto e suspirei em completo prazer. Quando Oliver abandonou meus lábios e se moveu para baixo no meu pescoço, o pequeno gemido que irrompeu meus lábios era o sinal que ele precisava para continuar fazendo o quer que ele estivesse fazendo ali.

Entre beijos molhados e pequenas mordidas, sua barba que havia crescido nos poucos dias que estivemos separados arranhava minha pele de um jeito deliciosamente tentador que deixava pequenos pontos de prazer concentrados em minha pele. Levantei minha cabeça para cima para conceder mais acesso, encarando o teto branco com a visão levemente turva. Tudo isso era sobre a nossa espera, sobre aproveitar o nosso reencontro, sobre provar a saudade um do outro, era sobre nós.

Minha respiração estava mais do que irregular quando ele se aventurou até o outro lado do meu pescoço intocado e não deixei de notar o diferencial em tudo. Não sabia o porquê exatamente, mas isso estava sendo diferente. Não um diferente ruim, um diferente mais do que bom. Ciúmes fazem as pessoas sentirem sensações dez vezes mais? Pois era o que parecia.

Quando eu vi Laurel saindo por aquela porta, eu quis testar alguns golpes que havia aprendido com Ra's em Oliver e depois cavalgar em cima dele na cama que nem uma lunática só para ele lembrar á que loira ele pertencia. Odiava sentir ciúmes, possessividade porque ia contra tudo que eu acreditava.

Pessoas não eram objetos, e não deveriam ser tratados como tal, mas naquele momento foi tudo o que eu havia conseguido pensar. Em um momento eu estava brigando com ele e em menos de 2,5 segundos Oliver estava me beijando com tudo que tinha dentro de si.

E só aí, eu consegui respirar novamente, porque ele também sentiu saudades de mim. A pontinha de insegurança que me acompanhava toda vez que nos separávamos me fazia companhia até eu me reencontrar com Oliver e ele apagar ela da minha mente com seus beijos consumidores.

As mãos de Oliver desceram novamente até minha bunda e um novo apertão foi dado, mais um gemido saiu de mim. Oliver capturou ele entre seus próprios lábios e me ergueu pelas coxas. Me agarrei ao seu corpo como uma trepadeira e senti o calor de sua pele contra mim. O fato que ele estava apenas de boxers, não ajudava em nada, muito menos o meus jeans.

Me apertei contra sua ereção e ele gemeu voltando a me pressionar contra a parede.

Uma pequena pontada de constrangimento me atingiu em cheio quando senti o quão molhada, eu realmente estava. A ficha finalmente caíu e eu aceitei a onda enorme de desejo que me consumia aos poucos assim como os beijos de Oliver. Nós já tínhamos nos vistos nos piores momentos possíveis, mas isso... Essa química, a sincronia de nossos corpos nunca havia falhado. Nós nos conhecíamos muito bem, até mais do que eu estava confortável em admitir.

Ainda relutante, eu me desgrudei de seu corpo o suficiente para tirar minha jaqueta e jogar no chão do corredor, quando Oliver me colocou novamente no chão, minhas pernas tinham consistência de gelatina e ele teve que me sustentar por alguns segundos até eu conseguir me firmar sozinha.

Seu sorriso entre nosso beijo não passou despercebido por mim, porque eu retribuí.

Idiota.

Meu idiota.

Chutei o par de botinhas que havia escolhido usar essa manhã para longe, bem perto de onde a jaqueta havia ficado. Eu queria ele e tudo isso eram apenas camadas de roupa que me atrasavam. Quando as meias foram embora, as mãos de Oliver foram até a barra da camiseta que eu estava usando e eu apenas ergui meus braços para facilitar tudo.

— Felicity... — ele gemeu quando viu a outra surpresa que havia preparado para ele.

Uma visita á La Perla com Curtis enquanto estávamos em uma chamada de vídeo com Dianna e Sara havia rendido vários novos conjuntos de lingerie para o meu guarda roupa. O que eu havia escolhido usar hoje era um simples conjunto de sutiã e calcinha de renda preta transparente com detalhes em verde.

A cor favorita de Oliver.

Sim, eu sou uma namorada muito dedicada.

