Experiencia (serie nostalgia)
6 Cap (Extra)
Notas iniciais
Primeiro nós nos conhecemos, ai então nos conhecemos de verdade e agora nos “conhecemos”.
Conversamos boa parte da noite e quando começou a manha começamos a trocar caricias e quando meu celular finalmente tocou me mandando ir para a aula estava entretido de mais para ouvir.
A primeira sensação foi de aperto, mas logo pude ter total movimento ali e o “abraço” ficou mais... Não sei o que foi melhor ver ele se contorcer todo abaixo de mim e praticamente miar, ou as sensações em si.
Segurei seu corpo com força o suficiente para ver as marcas roxas de hematomas em seus quadris quando foi tomar banho no dia seguinte, e ele até emudecia com meu movimentos; foi uma sensação de poder única.
Ficar daquele modo com as caricias e beijos tinha sido ótimo mesmo, mas aquilo agora foi bem melhor; o entra e sai estava tão bom que a minha idéia de achar todo o ato nojento nem passava por minha cabeça, eu só queria o fazer gritar ali. Afinal não era o que ele queria dês de o começo?
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Doeu mas também foi muito bom.
Eu não sei explicar.
Ele era cruel e bem ousado, apesar de eu imaginar que seria um cara extremamente tímido nestas horas, ele... em poucas palavras: mete pesado. Chega a me chacoalhar do lugar, e ficava olhando entrando e saindo, e voltando com violência.
—--- Foi você quem quis isso. ---- a voz dele soa até falhada e isso me anima muito pelo tom que emanava.
Tive vontade de responder algo.
Qualquer coisa bem sacana e safada, só que a minha voz trava na garganta e não sai de jeito nenhum; e eu só consigo o responder com gestos corporais, que o queria ali naquele momento.
Ouvir aquela vozinha marcante dele soar sem querer entre a respiração pesada, o barulho da cama que a esta hora da manha podia ou não ser ouvida por alguém que passava no corredor. Olhei para o trinco da maçaneta temendo um pouco se alguém nós ouviria a aquela hora -- as aulas já estavam começando – mas do jeito que as coisas estavam ficando boas logo desencanei das minhas preocupações.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Ele praticamente rebolava pra mim.
Não dava um único pio, me permitindo o tocar em todo os lugares que eu desejasse.
Sentia a cama pular sem me importar com o que poderiam dizer caso escutassem algo.
Foi a coisa mais incrível que já fiz. E nos beijamos como se nossas vidas dependessem disso no final; foi como se um só conseguisse respirar o ar vindo do outro com tanta urgência que chegou a machucar meus lábios.
Nem mesmo o meu incrível controle mental foi o suficiente pra durar mais...
Experiências com o corpo de Guil me deixavam ensandecido; sendo cada novo toque um deleite.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Acabamos ficando juntos por um tempo.
Todo o tempo que durou o curso na verdade.
E o mais engraçado é que demorou muito para as pessoas descobrirem de nossa relação.
A reação de cada um foi muito diferente uma da outra.
Teve gente que se afastou de mim por homofobia, já teve outros que começaram a puxar assunto do nada. Mas eu ria mesmo era com os que vinham me dar conselhos sobre como levar minha vida, com quem eu deveria sair e até meter o pau e falar mal do cara para mim. Era mesmo hilário.
Eu sabia muito bem onde estava me metendo e que tipo de pessoa ele era. Não era só por que sou um esportista que sou menos inteligente que ele e ele esta me manipulando. Ok eu sou menos inteligente, mas ele não esta me manipulando.
Eu sei.
Diferente do que todos imaginam ele tem um coração e uma alma.
Vou contar uma coisa.
Ele só me deixa aproveitar de seu corpinho divozo quando é alguma comemoração, ou quando eu faço algo realmente grande. É um malinha... mas fazer o que se ele não gosta.
A primeira vez que ele me deixou fazer com ele foi quando ganhei meu ultimo torneio mundial e parei de vez nos esportes radicais. A mídia caiu em cima quando anunciei que iria parar de praticar e investir em ter minha própria marca, e elaborar uns cursos para as novas gerações sonhadoras.
Foi bom de mais ter alguém tão... poderoso e intimidador assim.
Ele tem olhos ferozes que me faz arrepiar por completo. Mas ao contrário de todos é de um jeito bom. Aquele corpo dele, esse jeito feroz dele... tudo nele me fazia o desejar cada dia mais.
É incrivelmente sexy estar junto dele assim.
Sentir aquele monstro poderoso que dava medo em todos a seu redor se entregar a mim nestes momentos de doçura e timidez. Corar e gemer gostoso.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Não, não e não.
Isso não era minha coisa favorita.
Mas uma relação tem... exigências e boa parte é saber ceder e ser justo com seu parceiro. Isso em tudo não só sexualmente falando.
Apesar de ser intelectualmente superior não poderia governar a relação, pois ele se sentiria inferiorizado e triste. Poderia até me largar.
Como definitivamente não me importava com o local que iriamos morar, casamento ou trivialidades deste tipo ele quem ficou vendo isso.
Ele escolheu um belo apartamento na cobertura com uma vista panorâmica de tudo em uma praia que ele gostava; o lugar tem uma parede de vidro que me dá uma vista tranquilizadora e relaxante do laboratório.
Escolheu a temática Yin-yang para nosso casamento, com esse contesto de equilíbrio de corpo e alma, e também os moveis da casa.
E as vezes...
Escolhia o que fazíamos na cama.
Eu morria de vergonha de fazer assim? Claro. Você não?
Minha primeira vez foi... complicada.
Eu prometi e teria de cumprir, mas estava apavorado com a ideia.
