Explosivo amor
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Capitulo 5
Já tinham se passado três dias. Nishijima tinha voltado ao trabalho, se sentia melhor. Mas a cabeça do rapaz estava um atrapalho só, só conseguia pensar em Minene Uryuu. No jeito inocente dela, nos beijos, nos gemidos, em tudo. Ela havia sumido. Como ia encontrá-la? Se ela mesmo disse que não iria mais vê-la? Mas a saudade corroía o coração do policial, que pensava em várias maneiras de achar e ajudar aquela fria assassina a sair do mundo dos crimes e transformá-la numa pessoa normal.
Minene continuava a fazer seu trabalho e a tentar esquecer aquele baka como ela mesmo chamava Nishijima. Mas era uma tarefa quase impossível. Via Nishijima em todos os lugares, pensava estar ficando louca. Quase se atrapalhara ao fazer um serviço.
Naquele dia, Minene chega em casa, e se deu conta que não conseguia achar seu celular em canto algum. Começou a revirar a casa, completamente louca da vida, e nada de achar o infeliz. E se seu chefe ligasse ? Ia dar bode. Ficou imaginando se perdera no caminho e resolveu refazer seus passos para procurar o infeliz.
Nishijima saia do trabalho , cansado. Tinha sido um dia difícil. O chefe havia chamado sua atenção, pois depois da gripe, andava completamente atrapalhado. Nas mãos, Nishijima carregava uma pasta. O dossiê de Minene Uryuu. Iria achar um jeito de ajudá-la. Chegou em casa, deixou a pasta na mesa junto com o seu celular. Foi até o quarto, acendeu a luz e foi ao banheiro. Em seguida, viu que tinha um celular em cima do criado mudo. Estava ficando louco? Ele largara o celular em cima da mesa, mas espera...
–Esse não é meu celular! — ligou o aparelho e viu que na tela, tinha uma foto de Minene.- É DA MINENE! Ela esqueceu o celular aqui! — Nishijima então resolveu mexer no celular de Minene. Viu apenas um número ali. Chefe. Anotou o número. Iria arrumar um jeito de rastrear quem era o tal chefe de Minene, e iria prendê-lo. Resolveu anotar ali o próprio número. Imaginou que Minene iria procurar o aparelho. Deixou o celular ali e foi tomar um banho. Assim que saiu do banho, ouviu a porta bater. Estava apenas de short e com a toalha em volta do pescoço.
–Quem é?
Ouviu uma voz meio estourada dizer:
–Abre logo essa porcaria ou estouro a porta a pontapés Nishijima. -ele sorri e esconde o dossiê numa gaveta, em seguida abre a porta.
–O que foi Minene? Sentiu minha falta? — ele resolve brincar, ela entra toda furiosa.
–Não, infeliz, eu esqueci meu celular aqui. Posso olhar?
–Pode...-ela começava a olhar tudo e vai até o quarto de Nishijima. Vê o maldito celular em cima da mesa de canto, e o pega. Ela usava as roupas normais que costumava usar.
–Obrigada. Já achei e vou em....-é quando ela se dá conta que Nishijima estava apenas de short. — você recebe as pessoas assim, Nishijima?
Ele ri.
–Porque Uryuu? Tá com ciumes é? — ele se aproxima dela.
–Nem se aproxima de mim, idiota. Eu estou armada e atiro no meio das suas pernas pra você nunca mais poder usar ele.
Nishijima fica sem graça e se afasta, logo em seguida murmura
–Bem acho que você já achou o que queria. Pode ir se quiser. — ele sai e vai pra cozinha, parecia magoado. Eis que ele ouve passos indo até a porta da sala e em seguida alguém bufando e vindo até a cozinha. Ela parava a porta e cruzava os braços.
– Desculpe. Eu não queria ter sido grossa. Eu só fiquei nervosa de ter perdido meu celular. — Nishijima estava parado no fogão, parecia fazer algo para comer.
–Mas não perdeu. Porque você não me ouve Minene? Porque não sai dessa vida? Eu posso ajudar você ora. — ele suspirava, parecia chateado.
–Nishijima, entende de uma vez. — eles ficavam se encarando. — seria totalmente impossível. Somos de “mundos” totalmente diferentes. E você sabe que eu acabaria presa. Sou acusada de vários crimes.
–MINENE! PARE! — Ele se aproximava e a sacudia – EU POSSO FAZER ALGUMA COISA! CONFIE EM MIM, POXA. — A voz dele era de quem iria chorar, de puro desespero.- Minene...por favor...me deixa te ajudar...
–Para Masumi...não adianta. — ela se vira para ir embora, Nishijima pega-a pelo braço e a joga na parede da cozinha, beijando a boca da mulher de cabelos roxos de uma forma exigente e ofegante. Minene não reagiu, apenas retribuiu, soltando um suspiro.-Masumi...não...
–Você me chamando de Masumi me deixa louco Uryuu...-ele sussurra rouco, descendo a boca pelo pescoço de Minene que soltava um gemido baixo. — Me chama mais uma vez assim..vai?