— Quarto... Agora. — ele disse contra os meus lábios quando eu havia atacado ele novamente. Balancei a cabeça em negativa. Não. Eu queria ele aqui mesmo. No corredor. — Fe-li-ci-ty.

Oliver apoiou suas mãos na parede ao lado da minha cabeça como estivesse lutando contra si mesmo, isso me lembrou a nossa primeira vez no vestiário da academia que foi depois de um episódio de ciúmes da parte dele.

Paramos de nos beijar e apenas respiramos com nossas testas coladas.

Me abaixando levemente, escapei da prisão de seus braços e dei dois passos em direção ao final do corredor que tinha uma janela. Wow. As coisas estavam começando a ficar interessantes. Estava chovendo do lado de fora agora.

Como seria transar contra uma janela? Com certeza, gelado.

Quando me virei para propor minha ideia para Oliver, tropecei em uma das botas que havia chutado para longe e escorreguei parando no chão. A única coisa que machuquei foi a minha, já pequena e mínima, dignidade. Eu realmente não servia para essas coisas. Uma gargalhada irrompeu de mim e eu consegui ouvir o riso baixo de Oliver também.

— Merda. — xinguei entre os risos e senti Oliver aparecer por cima de mim sorrindo, enquanto distribuía pequenos beijos em meu rosto.

— Você não sabe o quanto eu senti a sua falta... — ele sussurrou enquanto beijava o meu colo em direção ao vale entre os meus seios.

— Você sempre pode me mostrar... — cantarolei e depois gemi quando senti seus dentes fecharem ao redor de um dos meus seios. — Hey! Canibalismo é crime, Sr. Queen.

Pelo sorriso que nasceu nos lábios de Oliver, nós iríamos ficar no corredor por um bom tempo. Não que eu me opusesse á isso, é claro. De jeito nenhum. Nu-uh. Eu era completamente a favor.

—--

Depois de um certo tempinho, nós saímos do corredor. Não queria ser pega por ninguém, especialmente por Tommy. Nunca iríamos ouvir o fim disso. O banheiro foi nossa parada seguinte, depois a cama. Oliver tinha uma libido enorme e era meio difícil acompanhar ele, por isso fomos bem criativos desta vez. Ah qual é, para quem já fez em um vestiário e em um banheiro de lanchonete... Dentro de quatro paredes era fichinha.

— E eu simplesmente odeio ela. — me virei para Oliver e apoiei meu queixo em uma das minhas mãos.

Ele estava cozinhando jantar para nós, já que pulamos o almoço e o café da tarde. Eu acordei morrendo de fome depois de uma soneca no meu travesseiro favorito. Leia-se, o peito de Oliver. O cheiro do que seja lá o que estava cozinhando estava começando a subir das panelas e fazer minha barriga rosnar, o que não era lá muito elegante.

— Sei que ela está fazendo o trabalho dela, mas tirar meio ponto da minha nota de um trabalho por causa de um fodido acento?! — exclamou Oliver levemente irritado apontando a colher de pau para mim com uma das sobrancelhas erguidas. — Quem é que faz isso?

— Sua professora de Economia, aparentemente. — respondi sorrindo levemente.

Ele era tão lindo. Até mesmo irritado por ter acentuado a palavra "Química" errado.

— Felicity...

— Hm?

— Este sou eu notando você me encarando. — ele disse abaixando a colher de pau com um leve sorriso malicioso nos lábios.

— Por que você é tão lindo? É injusto. — eu disse dando de ombros levemente. Oliver riu baixinho e se inclinou contra o balcão onde eu estava sentada e me deu um selinho demorado. — E por que beija tão bem? É mais injusto ainda.

— Você está alimentando meu ego, querida. — ele disse voltando para as panelas. — E em retorno, vou alimentar seu estômago...

Sorri e abriu o forno tirando de lá uma forma cheia de tortilhas.

— Noite Mexicana? — perguntei com um sorriso no rosto quando ele deixou eu roubar uma das tortilhas.

— Uhum. Pensei que nós podemos deixar as tradições para amanhã... — ele disse e virou as tortilhas de nachos em uma vasilha redonda e deixou as tortilhas de tacos em um prato. — Afinal de contas, o que você quer fazer amanhã?

