Expect The Unexpected
8 Para a claridade
Notas iniciais
Considero esse capitulo o mais importante até agora, e espero que vocês gostem.
Neste capitulo, temos novos personagens, eles não devem aparecer muito frequentemente, mas mesmo assim, suas aparências:
Henrique -> Dwayne Johnson
Enfermeira -> Melinda Clarke
Damon Salvatore estava ferrado, e ele sabia disso.
Era por isso que o vampiro se encontrava andando de um lado pro outro na sala, do mesmo jeito que Katherine tinha feito, pensando novamente na situação em que se encontrava.
Pra começar, sua namorada, se ele ainda podia a chamar disso, tinha religado suas emoções e sumido, simplesmente abandonando seu relacionamento de quatro anos de amor não admitido. Seu irmão e uma de suas amigas estavam escondendo informações dele durante séculos.
E agora, havia Katherine e seu... Bebê.
Poucas horas antes, a vampira tinha estado naquela mesma sala, quase gritando de dor e implorando, entre lagrimas, que um dos outros três imortais a ajudassem.
Com isso, Stefan e Caroline tinham se encarregado de tentar confortá-la o máximo possível, deixando a missão de chamar a bruxa e o “brinquedinho”, para Damon. Sobre isso, é lógico que ele omitiu a parte dele ter irritado a vampira.
Nem ele mesmo podia acreditar em sua provável participação.
Sua intenção nunca tinha sido essa. Ele nunca quis fazê-la perder o bebê. Mesmo não sendo amigo dos pais dela, ele não tinha nada contra aquela criança. Não enquanto ela não tinha feito nada de mal para ele ou seus amigos.
Tudo que ele tinha querido era conseguir a ajuda da vampira.Ele nunca imaginou que se ele a irritasse, isso poderia acontecer.
Na verdade, ele nunca pensou que iria conseguir irritá-la de verdade só com aqueles comentários sobre ela e Elijah. Ela nem se importava com ele. A não ser, é claro, que ela tivesse sentimentos verdadeiros por ele.
Mas... Não.
Damon balançou sua cabeça e continuou a beber seu uísque.
Katherine Pierce não tinha sentimentos verdadeiros. Tudo que ela dizia ou sentia era mentira. Ele tinha pensado assim por muito tempo, não era agora que isso iria mudar.
E também, talvez não fosse totalmente culpa dele. Ela não tinha recusado o uísque, ou ao menos evitado beber porque, olhando através da sala, ele conseguia ver o copo da garota quase vazio. E ele não sabia nada sobre gravidez, mas sabia que não se deve beber.
“Então... Se ela estava fazendo isso, talvez ela também fizesse outras coisas erradas.” Damon pensou, largando o copo vazio em cima da lareira.
Mas ele mesmo estava achando que seria estranho ela estar bebendo e não tomando cuidado quando ela tinha estado tão desesperada algumas horas antes. Não iria fazer sentido nenhum, mas mesmo assim, ele resolveu ignorar os furos e continuar com esse pensamento.
Mesmo não acreditando 100% nas suas próprias conclusões, elas pelo menos o relaxavam.
Porém, só o relaxavam apenas 50%. Os outros 50% do seu ser ainda tinham medo do suposto “pai do bebê”.
Ele sabia que Katherine estava certa. Elijah não ficaria feliz em saber o que ele tinha feito. Normalmente, o original era capaz de controlar sua fúria e fazer o mais racional, mas isso não acontecia quando se tratava de sua família.
Alguém já tinha falado para o Salvatore que nunca se deve mexer com a família de um homem. Depois que ele conheceu o Mikaelson, ele começou a entender essa sabia lição cada vez mais.
Só o pensamento dele descobrindo fazia Damon estremecer.
O original podia não bater na turma de Mystic Falls tanto quanto Rebekah, Kol ou Klaus, mas quando ele batia... Ele lembrava a autoridade e violência que eram vistos nos breves encontros com Mikael.
Antes que o vampiro pudesse continuar sua reflexão, ele ouviu a campainha soar, o interrompendo. Enquanto se dirigia para a porta, Damon ficou desejando cada vez mais que fosse alguém com noticias.
Caroline tinha falado que ele devia ficar longe de Katherine e ele tinha a ouvido, mas estava começando a enlouquecer com a falta de informações.
Ele tinha pelo menos que saber a gravidade das conseqüências para sua estupidez e surdez.
