Extintos 2: a Esperança.
1 Entre a vida e a morte!
Notas iniciais
Entre a vida e a morte!
Você já viu filme de ficção? Sim, estou falando daqueles onde a terra esta vazia repleta de infectados... Pois é hoje é 14 de dezembro de 2014 e sim é o fim do mundo real.
Abri os olhos ouvindo a voz de Didi que viera atrás de mim:
-Temos que ir embora daqui... Não tem mais nada Amanda... Mais NADA!
Senti o vendo do mar passar sobre meu corpo, e também aquele ar fresco que viera do mar:
-Os peixes se foram!
-Tudo se foi Amanda... TUDO!
Depois de alguns minutos nossas malas já estavam dentro de nosso Eco Esporte, Didi guardou a pistola na cintura, me sentei no banco do carro ao lado do banco do motorista, Didi sentou no banco do motorista, perguntei:
-Quantas balas temos?
-Onze balas e de combustível o suficiente para chegar em Brasília.
-Ótimo!
Didi ligou o carro e em alguns segundos já estávamos na BR em direção ao nosso novo lar...
-Hoje faz um ano... –Comentei com Didi.
-Um ano de que? –Perguntou ele.
-Um ano que Lucas e Tina morreram... –Didi engoliu seco na hora, abaixou a cabeça e olhou para mim. –Droga! Como o tempo passa rápido!
Flash back...
Saí do quarto de meus pais na rapidez com os gritos de meu irmão Lucas:
-VAMOS LOGO AMANDA! Que droga temos que ir!
Com a arma de fogo de meus pais na mão esquerda joguei-a para meu irmão, ele a agarrou e abaixou a cabeça:
-É o certo Amanda... Os infectados já estão mortos!
-NÃO SÃO INFECTADOS LUCAS! –Gritei chorando. –SÃO NOSSOS PAIS!
-NÃO IMPORTA DROGA! Vamos embora!
Agora...
Acordei com a freada brusca de Didi, assustada ainda com a situação vi ele rodando o volante muito rápido, o carro deu uma derrapada no asfalto parando rente a uma estrada bloqueada com carros queimados, assustada perguntei:
-Onde estamos?
Didi olhou para mim tremendo:
-Em Copacabana...
Olhei ao meu redor, carros parados na pista em um engarrafamento que não acabava mais, prédios alguns destruídos e outros intactos, o mato que crescia cada vez mais no asfalto que agora rachado com o tempo, e o Cristo Redentor lá em cima no morro que é a única coisa gloriosa e intacta no Brasil ou talvez no mundo.
Perguntei para Didi:
-Por que bloquearam essa parte da cidade?
-Não faço a mínima idéia... –Respondeu ele.
Nesse momento ouvi ao longe um barulho de um caminhão:
-Didi esta ouvindo isso?
-Ouvindo o que Amanda?
-Esse barulho... Tipo um caminhão...
-O que? Isso não é impossível... Talvez somos os únicos sobreviventes do mundo.
O barulho começou a aumentar:
-Não esta ouvindo?
Didi agora fez que sim, o barulho viera da esquina ao lado do Girafas, sem ação olhamos para lá e vimos um caminhão muito grande e turbinado, algumas pessoas em cima dele e outras dentro e uma dirigindo o caminhão e outras totalmente armadas, Didi gritou:
-Droga! CANIBAIS!
Agora aos berros eu vendo o caminhão que chegava mais perto gritei:
-Vamos Didi! Rápido liga o carro vai rápido!
No desespero Didi com a chave do carro foi tentando ligá-lo, mas o carro muito tempo sem usar não ligava, e o caminhão cada vez se aproximava e mais ainda e eu gritava:
-DIDI VAI LOGOOOO!
Nesse momento o carro ligou, Didi usou a macha ré, fomos andando para trás em alta velocidade fugindo do caminhando, ele já rodou o volante fazendo nosso Eco Esporte rodar na pista e já acelerando nosso carro e agora foi em alta velocidade em linha reta na pista, e o caminhão não desistia nos perseguia como cão feroz.
-São canibais!
-Deixa de ser tola Amanda! Primeiro me matariam e estuprariam você e depois de muito tempo te matariam!
-ÓTIMO DIDI! Assim você me deixa mais tranqüila!
Com o nosso carro em alta velocidade pelo comercio de Copacabana avistamos alguns olhos escondidos na escuridão dos prédios, sim eram pessoas, estávamos errados, não apenas nós sobrevivemos, mas ali já tinham vários.
-Pessoas! –Assustei. –Didi são pessoas!
-Estou vendo Amanda! Não somos os únicos sobreviventes!
Viramos a esquina a 160 Km por hora, Didi logo na habilidade virou o volante e entramos em um beco e vimos o caminhão passar direto na pista sem nos ver... Didi freou o carro e ficamos parados no meio do beco, ele respirou fundo e comentou:
-UFA! Escapamos?
-Acho que sim...
-Vamos embora agora.
Didi acelerou o carro em alta velocidade fomos passando em alta velocidade pelo beco ate sairmos dele, olhei para o lado vendo o caminhão turbinado em direção ao lado meu da porta em 120 Km por hora e...
POU!
Algumas pessoas dizem que na hora que você esta preste a morrer você lembra de tudo que aconteceu em sua vida como um flash back, eu duvidava disso mas nesse momento a única imagem que ficou em minha cabeça foi isso...
Flash back...
-Qual é Amanda... O oceano, você e eu, mais uma vez, lembra como era? Aquelas ondas... Antes de tudo virar merda...
-Me da logo a chave...
-Quer a chave? –Perguntou ele a mostrando novamente. –Atira em mim! Ou me leva com você!
Nervosa recarreguei a pistola e mirei em direção de meu irmão:
-Lucas não faz isso...
-Eu não vou acabar como eles Amanda. Apodrecendo ate morrer e sozinho... Não dar para dizer se eles estão vivos ou mortos...
-Por favor, Lucas... Não faz isso... Foi o que nos decidimos.
Ele gritou:
-Eu estou morrendo AMANDA! Eu não estou nem ai para essas regras...
-Foi você que fez...
-Minha irmãzinha... Eu ensinei tudo que você sabe!
Fechei os olhos e...
POU! POU! POU! –Foram três tiros!
Agora...
Nosso carro capotou umas 8 vezes parando de cabeça para baixo, cuspi sangue sentindo mais facilidade para respirar, com o corpo todo dolorido olhei para fora do carro vendo o caminhão estacionando, depois avistei Didi que fraco estava quase desmaiado, comentei:
-Didi! –Gritei. –DIDI! Você esta bem?
Olhei para fora vendo os homens tudo pulando e saindo do caminhão armados a uns 80 metros de nós, e as ultimas palavras que ouvi falar de Didi antes de ele desmaiar foi:
-É o fim... O fim!
“Após um ano da contaminação finalmente o vírus sumiu... Mas os problemas não. As regras são simples... Pelo menos é assim que eu e Didi encaramos.”
Regra numero 4: Evite os canibais à qualquer custo. Eles são maus e altamente perigosos.
Regra numero 5: Guarde sua água e sua comida à qualquer custo pois de qualquer jeito vai acabar.
Regra numero 6: Ser pego pelos canibais já é a morte, não podem ser salvos. Você quebra as regras, você morre; você segue as regras, fica vivo; talvez...
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