Extreme Love

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Voltei com mais uma atualização essa semana! Não se acostumem! Obrigada por todos os comentários, eu amei cada um e já deu pra perceber que vocês realmente queriam essa continuação hahahahahah Espero que gostem porque acabou de sair do forninho! Este capítulo é dedicado á Luiza, Marcia Veloso e Keila Keize que escreveram recomendações lindas de perfeitas para a fic! Usem e abusem meninas! Boa Leitura!

— Então, o que você acha?

— Hm?

— Terra para Oliver! – exclamou Caitlin estralando os dedos na minha frente e eu pisquei e me virei para ela. – Você anda muito distraído, Oliver.

Suspirei.

— Desculpe, acho que estou apenas cansado... – eu disse e esfreguei meu rosto.

— Isso já está bem claro, mas eu me pergunto o porquê. As provas finais não estão tão perto assim para você já começar a madrugar estudando. – ela disse e colocou uma xícara de café quentinho na minha frente. — Dois meses até a formatura... O tempo está voando.

Assenti e bebi um grande gole de café.

— Tem falado com Felicity? – perguntou e começou a repor os cupcakes de glacê vermelho e dourado nas bandejas que ficavam em cima do balcão.

— Todo dia. Ela está bem, porém estressada com um projeto no trabalho. – eu disse e sorri levemente.

Eu nunca conseguia manter uma expressão impassível ou até mesmo uma expressão séria quando se era falado em Felicity. Só o nome dela me fazia sorrir, as cores pareciam mais vibrantes e passarinhos começavam a cantar do lado de fora... Toda essa baboseira que aparecem em filmes de romance que Thea e Felicity me obrigavam a assistir ocasionalmente.

— Estou com saudade dela. E, com certeza, de nossas conversas. – disse Caitlin limpando as mãos em um pano e eu ri. – Você planeja ir para Starling City no feriado?

— Não sei, estamos vendo se ela vem para cá. Acho que ela está tomando coragem para ir falar com a mãe sobre tudo que aconteceu, meses atrás. – eu disse e Caitlin assentiu sabendo exatamente do que eu estava falando. Felicity já havia contado para ela sobre o drama familiar que tinha, elas realmente se tornaram bem próximas. – E quando é que você vai apresentar Tommy para os seus pais?

A pergunta pegou Caitlin completamente com a guarda baixa e ela parecia assustada.

— O que?

— Apresentar Tommy aos seus pais... Vai esperar até a formatura? – perguntei e ela pareceu se dar conta disso. – Caitlin você está começando a me assustar.

— Eu não parei para pensar sobre isso para ser sincera. Oh meu Deus meu pai... Ou pior, minha mãe... Conhecendo Tommy. – ela disse entre respirações.

— Tommy consegue ser bem charmoso. – eu disse tentando acalmá-la.

— Charme não funciona com a minha mãe. Muito menos com meu pai. Eles vão odiar ele. – ela disse esfregando o rosto e eu me senti solidário.

Não conhecia os pais de Caitlin, mas sabia que eles eram rígidos. Por exemplo, Caitlin não quis morar nos dormitórios da universidade, queria morar em república como qualquer outro estudante. Os pais de Caitlin não gostaram da ideia, e disseram que não iam bancá-la se fosse morar em uma. Caitlin arranjou o emprego na Lanchonete e era colega de quarto de Iris agora. Ela sempre mencionou que eles costumavam prender ela bastante, se foi assim com os dormitórios... Imagine com Tommy.

— Oliver... Enfia a minha cabeça no triturador do lixo lá trás. – ela sussurrou e eu ri.

— A fila começa atrás de mim, ou será que você esqueceu que minha mãe não é a maior fã de Felicity? – perguntei e voltei a beber meu café. – O que já diz o bastante.

— Ainda não entendo essa desavença toda da Sra. Queen. Todo mundo ama a Felicity! – Caitlin disse e se escorou no balcão.

— Minha mãe não gosta do que não pode controlar.

— Ela gosta de você, e você faz o que quer!

— Bom, eu sou filho dela. Ela meio que tem que gostar de mim, não importe o que eu faça. – eu disse rindo e Caitlin assentiu, mas parecia pensando em outra coisa. – Eu realmente acho que Tommy irá fazer de tudo para seus pais gostarem dele, ele realmente gosta de você. Há um bom tempo, por sinal.

— Eu só queria ter notado antes, as coisas teriam sido diferentes. Tommy era bem galinha o que não ajudou muito, mas eu nunca teria ficado esperando tanto tempo por Barry se tocar que eu podia me apaixonar por ele tão rápido. – ela disse e eu apenas ergui uma sobrancelha para o cara que estava atrás de Caitlin com um prato de panquecas na mão. – Acho que o amor age em formas diferentes, você não ach...?

