O esforço começa cedo

Enfrentando desde cedo o medo

Que amarra as mãos pequenas com brusquidão

Pisoteando a esperança que habita este frágil coração

As lágrimas rolam pelo rosto pueril

O toque calmo e gentil a pegar máquinas pesadas

Fazendo da labuta sua mais nova morada

Recebes agressões, calada

Pobre criança, não tens para onde ir

Terás que partir

Para um lugar, onde não haja exploração

O trabalho dignifica o homem

Também faz vítimas perderem sua identidade

Aceitando com desgosto sua triste realidade

Repousas em nuvens, vislumbras as estrelas

A morte foi rápida e certeira

Retirando-lhe do inferno em que se encontrava

Sozinha estavas, num mar revolto de mágoa

É desnecessário palavras neste momento

Tu, oh! Bela criança, ganhaste asas e uma aureola

Para cuidares e protegeres os demais

És capaz de levar a paz aos pobres corações

Amparando com gentileza aqueles que conduz

Divina luz que emana de ti

Leve embora a tristeza e faça a alegria novamente sentir.

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