Notas iniciais
hey hey pessoinhas :)
Espero que gostem do capitulo.

Marilyn tinha acordado cedo, antes de o sol nascer e se metendo no banheiro, os meninos repousavam em suas camas, mas ela se sentia completamente desperta desde a conversa com sua mãe Marilyn se controlava ao máximo, mas isso não a impedia de sentir como se seu corpo fosse explodir a qualquer momento. Ela finalmente tinha entendia como a Dorothy* o medo misturado com a fascinação doentia de estar no olho do furacão, ver tudo se quebrando a sua voltar se sentir arrastada, mas mesmo assim querer parar para olhar. Descobrir que sua vida foi uma mentira, não como dramas idiotas de filmes, era uma menina com costumes normais, pensar no banho. Marilyn contava na balança o lado dos Winchesters e o lado de Lilith.

Admitia que Sam não tinha culpa de nada, era seu tio sem sequer imaginar, sempre gostou dele. Já Dean, Mary ficava presa entre adorar ou odiar ele. Talvez ela acabasse caindo no odiar, ela sempre teve ódio de quem quer que fosse seu pai. E descobrir que é um cara que não dá a mínima pra vida, e que nunca teve interesse doía mais ainda.

Mas Dean tinha aquela coisa, que a fazia querer chorar e pedir colo a ele, mas ao mesmo tempo queria matá-lo. Ela daria tudo que tinha para não ter essa desconfiança do loiro, Dean seu pai?Ela repugnava a ideia, Dean não era o que ela esperava de um pai, na verdade ela rezou o resto da noite para que ele não fosse ela não queria odia-lo nem cuspir o acido que ela guardou durante anos para o momento em que ela conhecesse o bastardo que a colocou no mundo “Deus, não somos íntimos, mas eu gostaria de pedir que Dean não seja meu pai, eu nunca te pedi nada. Faça isso não ser verdade” implorou até cair no sono. Os meninos dormiam, Sam quieto como uma pedra e Dean babando como um cachorro.

Marilyn havia enchido a banheira assim que acordou, mas depois de algumas horas a água estava fria e seus dedos enrugados, ela não se sentia disposta a sair da água. Mesmo sem se olhar no espelho ela conseguia sentir que seus lábios estavam roxos e seu rosto vermelho ela podia ouvir as respirações irregulares dos meninos do outro lado da porta, o silencio esmagador e absoluto, ela afundou na água fria esperando que estar submersa a ajudasse a clarear a sua mente. Ela ficou até lá mesmo depois que seus pulmões gritarem desesperados por oxigênio. Ela saiu da água respirando fundo, o silencio ainda predominava. Todos em paz até que um estrondo de metal contra madeira abriu a portar revelando dois homens. Marilyn podia senti-los em seus ossos, mesmo com a porta entre eles ela os via se movimentando pelo quarto ouviu o som frio e metálico as armas sendo engatilhadas, entre os sons da respiração lenta e compassada dos sonhos dos irmãos. Marilyn se levantou como se num pulo tivesse acordada pra tudo que fosse possível, se vestiu em frações de segundos quando abriu a porta lentamente para que quem quer que estivesse lá fora não a ouvisse. A adrenalina corria em suas veias, dois homens de jaquetas pretas e capuzes de esqui.

Aqueles dois apontando rifles para os indefesos Sam e Dean, usando mascaras de esqui, isso realmente a aborreceu. Marilyn abriu a porta com um estrondo, um dos homens virou-se para a garota apontando a arma diretamente para o tórax dela, ela sorriu enquanto os irmãos acordavam.o outro apontava a arma pra Dean deixando Sam recém acordado atordoado e o próprio Dean.

−Bom dia-esbravejou o loiro.

−Melhor calar a boca, não estamos brincando. — Um dos dois respondeu, Dean torceu os lábios e colocou as mãos pra cima em um sinal debochado de rendição.

−Posso ir até Dean?-ela perguntou distraindo-os por um segundo.

− o que? –perguntou uma voz, grave, mas assustada.

− Ir até o Dean, você sabe vocês são assustadores apontando isso pra mim. — Disse Marilyn com um tom entediado, ela esperava ser uma boa atriz, precisa esconder o pânico, acabou de encontrar seu odiado pai, mesmo assim, não o queria morto.

