Expect The Unexpected
3 O Óbvio
Notas iniciais
Obrigada D+ pelas reviews, e espero que gostem!
;0
Katherine gemeu quando seus pés tocaram o chão frio. Ela avistou uma camisa social jogada em uma cadeira, e a vestiu, cobrindo o seu corpo antes somente com sua roupa intima.
Ela olhou ao redor, passando as mãos no cabelo. O quarto parecia familiar, mas ela não sabia qual era o caminho pra qualquer outro lugar da casa. A última noite tinha sido um pouco... distrativa.
Todo o caminho até a mansão era um completo borrão, e ela não tinha nem noção de como iria voltar para o seu próprio apartamento. A vampira foi abrindo cada porta que via até chegar em um corredor, com uma escada no fim.
Descendo ela até o final, foi capaz perceber que tinha chegado a sala de visita. Era enorme, assim como o resto da casa. O piso era claro, tinha uma lareira de pedra antiga e sofás beges confortáveis.
No meio da sala, perto do sofá, ela podia ver seu vestido rasgado. Ótimo, como que roupa ela ia sair dali?
Fechando a os botões da blusa, ela continuou a andar, até chegar na cozinha. Foi aí que ela viu o quanto ela estava com fome, abrindo a geladeira e tirando uma bolsa de sangue.
Katherine se sentou na bancada e começou a sugar o liquido. Ela, normalmente bebia sangue fresco, mas não parecia que tinha mais alguém por perto.
Pelo menos foi o que ela pensava, até que foi capaz de ouvir os passos que ficavam cada vez mais próximos. Ela conhecia bem o som daquele jeito de andar. A primeira vez que ouviu, tinha sido quinhentos anos atrás.
Katerina. _ Elijah disse, quase que surpreso._ Você ainda está aqui?
Ele estava tentando ao máximo não demonstrar emoções. Afinal, demonstrar emoções a Katherine Pierce era estupidez. Ela transformaria seus sentimentos em uma arma feita para te matar.
Isso a confundiu. Ele perguntou como se não tivesse nem um pouco de interesse, enquanto terminava de fechar os botões da manga da blusa, muito parecida com a que Katherine estava vestindo. Noite passada tinha sido diferente, não tinha sido nada frio, ou impessoal. Então o que tinha mudado da noite pro dia?
Mas o que a realmente confundiu, era o fato de que a frieza dele a incomodava. Ela já tinha feito isso antes, ela nunca esperava nada mais. E ela sabia que ela provavelmente iria ter de dormir com ele pra convencer-lo a ajudar-la.
Então, se isso era verdade e ela não esperava nada mais, porque ela ainda estava lá? Na verdade, porque ela tinha caído no sono? Ela nunca passava a noite.
Katherine já estava começando a entender a dúvida do vampiro quando levantou do balcão, caindo no chão e encarando o original.
Eu devia ter ido? _ a vampira perguntou.
Se você quisesse ir . _ Elijah disse indiferente, se aproximando dela e a virando de costas pra ele, logo começando a distribuir beijos no seu pescoço, a o mesmo tempo, começando a desabotoar a camisa que cobria a garota._ Mas nós dois sabemos que você não quer.
Agora ela tinha lembrado o porque dela ter ficado.
Eu acho que eu poderia ficar até dar um jeito de conseguir um novo vestido. _ ela falou, antes de se virar jogando a bolsa de sangue no chão e beijando-o.
Era calmo e doce, mas ao mesmo tempo era apaixonado e cheio de sentimentos. Ela podia sentir suas pernas ficarem bambas quando sentiu ele passar as mãos de sua cintura para suas coxas, depois a levantando e fazendo enrolar suas pernas nele.
“ O que é que está acontecendo comigo?”
Essa foi a última coisa com sentido que ela se lembra de ter pensado.
Katherine acordou rapidamente, mas não se mexeu, só levantou a cabeça levemente, para mais tarde, descobrir que estava no seu quarto. Ela piscou os olhos um pouco, se acostumando com a luz que vinha do lado de fora do cômodo.
Tinha sido tudo um sonho. Na verdade, estava mais pra lembrança, mas como ela estava dormindo, ela não sabia como chamar.
Aquilo tinha sido após primeira noite que ela passou com ele. Ela se lembra de ficar justificando tudo a si mesma, com a desculpa de que ela estava só seguindo com o seu plano a cada vez que ela via ele. Seja para procurar a cura, só sair, ou para algo mais. Afinal, esse era seu plano, fazer ele se importar com ela o máximo que ela conseguir.
