Extintos

9 Supressas é o que não nos resta!


Notas iniciais
Supressas é o que não nos resta!

Supressas é o que não nos resta!

Didi parou o carro na frente da casa, vimos que era totalmente segura, todas as janelas com grades, e todas as portas também, além de ser bastante grande, sai do carro e fui para a frente da casa, tentei abrir mas estava muito fechada, Didi saiu do carro olhando para a casa toda por completo:

-Amanda...

Olhei para ele.

-O que foi?

-Lá em cima!

Andei para trás ate ver uma janela no segundo andar que não tinha grades, ele disse:

-Eu vou...

Falei:

-Não eu vou.

-Por quê?

-Você não sabe qual é o remédio e as coisas que Lucas precisa, deixa que eu mesmo vou.

Didi ficou calado, com ajuda dele consegui subir no telhado, e pelo telhado subi uma janela, e mais outra ate chegar na janela desprotegida, abri a janela e me joguei lá dentro, vendo um velho senhor apontando uma espingarda para mim, olhei novamente vendo que o velho senhor já tinha morrido, só estava segurando a espingarda, me levantei coloquei as luvas e a mascara de médico, e gritei para ver se tinha mais alguém na casa:

-OLÁ!

Tomei a espingarda da mão do velho, limpei com um lenço, firmei ela na mão esquerda, ate que ouvi um barulho lá dentro no corredor, e percebi que estava no banheiro da casa, gritei novamente:

-OLÁ! Se estão me ouvindo só queremos alguns remédios! Tem gente machucada.

Virei o corredor esquerdo ouvindo barulho em uma porta:

-Não estamos infectados!E a gente não quer fazer mal a ninguém! A gente só vai pegar o que a gente precisa e vai embora.

Abri a porta vendo algo super nojento, um cão da caça pastor alemão comendo o cadáver de uma senhora morta, quase vomitei ali mesmo, o cachorro olhou para mim e começou a rosnar, mirei a espingarda em sua direção, o cachorro abaixou a cabeça e continuou a comer, nesse momento avistei em cima da cômoda os remédios que eu precisava, devagar fui ate lá e peguei e coloquei no bolso mas por falta de cuidado deixei o celular que também estava lá em cima cair no chão.

O cachorro olhou para mim na hora, eu gelei, ele rosnando e latindo pulou em minha direção, sem evitar olhei para ele e com a espingarda acertei-lhe um tiro o matando espirrando o sangue dele em minhas roupas, com os remédios sai de lá imediatamente, desci da casa parando ao lado do carro, Didi chegou ate mim:

-O que aconteceu? –E olhou para minhas roupas molhadas de sangue. –Merda o que é isso?

-Não é contagioso... Não é sangue humano... –Respondi. –É de um cachorro. –Caminhando fui te o carro, abri a porta e levantei a perna ferida de meu irmão.

Lucas comentou:

-Me deixou preocupado maninha...

-Desculpe... –Olhei para o ferimento novamente e me ajoelhei. –Olha não me leve a mal, mas... Você precisa tirar as calças...

Ele deu umas gargalhadas e desabotoou a calça e desceu, nesse momento vi o ferimento enorme de bala e... Algo muito pior que isso, estremeci toda com o que vi, na coxa de meu irmão tinha uma ferida... Ele estava infectado... Olhei para ele, ele olhou para a ferida, abaixei a cabeça, e chorando coloquei a mascara de medico novamente no rosto, meu irmão deu um sorriso falso:

-E ai? Não é bom ser o escolhido né?

Joguei álcool na ferida dele tremendo, ele gritou de dor, falei:

-Me desculpa... –E vi a pistola em cima do banco, Lucas percebendo isso segurou ela com a mão direita.

Depois fui ate atrás da casa me limpar na água do poço, e lá vi Didi se lavando, ele viu meus olhos cheios de água de comentou:

-Ele pegou não foi? –Fiz que sim. –Que merda!

Estava anoitecendo e a gente de novo na estrada, Lucas no porta malas, eu e Didi colocamos novamente a lona evitando a contaminação no carro todo, eu dirigia e Didi estava ao meu lado.

À noite paramos e fizemos um acampamento na mata, peguei a chave do carro e coloquei no bolso, meu irmão ferido e no segundo estagio da infecção que é frio chegou ate mim:

-Cadê a chave?

Peguei e joguei para ele, ele agarrou, na luz da fogueira eu e Didi ficamos de um lado e Lucas ao outro um pouco longe de nós ele foi comentando:

-A Tina tinha uma idéia maluca, ela queria ser mãe, dar para acreditar nisso?

Cocei a cabeça:

-Por que não?

-Comigo... Tem algumas coisas que eu não sou nada bom... –Olhei para Lucas ele segurava a pistola firmemente. –De onde ela tirou... Um bebe... Talvez eu pudesse ser um bom pai...

Lucas dormiu, Eu e Didi ainda estávamos acordados, Didi me cutucou, eu olhei para ele, ele mostrou que Lucas tinha abaixado a guarda, coloquei a mascara novamente, e me levantei, caminhei lentamente ate ele e abaixei, e quando eu ia pegar a pistola em sua mão ele acordou um pouco:

-Ai Amanda... Eu tenho que te contar uma coisa em segredo... Quer ouvir um segredo?

Respondi:

-Claro.

-No estádio... Algumas daquelas pessoas ainda estavam vivas Amanda, a gente jogava um monte na cova e alguns deles ainda se mexiam, eu olhava para o supervisor e ele, ele fingia que não via, ai a gente fingia também, mas a gente via... E enterrava assim mesmo. Eram muitos corpos Amanda...

-Eu sei...

-Eram tantos...

-Eu sei...

-Como foi que a gente chegou a isso?

-Eu não sei Lucas...

-Você sabe sim... Nos dois sabemos... Nos dois sabemos... Nos dois sabemos... –E ele pegou no sono novamente, rápido não evitei e tomei a pistola de suas mãos, e joguei para Didi, ele agarrou, e logo peguei a chave do carro que estava guardado no bolso de Lucas, estava na hora de eu ir embora, não podíamos ficar era como se fosse um suicídio... Eu e Didi fomos caminhando ate o carro ate que ouvimos a voz de Lucas. –Aonde é que você vai Amanda?

Ele se levantou fraco:

-Aonde é que você vai mana?

Respondi:

-A gente vai embora Lucas...

Didi entrou no carro, e eu também entrei e sentei no banco do motorista, fechamos as portas, e quando íamos ligar o carro a chave não entrava, gelei:

-Eu não acredito!

-Ai meu Deus!

Notas finais
É pessoal sexta é o ultimo cap... Da primeira temporada.