Explosion
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Resolvi, após muito pensar, postar essa singela ideia aqui. Já havia postado no Spirit, então agora segue ela aqui, como deveria ser: uma one shot.
Espero que apreciem!
✵
—- Bakugou... então, você sabe... -- Kirishima começa, mas Bakugou já reage à sua maneira: explosivamente.
—- Cale a boca, seu punk. -- Bakugou falou em seu mais baixo tom, com sua rouca voz repleta de raiva. Kirishima ri sem graça, pois Bakugou estava prestes a cair do sofá, por estar, pouco a pouco, escorregando com os braços cruzados e com a cara emburrada. Ele não admitiria a situação nada menos que estranha que andava acontecendo no último mês. Kirishima parecia compreender um pouco mais sobre o a situação do que ele, mas para ele precisaria, primeiramente, conseguir falar sobre isso com o homem-bomba e, depois, fazê-lo admitir... acho que essa última opção estava fora de cogitação.
No último mês, Bakugou estava passando algumas horas por semana com uma das transferidas vindas de uma cooperação estudantil entre Japão e Estados Unidos. Isso, obviamente, era mais que estranho, afinal, estamos falando de Bakugou Katsuki, o mais arisco da turma. Kirishima lembra de ter visto quando a garota de cabelos loiros se aproximou de Katsuki tranquilamente, primeiro, se apoiando nas costas do sofá, depois reclinando-se, para, em seguida, questioná-lo.
—- Oe... É você que tem individualidade de explosão? -- A garota, com um tom de voz ligeiramente baixo, mas ainda sim forte, falou e Bakugou, claramente incomodado com a aproximação e com a forma de falar de mais uma shitty-face transoceânica, respondeu rispidamente:
—- Hm, sou eu sim, o que você quer? Morrer?
Ela, levemente, arregalou os olhos com a última petulante pergunta. Ora, como se ela fosse morrer com um estalinho como o dele...
—- Acho que para morrer eu preciso de um pouco mais do que suas explosões, bomberman. -- Katsuki se ajeitou no sofá, extremamente incomodado com a resposta atravessada dada pela loira. Ele encarava seus olhos azuis e queria, certamente, explodi-los.
—- Morra, então. -- Ele respondeu, fechando a cara e buscando um autocontrole que normalmente não tinha. Não iria se intimidar com essa novata, não iria se deixar levar pela merda que ela falava. Não iria.
Percebendo que não iria conseguir o que primeiro tinha como intento, resolveu deixar a abordagem para depois.
Kirishima ficou incrédulo com o fato de Bakugou ter se controlado e não ter reagido daquela forma ridiculamente agressiva que, comumente, atingia tanto a ele quanto ao Sero. Não achava que não poderia piorar, mas Lei de Murphy está aí para comprovar o contrário...
Alguns dias depois, a novata se aproximou e, despretenciosamente, questionou-o, pela segunda vez, sobre sua individualidade. Ao que parecia, ela queria saber como ele controlava sua habilidade e como realizava as pequenas e médias explosões.
Até Bakugou ficou surpreso com o questionamento da novata. No entanto, quando perguntou o motivo de ela querer saber sobre sua individualidade, a resposta o deixou mais que desconcertado -- até mesmo envergonhado, sé é que Bakugou pode ficar envergonhado (isso, porque ele achava que não poderia ficar, pobre garoto...).
—- Eu gosto de explosões. -- Ela sorriu de lado, um sorriso preguiçoso, porém sincero.
E, a partir de então, Bakugou passou a se reunir com Katrin Hashira, para ensiná-la sobre como sua individualidade funcionava e isso deixava Kirishima mais curioso do que nunca.
Kirishima não sabia se o que tinha convencido o cabeça explosiva havia sido a resposta de Katrin ou tão somente o sorriso que ela dera. De qualquer forma, a turma já havia notado e burburinhos começaram a surgir sobre o que ela e Katsuki faziam nesse meio-tempo.
Katrin era uma garota que havia simplesmente aprendido a ignorar a babaquice alheia e, por conta disso, fez o que fez -- falou com o estalinho. Apesar de a primeira tentativa não ter dado muito certo, pois ele era muito cabeça-dura (como se Katrin também não fosse), na segunda o objetivo fora atingido e, agora, ela estava o observava fazer pequenos fogos de artifício com toda aquela nitroglicerina que estava na palma de suas mãos. A reação era tão incrível que seus olhos brilhavam, não somente pela luz, mas pela admiração -- e, ressalte-se, isso não passava desapercebido pelo loiro.