— Meus planos se resumem á passar o máximo de tempo possível com você. — eu disse mergulhando o nacho no molho de carne apimentado que só Oliver sabia fazer.

Era um manjar dos deuses. Literalmente.

— Ra's vai para Boston passar o feriado com Nyssa, e vovó viajou com mamãe para um spa em National City. — eu disse de boca cheia e Oliver me olhou atentamente. — O que? Está realmente bom e não é minha fome falando.

— Você já conversou com ela? — perguntou e apagou o fogo das panelas que deveriam estar com o recheio para os tacos.

— Não. — disse pegando outra tortilha, mergulhando no molho e enfiando dentro da boca. — Eu não sei se quero para ser sincera. Sei que nossa situação não é das melhores agora, mas depois do último encontro que tive com os dois... Não quero repetir a dose. Você estava lá e viu como os dois não conseguem se manter civis!

Oliver assentiu, concordando e comeu um nacho também.

— Mas ainda sim precisa conversar com ela. — ele pontuou de boca cheia e eu assenti, derrotada. — Por experiência própria, nunca é bom deixar assuntos inacabados quando você tem o poder de mudar isso.

— Antes da semana do Hannukah. — prometi e ele pareceu satisfeito.

Voltou mais uma vez para o fogão me dando uma boa visão de seu traseiro maravilhoso que estava em evidência por causa da calça de moleton que caía perfeitamente bem nos quadris dele. Comi dois nachos apenas observando aquela parte em especial da anatomia de Oliver e só desviei o olhar quando ele mesmo virou-se para mim colocando uma das panelas com o recheio para os tacos de lado.

— Minha mãe fez alguma visita? — perguntou recheando generosamente uma das tortilhas para tacos.

Bebi um pouco do coquetel de frutas que havia feito, enquanto ele fazia todo o resto da refeição e ponderei rapidamente. Eu deveria contar que Moira havia me chamado até o escritório dela, não devia? Mas se eu contasse, também teria que contar que eu fui toda Namoradazilla em cima da mãe dele.

Reprimi o suspiro cansado que queria sair e coloquei o copo para baixo.

A mimosa estava geladinha e refrescante.

Combinava com toda a pimenta que estávamos comendo hoje.

— Sim. — respondi decidindo ser sincera. — Ela me chamou até o escritório dela há algumas semanas atrás para perguntar sobre um de nossos projetos que ainda estão em fase de teste.

— Mas você não é a encarregada do departamento, é? Foi promovida e não me contou? — perguntou ele já fazendo uma careta e empurrando o taco já pronto em minha direção.

— Não, eu não fui promovida. Isabel ainda é a chefe das Ciências Aplicadas, o que tornou ainda mais estranho meu convite até o escritório da chefona. — eu disse antes de morder o taco.

Gemi.

Eu não estava comendo apenas um taco. Eu estava comendo "O" Taco. Minha boca estava sendo alvo de várias explosões de sabor no momento, como fogos de artíficio em 4 de Julho. Estava tão bom. Os pimentões juntos com a carne e os outros legumes. Por que Oliver não desistiu de tudo ainda e abriu um restaurante próprio?

— As vezes eu me pergunto de mais quantas maneiras você consegue me fazer sentir isso... — eu disse indo para mais uma mordida fazendo ele rir levemente.

Eu adorava o Oliver Relaxado, mas ele aparecia bem raramente.

— Eu cheguei no andar e Kara me avisou de ante-mão que sua mãe não estava no melhor dos humores, mas novidades para todos... Eu também não estava. — eu disse e eu vi os ombros relaxados de Oliver tensionarem um pouco, mas ele continuou comendo seu taco. — Ela perguntou sobre o projeto assim que eu entrei na sala e eu respondi alguma de suas perguntas, mas ela notou o meu desconforto.

— Como assim?