Ela nunca acreditou que ela iria iludir-lo como ela fazia com todos, mas ela sabia que se ela somente dormisse com ele, sua honra, dignidade, ou seja o que for, não deixaria ele ignorar seu pedido. Ele já sentia certa culpa por ele e Klaus ter caçado ela e depois seu irmão ter matado sua família, não ia conseguir se sentir culpado por tudo isso, dormir com ela e depois ter que ver ela sendo caçada pelo irmão.
O problema foi que ele não cedia fácil, pelo menos não com ela. Katherine sabia que seria difícil fazer ele baixar a guarda, considerando que ele sabia do seu histórico de vadia. Demorou semanas, talvez meses para eles ficarem próximos de serem amigos e depois do seu primeiro beijo, mais umas duas semanas para fazerem algo mais.
Mas voltando ao assunto... A vampira tinha planejado fazer tudo o mais rápido possível, ela sabia que poderia começar a se apegar se ficasse demais, mas ele não fez o rápido acontecer. Na verdade, ele fez o contrario de rápido acontecer.
Isso foi até aquela noite, ela admite que teve mais sentimentos do que devia ter. Talvez isso se deva ao fato de que no fundo, ela queria o mesmo que ele durante quinhentos anos.
Afinal, ela sempre gostou mais de passar seu tempo com ele quando era humana muito mais do que gostava de passar com Klaus e algo a dizia que não era só porque Klaus meio que já a assustava naquela época.
Rosnando, ela se sentou na cama, tentando apagar todas as memórias. Não importava de qualquer jeito, não importa o quanto ela revivesse, continuaria a ser como se “eles” nunca tivessem existido. Não tinha nada mais que a prendesse a ele.
Antes que ela pudesse se lembrar de se perguntar como ela tinha chegado no seu apartamento, o celular deu o ‘bip’ de mensagem. Era do Damon.
“Espero que esteja bem apenas o suficiente para continuar amanhã. Lembre-se, sempre vou poder contar ao Klaus onde você está.”
Essa parte da ameaça fez ela suspirar, por mais que Klaus estivesse ocupado agora com Haley e o bebê, ela sabia que ele não iria esquecer que ela existe, e que ficaria feliz em receber qualquer informação sobre ela.
Ela riu, “papai Klaus”. Ela não conseguia nem imaginar isso, pobre criança. Deve se tornar mais desestruturada que todos daquela família juntos.
O resto da mensagem era um endereço, provavelmente onde ela ia encontrar ele e Stefan, e o horário: ás 16H e 45Min.
Perfeito, sua situação parecia só piorar.
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Você vai dormir no sofá? _ Dean perguntou, saindo do banheiro e secando os cabelos ainda molhados, enquanto via sua irmã encher o sofá de cobertores e travesseiros.
Eu não, mas você vai. _ a mulher respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Claro que eu vou._ ele resmungou.
Para de ser um bebê!_ Jessica exclamou rindo. Ela esperava que nessa altura da vida seu irmão teria pelo menos um pouco de conhecimento sobre ser um cavalheiro. _ Como ela está?
Dormindo, ainda. Mas ela estava acordou um pouco no caminho e pelo que conversamos, parece que amanhã ela tem que sair pra ir ajudar os Salvatore em algum lugar, é parte do tal acordo._ o humano explicou.
E nós vamos deixar? _ a bruxa perguntou, surpresa com o irmão ainda não ter dito a vampira que ela não poderia ir.
Jess, eu não acho que ela está aceitando um “não” como resposta. E a gente também não pode ficar prendendo ela aqui até saber o que está acontecendo. Não saudável pra ninguém, nem pra ela e nem pra mim, que ia ter ficar debaixo do mesmo teto que ela._ o loiro tentou convencer a irmã.
Mas e se ela passar mal que nem hoje?
Eu falei com ela e nós estamos indo com ela. _ ele contouu.
E ela aceitou? _ Jessica perguntou, surpresa por seu irmão não ter nenhum machucado aparente depois de ter obrigado uma vampira a levar os dois com ela.
Não foi tão fácil, mas acho que ela também não quer ir sozinha e desmaiar na frente dos “inimigos” de novo. _ Dean explicou, depois se lembrando do que a irmã tinha falado no telefone._ Você disse que podia ter achado alguma coisa, o que é?
Nada, Dean. Esquece. _ a bruxa mentiu, o ignorando. Não estava com humor pra explicar tudo agora.