Ele se sentia bem em saber que alguém achava sua individualidade interessante, mas é claro, jamais admitiria isso a ninguém. Ele não a entendia muito bem, a achava ainda uma shitty-face, apesar de algo remexer dentro dele toda vez que encontrava seus olhos o fitando. A forma como ela prestava atenção no que ele dizia, como ela compreendia as informações rapidamente sem precisar repeti-las, as perguntas inteligentes -- completamente diferente de quando teve de estudar junto com Kirishima, que é uma rocha até mesmo para entender a matéria --, tudo o fazia sentir deveras desconcertado.
Por não saber como lidar com essa gama de sensações, ele passou a tentar dar pequenas desculpas para não encontrá-la. Ela prontamente aceitava, pois, segundo ela: "Se não dá, não dá, ué.".
Kirishima havia percebido isso e queria falar com o amigo sobre a suposta situação, mas não queria perder sua vida nessa tentativa. Após muito analisar, resolveu falar com Sero, para que ele pudesse questionar discretamente à Ume Hori-san, sobre ela saber daquela situação de Bakugou e Hashira-san e, talvez, descobrir mais do que eles andavam fazendo nesses tempos vagos. Ela também viera transferida dos EUA e era próxima à Hashira-san, por isso, a ideia, para Kirishima, era lógica e objetiva.
Hori-san, quando abordada e, posteriormente, questionada por Sero, achou graça da situação e explicou que Kat-chan realmente gostava de explosões e queria entender mais da individualidade de Katsuki-san. Como Kat-chan não tem muita papa na língua ou limitações culturais como imperava no Japão, ela foi diretamente ao ponto e cumpriu seu objetivo. Ultimamente, no entanto, ela mencionou que Katsuki-san não estava mais fazendo o que poderia ser chamado de aula, porque parecia que ele andava ocupado com outras coisas.
—- Isso responde seu questionamento, Sero-kun? -- Ela disse com um olhar tenro e um sorriso engraçado no rosto, fazendo Sero coçar a cabeça e quase, quase, ficar envergonhado.
—- Sim, Hori-chan, obrigado! -- Ele utiliza o honorífico com muita vergonha, já que eles não eram tão próximos assim. Hori era muito vibrante, animada, inteligente e compenetrada. Essa mudança de repente o fez ter um frio no estômago.
Após receber as devidas informações, Kirishima, vendo Sero um pouco envergonhado, questionou-o se estava tudo bem. Sero, meio perdido em pensamentos, disse que sim e saiu, indo em direção ao seu dormitório.
Em um dos treinamentos na UA, Bakugou utilizou seu poderio e sua inteligência para conseguir detonar e ser o vencedor. Katrin assistia supostamente inexpressiva, pois apenas seus olhos brilhavam e gritavam de vontades... de saber mais. Hori a observava e, pelos muitos anos de convivência, sabia que essa performance estava mexendo com Katrin de forma tal que ela não poderia medir. Ficava preocupada com a amiga, mas não havia muito o que fazer. Ordens eram ordens.
Bakugou, após o treinamento, estava frustrado. Frustrado porque, ao olhar suas mãos, lembrou de Katrin e de suas aulas. Ele queria vê-la e estava frustrado porque jamais iria admitir que estava a fim da shitty-face. Isso com certeza se tornaria piada no meio da turma. Ele estava tão absorto em seus pensamentos que não percebeu Kirishima, Sero e Denki se aproximando.
—- Kacchan, você está tão perdido ultimamente... Será que é por causa d- -- Kirishima fez o favor de segurar Denki, enquanto Sero tampava sua boca com sua fita. A sorte foi que Bakugou só prestou atenção na situação final, não ouvindo o que ele havia dito anteriormente...
—- Que porra...? -- Katsuki olhou para a cena, cerrando os olhos e demonstrando uma leve confusão.
—- Ele ia implicar com você, mas como você estava tão concentrado, preferimos evitar que ele te atrapalhasse. -- disse Kirishima, cuidadosamente, com Sero acenando e sorrindo. Ele não estava a fim de ficar escutando os gritos de Bakugou. -- Inclusive, sua luta foi muito incrível! A sua análise foi muito específica da situação e-
"Próximo round -- treinamento.
Katrin Hashira vs. XXXX -- Comecem!"
Depois de se desvencilhar da fita, Denki se juntou aos garotos, que já haviam caminhado em direção ao telão deixando-o de lado, para assistir a luta de Katrin. Os elogios de Kirishima ficariam para depois. Ninguém sabia qual era sua individualidade, pois ela sempre parecia se esquivar das milhares de perguntas que sobrevinham desde que pisou em UA.
