Extreme Love

17 Capítulo 17


Notas iniciais
CIAO! VOLTEI NEGADA! Depois de um hiatus nada animado recheado de bloqueios criativos , eu voltei com capítulo novo! Yay! Voltamos com tudo agora viados! ♥ Quero agradecer os comentários do capítulo passado á... Stemily Forever, Simone, Felicitysmok, Suh Souza, Little Monkey, Sweet Girl, Bianca Rocha, All Is Olicity, Vick Queen, Vivi, Mrs, Smoak Queen, Michele, Panda, Mockingjay, Nielli Criss, Mi Martin, Jujah, Princess Eleanor, Whoisabel, Má, Bella Blake, Malia Tate, Willa Queen, Rose Stelle, K.C, Tris26, Nightmare28, Pola, Passáro Vermelho e quero dar boas vindas ás novas leitoras, Piper25, Nanda, Vicky, Mais Uma Leitora, Láurea, Observadora0805, Isabelly, yElisapl e Vanessa! Muito obrigada meninas! Boa Leitura!

Encarei o rosto adormecido de Felicity. A pele dela estava arrepiada. Acho que era por causa da noite fria que estávamos tendo hoje. De manhã choveu como nunca e Thea quase ficou se não fosse pela quarta ligação de mamãe perguntando se já tinha embarcado de volta para Starling. Depois de abraços, beijos e telefones trocados, Thea entrou no trem. Eu iria sentir falta dela, como sempre, mas não podia deixar de ficar aliviado sabendo que ela estava voltando para casa.

Depois de ver Thea embarcar da estação, fomos para a casa das Smoak pegar o carregador do notebook que Felicity esqueceu por lá, e encontramos uma guerra já acontecendo por lá. Donna e Ra's estavam discutindo sobre Felicity. Imagine como foi a cena. Os dois pararam assim que nos viram na porta e eu nunca vi a loira que estava dormindo do meu lado com tanto medo no pouco tempo que eu a conheço.

Eu convenci Felicity que era a oportunidade perfeita para colocar um ponto final em tudo, de uma vez por todas e fiquei apenas observando como fluía a conversa entre os três.

—-

Flash Back — On

— Eu posso ser um pai terrível...

— Pode?

— Mas não sou um monstro. — sentenciou Ra's depois de vinte minutos de silêncio entre os três. Ele foi o primeiro a dar o primeiro passo e agora estava sendo atacado pelos olhares hostis de Donna e o sarcasmo de Felicity.

Não era um lugar que eu gostaria de estar agora.

— Terrível ou não, continuo sendo seu pai enquanto você respirar. E, consequentemente, o mesmo pai que te treinou a sua vida inteira e fez a mulher que você é hoje. — ele afirmou e eu vi Felicity cruzar os braços, completamente na defensiva.

Eu sabia que ela tinha planejado ter esta conversa com ele e estava se preparando emocionalmente para a mesma, mas agora que foi pega de surpresa, estava fugindo agora. Era compreensível. Quando eu descobri que meu pai estava traindo minha mãe e ele veio falar comigo, também fui pego de surpresa e fiquei exatamente do mesmo jeito que Felicity estava agora.

— Por que você não veio me procurar antes? — perguntou ela e ele abaixou a cabeça.

Algo que eu nunca vi Ra's fazer nos cinco anos que eu conheço ele. Uau.

— Eu estava com medo. — ele disse e vi sinceridade em seus olhos. Felicity também. — E quando você fez vinte e um, sua avó sempre deixou bem claro o quanto sua mãe aprovava minha reaproximação.

Donna revirou os olhos e cruzou os braços. Ela estava brava.

— Tanto faz, eu realmente estava me preparando para conversar com você de qualquer jeito, mas não agora. — ela disse e se levantou do sofá. — E quando conversarmos será apenas entre nós dois.

Ra's levantou também e assentiu. Depois acenou para mim e eu retribuí.

— Vamos? — chamou Felicity.

Flash-Back — Off

—-

— Uh-oh. Você com aquela cara. — disse Felicity e eu me virei para ela. A cara estava levemente inchada por causa do sono, mas ela ainda estava linda.

