Exterminador: A Rebelião
1 Capítulo 1
Notas iniciais
# Desenho ilustrativo, para que vocês possam ter um vislumbre da localizações. Logo melhorarei a imagem para que fique mais nítido!#
Hoje nós não perdemos apenas um homem, perdemos um líder. Meu pai dedicou a vida para nos salvar, ele trabalhou duro todos os dias para garantir que nossos netos pudessem viver sob a terra novamente. Hoje estamos de luto pela a sua morte, apenas dois anos após sua mulher, minha mãe, morrer. Eu entendo porque vocês foram leais a eles, eu sei que eles eram um símbolo vivo de esperança e que agora que eles se foram muitos de vocês estão perdidos se perguntando o que vai acontecer.
Vocês me viram crescer, foram gentis comigo enquanto eu corria sem rumo pelos corredores da base, muitos de vocês lembram do com eu costumava causar pequenos problemas, vocês também se lembram de como era viver embaixo da terra, como ratos, escondidos em nosso próprio planeta. Mas seus filhos, nossos filhos, esses nasceram ou cresceram aqui, nesse maravilhoso santuário que o meu pai construiu junto a vocês. Eu espero que toda essa lealdade possa ser minha e que juntos possamos fazer esse lugar prosperar ainda mais.
Hoje, estamos de luto, perdemos um avó, um pai, e acima de tudo um LÍDER.
Essa era a mensagem que ecoava a cada hora na sempre brilhosa cidade de Mirror. A cidade havia sido construída há 25 anos pelas famílias que ali viviam, logo após a derrota das máquinas, recebe esse nome por ser completamente construída de espelhos que assumem a cor e retratam imagens de qualquer tipo, ficam foscas e refletem a luz solar, basta apenas um comando de voz. Toda a cidade é controlada por Moira, um grande computador com inteligência artificial, construído e aprimorado por Jacob Black, conhecido como: o mentor.
A cidade contém 5 torres de vigia, construídas em cima das bases antes chamadas Ravinas, as torres são conectadas por um muro feito com o metal das máquinas que destruíram a antiga civilização, e, é claro, no muro entre cada torre há um portão. O portão é feito de metal magnético e responde a comandos de voz. Nem todo mundo pode sair, o que significa que não é qualquer voz que pode abri-lo. Mas não entendam que as pessoas em Mirror são prisioneiras, pelo contrário, elas são impedidas de sair por segurança, e, é possível conseguir autorização para sair.
O mundo passou 23 anos sobre o domínio das máquinas e por isso, mesmo após 30 anos da destruição da Skynet, ainda é possível encontrar máquinas vagando por aí, além dos humanos que de alguma forma sobreviveram as explosões e se esconderam das máquinas, aqueles que por algum motivo não foram resgatados pela resistência e levados para viver em baixo da terra. Durante os anos que se passaram desde a queda das máquinas, 3 comunidades próximas fizeram contato com Mirror, algumas deixaram bem claro desde o início que não queriam briga e outras somente após alguns conflitos entenderam que era melhor ficar quieta e aceitar um acordo de paz.
No coração de Mirror está a torre do futuro, o prédio mais alto da cidade, com seus 25 andares para cima e ninguém sabe quantos para baixo. É nele que tudo funciona, o servidor da Moira, a inteligência artificial que controla tudo, está em algum lugar nesse prédio. É, também nele que moram as 4 famílias fundadoras. Por ordem hierárquica são: Black, Volturi, Clearwater, Call. No passado quando eles ainda viviam em baixo da terra havia uma quinta família os Fox, mas Felix Fox teve apenas meninas e sua linhagem acabou se perdendo, talvez não completamente já que sua filha mais nova casou com Daniel Black, filho mais novo do líder Jacob Black.
Começado pelos Volturi, Alec Volturi, era originalmente filho do general do exército americano, Aro Volturi, mas ao ser recrutado por Jacob passou a ser seu homem de confiança e líder de seu exército. Alec se casou com Carmem Denali e teve três filhos, Jane (52), cuja a mãe era melhor amiga de Carmem e morrera dando à luz a Jane, que foi acolhida e criada por Carmem, Dean (49) — falarei dele mais na frente, e Damon (47), que se casou com Alice Reese- Clearwater (45) (prima de Jacob Black, mas ela não sabe disso), juntos eles tem duas filhas Mary (20) e Samantha (18).
