Exploração
1 Capítulo 1
O esforço começa cedo
Enfrentando desde cedo o medo
Que amarra as mãos pequenas com brusquidão
Pisoteando a esperança que habita este frágil coração
As lágrimas rolam pelo rosto pueril
O toque calmo e gentil a pegar máquinas pesadas
Fazendo da labuta sua mais nova morada
Recebes agressões, calada
Pobre criança, não tens para onde ir
Terás que partir
Para um lugar, onde não haja exploração
O trabalho dignifica o homem
Também faz vítimas perderem sua identidade
Aceitando com desgosto sua triste realidade
Repousas em nuvens, vislumbras as estrelas
A morte foi rápida e certeira
Retirando-lhe do inferno em que se encontrava
Sozinha estavas, num mar revolto de mágoa
É desnecessário palavras neste momento
Tu, oh! Bela criança, ganhaste asas e uma aureola
Para cuidares e protegeres os demais
És capaz de levar a paz aos pobres corações
Amparando com gentileza aqueles que conduz
Divina luz que emana de ti
Leve embora a tristeza e faça a alegria novamente sentir.
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