Você não pode me colocar de babá e depois me deixar de fora! _ ela ouviu o irmão gritar.
Tchau, Dean! _ ela insistiu, entrando no quarto de hóspedes.
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Não foi até a hora de sair de casa do próximo dia que os três ficaram juntos no mesmo cômodo.
Katherine havia continuado no quarto nos últimas horas, ela não estava se sentindo normal mas estava melhor até a hora de ir para a bendita festa. E Jessica estava ignorando Dean e Katherine, porque não conseguia ficar perto deles sem não falar nada e não queria contar até ter mais que suposições. Com isso, Dean tinha passado todo o seu tempo disponível jogando joguinhos no celular.
Assim que chegaram na festa, Katherine foi direto nos Salvatore e deixou os dois a seguindo, sem saber o que fazer.
Damon, Stefan... Queria poder dizer que era bom rever-los. _ Katherine cumprimentou, com seu jeito único de ser.
Katherine. _ os dois falaram ao mesmo tempo. Stefan cumprimentou normalmente, mas Damon foi mais pra um resmungo.
Quem são esses dois? _ Stefan perguntou, desviando o olhar para as duas pessoas que se encontravam praticamente invisíveis atrás da vampira.
Um deles é o brinquedo substituto do outro dia._ Damon falou rindo, e jogando um uva pra dentro da boca.
Oi. Eu sou Dean, e essa é minha irmã, Jessica. Nós somos antigos amigos da Katherine. _ se apresentou, travando um pouco na palavra “amigos”, afinal, eles nem se conheciam uma semanas atrás.
Eu não sabia que ela ainda tinha amigos! Ou que teve, algum dia... _ Damon provocou, ganhando um olhar de Jess e Dean, repreendendo-o.
Bem, você não tinha nenhum até quatro anos atrás, né? Estava muito ocupado sofrendo por mim pra ter algum._ a vampira revidou._ Você perdeu anos até demais da sua vida fazendo isso, quero ver quantos vai perder por causa da minha cópia.
Após dizer isso, Katherine deu um olhar vencedor, e seguiu até o interior do salão, desaparecendo entre as pessoas.
Na, na! Você não tem direito de xingar-la. Por essa, você estava pedindo._ Jessica disse, quando viu que Damon estava prestes a reclamar da vampira a seus amigos, antes de agarrar Dean e ir atrás de Katherine.
Mas é verdade! _ Damon reclamou em voz baixa, franzindo a testa, como se fosse óbvio.
Nem toda verdade é feita pra ser espalhada por aí, não importa o quão óbvio seja, irmão. _ Stefan falou, antes de puxar ele pra festa, sabendo que se deixasse ele sozinho, ele iria caçar confusão com Katherine.
Enquanto os dois conversavam sobre o ocorrido, o outro casal de irmãos tentava achar a garota pela qual ele se achava responsável. Quando a acharam e Dean estava prestes a ir até ela, sua irmã o segurou no lugar em que ele estava.
É a mulher da agencia de viagens, aquela que pode ou não saber sobre a Elena, segundo a pesquisa da nossa “amiga”. _ ela explicou, quando viu o olhar interrogativo que seu irmão estava a mandando.
Ahh tá.... Agora entendi. Obrigada, me salvou de um encontro desconfortável desnecessário com a rainha de gelo. _ o homem falou, balançando a cabeça positivamente e sorrindo de orelha a orelha.
Na verdade, não salvei._ a bruxa disse, arregalando os olhos quando viu a mulher se despedir de Katherine com dois beijinhos e a vampira ir de encontro ao cara que servia champanhe. _ Não deixa ela beber!
O que?
Não deixa ela... Me segue. _ ela mandou ao irmão, indo em direção a Katherine apressada e tomando o drink da mão dela, em seguida, bebendo em só gole.
Oi! É meu favorito! Como você sabia? _ Jessica falou sem nem respirar, logo olhando pro irmão e dando a entender que ela para ele continuar o que ela começou, ignorando o olhar julgador que vinha da rainha de gelo, segundo o irmão.Mas até ela compreendia o porque do olhar, ela estava em um nível totalmente novo de esquisitice.
Assim como sempre, o irmão dela fez tudo que pode para completar sua missão, mas falhou. Na primeira oportunidade que teve, Katherine o despistou e sumiu de vista.