Seth Clearwater (66) era apenas um menino quando foi recrutado por Jacob, ele se casou com Bethane (Beth) Coper (60) e teve Shay (36), casada Mark Uley (46), filho mais novo do arquiteto Sam Uley que foi o responsável pela ampliação da base subterrânea e pela construção da cidade, e Scotty (28) que casou com Elena Simons e deu continuidade ao nome da família. A irmã de Seth, Leah Clearwater se casou com Derek Reese (tio de Jacob), o homem responsável por ensinar a senhora Black tudo o que ela sabe. Eles tiveram Alice — a mesma que se casou com Damon Volturi — e Alex (40) que casou com Jude Call, filha de Kim e Jared Call e sobrinha de Embry Call.
A família Call vem representada pelos irmãos Embry e Jared. Jared se casou com Kim Saks, a estudante de medicina que foi recrutada por Jacob quando estava no segundo ano da faculdade. Eles tiveram Celine (50) que não chegou a casar, mas adotou um menino chamado Logan (33), cuja os pais morreram na batalha final contra as máquinas quando ele tinha 3 anos, e Jude (35).
Por fim temos a família Black, Jacob e Nessie Black, tiveram uma vida diferente dos outros, eles foram criados para o mesmo propósito, liderar os humanos contra as máquinas. Seu filho mais velho Thomas (53) casou como Jane Volturi e teve primeiro as gêmeas Elisabeth (31) e Izabella (31) e depois os gêmeos Jonh (28) e Josh (28). Sarah (46) a filha do meio, casou com Dean Volturi e teve Hope (28), Lizy (25) e Jason (20). O filho mais novo Daniel (37) se casou com Rebecca Fox (35) — filha de Félix Fox — e teve um menino chamado Connor (16). A família Black é uma família grande e unida, responsável por manter esse lugar e seus habitantes seguros.
Todas essas famílias moram na grande torre do futuro. Os Black — exceto Jacob e Nessie — no 24º andar, Volturi no 23º, Clearwater no 22º e Call no 21º. Jacob e Nessie tem o 25º andar só pra eles, foi lá que eles passaram seus últimos momentos juntos e deram seu último suspiro. Agora seus corpos jazem congelados e conservados até o fim dos tempos em seus aposentos. Com a morte de Jacob, Thomas Black passou a ser o anfitrião da família, e com seus irmãos Sarah e Daniel, eles agora são responsáveis pelo legado de seus pais. E é justamente por isso que a cidade está em luto. JACOB BLACK morreu as 7:42 da manhã de morte natural, sendo declarado morto por sua nora Jane.
Mesmo após ter passado 1 semana da morte de Jacob, Mirror continua sombria e escura. As sempre cintilantes janelas tecnológicas de vidro magnético ainda se encontravam pretas e carregavam a seguinte frase: em memoria a Jacob Black — 1983 a 2064. Os cidadãos, mantinham suas atividades mínimas, no começo do dia, quando o primeiro raio de sol brilhava eles deixavam suas casas e cumpriam suas tarefas e quando o sol começava a se recolher eles se recolhiam em suas casas, todos os estabelecimentos estavam fechados, nem sequer uma alma vaga pelas ruas.
No vigésimo andar da torre do futuro os Black's e agregados se reuniam para o jantar, a falta de Jacob ainda era sentida, mas estava sendo aos poucos superadas e ele era sempre citado em alguma memória dos mais novos que contavam histórias vividas com o avô.
Thomas pediu silêncio, todos se aquietaram e prestaram atenção nele.
— Estarei finalizando oficialmente o luto amanhã.
— Mas já? — Sarah perguntou.
— Já faz uma semana, já é tempo suficiente, papai não gostaria que perdêssemos tanto tempo em luto, quando há coisas mais urgentes que precisam ser resolvidas.
— Você tem razão... — Sarah concordou com o irmão, tocando levemente o braço dele.