Ela, claramente, possuía muita stamina, e tinha muita força em suas pernas, que eram bem torneadas e grossas, pois conseguia saltar de prédio em prédio sem muitos problemas. Ela lutava como uma verdadeira espadachim ninja —- assim Kirishima definiu. Era realmente incrível.
Sua capacidade de luta e reflexos eram incríveis, poucos erros eram possíveis de ser apontados. Seu rosto compenetrado, sua análise e sua lógica eram muito bem delineadas. "Os EUA treinam seus alunos muito bem..." -- Aizawa-sensei pensou.
O treinamento fora encerrado, sendo Katrin a última a treinar. Ela parecia mal-humorada, incomodada, talvez, mas logo pareceu tomar o controle de si. Kirishima a observou nesses instantes e percebeu que Bakugou também. Resolveu implicar com o amigo.
—- Are... Você também viu isso, não é Bakugou? -- Katsuki o olhou com um ar interrogativo --, oras, como você está ensinando a ela sobre sua individualidade, você poderia pedir em troca que ela te ensinasse a como controlar esse seu mal-humor...
—- Cale a boca, seu punk de cabelo espetado! Quer morrer? -- Bakugou sobressaltou e saiu andando, com raiva exalando ao seu redor, deixando o amigo para trás.
Uma semana depois, Katrin abordou Katsuki no hall comum dos dormitórios, questionando-o sobre continuarem a fazer o que antes faziam, ou seja, sobre as aulas.
Bakugou a olhava incomodado. Aquele maldito rebuliço começara novamente e isso o irritava demais. Analisou-a por um período considerável de tempo, antes de decidir, finalmente, o que fazer. "Isso não poderia mais ficar assim".
Ele resolveu retomar os ensinamentos, já que estava cansado de tentar ignorá-la. Ela se fazia presente sempre, era impossível ignorar.
Um dia, enquanto ele demonstrava o quanto de nitroglicerina ele usava para fazer uma explosão média -- sem explodir dentro da sala em que estavam, no dormitório da UA, claro --, ele a encarou, só para confirmar se a shitty-face prestava atenção e, para sua surpresa, ela o olhava diretamente.
—- Oe, você não está prestando atenção em uma palavra que eu disse? -- disse, irritado.
—- Hmm... -- Katrin só conseguiu responder isso. Ela estava pensando no treinamento de semana passada, como ele conseguia utilizar sua individualidade de uma forma gloriosa...
—- Tsc, shitty-face. -- Ele disse, não com a intenção de insultá-la, mas para esconder o nervosismo por conta da intensidade do olhar de Katrin, para, por fim, desviar seu o olhar. O problema é que ela não sabia ler mentes e tomou isso como um insulto.
—- Como é, estalinho? Shitty-face é a minha mão na tua cara! -- Ela disse irritada, ronronando cada palavra. Sua voz estava baixa e forte como sempre. Por isso ela não era tão como ele. Bakugou era escandaloso.
O rapaz ficou irresignado. Estava estupefato pelo apelido, pela agressividade, apesar de não ser escandalosa... Pela reação dela. "Era um desafio." Ele assim viu.
—- ESTALINHO?????????? -- Ele quase berrou.
Ela, sorrindo malignamente, repetiu sonora e calmamente -- E S T A L I N H O.
—- Ora, sua- -- Os dois levantaram ao mesmo tempo, mas, sem querer, Bakugou acabou explodindo uma de suas mãos. A sorte é que a nitroglicerina acumulada havia caído no chão e ele acabou por fazer uma explosão pequena. Os dois, com o barulho, caíram; ele, no chão, ela, no sofá. Atordoados e assustados, se ajeitaram, levantaram, ficando um de frente para o outro.
—- VOCÊ QUER NOS MATAR? | -- VOCÊ É MALUCA?
Ambos gritaram, juntos, alucinados pelo estrondo e irritados com a situação. Ela o encarava com um olhar feroz e muito próxima a ele, muito mais próxima que o necessário. Ele a fitava, mais puto que antes. Apesar de ser um rapaz confiante e muito lógico, ele estava se sentindo uma bagunça. Isso tudo, segundo sua razão, era culpa dela, Shitty-face.
—- Isso tudo é sua culpa. -- rosnou por entre os dentes, rangendo-os.
—- Não culpe os outros por sua incompetência. Aprenda a se controlar, estalinho.-- Ela, novamente, ronronou, desafiadora.