Ele procurou bastante, mas já tinha bebido muito para evitar dela beber e não conseguia pensar racionalmente. Toda vez que ele bebia, ele fazia o que ele mais tinha vontade mas não tinha coragem de fazer e no momento, ele queria era conseguir era a verdade, a qualquer custo.
Com esse pensamento, ele caminho pela festa, sem se importar mais em achar a bendita vampira. Bufando, ele agarrou a irmã pelo braço e se desculpou com o cara com quem ela falava. E que coisa estranha era aquele cara.
AI!!!! Se troglodita! _ Jessica gritou, batendo no braço do irmão, que a levava para uma sala, no andar de cima. _ Não viu que eu estava falando com alguém?
É, eu vi! Era um cara careca e velho, mas aqui está a novidade: Eu não me importo com isso tanto quanto me importo com o porque deu ter tido que beber todos os seis copos de uísque que aquela garota pegou nos últimos vinte minutos._ Dean gritou. _ Eu estou ficando até tonto!
Ele não é velho!_ ela disse, depois de muito encararem.
É, ele é sim! E você está fugindo do assunto de novo! Ou você fala, ou vai ter que lidar com tudo sozinha a partir de agora.
Ok! Ok! _ ela gritou, não percebendo que chamou a atenção de alguém que passava pelo corredor e começou a ouvir a conversa.
Então... _ ele perguntou indiretamente, após alguns segundos de silencio.
Eu acho que ela está grávida. _ Jessica disse, continuando depois que viu a cara do irmão, não dando nem chance dele perguntar o famoso “O que?”. _E não, eu não estou louca! Eu já discuti com a Ali e ela acha que é possível, ok? Eu só preciso descobrir como, quando, quem, porque, e depois não vai ter mais nenhuma duvida que eu não possa responder.
O Hart mais velho abriu a boca uma, duas, três vezes até conseguir fazer um som.
E fingindo que já temos certeza de que é isso, quando você pretendia me contar? Ou melhor, quando você pretendia contar a grávida de fato?_ ele perguntou, mais calmo do que era esperado.
Eu não sei, ok? Eu não queria falar porque achava que as chances eram pequenas mas isso acabou por ser a melhor explicação que temos então...
Está bom. Nós discutimos isso em casa. _ Dean afirmou. _ Vamos, a gente tem que achar a Katherine.
Isso foi tudo que eles disseram, antes de começarem a sair do quarto, mandando quem que estava ouvindo embora. Ao chegar ao salão novamente, eles o atravessaram, desviando das pessoas no caminho.
Você viu ela? _Jessica perguntou depois de terem dado uma olhada no salão.
Não... Hey, Stefan! Onde está a Katherine?_ Dean perguntou ao loioro que estava apoiado na parede, parecendo estar totalmente confuso.
Hã? Ah, ela passou pra falar da Elena e saiu algum tempo atrás. Acho que foi taxi._ o Salvatore contou, ainda parecendo estar boiando.
Ok. Obrigada. _ a bruxa disse, depois bufando por causa da Katherine, antes deles começarem a se afastar.
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Aí estão vocês! _ eles ouviram Katherine dizer assim que entraram no apartamento. A cópia estava sentada no sofá, antes mexendo no celular.
Nós estávamos te procurando._ Jessica disse, claramente irritada.
Eu mandei mensagem pro seu irmão falando que ia voltar pra casa._ a outra garota explicou, se levantando do sofá. Ao ouvir isso, Dean pegou o celular e foi verificar.
É, aqui está. _ ele confirmou, antes de começar a ler a mensagem. _ “Já sei o que preciso sobre Elena, estou indo pra casa. Alguém consegue conviver com as pessoas que estão nesta festa? Eu não. Bjs..”
“Katherine” _ a vampira completou sorrindo.
A cada segundo isso ficava mais frustrante, ele não entendia como sua irmã conseguiu guardar um segredo desses. Aqui estava a vampira, agindo como sempre age, sem nem imaginar que dividia o corpo com outra pessoa. Isso não estava certo.
Dean... _ Jessica falou, dando a entender que era pra eles pensarem melhor antes de decidirem qualquer coisa.
Nós temos que contar, Jess! Não é algo que você pode ignorar.
Contar o que?_ Katherine disse, se aproximando, com o rosto confuso, mas também decidido e exigente.
Minha irmã pode ter descoberto algo. _ o loiro contou a vampira.
Dean! _ a bruxa protestou.
Jessica. _ logo movimentando a cabeça, de forma interrogativa. Ambos sabiam que precisariam contar, não havia motivo para adiar.