— Farei oficial também a minha decisão de abrir a cidade para os nossos aliados... — o som de garfos sendo derrubados o interrompeu. Beth, Hope e Connor (os mais velhos de cada um dos irmãos Black) se entreolharam, eles sabiam o quanto esse podia ser um assunto sensível. O clima de repente estava pesado.
— Abrir para os aliados! Você está maluco? — Sarah perguntou — Nós ainda não discutimos isso, não vamos precipitar as coisas.
— Eu já tomei a minha decisão.
— Não é assim que funciona!
— Eles são nossos aliados a mais de 25 anos, acho que já fizeram o suficiente para merecer a nossa confiança.
— Papai estava relutante se isso era uma boa ideia — Daniel se pronunciou — Você tem certeza que essa é a melhor decisão?
— Ele estava cogitando a possibilidade, como a decisão agora é minha, eu resolvi após muita deliberação sobre o assunto, que permitiria.
— Não pensou em discutir com a gente antes — Sarah perguntou.
— Sim, mas eu já sei a posição dos dois quanto ao assunto. Ainda assim a decisão final ainda é minha.
— Thomas... — Daniel começou, mas foi interrompido.
— Eu não quero ouvir mais nada sobre isso — ele disse se levantando e deixando a mesa principal, atravessou o salão e chegou aos sofás, encarou a poltrona que antes era ocupada pelo seu pai e mesmo ainda relutante, pela primeira vez desde que passara a ser o líder ele sentou. Olhando da mesa onde continuava sentada, Sarah teve parte de seu descontentamento com a discussão anterior dissipada pela sensação familiar de ver seu pai naquela poltrona, precisou de alguns minutos para finalmente aceitar o fato de que agora seu irmão sentaria nela. Thomas encarava a chama da lareira perdido em pensamentos, notou quando duas figuras se aproximaram e ocuparam as duas cadeiras vazias ao seu lado, Sarah à direita e Daniel à esquerda.
— Tudo bem... — Sarah disse em um sussurro
— Você tomou sua decisão... — Daniel continuou, pois sabia que se a irmã falasse provavelmente ela começaria uma sequência de xingamentos histórica e os dois iniciariam uma sessão gratuita de alfinetadas — Nós estaremos ao seu lado — e o assunto se encerrou ali.
O governo de Mirror tem Thomas no topo e cada área tem um representante que participa das reuniões. Jane Black (saúde), Hope Black (segurança), Mark Uley (construção), Elisabeth e Isabella Black (alimentação), Sarah Black (educação), Daniel Black (tecnologia) e por fim Jason Black, Jonh Black e Josh Black (responsáveis pelas fábricas). Todas as manhãs, pontualmente as 6:00 essas pessoas se juntavam para uma reunião onde tudo era relatado. Quando Thomas anunciou a decisão de abrir a cidade para os aliados um burburinho incontrolável começou na sala de reunião no quinto andar do prédio central de Mirror. No final ficou decidido que ainda naquele dia os convites seriam feitos e Beth, Hope e Connor dariam as boas vindas aos visitantes. Thomas também mandou que reforçassem a segurança e que garantissem que os convidados fossem bem alojados e tivessem tudo o que precisassem.
Ainda no final daquele dia 3 comunidades, Fisher Falls situada às margens do rio Mississipi, Pick Marble e Sunset Valey, responderam positivamente ao convite. Fisher Falls demoraria mais a chegar pois se encontrava mais longe, as outras duas chegariam em 3 ou 4 dias. Os próximos dias foram todos de preparativos, Thomas anunciou para a cidade que receberíamos visitantes e que eles deveriam ser tratados da melhor forma possível locais foram preparados para receber os visitantes, um para cada grupo. Quando a manhã de quinta-feira começou, dia em que os primeiros convidados chegariam, a cidade acordou cedo, todos extremamente atarefados. Pouco depois do almoço os sensores de aproximação da cidade detectaram o primeiro grupo e Beth, Hope e Connor se puseram na entrada sul da cidade para aguardar o grupo.
— 15 minutos — Hope disse parada do lado direito de Beth — Que isso dê certo!
— Acha que pode dar errado? — Connor perguntou.