—- Se não sabe se controlar, acho q-
Bakugou, se sentindo o caos em pessoa, mas extremamente irritado pela petulância de Katrin, pegou seu rosto, ainda enquanto falava, e esmagou seus lábios nos dela, passando toda a confiança que podia para disfarçar o fato de nunca ter beijado ninguém antes. Ele, claro, jamais admitiria isso. JAMAIS. A agressividade dentro dessa atitude era evidente, mas isso não importava para Katrin, que entendeu o motivo de ficar tão agitada quando estava com ele. Acabou por corresponder aquele esmagamento labial, também chamado de beijo. Ela acabou sendo um pouco mais ousada do que o esperado e pediu passagem com sua língua, meio que lambendo seu lábio inferior, para beijá-lo mais profundamente.
Ela havia beijado um rapaz idiota nos EUA, mas não dera certo porque ele queria controlá-la. Havia uma aposta idiota de quem "domaria Katrin". Ela deu um chute nele assim que descobriu essa idiotice, e gritou em alto e bom som "EU SOU INDOMÁVEL", no pátio do campus, andando para seu dormitório, depois, exalando pura irritação e ódio.
Bakugou ficou chocado com o ato, mas logo compreendeu a intenção. Não permitiu, de primeira, até que ela mordeu seu lábio inferior e ele, mais chocado ainda, brigou pelo domínio da situação.
Por fim, eles se beijaram de fato. Bakugou não esperava estar tão ofegante e com seu coração retumbando em todo seu corpo no término do beijo. Ele olhou para Katrin, que não parecia estar muito diferente dele.
Quando Katrin encontrou seu olhar, com uma feição meio bagunçada por conta da situação que acabara de ocorrer, a porta da sala, com uma violência descomunal, acabou sendo aberta, exibindo os seguintes personagens: Kirishima, Sero, Denki, Mina, Tsuyu e Aizawa-sensei. Todos estavam extremamente preocupados e com reações diversificadas estampadas em suas caras.
Bakugou e Katrin se entreolharam. Aizawa questionou o que havia acontecido, pois ouviram um barulho de explosão e Katrin prontamente explicou, após conseguir se reorganizar mentalmente.
—- O estalinho aqui se descontrolou com a nitroglicerina e explodiu. A sorte é que não havia o suficiente para uma explosão de fato, mas o barulho acabou sendo ensurdecedor...
Claramente, o bakusquad notou o apelidinho. E que apelidinho. Se eles iriam zoar? Com certeza, mas não agora. Eles prestavam atenção na reação irritadiça de Bakugou por conta do que Katrin falou. "Essa Shitty-face jogou essa porra na minha conta!!!!". Ele estava muito puto, mas não contra-argumentou.
—- E por qual motivo Bakugou estava usando sua individualidade aqui? -- perguntou, Aizawa, demonstrando sua irritação.
—- Porque ele estava me ensinando sobre sua individualidade. -- Katrin disse, dando de ombros.
Isso batia com o que os alunos disseram a Aizawa quando foram questionados sobre o motivo da explosão. "Mentindo eles não estão, mas...".
—- Bem, e por qual motivo você quer aprender sobre a individualidade dele? -- Aizawa questionou.
—- Porque eu gosto de explosões. -- Katrin respondeu na maior sinceridade possível.
Aizawa tentou digerir essa resposta, preferindo, logo em seguida, não conseguir digeri-la. Ele acabou por levar os dois para outra sala, longe dos estudantes que os observavam. Ali, deu-lhes uma lição de moral sobre o perigo de usar sua individualidade dentro do campus quando não havia necessidade. Principalmente a sua, Bakugou.
—- Yare... -- Fitou-os seriamente. -- Os dois estão suspensos por 3 dias por essa irresponsabilidade. Não posso deixar essa transgressão passar em branco. Vocês não devem usar suas individualidades assim, arbitrariamente e muito menos instigar para que o outro use. Além disso, irão limpar os espaços comuns dos dormitórios, dia e noite. -- Bakugou teve um flashback nada muito agradável de sua primeira suspensão com o nerd. Ficou irritado, novamente, mas não havia nada que pudesse ser feito.-- Limpem essa bagunça e voltem para a área comum.
Após Aizawa sair, os outros alunos surgiram na porta, pois estavam à espreita, aguardando para saber se estavam bem. Ela olhou para o irritadiço, que também a olhava e um momento de constrangimento interno os atingiu.
.
.
.
B-e-i-j-o...