−Você é um demônio, não tem medo — gritou um deles, Marilyn abriu a boca como se estivesse realmente ofendida, Dean entendeu o jogo.

−Ei, não falem assim com ela — reclamou.

−Vocês, os irmãos cascas protegendo a arma, não é obvio o que queremos?-disse um com a voz assustada.

Marilyn se sentou na beirada da cama, abraçando Dean, dizendo um pouco excessivamente alto que estava com medo, Ela fechou os olhos enquanto Dean a apertava.

−Tenho permissão? –ela perguntou o loiro a soltou a olhando nos olhos.

−Faça o que tem de fazer – seu tom era filme.

Marilyn aproveitou a distração dos dois falando com Sam e com um olhar os dois estavam na parede.

− Homens, sempre tratando meninas como meros objetos. — Marilyn disse sorrindo com um sorriso demoníaco, levantou-se chutando as armas para longe.

− O Que? Solte-me, quando eu sair daqui... — Um dos dois rosnou.

− Se seu deixar vocês saírem vivos certo? — Marilyn falou dando ênfase no se — Afinal, eu sou um demônio.

− Marilyn... — Repreendeu Sam.

−Eles iram matar vocês enquanto dormiam, são desprezíveis — replicou a garota os pressionando um pouco mais na parede.

−Marilyn, vamos ver quem são. Depois decidimos certo? Você consegue aguentar até tirarmos as mascaras? — Dean falou ainda rouco por ter acabado de acordar, caminhou até os dois pregados na parede, como lagartixas.

−Claro, é pra isso que estou aqui cowboy.

−Roy e Wall- disse Sam, rindo levemente, Marilyn o olhou assustada.

−Você os conhece — perguntou Marilyn virando a cabeça numa face incrédula e irritada. Conforme Marilyn se irritou os dois ficaram sem conseguir respirar. –Vocês iam matá-los e os conheciam?Vocês são piores que vermes.

−Pare Marilyn!-gritou Dean.

−Desculpa, eu não vi! Que merda Dean, não grita comigo, não sou suas vadias — Marilyn ralhou "aliviando" os dois presos que mesmo assim, não conseguiam falar graças a Marilyn.

−Vamos deixá-los ai, e irmos embora- sugeriu Sam.

Roy riu.

−Como se fossemos os únicos caçadores atrás de vocês.

−Paramos os winchesters paramos a apocalipse — continuou Wall.

−Sam você acha que eu sou uma bruxa? Não consigo sair daqui, se quiser deixar eles longe mate eles. — Marilyn falou como se fosse normal.

−Não vamos matá-los — disse Sam.

−Se as posições estivessem invertidas eles não hesitariam.

− Ela tem razão Sam — Disse Dean, Sam abriu a borá para argumentar, mas Dean o impediu − Mas não vamos matá-los.

−Só apagar eles, deixá-los dormindo algumas horas.

−Não importa se nos deixarem aqui, já tem mais caçadores atrás da aberração. — Roy falou tossindo um pouco. — Vão seguir vocês assim que saírem daqui.

− Meninos se esse desgraçado continuar me xingando eu vou matar os dois. — Marilyn reclamou.

−Marilyn você não pode matar as pessoas só por que elas estão te xingando−Reclamou Sam.

−Quer apostar que eu posso?

Marilyn deu um olhar cheio de significado para os meninos, apenas esperando a autorização para quebrar seus pescoços.

− Marilyn, vou amarra-los e você solta os dois certo? Tire os da parede e mantenha imóvel, pode fazer isso? . — Dean falou e Mary assentiu. — Vamos apagar eles com uma frigideira mesmo.

No momento em que os irmãos se distraíram Marilyn deu uma risadinha e com sua mente, simplesmente criou uma "pressão" na cidade de baixo dos dois projetos fracassados de assassinos. Eles ficaram roxos, prendendo suas respirações pressas os olhos esbugalhados.

−Marilyn! −Dean repreendeu.

−Não vai matar eles Dean, deixa disso. — Marilyn falou.

− Mas é errado. — Sam disse.