— Que cara?

Aquela cara. — ela disse e apertou meu nariz levemente. — Está preocupado com alguma coisa.

— Tommy ainda não arrombou a porta, e estou me perguntando se ele finalmente está na cama com Cait, se ele foi sequestrado ou morto. — eu disse e ela riu levemente.

Felicity se levantou da cama me dando a visão perfeita de como seu corpo ficava dentro de uma das minhas camisas. Ela foi até o banheiro e depois se virou para mim novamente. Cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha.

— Você não vem? — perguntou e eu sorri.

Antes que pudesse responder, o celular dela tocou. Como eu sabia disso? Porque o meu toque não era uma música pop. Ela se esticou até onde estava caído no chão e franziu o rosto.

— Alô? Ronnie? — disse ao atender.

Me sentei na cama e tracei meu plano cuidadosamente.

— Eu não vi ela desde ontem. — disse Felicity observando as próprias unhas. — Eu também não vi quando ou quem ela foi embora... Eu estava bêbada, Ronnie.

Me levantei da cama e fui até Felicity. Beijei o topo de sua cabeça e senti seus braços rodearem minha cintura sem hesitação. Plantei outro beijo em sua testa e depois em uma de seus têmporas.

— Você vai se arrepender destas palavras, Ronnie Raymond. — ameaçou Felicity e eu beijei a ponta de seu nariz. — Eu vou chutar a sua bunda ridiculamente empinada por elas!

Desci até as bochechas e beijei as duas, tentando ignorar sua última frase.

— Desligue. — eu disse encarando os olhos azuis brilhantes da mulher na minha frente.

— Ronnie, eu tenho que ir... — disse e desligou com uma expressão determinada. — Eu acho bom você fazer isso valer a pena, porque querem roubar meu título de "Pie Champion", enquanto estamos aqui.

Não precisei de incentivo maior que esse. Joguei ela sobre meus ombros, fazendo a soltar uma risada baixa divertida, e fui para dentro do banheiro.

—-

Quando tinha terminado de me secar do banho mais do que demorado com Felicity, ouvi a campainha tocar. Olhei para a loira que estava secando seu cabelo enquanto dançava e cantava uma música e sorri. A campainha tocou novamente e o secador foi desligado.

— Eu atendo. — disse ela olhando para a toalha enrolada em minha cintura e riu.

Fui até o closet e peguei a primeira boxer que achei e vesti.

Oh meu Deus...— ouvi a voz de Felicity vinda da sala e me apressei. Peguei uma bermuda e a vesti rapidamente no caminho até a sala.

— Oh meu Deus... — desta vez fui eu quem disse isso ao ver o estado de Thomas Merlyn na minha frente. Ele estava completamente acabado. Com as roupas amassadas e com uma cara de quem estava tendo uma ressaca das brabas.

Ele não disse nada, apenas caminhou até o sofá e se jogou lá.

— Tommy? — chamou Felicity. Ela cutucou ele, e ele não fez nada. Ela checou sua testa em busca de algum indício que ele estivesse doente, mas olhou para mim e negou com a cabeça. — Ele está bem...

Tommy recostou no sofá com um sorriso e suspirou que nem uma garotinha.

— Eu acho. — completou Felicity.

— Onde você esteve? — perguntei e ele suspirou de novo.

— Tommy... Querido? — chamou Felicity e ele olhou para ela. — Me diz que você usou camisinha...

Ele assentiu.

— Tudo ficou bastante louco depois que você saíram... — ele disse e esfregou seu rosto com as mãos, mas o sorriso estranho não saía de seu rosto. — Caitlin e Sara começaram a dançar em cima do balcão...

— Volta. Caitlin? — perguntou Felicity e Tommy riu, assentindo.

— Deve ter sido o paraíso para você, então. — eu disse e ele riu ainda mais. Levantou o rosto e eu pura alegria e satisfação em seus olhos. — Vocês se beijaram?

Assentiu.

— Foram além da segunda base? — perguntei novamente e ele assentiu mais uma vez.

— Deus Oliver... Vocês foderam? — perguntou Felicity e Tommy estralou o dedo em sua direção e caiu no sofá. — Ah meu Deus.