Bruxa...? _ Katherine perguntou depois de ver a outra abrir a boca, mas depois fechar de novo.
Eu acho que você está grávida._cuspiu, surpreendendo até seu próprio irmão pelo jeito que ela despejou a noticia.
Naquele momento, o mundo estava completamente parado. A vampira não tinha dito nada, só tinha a testa franzida em confusão, como se tentasse entender o que estava acontecendo. De tão ansiosos por uma reação, os irmãos não se atreviam nem a respirar.
E eu acho que você viu muito crepúsculo. _ Kath finalmente falou, confiante.
Ao ouvir essa resposta, Dean gruniu e Jessica jogou sua cabeça pra trás, fechando os olhos.
Katherine... _ Dean começa ainda resmungando, sem saber como continuar.
Olha, essa foi a única explicação. _ ele ouviu sua irmã tomando seu lugar.
Bem, ache outra._ Katherine exigiu.
Por que?_ a bruxa perguntou.
Porque essa é ridícula!_ a vampira respondeu.
Então, já que é tão ridícula, não tem problema eu fazer uma pesquisa, né?_ Jessica perguntou gritando.
Tirando a perda de tempo, acho que não. _ Katherine disse encarando.
Então não vamos achar nenhuma ligação entre você, Haley, Klaus e quem quer que tenha dormido com você, nem pesquisando?_ Dean interviu, torcendo pra ter falado os nomes certos. Sua irmã tinha contado os detalhes pra ele no carro e ele estava em duvida se era “Haley” ou “Hanna”.
Foi aí que Katherine parou pra pensar, e percerber que havia uma ralação. Haley estava grávida de Klaus, se ela estivesse mesmo grávida, seria de Elijah, com certeza. Elijah e Klaus eram irmãos e os dois eram vampiros originais. E vampiros originais são diferentes dos vampiros normais.
Você achou alguma relação, não achou? _ Jessica perguntou, vendo o olhar no rosto dela.
Parentesco é o suficiente?_ a vampira perguntou, sorrindo e sem graça.
Após ver que podia mesmo ser possível, Katherine explicou tudo para os irmãos. É claro, fazendo sua relação com Elijah parecer o menos pessoal possível, como sempre.
Demorou uma hora para colocar todas as cartas na mesa, e agora, cada um estava em seu próprio quarto e o silencio reinava. Mas em compensação, suas mentes estavam cada vez mais barulhentas.
Os Hart tinham deixado a pergunta “Como tudo é possível?” pela pergunta “Como assim?”. Nenhum tinham nem imaginado que Katherine tinha se envolvido com o irmão do cara que destruiu sua vida.
Mas a que estava mais perdida em pensamentos, era a vadia psicótica mais manipuladora já conhecida. Será que os originais podiam ter filhos? Se eles podiam, já deviam ter filhos espalhados pelo mundo todo. Quer dizer, todos eles, inclusive Elijah, já tinham dormido com centenas, talvez milhares de pessoas através dos anos.
Ela sabia que, provavelmente, era só uma confusão e que havia uma outra explicação. Mas e se não fosse? E se ela estivesse mesmo grávida?
Suspirando, ela levantou da cama e pegou uma garrafa de vinho que tinha pego, seguindo para o grande banheiro. Colocando a garrafa na pia de mármore, ela olhou-se no espelho.
Aparentemente, estava tudo normal. Ela não podia ver nem mesmo uma mudança física no seu corpo, ela estava do mesmo jeito que tinha estado pelos últimos quinhentos anos. Mas a vampira sabia que isso não significava nada, já que na sua primeira gravidez, ela só pode ver a barriga quando estava de mais de quatro meses.
Katherine balançou a cabeça e se sentou na pia, de costas para o espelho. Colocou o vinho na taça e a encarou. Se pelo menos houvesse um jeito de descobrir se era verdade ainda naquela noite...
Pensando em todos as possibilidades, ela se lembrou que um bebê era um ser vivo, um ser vivo que tinha um coração. Um que batia.
Fechando os olhos, ela forçou-se a se concentrar, tentava achar qualquer som que antes, passava despercebido. Foi aí então, que ela ouviu. Era rápido, e parecia tão alto...
Sem pensar duas vezes, ela jogou o vinho da taça pelo ralo. E a única coisa que passava pela sua cabeça, era a ideia de que, obviamente, ela ia mesmo ter um bebê.
Notas finais
Obrigada por ler, até as reviews.
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