− Tudo pra você é errado, Cornelia Foxx. −debochou Mary − Nem parece ser a casca de lúcifer.

Sam fez uma expressão dura por um tempo. Dean ficou sério, todos no recinto pareciam sentir como se a mera piada fosse perigosa. Menos Marilyn que revirou os olhos. Ela os soltou num suspiro

− Vai pegar a frigideira ou eu vou ter que fazer omelete mesmo? — Marilyn falou olhando pra Dean.

Soltando-os da parede, mas ainda os deixando imóveis no chão como repteis, Dean saiu e voltou com uma frigideira rodando na mão.

−Vai logo Rapunzel − reclamou Mary.

−Você acabou de me chamar pelo nome de uma garota?

−Sim, loira, baixinha, olhos verdes, algumas sardas rodando a frigideira. –Dean fechou a cara – Se isso te deixa mais confortável eu posso ser o Flynn.

−Eu prefiro não ser ninguém –ele parou de rodar a frigideira − Vamos fazer isso — ele disse meio irritado com o comentário, mas ainda rindo de canto como se a ideia o divertisse,acertando-os na cabeça.

Marilyn os soltou finalmente se virando pra Sam que estava com uma expressão ilegível, Marilyn se xingou mentalmente e pedindo senso de humor pra Sam.

−Desculpa Sam, eu não queria ser indelicada, foi apenas uma brincadeira. −Marilyn disse com um tom arrependido totalmente falso.

−Acho que esse tempo com a Lilith despertou o que existe em pior em você — ele respondeu secamente indo juntar as suas coisas.

- Sam, foi uma brincadeira, você tem uma escolha, eu vou ser pra sempre uma aberração, desculpe, eu não queria te magoar. — Marilyn falou se arrependendo de tudo e de seus pensamentos malvados, mas ela não queria admitir que em apenas um dia com Lilith ela tinha mudado.

−Apenas junte as suas coisas, rápido−ele respondeu.

As palavras de lilith tinham se impregnado no subconsciente de Marilyn, a garota foi até onde suas coisas ainda estavam empacotadas na mochila preta, penas recolocando um livro de mitologia que Sam havia comprado pra ela e o resto de sue Jelly Belly.Marilyn realmente tinha feridos os sentimentos de Sam.

Eles foram para o carro,em questão de minutos Marilyn repousando atrás com seu cabelo molhado sobre a mochila e os irmãos na frente,Sam havia pego um jornal do dia e o leia religiosamente em busca de um caso longe de onde estavam e Dean cantarolava as vezes junto com o radio,Marilyn se perguntava desde quando Dean sabia cantar spectrum.O silencio entre eles era constrangedor.

De repente ouviram um ronco mais forte e viram um carro correndo pra trás do Impala.Dean pisou no acelerador cortando perigosamente por entre os carros.Sam continuava calado como se nada importasse e ele estivesse perdido em pensamentos.Dean tentava desesperadamente despistar o carro em sua cola,Florence tinha ficado esquecida como trilha sonora.

A garota se levantou, olhando pelo vidro traseiro. Alguns caminhões e carros de passei estavam na pista alguns buzinando para o impala, mas um grande carro negro ainda os perseguia.Marilyn teve uma ideia.

− Dean, se eu ver direito o carro posso fazer com que o motor quebre, sem explodir nem nada, só o carro falhar. –ela virou seu rosto para Dean.

−Acha que consegue?

Marilyn se virou para trás se focando no carro negro e ágil, Marilyn não sabia que carro era aquele, mas ela muito bonito, negro como um gavião, ela esticou as suas mãos tentando não pensar em explodir tudo. Fechou os olhos para se concentrar, ela pensou no motor superaquecendo deixando o carro mais lento e o parando. Mas não conseguia, precisava de espaço, pensou, se o carro parar os outros continuarão e vai causar um acidente.

− Dean! — Gritou — Leve ele pra uma área vazia.

−Marilyn... O que você vai fazer?

−Parar o carro, se eu o falhar aqui vai ser tipo um acidente digno de formula indie.