— Você está apaixonada por mim? – perguntou Barry e eu conseguia ver as panquecas tremendo nas mãos dele. Os olhos de Caitlin se arregalaram que nem desenho animado e ela se endireitou e se virou para encarar ele.

Essa foi minha deixa. Tomei o resto do café em um gole só, deixei o dinheiro e vesti minha jaqueta caminhando até a saída. Eu realmente não precisava ficar no meio de outro drama, já tinha os meus próprios.

Montei na minha moto e cantei pneu para fora dali. Eu precisava treinar, terminar um trabalho e ligar para Felicity em menos de duas horas. Ela deveria estar no trabalho ainda, então eu fui para casa primeiro. Eu ficaria mais tranquilo sabendo que o trabalho estava terminado, ligaria para Felicity e depois treinaria a noite.

Parei apenas nos faróis que eram fiscalizados por radar e em menos de 15 minutos estava em casa. Dig não estava na portaria, o que era estranho. Tommy também não estava ás vistas. Assim que pisei dentro de casa sabia que tinha algo errado. Deixei minhas chaves e carteira no aparador perto da porta e tirei a jaqueta lentamente.

Encarei o silêncio com uma leve estranheza. Tinha alguém no meu apartamento.

Peguei o taco de beisebol que sempre ficava perto da porta e empunhei ele caminhando em direção a cozinha, estava vazia. Virei na direção oposta e fui até sala que também estava vazia. Fui até o apartamento de Tommy e encontrei o mesmo dormindo no sofá de boca aberta. Talvez Caitlin devesse se preocupar um pouco mesmo. Sara estava deitada no sofá ao lado com uma embalagem de comida chinesa pela metade.

Me virei para o corredor que levava aos quartos e vi que o quarto de hóspedes estava do mesmo jeito que Thea o havia deixado, empurrei a porta do meu levemente e vi meu invasor.

Abaixei o taco lentamente.

Laurel.

— Oh! Finalmente! – ela disse fechando o livro que lia, se virando para mim com um sorriso aberto.

— O que está fazendo aqui Laurel? Como entrou? – eu perguntei cansado e ela sorriu ainda mais. – O que você quer?

— Tommy convidou Sara e eu para um almoço, eles dormiram e eu decidi explorar um pouco. – ela disse fazendo um gesto com a mão. – Peguei um livro seu emprestado para passar o tempo quando eles desmaiaram de cansaço.

— O que você quer? E por que está aqui na minha casa? – perguntei novamente e ela se levantou da cama.

— Ouch! Estou feliz em te rever também, Oliver. – ela disse se levantando com “O Morro Dos Ventos Uivantes” em mãos.

— Você não respondeu a pergunta, Laurel. – eu disse e encostei o taco na parede.

Ela sorriu.

— Eu vim conversar porque eu realmente não aguento mais as investidas de sua mãe! – ela exclamou e eu ergui uma sobrancelha. – Ela esta me ligando todos os dias, mandando mensagens, fazendo convites... Esta me enlouquecendo!

— Ligando todos os dias? Mandando mensagens? Fazendo convites?

— Não precisa repetir tudo o que eu falo, mas sim. Ela fica deixando comentários sobre a sua nova namorada e sobre como gostava dos velhos tempos... – ela disse e suspirou. – Eu falei para ela o que você me disse antes daquele almoço que tivemos, mas ela disse que era besteira. A noite em que fui para o seu loft foi o meu limite.

Passei ambas as mãos em meu rosto e suspirei.

— O que você quer que eu faça em relação á isso? – perguntou e se sentou no pé da cama.

— Nada. Eu irei falar com a minha mãe, no meio tempo, ignore-a. Você é uma promotora pública, tenho certeza que consegue se ocupar rápido. – eu disse e me virei para a janela.

Iria chover? O céu estava mais do que acinzentado.

— Ollie...

— Eu irei resolver. – afirmei e não dei brechas para qualquer tipo de argumento.

— Eu só quero que você saiba que eu achei minha paz, e espero que você ache a sua também. Com a sua nova namorada, Felicity, ela te faz sorrir e se isso for qualquer indicação... – ela disse sorrindo e ao ouvir o nome de Felicity, foi impossível não sorrir também. – Você está feliz.

— Sim. Como nunca.

— Ótimo então, mas posso realmente pegar o livro emprestado? – perguntou e eu ri assentindo. Ela pegou o livro e sua jaqueta que estavam na cama e sorriu ao passar por mim e ir embora. – Tchau!