Entendi tudo agora. Esse olhar sonhador. As roupas amassadas. Ele não estar reclamando de sua ressaca. Tudo isso era porque o maldito conseguiu entrar na calcinha de Caitlin Snow, mais conhecida como a mulher da vida dele.

— Eu tenho certeza que foi uma noite memorável, mas você precisa tomar um banho... — eu disse torcendo o nariz para o cheiro de tequila, sexo e mais tequila que emanava do corpo dele. — Está fedendo a tequila.

Ele se cheirou e fez uma cara de nojo.

— Concordo.

— E depois nós iremos tomar um café da manhã reforçado e fofocar sobre ontem. — Felicity disse e ele assentiu sorrindo.

Tommy se levantou do sofá com um pulo, para logo se arrepender e ser amparado por Felicity. Eu abri a porta de ligação e ele caminhou em direção ao seu banheiro. Merda. Ele estava cantarolando? Deve ter sido muito bom mesmo. Assim que ouvi a água do chuveiro ser ligada, voltei meu olhar para Felicity.

— Não. — eu disse e ela fez beicinho. — De jeito nenhum.

— Oliver... Ele com certeza vai ficar confuso depois que a ficha cair. E com medo. — ela argumentou, enquanto eu voltava para o quarto. — Pode distrair ele um pouco.

— E depois ele vai ficar enchendo o saco por causa disso e eu vou querer bater nele, porque ele não vai parar. — eu disse entrando no closet ouvindo seus passos atrás de mim.

— Não vai parar de te lembrar que você tem a melhor namorada do mundo? — ela perguntou caindo na cama de um jeito dramático, enquanto eu colocava uma camiseta. — Realmente, deve ser uma experiência horrível.

Caminhei até o pé da cama e apoiei os braços ao lado de sua cabeça, enquanto descia até o seu pescoço para plantar um beijo ali. Ela me prendeu com suas pernas e isso me fez olhar para cima.

— Por favorzinho... Hm. — ela disse fazendo um beicinho irresistível, subiu suas mãos até o meu pescoço. — Eu vou fazer greve.

— Você não acha que está um pouco cedo demais para você usar seu corpo como chantagem? — eu perguntei beijando a ponta de seu queixo e ela sorriu.

— Não.

Ela forçou meu pescoço para baixa com suas mãos pequenas e nossas bocas se encontraram. Era para ser apenas um selinho, mas como sempre... As coisas evoluíram e em questão de segundas, eu me vi tirando a camiseta de Felicity. Tommy era uma verdadeira noiva, então eu tinha bastante tempo.

Flashes de memórias sobre a noite passada vieram a minha mente e eu apertei Felicity contra mim. Não estava em meus planos deixar ela sair do meu lado no presente, e muito menos no futuro.

Felicity arrancou a camiseta de meu corpo e grudou em mim, me abraçando com seu corpo de um jeito que só ela conseguia fazer. Tão entregue. E tão linda. Tão minha.

— Ah, você não ia fazer greve? — perguntei alcançando o fecho do seu sutiã.

— Acho que isso é impossível quando se tem um namorado tão provocador.

— Gente, fico super feliz que vocês definiram status, mas podemos ir definir o meu status agora? — perguntou Tommy da porta antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa para Felicity.

Com um pequeno impulso saí de cima de Felicity e observei meu vizinho/melhor amigo. Ele parecia melhor do que antes, e, com certeza, cheirava melhor do que antes. Ele também parecia bem nervoso e... Com medo? Eu não acredito que Thomas Merlyn estava com medo de uma garota. Tudo bem que a garota era Caitlin, e ela sabia muito bem usar as mãos e as pernas, mas...

— Você se lavou direito? — perguntei em dúvida recolocando a camiseta, enquanto Felicity colocava a dela. Meu melhor amigo foi muito rápido no banho.

— Vamos para a Lanchonete! Tenho que fofocar com você! — disse Felicity passando por nós dois e puxando Tommy pelo braço.