✵
Desde o fatídico dia, a situação estava meio diferente entre eles, até porque eles não poderiam continuar a fazer as análises como antes.
Bakugou teve de aguentar 2 semanas de intensas zoações e muito estresse do seu famigerado time. Após essa fase inicial, quando achou que eles todos tinham ido para o inferno, mais uma semana de intensas perguntas sobre o ocorrido, das aulas, sobre Katrin... O que mais o deixava puto eram as perguntas sobre a Shitty-face...
Bakugou reiteradamente entrava em negação. Katrin o observava, se divertindo quando seus olhares se cruzavam. Ela via o quão incomodado e o quão relutante esse boom boom boy estava. Resolveu não perturbá-lo por hora, mas sabia que queria mais.
Três semanas, que coincidiam com o período de zoações e perguntas do bakusquad, após o fatídico dia do (primeiro beijo) de Bakugou Katsuki, ela resolveu se aproximar dele, com o coração na garganta, mas, claro, sem demonstrar.
—- Oe, Bakuboy. -- Ele a olhou confuso com essa nova forma de chamá-lo. -- Pare de me olhar assim. Creio que Bakuboy seja melhor que estalinho... -- ele ficou puto, com a menção. E ela conseguiu se conter, para não ficar envergonhada.
—- Tsc, shitty-face, o que você quer? -- ele perguntou, arisco, olhando para baixo, para o nada, talvez.
—- Eu quero saber o motivo de você ter feito o que fez naquele dia... -- Ela disse sem especificar. Até poderia, mas isso deixaria Bakugou envergonhado, com certeza, e, também, "as paredes têm ouvidos...".
—- Aquilo o qu- -- Ele parou no meio da pergunta, ficando tenso e mais irritadiço ainda. -- Tsc, porque você não calava a porra da boca...
Katrin arregalou os olhos e riu de leve. -- Você não é bom com disfarces, Bakuboy.
—- E você é extremamente irritante, Shitty-face. -- "Porra!". Ele olhava para o lado oposto de onde ela estava, sentindo-se extremamente irritado pela vergonha que havia dentro de si. Essa garota deixava-o perturbado e isso só o irritava cada vez mais.
Katrin o chamou e, quando ele virou para lançar o seu mais feroz olhar de morte, ela o beijou em sua bochecha. Levantando-se, deixando um Katsuki extremamente transtornado, envergonhado e chocado, ela, antes de ir para seu dormitório, disse:
—- Bakugou, quando você se por no seu lugar e decidir o que quer, a gente conversa.
A loira saiu, sumindo na escuridão do corredor, deixando-o na sala irritado, ou frustrado, confuso e envergonhado.
Em outro canto da sala, Kirishima, que pegara só a parte final disso, observava que a análise feita pelos seus amigos -- especificamente, bakusquad --, realmente era acertada. Ele queria ajudá-lo de alguma forma, mas, não poderia. Bakugou não admitiria nem por um decreto essa situação. Nem Kirishima saberia direito o que fazer com uma pessoa como ela.
"É Bakugou, você arranjou alguém à sua altura. Só cabe a você ser homem o suficiente para decidir por si mesmo sobre isso." Pensou Kirishima, antes de ir para seu dormitório rindo, porém preocupado. Achou interessante o quanto ela desconcertava o amigo e viu como poderia tirar proveito disso para zoá-lo, em um futuro... meio distante, não tão distante assim?! Quem sabe?
Todos estavam cansados do treinamento de hoje e ninguém quis interagir muito, por isso, a área comum estava vazia -- ou melhor, só Bakugou lá estava.
Por fim, o último que faltava resolveu dormir, com todas as dúvidas, preocupações e confusões pairando em sua mente ao mesmo tempo.
"Não era hora para isso. Não agora." Ele pensou.
UA estava mais uma vez silenciosa. Bakugou percebeu, antes de ir dormir que, enquanto Katrin estivesse aqui, ele seria perturbado pelos pensamentos, pelas implicâncias e... pelo beijo. Tudo isso seria descontado no treino de amanhã. E foi essa a última coisa que cruzou sua mente antes de cair no sono profundo.
Ou melhor, a penúltima.
.
.
.
.
.
.
.
.
E S T A L I N H O ~
Essa foi a última.
"Tsc."
✵
Notas finais
Minha OC é mei braba, mas diferente do Bakugou. Muitas coisas sondam a vida dela, mas eu preciso tomar vergonha na cara para escrever algo decente sobre toda essa história. Sorry ppl.
Até a próxima o/
No Spirit eu sou Quenn ~
Beijos!
Fale com o autor