— Tchau! – eu disse e respirei fundo.

A conversa que estava evitando ter com mamãe teria que acontecer. Tirei a camisa e as calças, eu precisava de um banho e precisava fazer o maldito trabalho. Sem chance de treinar na academia hoje, teria que ser em casa mesmo e talvez chamasse Tommy para alguns rounds de jiu-jitsu. Peguei minha toalha atrás da porta e fui para o banheiro.

Tomei um banho mais longo do que me orgulhava, mas a sensação de ter a tensão correndo para fora do meu corpo era um preço que poderia pagar quando a conta de água e luz viesse no final do mês. Enrolei a toalha ao redor do meu quadril e voltei para o quarto.

Me vesti com um pijama mesmo e fui para a sala de estar. Tommy e Sara ainda estavam dormindo e Laurel estava perto da janela lendo, silenciosamente sem chamar atenção de nenhum deles, eu fechei a porta de ligação e tranquei ela. Precisava estudar sem interrupções. Peguei meus livros e notebook e sentei no balcão da cozinha.

Coloquei meu nome e o título no trabalho e suspirei. Já estava cansado.

Faltavam 49 páginas.

—-

— Não faça essa cara, você sabe porquê eu pedi para que viesse aqui... – eu disse ao ver a carranca de mamãe na porta de casa.

— Você disse que era algo sério.

— E é.

— Sua relação com a Srta. Smoak não está no topo da minha lista de prioridades no momento, Oliver! – ela exclamou entrando e eu respirei fundo fechando a porta assim que ela passou por mim.

Seria uma longa conversa, pelo jeito. Ela deixou sua bolsa e casaco em cima do balcão e se virou para mim com as mãos na cintura e uma sobrancelha erguida. Era a mesma postura que ela fazia quando eu era menor e fazia merda.

— Mãe... Por que não gosta de Felicity? – perguntei e ela cruzou os braços.

— Quem disse que eu não gosto dela? – perguntou de volta e isso me surpreendeu. – Eu não morro de amores por ela, Oliver, mas isso não quer dizer que eu a odeio.

— Então qual é a sua opinião?

— Bom, a Srta. Smoak é uma excelente profissional. Ela é inteligente demais para o trabalho que tem. Ela tem fome de conhecimento. Sempre prestativa e disposta á ajudar seus colegas de trabalho. Tem uma língua um tanto afiada, mas eu não consigo ver um defeito realmente relevante para eu não gostar dela. – mamãe enumerou começando a andar de um lado para o outro enquanto falava.

— Então você a tolera.

— Sim. Basicamente. – concordou.

— Por que ficou mandando Laurel ir atrás de mim? Por que quer me separar de Felicity se como você mesma disse, não tem um motivo relevante o bastante para não gostar dela? – perguntei cruzando os meus braços.

— Oliver... Eu vejo o modo com que você a olha. Você está perdidamente apaixonado por aquela garota. – ela disse com a expressão suave.

— Isso não é bom?

— Claro que é! Só que eu aposto que você já imaginou como seria morar junto com ela, pedir ela em casamento, ter filhos, ter um futuro... – ela disse e eu apenas maneei a cabeça.

Morar junto, sim. O resto, ainda não.

— Mas eu também apostaria a Queen Consolidated que você não imaginou como você ficaria caso esse relacionamento não desse certo. O estrago que esse sentimento que você tem por ela poderia fazer na sua vida. – ela disse e eu entendi muito bem aonde ela queria chegar. – Você mais do que ninguém deveria saber o que acontece com uma pessoa quando não se consegue sentir mais amor.

— Mãe... – eu disse pegando suas mãos entre as minhas. – Você realmente acha que eu não pensei e repensei e repensei tudo isso que falou por minha conta? Eu pensei, eu somei os prós e contras, causas e efeitos... Tudo.

— E?

— Felicity Meghan Smoak é o meu feliz para sempre. – eu disse e observei os olhos de mamãe se arregalarem. – Sim, eu já sonhei em construir um futuro com ela, mas antes de mais nada, eu quero sonhar junto dela.

Suspirei.

— Eu simplesmente não consigo ver um futuro em que ela não esteja presente. Eu sei que você não se apaixonou por ela como o resto do mundo fez, mas eu quero que entenda que Felicity não é Laurel, não é Makenna... – eu disse e respirei fundo. – Ela é mais, e eu realmente espero que você consiga ver o quanto eu amo ela e o quanto ela me ama e tente entender que nem se a própria Felicity quisesse, eu iria deixar ela sair da minha vida.

— Oh, meu menino lindo... – ela disse e me engoliu em um abraço que apenas Moira Queen tinha. – Eu vou tentar. Por você.