— Eu acho que essa é uma decisão arriscada. Temos vivido dentro dos muros de Mirror desde que eles foram levantados, não há muito o que ver lá fora então não costumamos sair e não confiamos o suficiente nas outras comunidades para deixá-los entrar...
— Essas comunidades têm sido aliadas desde antes dos muros — Beth disse
— O muro devia manter as máquinas fora, mas ninguém vê uma máquina há 10 anos, então pense em pra que ainda precisamos de muros... — Hope disse e as duas garotas se olharam. Beth é apenas 3 anos mais velha que Hope, mas ela se lembra perfeitamente dos problemas que tiveram com as outras comunidades depois que a era das máquinas acabou. Beth sabia que os muros não serviam apenas para manter as máquinas fora. Achava que o seu pai deveria ter alguma razão para tomar essa decisão e esperava que fosse a decisão certa.
Os três avistaram uma comitiva composta em sua maioria de cavalos que guiavam charretes e carroças, na hora souberam que aquele era o grupo de Pick Marble. Essa comunidade sobrevivia basicamente de agropecuária, o que explica os cavalos e carroças. Os guardas fizeram a comitiva parar quando estavam perto o suficiente, o grupo continha 5 homens, eles desceram do cavalo e caminharam até os 3 jovens nos portões da cidade.
— Bem-vindos a Mirror — Beth disse — Meu nome é Elisabeth Black e esses são os meus primos Hope e Connor Black. Nós te guiaremos até o local em que ficaram alojados durante sua estadia aqui.
— Pensei que ele fosse estar aqui para nos receber... mas tudo bem, aceito ser levado até ele por vocês.
— Quando todas as comitivas chegarem uma festa será dada para comemorar a ocasião até lá vocês pedem ficar à vontade para conhecer a cidade.
— Devem entregar todas as armas de fogo, o uso desse tipo de arma não é permitido por gente não autorizada dentro da cidade — Hope disse.
— Não se preocupem — Beth completou — Vocês estarão seguros aqui e terão as armas de volta quando saírem — o homem à frente do grupo fez sinal para o restante deles, que começaram a se desfazer das armas.
— Vocês precisaram usar esse bracelete enquanto estiverem aqui — Connor e mais dois homens deram um passo à frente carregando bandejas com braceletes.
— Vejo que vocês não usam um — o homem falou.
— Os braceletes contêm chip que permitem acesso a tudo na cidade, normalmente os chips são implantados assim que a criança nasce — o homem chegou bem perto da Beth.
— Você me parece muito bonita para ser filha do Black — ele levantou a mão para tocar no rosto dela — Quem sabe queria pegar uma carona no meu cavalo — completou fazendo um sinal sugestivo com o quadril. Beth nem sequer piscou, ela empurrou a mão do estranho, tirando-a de seu rosto e deu um passo para trás.
— Isso depende do quanto você gosta das suas bolas, se gosta delas, não vai me querer perto do seu cavalo — ela disse. O homem explodiu em uma risada e seus homens o acompanharam.
— Gostei de você, loirinha...
— Aproveitando sua deixa — Beth continuou — Nenhum crime é permitido em Mirror, os crimes são punidos de acordo com a gravidade, se você roubar será preso por um tempo, se matar, será morto... Se estuprar... bem acho que você já entendeu. A cidade é altamente vigiada, tudo é visto e ouvido, então se um de vocês cometerem um crime, qualquer um, nós saberemos.
— Sendo dados todos os avisos — Hope disse — Sejam bem-vindos a Mirror — o portão de vidro magnético se desfez, deixando o interior da cidade à vista.
Simon não esperava aquela visão, a cidade continha uma beleza jamais imaginada por ele, tudo parecia brilhar, até as árvores. As casas e prédios de alguma forma refletiam a luz do sol e ao contrário de como estava o clima do lado de fora da cidade, dentro estava agradavelmente fresco. Assim que os primeiros moradores entraram em seu campo de visão ele notou que a maneira como as pessoas se vestiam era diferente. As roupas tinham aberturas em lugares estranhos como por exemplo nos braços, perna e barriga, algumas roupas chegavam a terminar no fim do tórax começo do abdômen, tanto nos homens como nas mulheres. Não parecia haver um tabu sobre mostrar o corpo e todos pareciam extremamente em forma.