— Uma coisa é eu ser chamada para o escritório da chefona que por acaso é a mãe do meu namorado que está á um mês e meio de se tornar o novo chefão, outra coisa é tudo isso acontecer com o bônus de eu estar fazendo o trabalho da minha chefe que não é muito minha fã porque já foi para cama com o meu namorado que está a um mês e meio de se tornar o novo chefão que tem a mãe que é a atual chefona do lugar me convocando para a sala dela no meio de uma tarde de quinta-feira... — eu disse rapidamente, mas eu sei que Oliver entendeu cada palavra porque ele sorriu levemente antes de tomar um pouco de sua mimosa. O leve rubor que estava presente em suas bochechas indicava que a pimenta na comida havia começado a fazer efeito. — Desculpa...

— Eu entendi seu ponto. Você estava mais desconfortável com o fato de estar fazendo o trabalho de Isabel do que com o fato que minha mãe havia chamado você para o escritório dela. — ele disse e eu assenti.

— Eu estava esperando o discurso "Você não é boa o bastante para o meu filho", mas... — eu disse e mordi meu lábio. Oliver notou minha hesitação e apenas ergueu uma sobrancelha em questionamento. — Talvez, eu tenha me preparado para uma discussão com ela no elevador. E talvez eu tenha atacado para me defender sem ter sido atacada em primeiro lugar, mas depois de ver Laurel aqui quando cheguei, sei que fiz a coisa certa.

— O que você disse para ela? — perguntou Oliver em voz baixa.

— Deixei claro para ela que eu não me importava com a opinião dela sobre o nosso relacionamento, e que ela poderia o exército das suas exs para cima de mim que eu iria destruir todas elas porque você me faz feliz e eu não ia abrir mão de você tão facilmente. — eu disse colocando o prato com meio taco mordido de lado. — Em livre tradução, é claro. E depois disse que não queria que as fofocas piorassem se alguém ficar sabendo que ela me chamou para reportar algo bem acima da minha posição.

Encarei o tampão de mármore branco do balcão e evitei o olhar de Oliver a todo custo. Ele iria me matar. Eu desafiei a mãe dele bem no meio do local de trabalho de nós duas e depois coloquei a mesma em seu lugar de modo nenhum pouco gentil. Ele iria me matar agora.

Depois de mais alguns segundos em silêncio, minha curiosidade levou a melhor e eu finalmente ergui o olhar para encontrar Oliver recostado em sua banqueta com os braços cruzados e um pequeno sorriso em seus lábios. Ele não parecia estar no clima para assassinato.

— Você bateu de frente com a minha mãe? — perguntou erguendo sua sobrancelha.

Merda. Como ele conseguia fazer um pequeno movimento parecer tão sexy?

— Estou ouvindo julgamento em sua voz?

— Orgulho.

— Oh.

Isso sim, me pegou de surpresa. Completamente.

— Ela também veio me visitar e nós conversamos. Sobre você. — ele disse bebendo mais de sua mimosa, enquanto eu resistia a vontade de roer o esmalte de minhas unhas. — Ela me disse que não tem nada contra você ou contra nosso relacionamento. Na verdade, ela disse que sabia que você era bem mais qualificada para uma posição como a sua. Ela descreveu você como a funcionária perfeita...

Eu lembro de ter visto um storie no Instagram de Tommy durante um jantar aqui onde estávamos comendo agora mesmo. Moira estava ao lado de Oliver, sorridente. Isso foi apenas alguns dias depois de nosso encontro.

— Até agora, tudo bem...

— Ela te respeita. — concluiu ele e depois suspirou.

Suspiros nunca eram um bom sinal.

— Sobre o nosso relacionamento, a preocupação dela nunca foi sobre se você era boa o suficiente para mim ou se você era uma caça-dotes... — disse ele revirando os olhos e eu sorri levemente. — Ela estava com medo de você quebrar o meu coração.

— O que?

— Ela sabe que depois que papai morreu e eu fui para reabilitação, lidar com as coisas nem sempre foram experiências divertidas para mim. Muito menos lidar com coisas tão... Emocionais. — ele disse relutante e eu entendi seu ponto.

Moira estava com medo de Oliver voltar para seus antigos hábitos se nossa relação não funcionasse. Agora sim, a lógica dela fazia sentido para mim. Ela estava mandando Laurel para cima de mim, e não de Oliver. Ela queria que eu recuasse por medo de uma ex-namorada? Claramente, Moira não me conhecia, mesmo depois de ter um gostinho em seu escritório.