–M-masumi? -ela dizia, inocente. Nishijima sentia que estava ficando excitado. Minene também percebia e se afastava, ofegante – Pára, Nishijima. Não dá. Já disse...vamos sofrer. — ela se afasta completamente confusa e vai embora, Nishijima senta na mesa da cozinha com o dossiê de Minene nas mãos e uma certeza:Iria arrumar um jeito de tirá-la da vida de crimes e transformá-la em sua esposa. Pegou o celular e ligou para um amigo.
–Ei, como vai cara? Tudo sim, precisava de um favor seu. Quero que rastreie um número para mim. Não, é uma investigação extra oficial, estou fazendo isso para ajudar um amigo. Obrigado. — ele desligava e ia ler de fio a pavio o dossiê de Minene para ver se descobria algo.
Enquanto isso, Minene chegava em sua casa, se jogando a cama, mesmo que levemente bagunçada. Ficou pensando em Nishijima e na fixação dele por ajudá-la a sair do crime. Porque? Porque ele queria ajudá-la? Não, ela pensou, preciso me afastar dele. Ela nunca fora ligada a sentimentos idiotas. Desde a morte dos pais, em que ficara sozinha, quando criança, se tornara uma pessoa fria, que nunca confiou nas pessoas. Resolveu que iria dar uma sumida. Ligou pro chefe e avisou que não podia fazer os próximos serviços e que precisava sumir por uns dias. Explicou que tinha se dado conta que havia um policial na cola dela, e resolveu ficar escondida em sua casa para que não houvesse chance dele a seguir. O chefe dela compreendeu a situação, sabia que era arriscado e avisou que era pra ela se cuidar e não sair de casa. Minene tinha suprimentos o suficiente por um mês. Mas não precisava mais do que quinze ou vinte dias.
Passaram-se uns dias. Era uma manhã e Nishijima estava no trabalho,completamente entretido. É quando seu celular toca. Era seu amigo, tinha conseguido rastrear a ligação. E ainda por cima sabia quem era o cara e que era alguém que a justiça tava doida atrás, porque o cara estava envolvido com vários crimes e lavagem de dinheiro. Com o que ele conseguira dava pra botar o cara na cadeia. Agora restava a Nishijima reunir toda a equipe e juntar mais coisas pra pegar o cara. Ele encerra a ligação e chama seu chefe. Explica toda a situação.
–Mas eu não entendi o porque de você resolver investigar esse cara.
–Bem, é para ajudar uma amiga minha. Que é acusada injustamente dos crimes que esse cara comete.
–Nishijima...o que você tá querendo dizer?
–Bem, vamos investigar apenas, chefe. Depois disso eu digo quem é minha amiga.
–Tudo bem, mas vou ficar de olho em você. — Nishijima sai. Todo feliz, queria muito ver Minene, já fazia quase um mês que ele não a via. Era ele entrar em casa e ter lembranças daquela estouradinha.
Minene sai correndo pro banheiro, naquele dia era a quinta vez que ia vomitar, se sentia mal, completamente tonta e enjoada. Pensou que pudesse ser algo estragado, já que não saia de casa para despistar Nishijima. Mal sabia ela que a coisa era mais complicada do que pensava.
Minene lava o rosto e se olha no espelho, parecia muito mal. Volta a vomitar de novo. Não tinha remédios pra enjoo, resolve se vestir e ia pra farmácia, mas antes coloca um capuz para se esconder.
Assim que chega na farmácia vai conversar com a atendente.
–Olha, eu to completamente enjoada, tem algum remédio ai?
–Tem senhorita, — ela sorri e antes de ir procurar ela fica olhando Minene
–o que foi criatura? — ela parecia nervosa
–Bem senhorita, mas a senhora tá assim porque comeu algo,ou pelo que?
–Sei lá, acho que foi por algo que comi, já tem uns dois dias que to assim, a coisa tá tão feia que mexeu até com minha menstruação. — ela era seca.
–A senhorita disse que mexeu com sua menstruação?
–PORQUE QUER SABER CRIATURA?
–Senhorita, antes de eu te dar o remédio, eu vou fazer um teste com a senhorita, posso?
–Aff, pode. — ela entrega um potinho para Minene e a leva até um banheiro
–urine um pouco nesse potinho e me entregue depois, por favor.
–Tá – ela fazia cara feia, mas pensou que talvez aquilo fosse lhe ajudar de algum jeito. Em seguida entrega o pote para a garota, que some por uns minutos e logo em seguida volta, com um sorriso idiota na cara – O QUE FOI? EU TO DOENTE É?
–Não senhorita, a senhorita esta apenas grávida.
–COMO É QUE É? — Ela pega a atendente pelo colarinho – como pode ser isso?
–Senhorita, enjoos, vômitos, menstruação atrasada...a senhorita andou fazendo sexo sem camisinha?
–Aff mas precisa disso? — ela se lembrou que fizera amor com Nishijima – cretino. É dele.
–Então sabe quem é o pai?
–Sim e não é da sua conta. — ela sai completamente atordoada e sem o remédio pra enjoo, voltando pra casa, perdida. E em seguida gritava pra si mesma
–COMO É QUE ISSO TE ACONTECE, MINENE URYUU?
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