Simon imediatamente pensou em seu irmão Charlie. Ele está acostumado a ter as mulheres que quer na hora que quer. Ele olhou para o irmão, que carregava um sorrisinho maligno nos lábios. Simon bateu com o ombro no dele, que o olhou ainda carregando o sorriso. Simon sacudiu a cabeça. E seu irmão movimentou os lábios em resposta articulando a palavra RELAXA. Após andarem por uns 15 minutos a garota loira que os guiava, Beth, parou em frente à uma casa.
— Essa será a casa de vocês enquanto estiverem aqui — ela disse — Usem o bracelete para acessa-la — ela passou o próprio pulso em uma espécie de sensor na parede e a porta se abriu — Se essa luz piscar em vermelho significa que vocês não têm acesso a essa área.
— Vamos deixar vocês se acomodarem — a garota morena disse — A casa está equipada com tudo que precisam, se precisarem de mais alguma coisa é só pedir. Sintam-se livres para andar pela por aí o quanto quiserem. Comida será entregue aqui em alguns instantes assim como as coisas que vocês trouxeram.
No dia seguinte eles foram instruídos à comer no refeitório, Simon havia acordado cedo e resolveu dar uma volta na cidade, assim aproveitava para observar um pouco ao redor enquanto procurava pelo refeitório. Outra coisa que ele notou nessa caminhada foi que as pessoas eram muito simpáticas e receptivas, até mesmo com ele, as crianças riam enquanto corriam vestindo um uniforme estranho. Ele se deparou com uma estrada, onde carros muito estranhos passavam. Os carros não encostavam no chão e não pareciam ter um motorista, e mais curioso ainda ele não conseguia atravessar a rua, era como se uma parede invisível o impedisse. Um carro parou próximo a ele e três crianças desceram correndo em direção à um enorme prédio à sua esquerda que ele deduziu ser uma escola. O cheiro bom de comida o atraiu e ele não teve dificuldade em achar de onde vinha. A garota loira que o recebera no dia anterior estava lá na entrada, vestia uma blusa de mangas longas que ia até o fim de suas costelas e uma espécie de saia colada q ia até acima dos joelhos e era completamente rasgada nas pernas até o final.
— Oi — ele disse incerto.
— Olá, como foi a sua primeira noite em Mirror?
— Bem... Eu sou Simon, Elisabeth, certo?
— Beth, só Beth.
— Prazer Beth.
— Prazer — ela disse retribuindo o aperto de mão.
— Tudo aqui é muito diferente do que eu estou acostumado.
— Espero que esteja gostando...
— Tem sido uma experiência interessante até agora — um carro passou e ele olhou na direção do mesmo — Como é que os carros flutuam? E quem está dirigindo?
— Tem um campo magnético e, tudo aqui é muito tecnológico, incluindo os carros. Você só precisa entrar e dizer para onde vai, que ele te leva.
— Hum...
— Teve muita dificuldade em encontrar o refeitório?
— Segui um cheiro maravilhoso e acabei aqui.
— O que vai querer? — ele olhou para um painel estranho com o cardápio.
— O que você sugere?
— Tudo é muito bom, mas como você não vai aguentar provar de tudo recomendo essa baguete recheada — Beth disse apontando — É uma receita nova, tenho certeza que vai adorar.
— Parece perfeito pra mim — ele respondeu olhando pra ela.
— Tem que pôr o bracelete...
— Ah! Sim... — ele colocou o pulso com o bracelete no leitor. "Selecione o que gostaria de comer" uma voz disse.
— É só apertar — Beth falou e Simon apertou na imagem da comida que queria. "Deseja uma mesa ou alguém já está te esperando?" Simon olhou para Beth que apenas sorriu e o incentivou a responder.
Uma mesa... — "Para quantas pessoas?" — Uma... — "Dirija-se para a mesa 17 à esquerda, seu pedido chegará logo."
— Tenha uma boa refeição — Beth disse enquanto ele entrava.
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