Porém, quando ele abriu a porta, ele não viu o que esperava.
Elena... _ o vampiro disse, desencostando da porta e olhando para a garota do lado de fora.
Ela não podia estar lá de verdade, não fazia sentido nenhum. Se ele não soubesse que ela estava... “indisposta”, diria que era Katherine mexendo com a cabeça dele.
Mas não era Katherine.
Era Elena.
Elena e... Algum cara?
Ele era alto. Não, ele era gigante. Tanto pra cima quanto pros lados, todo cheio de músculos. Era negro e tinha a cabeça raspada. E Damon não sabia o porquê, mas ele tinha um ar de perigo vampiro ao seu redor.
Damon... _ a vampira bebê respondeu cuidadosa, como se estivesse tomando cuidado para não cruzar a linha errada.
Bem, esse foi um reencontro... Emocionante! _ o gigante disse, antes de quebrar o pescoço da mais nova cópia em frente dos olhos do “ex”-namorado._ Mas acho que precisamos conversar. Posso entrar?
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Quem é você e o que você está fazendo aqui? _Damon perguntou, tentando controlar sua raiva enquanto olhava para Elena que estava jogada no sofá, morta.
“Pelo que parece, você não tem boas maneiras.”
Boas maneiras? Você quebrou o pescoço dela!_ gritou. Aquele cara realmente esperava que ele fosse gentil com ele depois do que ele fez?
Ela é uma vampira agora! Ela vai ficar bem. É claro, que isso depende do que você decidir. _ o homem disse, em um tom ameaçador._ A propósito, meu nome é Henrique.
Então, “Henrique”... O que você quer? _ o homem de olhos azuis perguntou em tom de desgosto. Ele estava começando a ficar farto de todos ameaçarem a Elena.
Informações. Informações que você pode me dar. _ respondeu, dando ênfase no “você” e deixando claro que não estava para brincadeira.
E porque “eu”?_ Damon perguntou no seu tom de canalha, embora estivesse implorando mentalmente para o outro vampiro sair.
O Salvatore não sabia por que, mas achava que o negro era bem velho. Muito mais velho que ele e seu irmão, pelo menos. Talvez ele tivesse a idade da Katherine, ou talvez mais.
Isso só o fazia mais pessimista.
“Não podemos pular essa parte onde você pergunta o que eu quero, como eu quero e porque eu quero? Nós dois sabemos que, no final, ou você me fala o que eu quero saber, ou sua queridinha morre.”
Não, não podemos._ o mais novo respondeu, de repente se achando no seu estado mental normal.
Ele estava no seu normal.
Ele só não sabia se isso era bom ou não.
Provavelmente, não era.
Não foi uma pergunta._ Henrique afirmou, antes de pegá-lo pelo pescoço e o prensar na parede, assim como Katherine tinha feito mais cedo, só que ainda mais forte.
Partes da parede estavam caindo no chão, mas o visitante não parecia se importar.
Então o que você quer saber? _ Damon disse com dificuldade, enquanto sentia sua garganta ser apertada cada vez mais.
Katerina Petrova. Quero saber se meus palpites são verdadeiros e qual sua situação atual._ o careca disse, sorrindo. Aquilo só fazia sua cara pedir ainda mais por um soco. _ Você parecia o único que seria inteligente e não evitaria em contar a verdade.
Se tinha tanta certeza de que eu ia contar a verdade, por que a garota?_ Damon disse, devolvendo um sorriso mesquinho, depois de finalmente ter sentido o aperto ser suavizado.
“Achei que um presente de incentivo poderia fazer sua decisão mais fácil. Mas... Se não é incentivado por ela, posso soltá-la de novo onde eu a peguei. Eu duvido que você a veria novamente.”
Depois de ver o olhar desesperado que o vampiro mais novo tinha, Henrique o soltou, sem se importar em ajudá-lo a se levantar do chão seguidamente.
Então, eu estou certo? _ ele perguntou.
Depende de qual são seus “palpites”. _ Damon respondeu.
Ela está com uma criança._Henrique contou_ Uma criança Mikaelson, pelo que suponho... Uma criança original.
Sobre a coisa de “criança Mikaelson”, eu não posso afirmar nada. _ Damon disse, provocando uma risada do outro, enquanto limpava os ombros que estavam cheios de gesso.