— Nós conversamos e chegamos á um acordo. Ela não vai se intrometer e nem mandar Laurel atrás de nós mais...

— Tommy! Abre esta merda de porta! — um grito feminino interrompeu Oliver no meio de sua frase e nós dois olhamos para a porta de ligação na parede. — Você entendeu tudo errado, seu idiota!

— Caitlin? — perguntei e Oliver assentiu se levantando da banqueta e eu o segui até a porta da frente, mesmo estando apenas de pijama.

Espiamos juntos o corredor e Caitlin estava esmurrando a porta vizinha com o rosto inchado e vermelho. Ela estava chorando. Ainda usava seu uniforme da Lanchonete dos Allen o que indicava que ela havia vindo direto de lá. Mas... Onde infernos estava Tommy? E o que havia acontecido?

— Cait? — chamei e ela se virou para mim surpresa e trêmula.

Enxugou as bochechas molhadas de lágrimas e sorriu levemente.

— Lissy! Não sabia que estava vindo nos visitar! — ela disse tentando parecer contente, mas todos sabiam que era bem o contrário. Até a própria Caitlin.

— O que ele fez, Cait? — perguntou Oliver com a voz baixa.

— Nada... — ela disse e as lágrimas voltaram a rolar. — Barry fez.

Senti o braço de Oliver tensionar entre os meus próprios.

— Ele me beijou e Tommy viu. E agora ele sumiu, não atende o telefone e nem responde minhas mensagens! — ela disse e tudo fez sentido como neve no Natal. Oh Tommy. — Eu quero meu namorado de volta! Ele deve estar pensando o pior por causa de uma paixonite estúpida que eu tive...

— Eu sei onde ele está. — afirmou Oliver. — Entre e fique com Felicity, Cait. Eu vou buscar e trazer ele para casa e vocês vão conversar.

Caitlin pareceu tirar duas toneladas de peso dos ombros e quando Oliver a abraçou, seu choro parecia ter outro motivo agora. Alívio? Esperança? Não sabia dizer, mas ver Cait assim me deixava angustiada demais, então me juntei ao abraço deles e beijei a testa da minha amiga duas vezes até ela se acalmar.

Depois de alguns minutos nós fomos para dentro.

Oliver havia ido se trocar, enquanto eu ajudei Caitlin a lavar a maquiagem escorrida de seu rosto e a ameacei com uma das colheres de pau de Oliver se ela não comesse alguma coisa depois de tanto chorar. Comida era o melhor consolo de uma mulher na ausência de sorvete. Algo que Oliver consertaria na volta com Tommy logo atrás dele. Ele havia prometido de dedinho antes de sair pela porta.

— Todos os relacionamentos são assim? Tão cheios de drama? — perguntou ela assim que eu coloquei um taco pronto em sua frente. Ela ainda fungava um pouco, mas as lágrimas haviam cessado.

— Oh garota, você não tem ideia! — eu disse rindo

Desatei em contar o que havia acontecido entre mim e Moira e depois entre Moira e Oliver com o bônus de Laurel no meio. Caitlin se distraiu com a conversa, comeu seu taco e bebeu bastante água. Eu barrei as mimosas para ela por motivos óbvios.

A campainha tocou e eu sorri. Oliver havia deixado sua chave comigo e só tinha levado a de se carro, ou seja, ele chegou com Tommy. Caitlin ficou tensa.

— Relaxa, vai dar tudo certo... — eu disse e fui até a porta.

Girei a chave duas vezes e abri a porta com um sorriso que morreu em meu rosto em questão de segundos. Não era Oliver com Tommy e agora, mais do que nunca, o tão necessitado sorvete. Era Laurel Lance. Duas vezes em um dia só. Uau.

— Felicity?

— Laurel, posso ajudar? — perguntei com um sorriso educado.

Acho que é agora que eu faço valer minhas palavras para Moira, não é?

Notas finais
AGORA É COM VOCÊS, MANAS! Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/709830/The_Perfect_Nanny/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/740660/The_Perfect_Mommy/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Vamos bater #800 comentários? Ou mais uma recomendação? PS²: Projetos novos estão no horizonte! PS³: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! ♥