Respirei fundo duas vezes. Olhei para o teto como se alguma ajuda fosse vir lá de cima, mas nada veio. Suspirei, e fui atrás dos dois. Quase perdi o elevador, pois eles estavam muito entretidos em uma conversa sobre a noite de ontem.

Quando chegamos no estacionamento do prédio, Tommy e Felicity caminharam até a BMW. Depois de um olhar significativo dado de mim para o Merlyn, ele foi para o banco de trás e jogou as chaves para mim. Bom garoto. Entrei no carro, e enquanto Felicity tecia os detalhes de ontem para um Tommy muito curioso, me permiti me lembrar de ontem também.

Confesso que fiquei mais do que surpreso com a pergunta de Felicity. Na verdade, quase mijei nas calças. Eu nunca quis compromisso ou qualquer tipo de relacionamento sério depois da traição de Laurel, e Felicity me pegou de surpresa. Eu gostava muito dela. De sua presença, personalidade, corpo e principalmente de seu cafuné. Eu não iria abrir mão de nada disso tão cedo. Então, eu apenas chamei ela para dançar e embebedei ela o resto da noite.

Eu precisava de tempo para descobrir algumas coisas com Dianna e Sara.

Depois de Felicity apagar no banco de trás, eu cacei uma floricultura aberta e consegui achar uma 24h quase nos limites de Central City, bem perto do cemitério da cidade. Comprei todas as rosas brancas e amarelas que a senhora gordinha que cheirava á mar tinha em sua loja inteira.

Com a ajuda de Diggle, levei Felicity para o apartamento junto com as flores. Eu sabia que ela não iria acordar tão cedo depois de tantos shots de tequila que ela bebeu. Procurei alguns cenários na internet para fazer o pedido formalmente, e Diggle tentou me ajudar. Só tentou mesmo, porque seu pedido de namoro e casamento foi em campo de guerra. Literalmente. Diggle conheceu sua esposa, Lyla, no exército e eles se casaram na bagunça que era o Vietnã nos dias atuais.

Despetalei algumas rosas e joguei ao redor do quarto e ao redor de Felicity que estava apagada na cama. Roubei algumas velas da casa de Tommy e espalhei elas acesas pelo quarto do mesmo jeito que as pétalas.

Acordar Felicity foi a parte mais difícil desde que ela parecia ter entrado em um coma, mas eu consegui. Ela despertou rapidamente quando viu o que estava acontecendo no quarto. Eu não fiz um grande discurso sobre sentimentos e desejos, eu apenas perguntei se ela queria ser minha namorada. Ela disse sim, mas também me falou, ou melhor avisou, que ela seria minha, enquanto eu fosse dela. Eu não pude deixar de concordar com isso.

Eu não tinha dado tanta sorte em achar uma joalheria aberta como achei a floricultura, então apenas desenhei uma faixa em seu dedo anelar direito com um marcador permanente. A tinta ficaria ali tempo suficiente para eu achar um anel para Felicity.

Ontem... Não foi só sexo. Tinha algo mais ali. Não foi puramente carnal como das outras vezes, foi... Diferente. Felicity se entregou por completo, e eu também. Mais uma vez. Eu nunca tinha feito isso desde o fiasco Lance. Ela estava me mudando.

Olhei para minha mão pousada em sua coxa e sorri ao ver a pequena faixa preta de tinta ali. Felicity colocou a mão dela por cima da sua e eu vi a mesma pequena faixa em seu dedo anelar. Definitivamente. Ela estava me mudando.

— Deus... Você transformou o meu melhor amigo em um mulherzinha. — disse Tommy no banco de trás e Felicity o fuzilou com os olhos. — O que?

— Quando você tiver uma namorada como a minha, você vai saber o porquê de ser mulherzinha também. — eu disse chegando na rua da Lanchonete dos Allen. — Dica. O sexo é ótimo.

— Sim, claro, claro. Eu também irei começar a cagar arco-iris neste mesmo dia, e porcos irão voar! — ele disse irônico, mas eu vi uma gota de suor descer por sua testa assim que ele viu a Lanchonete.