—-

— Toc toc... – disse uma voz atrás de mim.

Desci da Salmoon Ladder e me dei de cara com Laurel.

— Oi.

— Oi. Tommy me deixou entrar de novo. Eu só vim devolver seu livro. – ela disse e colocou o exemplar em cima da mesa de jantar.

— Está voltando para Starling?

— Sim. Meu caso se encerrou e eu venci, como sempre. – ela se vangloriou e isso me fez rir. – As ruas de Starling e Central City estarão um pouco mais seguras sem um assassino á solta.

— Dinal Laurel Lance sempre tentando salvar o mundo. – eu disse e ela riu.

— Se eu não tentar, quem vai? – ela disse e olhou no relógio em seu pulso. – Merda, estou atrasada! Obrigada de novo pelo livro! Tchau Tommy!

— De nada. – disse enquanto via ela indo embora.

— Tchau! – Tommy cantarolou enquanto fazia flexões no chão. – Eu estou morrendo.

— Oh, não era você que era contra exercícios diários? – perguntei com ironia enquanto via ele lutar para fazer mais flexões.

— Meu exercício diário é sexo, mas Caitlin está estudando para as provas finais essa semana... – ele disse ofegante e depois desabou no chão. – A única coisa que me restou para fazer pela manhã além de tentar lembrar o que é sexo matinal, foi treinar.

— Por que não estuda também?

— Faço isso todas as madrugadas quando tento lembrar o que é um sexo realmente bom e selvagem que tinha com ela. – ele resmungou e depois começou uma série de abdominais rapidamente. – Deus, eu sinto falta da minha namorada.

— Bem-vindo ao clube. – eu resmunguei de volta e nós dois rimos juntos. – Vou tomar uma ducha.

— A luta começa em uma hora! – ele gritou e eu revirei os olhos me despindo.

— Okay! – gritei em resposta, indo até meu quarto e peguei a toalha atrás da porta, quando reabri a porta me dei de cara com olhos azuis lindos.

Olhos azuis e furiosos.

— Eu vou querer saber porque a sua ex acabou de sair daqui, enquanto você está apenas de cueca, Oliver? – perguntou Felicity cruzando os braços.

Oh merda.

— Isso realmente não é o que parece.

— Famosas últimas palavras... – ela disse e ergueu uma sobrancelha.

— Ela veio aqui me pedir um favor.

— Oh... Ela pediu para você fazer um strip tease? Talvez um lap dance também?

Revirei os olhos rindo baixinho, por mais que ficasse excitado com o ciúmes de Felicity, ela sempre tentava esconder de mim e agora que estava tão evidente... Deus, me excitava pra caralho.

— Ela veio me avisar que minha mãe está rondando ela e me pediu para conversar com ela e dar um basta na situação toda. – eu disse. – Depois veio me devolver um livro que pegou emprestado?

— Oh... Ela anda frequentando seu apartamento e pegando livros emprestado? – ela perguntou. — E você tinha que ter essa conversa com ela semi-nu?

— Felicity, você me pegou indo para o banho... Afinal, o que está fazendo aqui? Por que não me ligou?

— Eu decidi fazer o mesmo que você. Uma visita surpresa! E coincidentemente encontrei a ex do meu namorado na casa dele. – ela disse se virando para o corredor e eu fui atrás.

— Você está brava comigo?

— Oliver, eu trabalhei 36 horas seguidas e tive que implorar para Isabel Rochev me liberar um dia antes para passar a porcaria da Ação de Graças com você. Você ficaria feliz se fizesse tudo isso e me visse semi-nua com Cooper na minha casa? – perguntou falando com um tom de voz que estava me causando arrepios.

Deus... Eu realmente senti tanta falta dela assim? Revirei os olhos novamente, mas desta vez para mim mesmo. Sim, é claro que senti, porém ela tinha um ponto. Se as situações fossem ao contrário, eu já estaria com punhos ensanguentados. Tommy gesticulou da porta de ligação que eu estava ferrado e fechou as portas.

— Me de um bom motivo para eu não ir lá agora e mostrar tudo que você me ensinou naquelas malditas aulas? – ela perguntou e percebi uma de suas malas perto do sofá junto com sua bolsa.

— Você vai ter que me derrubar primeiro.

— Inacreditável! Você está defendendo ela?

— Não, eu estou defendendo o seu namorado que sentiu muito sua falta e que está se controlando para não pular em cima de você porque você está gritando feito uma louca ciumenta e isso está excitando ele pra caralho... – fui sincero e a cada palavra que saía da minha boca, os olhos de Felicity arregalavam mais.

— Oh...

— Sim. Oh.