Nem sobre ela ainda estar grávida._ contou, se lembrando dos acontecimentos do fim da tarde._ Mas ela estava.
Como assim “ainda” e “estava”?_ Henrique perguntou, se aproximando perigosamente do sofá, esbarrando sua mão no corpo morto de Elena, fazendo Damon engolir seco.
Ela pode ter perdido o bebê. Eu não sei. _ afirmou. Logo acrescentando: “De verdade.” E vendo a mão do vampiro se afastar lentamente de perto do coração da cópia.
Eu realmente espero que você não saiba._ o senhor “meu cabelo caiu” falou, começando a ir para a porta. _ E também... Fique longe dela.
Quando disse isso, o vampiro já estava abrindo a porta e teria saído de lá sem chamar a atenção de Damon novamente, se não fosse por ter sussurrado “Tudo tem seu tempo” para si mesmo.
“O que?”
O que você perguntou?_Henrique questionou, soltando a porta e dando um olhar cansativo para Damon.
Pra quem você trabalha? _ Damon perguntou, recebendo um olhar de interrogação do outro. _ Qual é! Você é velho e forte, mas não o suficiente para estar indo contra os originais. Então, você só pode ser um pequeno soldado, mas... O soldadinho de quem?
Se eu fosse você, começava a vigiar sua própria boca..._ Henrique exclamou, agarrando Damon pela garganta e o suspendendo no ar. _ E manter esse seu nariz fora de onde não te pertence.
Depois deste dito, o garoto foi soltado e caiu no chão, engasgando e quase morto.
Olha quem está acordando... _Henrique riu, se referindo a Elena, que começava a recuperar a consciência, e logo seguindo seu próprio caminho, parando somente na porta, para virar e dar um alerta. _ Damon, fique fora disso. Até fora da cidade. Caso contrário, vocês podem não ter a mesma sorte quando nos encontrarmos uma segunda vez. E acredite, nós vamos nos encontrar uma segunda vez. É uma promessa.
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Katherine abriu seus olhos devagar, os fechando novamente logo em seguida.
A luz que vinha do lado de fora era dolorosamente clara e ela tinha a impressão de que ficava cada vez mais claro. Alguns segundos depois, o porquê disso ficou claro, pois ela podia ouvir o barulho de cortinas sendo abertas.
Resistindo a vontade de se deitar e não levantar mais, a morena abriu os olhos e olhou em volta.
Era um hospital.
Um hospital desconfortavelmente claro.
Era nunca gostou de hospitais. Na verdade, ela nunca tinha precisado de um em quinhentos anos. Isso fazia ela estranhar tudo um pouco mais.
Ela nem conseguia se lembrar do porque de estar lá, em primeiro lugar. Sua mente parecia ter dado branco.
Tentando parar de se importar com a claridade, ela endireitou ambos os braços no colchão, elevando a parte superior de seu corpo. Foi só aí que ela começou a notar a mulher em roupa de enfermeira que estava, agora, mexendo na fronha dos travesseiros extras que trazido, provavelmente.
Com licença._ Katherine disse, tentando falar alto, mas tendo a impressão de que saiu um sussurro.
Percebendo que não tinha sido ouvida, a vampira resolveu ignorar. Ela não tinha motivos para chamar uma enfermeira de humanos. Ainda se sentindo desconfortável na posição em que estava, ela tentou se sentar totalmente, ao invés de só apoiar os cotovelos na cama.
Porém, assim que ela conseguiu completar a ação, soltou um grunido de dor. Ela sentia como se seu interior estivesse sendo torcido do mesmo modo que se torcia um pano úmido.
Ah... Sinto muito, querida. Você vai sentir cólicas pelos próximos dias._ a enfermeira disse. Ela tinha cabelos vermelhos, olhos verdes e devia estar na faixa dos quarenta.
O que?_ Katherine perguntou, confusa. Vampiros não precisavam de hospitais e, com certeza, não tinham cólicas. Aquela coisa do inferno. _ O que... O que aconteceu?
“Você não se lembra? Você teve um aborto, querida. Sinto muito.”
A mulher realmente parecia como se sentisse muito. Isso só fez Katherine olhar para ela, sentindo as últimas semanas voltarem para ela em um flash.
Ela. Elijah. Grávida. Bebê. Jessica. Dean. Alisson. Taylor. Damon. Stefan. Caroline. Aborto.
