Explosivo amor
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Capitulo 2
Minene chegava em casa, tirando aquele vestido e o pendurava , botando suas velhas roupas. Ficou lembrando do rapaz a puxando pra si e sussurrando em seu ouvido:
“Vou te dar uma vantagem. Foge. Vou fingir que não te vi...não consigo prender você Minene...”.
Minene pensava: “Mas que idiota! Porque ele não me prendeu? Ficou me olhando com aquela cara de...aff”. Minene ficou um tanto emburrada e resolveu fazer alguma arma maluca pra se distrair e não pensar naquele tal Nishijima.
Masumi chegou em casa ainda besta com o que fizera. Logo ele, o cara mais certinho e leal da delegacia, acabara de deixar a mulher mais perigosa e procurada, lhe escapar pelos dedos. O rapaz ficara pensando nos olhos roxos da bela mulher que ficara corada quando ele a viu de vestido.
“Como ela consegue ser tão linda mesmo sendo teimosa e fria?” . Nishijima toma um banho e vai se deitar, se sentiu um pouco cansado. Tomara um pouco de chuva naquela guerrinha com Minene Uryuu, já que perdera o guarda-chuva. Mas os sonhos do rapaz, foram povoados por Minene, usando um vestido de noiva e se casando com ele.
Minene bocejou, viu as horas em seu velho relógio. Era meia noite. Sentiu um cansaço enorme tomar conta de seu corpo e resolveu ir se deitar. Teria um trabalho para o dia seguinte, se lembrou. E precisava estar preparada.
O dia amanheceu. Nishijima abriu os olhos e começou a espirrar. Sentiu o corpo todo queimar. Estava com febre. Mal conseguiu se levantar da cama e se arrastar pro banheiro. Em seguida voltou pra cama e ligou pro departamento. Contou que tomara uma chuva na noite anterior pois seu guarda-chuva quebrara. E levantou com um resfriado horrível, não tinha como trabalhar.
Minene acordou lentamente, percebeu que o corpo todo doía. Percebeu que ardia em febre. Já ficara doente outras vezes, percebeu que era gripe. Ligou pro chefe e disse que não tinha condição de cumprir o serviço , estava com uma bela gripe e não tinha força pra levantar sequer um dedo. Ele ficou muito furioso, mas no fim relevou e disse que daquela vez mandaria outra pessoa, mas que era para ela se cuidar mais. Minene desligou e lembrou-se que nem remédio tinha. Mesmo a contragosto, resolveu que iria até a farmácia.
Nishijima se deu conta de que não tinha nenhum remédio pra dor ou febre. Bufou um pouco e se levantou, resolvendo ir até a farmácia. Usava uma calça de moletom e uma camiseta branca. Os cabelos levemente bagunçados e um chinelo. Quando chegou lá, estava entre algumas prateleiras e pensou ter tido uma alucinação. Viu uma mulher com os cabelos roxos em marias chiquinhas e um vestido rosa. A voz,era igual a dela...não...devo estar ficando louco. É quando a mulher se vira e vê Nishijima ali.
Minene toma um susto ao ver o rapaz naqueles trajes olhando feito idiota pra ela.
–VOCÊ!! — Os dois se apontavam.
–O que você faz aqui? — Ele pergunta, assutado.
–Eu vim comprar remédio, obvio. O que você faz aqui? — Ela respondia em tom um tanto grosso.
–Eu também vim comprar um remédio...eu estou com...
–GRIPE? -Ela completou, de olhos arregalados.
–Sim...-ela corava, tonteando um pouco e caindo em cima de Nishijima que a apoiava.
–Droga...- ele a amparava e comprava alguns remédios. Em seguida ia pra casa, não teria jeito. Iria levar Minene pra sua casa, para tomar conta dela.
Assim que chegaram, Nishijima colocou-a em sua cama. Ela parecia pior que ele, afinal. Fez um chá e colocou numa garrafa térmica. Tomou um gole com um remédio e fez Minene tomar também, mesmo ela se debatendo e delirando de febre. Percebeu que ela tremia de frio. Teve uma ideia e se deitou por trás dela, a abraçando. Sentiu que Minene parou de reclamar na hora e dormiu, mais tranquila.
Minene acordou de noite, apenas se lembrando que vira Nishijima na farmácia e depois não vira mais nada. Sentiu uma respiração próxima a sua e viu Nishijima deitado de barriga pra cima, dormindo.
–MAS O QUE SIGNIFICA ISSO? SEU PERVERTIDO!!! — Ela dava um chute na costela do rapaz, mas não pra machucar , obviamente, mas o suficiente para assustá-lo
–Mas o que foi, mulher? Tá maluca? Eu te ajudei, você desmaiou na farmácia e eu tava cuidando de você
–UMA OVA! CÊ TAVA SE APROVEITANDO DE MIM, SEU BAKA!! — ela ia pra cima dele, querendo dar um murro no rosto do rapaz, Nishjima percebe e é mais rapido, segurando os pulsos dela.
–Ei...-ela fica o encarando, furiosa
–ME SOLTA NISHIJIMA, EU VOU TE MATAR! AH DROGA..ESQUECI QUE TO SEM ARMA...-Ela revira os olhos.
–Olha só, ela me chamou de Nishijima....-ele ri – Minene...calma, eu não te ataquei...apenas te dei remédio e você dormiu, eu também dormi. Ninguém fez nada com você, eu não sou desse tipo de pessoa.
–ENTÃO...me solta...caramba! — Nishijima continuava a segurar os pulsos dela, ela respirava ofegante e rápida, os dois se olhavam. — Quer me soltar infeliz?
Nishijima sorri.
–Não...você tá mexida , né Minene? -ele sussurrava. Minene começava a se debater, querendo se soltar. Nishijima foi mais rápido e caiu por cima dela, segurando as duas mãos dela com uma só e com a outra lhe acariciando o rosto. — Você também é mulher...Minene...-ele sorri, meio bobo. Minene começava a se contorcer mais.
–Me solta..eu juro que eu vou quebrar tua cara...me solta!! — Nishijima ia se aproximando, Minene se debatendo. Quando deu por si, ele a beijava, pedindo passagem com a língua. Minene resistiu o máximo que pôde. Mas num momento não conseguiu mais, suspirou e permitiu. Nishijima soltava os braços dela e segurava a cintura dela e ela nem se dava conta.
–Minene...-ele dizia baixinho. É quando ela se da conta do que acabava de acontecer ali e da uma joelhada na coxa de Nishijima que se joga do outro lado, sentindo um pouco de dor.
–NUNCA MAIS...FAÇA ...ISSO!! — Ela dizia ofegante, pegava suas coisas e saia, bufando de raiva.
Nishijima olhava pra porta e fica pensativo.
“Ela gostou...” e sorri , suspirando ainda cansado e pegando no sono.
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