Fiz a higiene ali com o chuveirinho seguindo o tutorial que encontrei online e me preparei fisicamente e psicologicamente para esse momento.
Minha aparência, isto é, como eu era visto pelas pessoas; sempre foi muito importante e relevante. E mesmo que nossa relação já fosse publica desde o fim do curso, eu conseguia manter o olhar de total superioridade e desprezo a aqueles que me olhavam com certo humor sobre o assunto, quando claramente imaginavam que eu...
Por que as pessoas gostam tanto de olhar assim para uma pessoa? Como se a posição sexual fosse a rebaixar. Como se um homem...
Você me entendeu.
—--- Relaxa. Eu vou ser gentil.
—--- Eu não quero que seja gentil! Tenho cara de delicado?
—--- Pra mim tem.
Esses beijinhos delgados dele e carinhosos me desarmavam desde a primeira vez.
Ele era o único que eu não conseguia intimidar, que não me temia.
Isso era bom.
Com os anos meu poder se tornou cada vez maior.
Financeiramente e intelectualmente eu derrubei até o maldito do Dexter.
Era temido até pelos meus pais, imagina a mídia para falar qualquer cosia sobre mim? Mas ele não; ele me olhava com ternura e carinho. Olhos estranhos para mim.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Nossa primeira vez assim foi incrível.
Ele tentava se conter e dizer que não estava gostando, mas chegava a babar.
—--- Ta... tudo bem... eu não vou contar a ninguém. ---- sussurrei em seu ouvido.
Não era vergonha de me assumir, ele me assumia sem medo algum; mas não era mesmo da conta de ninguém o que fazíamos entre quatro paredes em nossa intimidade. Ninguém tinha o direito de ficar imaginando nada ou julgar.
Ele era tão focado quanto pervertido.
Ambos nos tornamos bem centrados em nossos trabalhos. Afinal eu sempre tinha de passar horas treinando e agora passo muito tempo fazendo as vídeo aulas e cuidando da minha empresa de esportes que logicamente ele quem financiou para engajar em tudo que eu almejava.
Também foi ele quem criou os equipamentos que dão o diferencial da minha loja.
Ele pode não ser criativo mas sabe fazer.
Sabe fazer muito bem...
Quando chego cansado do trabalho e ele ainda está concentrado no laboratório; todo distraído em um projeto importante e o atrapalho com beijinhos naquele pescoço delgado.
Derrubamos as folhas de sua mesa e fazemos ali mesmo.
É tudo bom demais e depois de um tempinho de casado... ficou bem mais fácil convence-lo a variar as brincadeiras um pouco e ceder mais vezes. Mas ainda sim chegava a explodir de emoção quando ele dizia que sim.
Não tem nada de errado em ter fetiche no meu próprio marido.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Quem foi que disse que dois homens não podem ter filhos?
A ciência que não foi.
Claro que eu não banquei a “mãe”, nem ele Mpreg não é o assunto aqui; falo de algo bem amis evoluído. Eu brilhantemente consegui criar uma criança saudável com o uso da ciência em meu laboratório que tivesse o DNA de nos dois e de ninguém mais.
Logicamente que essa cúpula foi debatida em fóruns e até na onu como uma evolução polemica. Se isso seria o fim da gestação natural, já que muitas mulheres iriam preferem não ter filhos dentro de seus corpos por conta de todas as problemáticas físicas e sociais, entretanto ainda tinham muitas que sonhavam e gostavam de gerar.
A verdade é que a humanidade falha sempre terá suas opiniões perante uma evolução clara. O medo do futuro é algo... como um animal que teme o fogo.
Logicamente eu não fiz uma ninhada. Apenas um filho bem feito e bem criado era o suficiente.
—--- Isto é uma casa pra você, uma base, um poleiro ou um covil! ---- assim como qualquer adolescente ele começou a me responder. Era estranho o ouvir falar poleiro, já que ele nem mesmo entendia a incumbência desta palavra para nós. Pois se tivesse não estaria perguntando tamanha idiotice.
Logico que era o meu puleiro. Por isso que tínhamos essa piada interna.
Para meu marido eu era uma ave de rapina perigoso que descansava em casa no aguardo de um bote em sua presa. Um lugar de preparo.
Acho que criar esse garoto foi minha única dificuldade e maior desafio.
Não o fato de criar ele cientificamente, mas como um pai.
Muitos momentos ele tinha crises existenciais por ter sido gerado em uma maquina e não em um ventre; e inúmeras vezes tive de explicar que não havia a mínima diferença técnica em sua formação biológica.
Meus pais... só fizeram atrapalhar nestas neuras dele e os outros avos também dizendo coisas como ser uma afronta a natureza; se anti- natural.
Coitada da criança tendo de ouvir esse tipo de bosta.
Por sorte tinha meu marido para ajudar nestas questões emocionais e sociais; pois sempre fui péssimo nisso. Eu nem mesmo conseguia o ensinar as matérias escolares...
Me faltava tato e didática. Não adiantava apenas saber mais.
Foi com meu filho que dei atenção as minha falhas, e percebi que não era um deus perfeito. Que estavam certos; eu intimidava a todos até o meu filho.
Foi ele quem me fez ser mais... humano. Aceitar minhas falhas e pela primeira e única fez em minha vida procurar melhorar por outra pessoa.
Acompanhar as conquistas de outra pessoa e torcer por ela, eu aprendi com meu marido; dar valor aos gostos inferiores de outra pessoa também.
Quem diria.
A vida é uma constante aula. Mas não apenas de ciência e para a evolução feia em vidros e com pesquisas.
Mas... no fim meus pais não estavam tão errados.
O mundo ensina mais que os livros.
O conhecimento vem das pessoas a minha volta e quem eu deixo participar da minha vida.
Fale com o autor