Ela se lembrava de tudo. E ela não entendia como ela podia ter se esquecido. Como ela podia ter esquecido sobre seu próprio filho/filha? Mesmo que só por alguns instantes.
E... Sobre o aborto. Bem, ela tinha tido um aborto.
Significado? Ela tinha perdido um bebê. Seu bebê. Perdido. Como alguém perde um pedaço de papel, ou... A chave do carro.
Mas, por quê? Ela achou que estava, pela primeira vez, fazendo as coisas do jeito certo.
Deixando suas vontades em segundo lugar.
Tem alguém que você gostaria que eu chamasse? _ a ruiva perguntou, com a voz doce.
Isso só fez a vampira se sentir pior.
Sem conseguir responder, ela só balançou a cabeça negativamente e viu a mulher sair do quarto, dando um último olhar de preocupação.
Em menos de um segundo, ela podia sentir as lagrimas descendo pelas suas bochechas livremente. Ela não tinha ninguém a quem chamar.
Todos que ela havia amado estavam mortos.
Damon, Stefan e o povo de Mystic Falls a odiavam.
Alisson, Dean e Jessica não seriam de grande consolo. Eles nem mesmo eram amigos de verdade.
E Elijah... Elijah nem sabia que eles iam ter um filho. Ela tinha sido muito covarde para contar sobre o bebê deles.
E agora não tinha mais bebê.
Agora, não tinha mais nada.
Ela nunca iria ficar redonda!
Secando as lágrimas furiosamente, Katherine ouviu alguém a chamar. Era uma mulher, e a voz lhe parecia familiar, mas ela não conseguia distinguir a quem ela pertencia.
E além do mais, não tinha mais ninguém no quarto. Não tinha de onde sair uma voz que não a dela mesma.
Katherine parou de se importar com o rímel escorrendo no seu rosto, e enterrou os mesmo nas suas próprias mãos.
Ela estava enlouquecendo.
E a prova disso, era a de que quando ela descobriu o rosto, ela não estava no hospital.
Katherine abriu seus olhos e deu de cara com o teto. Ela não estava mais sentada, ela estava totalmente deitada e ela não podia mais sentir as lágrimas salgadas melando o seu rosto.
A claridade também fez ela estranhar. Não era mais claro e o sol parecia estar sendo bloqueado por grossas cortinas. Foi aí que a ficha caiu.
Tinha sido um sonho.
Um maldito sonho.
Pelo menos a parte do hospital.
Ela ainda tinha estado na mansão dos Salvatore.
Pensando nisso, Katherine ignorou a dor que sentia e deitou com a cabeça mais elevada no travesseiro. Pelo menos o suficiente para conseguir olhar para a barriga e tocá-la com a mão incerta.
Antes que ela tentasse ouvir o coraçãozinho que ela já tinha tentado ignorar, alguém falou algo.
Era a mesma voz que ela tinha ouvido no hospital.
Ou seja, no sonho.
A voz que tinha, felizmente, a despertado do seu pior pesadelo.
O que? _ a morena perguntou, sem nem se dar o trabalho de olhar ao seu redor. Ela estava muito ocupada olhando para a própria barriga e a acariciando levemente.
A vampira não sabia por que, mas ela não achava que tinha perdido o bebê. Se ela tivesse perdido, ela sabia que já a ter um vazio na sua alma e no seu coração.
Ela não sentia vazio nenhum.
O bebê está bem._ a voz repetiu, fazendo a vampira finalmente tirar os olhos de onde estava seu bebê e olhar para o canto do quarto, de onde o som parecia vir.
Katherine soltou um suspiro de alivio. Era só a Alisson.
Há algum tempo, ela não se importava com quem era a pessoa misteriosa, mas agora, ela tinha percebido que poderia ter sido qualquer um. Então, seguindo essa linha de pensamento, ela estava feliz que era o mais próximo de uma amiga que ela tinha.
“Depois que Damon ligou, Dean te trouxe pra cá e uma amiga minha que é filha de bruxa e médica cuidou de vocês. Esse bebê nos deu um baita de um susto.”
Não foi maior do que o meu... _ Katherine falou, dando um sorriso fraco. Ela não podia descrever o quão aliviada se sentia. Seu bebê estava bem.
Ao sentir uma lagrima solitária deslizar pelo seu rosto, a vampira se permitiu pensar no que aconteceria se não houvesse mais bebê.