Será que Caitlin conseguiu sair da cama e veio trabalhar com ressaca? Acho bem improvável encontrá-la aqui, mas... Estacionei o carro e abri a porta para Felicity que corou levemente. Mesmo se ela tentasse, não conseguia ser disfarçar algumas coisas. Tipo esse gesto. Ela gostou dele.

— Vamos logo, Merlyn. — eu disse e ele se arrastou para fora do carro.

Eu acionei o alarme e me virei para ele. Tommy estava se apoiando em seus joelhos como se tivesse corrido uma maratona de 30km, enquanto fugia de cães raivosos. Sim, Tommy tinha medo de cães. Qualquer cão. Qualquer raça. Qualquer tamanho. Ele se borrava de medo de qualquer jeito.

— Entre quando estiver pronto, nós nem sabemos se ela veio trabalh... — começou Felicity, mas Tommy apontou para o carro de Caitlin que estava estacionado ao lado do meu carro e Felicity ficou quieta e corada. — Não demora muito, então.

Coloquei o braço nos ombros de Felicity e assim nós caminhamos até a porta de entrada na lanchonete, antes de entrar, eu dei uma última olhada em Tommy que estava olhando para o céu e parecia pensativo. Quem sabe hoje não é o dia em que ele toma um atitude.

Felicity e eu pegamos uma mesa bem afastada do salão. O que nos deu alguma privacidade. Já tinha algumas pessoas tomando café ou brunch, mesmo que nós não fôssemos ingleses, não estava lotada, mas não estava vazio. Sempre tinha pessoas comendo aqui.

— O que vão querer? — perguntou Iris aparecendo assim que eu sentei em uma das cadeiras ao lado de Felicity. A garçonete parecia cansada e suada demais.

— Uau... Você parece cansada. — eu disse e ela suspirou, assentindo.

— Caitlin está de ressaca, e está indo vomitar de hora em hora... Estou cobrindo ela, ou seja, mais serviço. — ela disse e pegou uma comanda do avental. Uau. Caitlin está vomitando? Logo ela que tinha um estômago de ferro? Acho que Tommy se sentiria bem reconfortado com a sensação de não estar passeando pelo inferno sozinho. — Café?

— Sim, acho que vou querer panquecas com ovos. — disse Felicity olhando o menu com um olhar analítico demais para ser Felicity Smoak ali. — Oliver?

— Ovos. Bacon. Café. Waffles com mel. — eu disse distraído, procurando Caitlin ao redor do salão e perto da cozinha. Nada. Ela deveria estar no banheiro ou nos fundos da lanchonete.

— Já volto com o pedido. — disse Iris saindo.

Ela passou por Barry que estava no caixa ao lado do tal Ronnie que quando viu Felicity, acenou. Minha namorada retribuiu o aceno com um sorriso brilhante. Puxei a cadeira de Felicity até que ela ficasse colada na minha e bem perto de mim. Será que eu poderia ser mais óbvio do que isso? Felicity não notou, e se notou, não demonstrou, apenas se aconchegou em mim e plantou um beijo em meu pescoço.

— Oi bonitão. — disse com um pequeno sorriso sapeca. Ela era linda. — Você vem sempre aqui?

— Quase sempre, especialmente quando tem lindas louras por aqui... — eu disse beijando sua bochecha levemente. Ela riu, para depois fechar a cara. — O que?

— Por que você disse "louras"?

— Você não é loira?

— Estou perguntando o porquê de usar o plural, Queen. — ela disse erguendo uma sobrancelha.

Deus... Felicity era ciumenta. Essa constatação encheu meu peito com um sentimento ainda desconhecido por mim, eu só sei que puxei seu rosto para mim e beijei ela como se nunca mais fosse fazer isso.

— Quase sempre, especialmente quando tem uma certa loira por aqui... Ela é linda e de tirar o fôlego. — eu me corrigi e ela sorriu me beijando novamente.

Iris voltou com Ronnie. Eles estavam equilibrando várias bandejas, tantos que assim que colocaram as xícaras e pratos na mesa, foram servir outra mesa sem ao menos darem tempo para nós agradecermos.

Felicity roubou uma tira de bacon do meu prato e depois arregalou os olhos. Segui o seu olhar e vi o motivo de sua surpresa. Caitlin e Tommy estavam se amassando perto do carro da Snow. Acho que no final não teríamos confusões ou mal-entendidos, e sim um novo casal.