Ela sabia que ela iria sobreviver. Ela sempre sobrevivia, mas... O que iria sobrar dela para sobreviver?
Ela nunca tinha visto o bebê, ou sentido ele se mexer, mas ela podia sentir a vida dentro dela, e não podia imaginar como seria não ter mais ninguém. Ia ser tudo tão... vazio.
Tanto sua vida, como sua alma.
Ela teria voltado a sua vida de vampira vadia sem propósito? Ela teria desligado suas emoções e passado a não ligar para o próprio bebê? Elijah teria ficado sem nunca descobrir sobre a quase existência de um filho dele?
Hey..._ Alisson disse, tentando confortar a morena, mesmo sabendo que não havia muito que pudesse fazer. Ela não podia nem imaginar a idéia de perder o Taylor. Ela nunca pode.
Como a vampira devia estar se sentindo após ter quase realizado o pior pesadelo de uma mãe pela segunda vez? O pesadelo de perder um filho.
Ou melhor colocado, o pesadelo de perder uma parte de si mesma.
Vendo a culpa no olhar da morena, a loira começou falar.
Não foi sua culpa. Você estava fazendo tudo certo para o bebê. Mas..._ Alisson contou. _ Você é uma vampira. Você foi feita para ter filhos e seu corpo estava lutando contra o bebê só por que... Ele o vê como uma ameaça. O bebê pode ser e provavelmente é uma ameaça a sua vida. Mas sua discussão com Damon não teve nada a ver. Ia ter acontecido. Mais cedo ou mais tarde.
Vendo a vampira tentar terminar de se levantar e ficar em pé, a outra grávida colocou a mão no ombro de Katherine, dando a ela um olhar de “que merda você acha que esta fazendo?”.
Mas para sua infelicidade, a outra não se sentiu nem um pouco intimidada.
Não só porque ela era uma a vampira de quinhentos anos, mas porque nada a faria mudar de ideia agora. Não agora que ela sabia o que tinha que fazer.
Com certeza, não ia ser feito do jeito ideal mas... Ia ser feito.
Fazendo um sinal com a cabeça, Katherine mostrou o objeto que queria pegar. Vendo o que estava em cima de uma das caixas vermelhas, Alisson entregou para a morena e saiu do quarto.
Ela não sabia como pode ler a mente da vampira daquele jeito, mas ela pode. Apesar de, na verdade, ela saber o porquê.
Porque ela pensava em fazer o mesmo todos os dias.
No quarto, Katherine discou um numero de cor, respirando fundo em quanto o fazia. Não foi uma surpresa quando caiu na caixa postal.
Ele devia estar ocupado.
Com sua família.
Sua outra família.
Agora ele também tinha uma família com ela.
E agora, ela via o mais claro possível. A claridade de sua vista era maior do que a claridade do hospital no seu sonho.
Eles tinham feito isso juntos, e ambos mereciam fazer parte do processo.
“Oi”
Sentindo sua voz sair barganhada pela vontade que ela tinha de chorar, ela não se deixou abater e recomeçou. Ela podia chorar no meio, mas ia acabar com isso hoje.
E ela seria totalmente sincera.
“OI... Então, sou eu. Deus, eu realmente espero que você ainda se lembre da minha voz pra saber quem sou eu!
Eu só... Eu sei que você não quer mais nada a ver comigo e... Eu não culpo você. Eu só digo mentiras e você não tem motivo nenhum para acreditar em mim mas...
O que eu vou contar agora, é verdade.
E sinto muito por descobrir isso pela caixa postal mas, eu fui covarde e esperei muito e agora tenho que ser rápida e contar tudo antes que dê o ‘bip’ e meu tempo acabe.
Ok, então, eu vou só dizer... Eu sei que escolheu sua família sobre mim e estou certa de que você acha que, ou eu segui em frente com outro ou te odeio mas... Não é nada disso.
Enfim, a verdade é que... Eu estou grávida.
E... É isso.
Por mais incrível e impossível que pareça...
Eu estou tendo seu bebê, Elijah Mikaelson.”
Notas finais
Que tal uma recomendação pra me reconquistar? Estou começando a achar que vocês acham que eu não mereço!
E para quem estava louca pra Kath' contar por 'Lijah - assim como eu - aí está. O que acharam?
;D
♥
Até as reviews, não devo demorar muito para postar o próximo mas não devo ser muito rápida também.
Lyddie.
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