— Felicity...

Ela se virou para mim com um sorriso. Percebi que as lentes de seus óculos estavam levemente embaçadas por causa do vapor de sua xícara de café.

— O que banheiros/vestiários tem que te excitam tanto?

Ela engasgou com o café e corou fortemente.

— Normalmente é porque sempre tem lutadores bipolares super gostosos e sexys em banheiros/vestiários. E o sexo é ótimo também. — ela disse sorrindo maliciosa ainda corada. — Diria que é uma sólida nota 8.

Como é que é?

— Desculpe... Você disse um sólido 8? — perguntei cutucando suas costelas. Eu sabia cada ponto fraco no corpo de Felicity. Eu conhecia o seu corpo como se fosse o meu próprio. Ela riu com os cutucões.

— Okay. 9.

Cutuquei novamente e não parei. Felicity começou a ficar vermelha e se debater em meus braços enquanto gargalhava. Felizmente, ninguém se deu o trabalho de ficar nos observando.

— 9,5! — ela exclamou sem fôlego.

— Hm... Melhor. — disse por fim, soltando ela.

Ela respirou fundo várias vezes e depois me olhou vermelha e sorridente.

— Isso dá margem para desenvolvimento. — ela disse e se levantou. — Vamos fazer um dez agora.

Entrou sem cerimônia alguma no banheiro reservado para deficientes físicos e eu fiquei surpreso. Quem era aquela e o que ela fez com a minha namorada? Olhei ao redor e vi que não tínhamos nenhum deficiente físico no salão e levantei da mesa.

Assim que passei da porta vi Felicity encostada no balcão de mármore mais baixo do que o normal, balançando os braços no ar com um ar falsamente inocente, enquanto seus olhos estavam transbordando luxúria. Tranquei a porta e fui até ela.

— Não sei o que está acontecendo aqui... Mas não pare. — eu disse ficando na sua frente.

Ela sorriu e me puxou pela camiseta até que o meu quadril estivesse pressionado contra o dela. Ela abriu um dos dois boxes que tinha ali e em empurrou para dentro. Caí sentado na tampa no vaso, e ela montou em meu colo. Suas pernas... Eu já disse que elas são extremamente perigosas, não disse?

— Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu quero você á todo instante e se isso me faz uma ninfomaníaca... Que seja. — ela disse erguendo sua camiseta até que seu sutiã vermelho estivesse exposto em grande contraste com sua pele branca. — Eu sou uma ninfomaníaca.

Ela não deu nenhum tempo para eu poder responder que amo a sua versão ninfomaníaca e me beijou de um jeito diferente. Selvagem e puramente carnal. Sem carinho ou cuidado. Ela estava.... Eu sei lá como ela estava, só sei que eu gostava deste seu lado mais ousado.

Eu não conseguia pensar direito quando ela me beijava assim, mas sabia o que tinha que fazer quando isso acontecia. Ergui suas pernas e me levantei no vaso prensando ela na parede. Ela soltou uma de suas risadas divertidas e ao mesmo tempo ofegantes e isso foi direto para a minha virilha. Alcancei o fecho de seu sutiã e libertei minhas meninas.

Ataquei Felicity e ela gemeu arranhando meu ombro.

Isso era música para os meus ouvidos.

Notas finais
Como estamos? Nosso capítulo foi bom? Foi péssimo? Devo me aposentar? OLICITY SE ASSUMIU! Gente... Mas não esqueçam que ela vai para Starling City em questão de dias, hein? Vamos aproveitar o nosso casal. Vem drama familiar pela frente e Ra's vai deixar bem claro o quanto está feliz com esta relação. Comentem! Indiquem! Acompanhem! Favoritem! Recomendem! Estou aceitando perguntas também! Irei responder elas nas notas finais do próximo capítulo! Sei que algumas estão curiosas sobre o que Cooper disse que deixou Oliver tão irritado, vocês irão descobrir nos próximos capítulos! L.W PS: Vamos bater #520 comentários? PS²: Ou mais duas recomendações?