−Ok. — Dean fez uma manobra levando o Impala pra um gramado,com postes de energia elétrica o carro o seguindo velozmente ao seu alcance,ela apontou as suas mãos em direção ao carro novamente pensando no calor,até que finalmente uma fumaça branca começou a sair docapo do carro forçando o motorista a parar o carro,ela se sentou no banco traseiro,respirando pesadamente divo ao esforço sua cabeça martelando. Sam ainda estava atônito em seu lugar, Marilyn rolou os olhos indo pra frente.

−Sam quantas vezes vai ser preciso que eu me desculpe com você sério, já te pedi desculpas eu falei sem pensar no calor do momento, não fique assim. Eu só estou tão brava com tudo descontei em você e neles dois, me desculpe de verdade. −Sam olhou para Marilyn suspirando

− Ok, mas Mary, pense no que diz, pode acabar magoando alguém. — Sam falou olhando pra ela e Dean tossiu calado, fitando a estrada ainda correndo.

Marilyn se inclinou plantando um beijo na bochecha de Sam

−Prometo nunca mais ferir seus sentimentos

−È melhor, Sammy tem sentimentos de uma menina. — Dean falou percebendo o clima mais calmo agradecendo mentalmente.

−Não precisa ficar com brincadeirinhas só por você está com inveja, se quiser eu também posso beijar a sua bochecha tem amor pra todos. -respondeu Marilyn.

− Não sou que nem o Sam, e no lugar que quero beijos, seria pedofilia. –Ela colocou a língua pra fora, em sinal de nojo- Cala a boca — Marilyn se inclinou beijando-o na bochecha também −Pare de ser tão robô Dean, odeio isso em você.

Dean deu um sorrisinho.

Marilyn começou a pensar que estava tudo como devia ser á três dias entre eles.

−Sabe, eu sei que faz pouco tempo que estamos juntos,mas eu realmente gosto de vocês.

− Eu também Mary, você é uma pirralha irritante e doente, mas gostamos de você. — Dean falou sorrindo

Marilyn respirou fundo.

−Não importa o que eu faça qualquer caminho, decisão ou merda que acontecer eu nunca vou esquecer vocês.

−Não, tem haver com o mundo ser estranho pra gente sabe? –Respondeu Sam.

−Talvez sim, mas pra isso, vocês teriam que saber muita coisa, e se eu contasse, teria que matar o Dean.

−Por que eu?Só por que eu sou charmoso de mais? –Debochou o loiro.

− Porque você é o mais desgraçado. − Falou Marilyn com vários pensamentos passando pela cabeça dela, raiva, remorso, confusão. −Melhor calar a boca tigrão.

O celular de Marilyn tocou em seu bolso traseiro a loira viu o numero e mau se importou que os meninos fossem ouvir, atendeu mesmo assim, não iria esconder nada, a não ser seus pensamentos.

−Diz aí fofa. — Marilyn falou quando atendeu.

−Salva vida de aquário de bom humor — alfinetou a morena do outro lado da linha.

−O que está rolando Meg?Matando muitas pessoas? –Os irmãos a encararam, ela os ignorou.

−Não quantas eu gostaria, mas estive espremendo algumas pessoas, acho que tenho a informação que você quer.

−Boo, está atrasada, Mamãe já me encontrou, jantamos tudo maravilhoso como deve ser. − Marilyn disse. − Mas mesmo assim, fale.

−fiquei sabendo -Marilyn sentia o desprezo do outro lado da linha -Mas duvido que ela tenha te dado certeza de alguma coisa, lilith gosta de manter a pose de misteriosa.

−Na verdade ela foi direta, falou na cara quem é o tal cara. — Marilyn disse indiferente.

− Quem é Marilyn? — Sam perguntou e os irmãos olharam pra ela, Dean estacionava o carro em um hotel qualquer. Marilyn fez um "shhh"

− Não posso falar na frente deles. −Marilyn disse se irritando com a morena. — Fale logo Meg.

−Dizer o que?-perguntou Dean.

-onde você está,eu vou te encontrar agora e conversamos pessoalmente -disse meg

−Meg, espera um minuto −Marilyn rolou os olhos se afastou do celular e disse. −Onde estamos?

−Na estrada, rote 58 norte de West hapton,Hotel Flamingo. –respondeu Sam.

− Ok, você já ouviu Meg −Marilyn disse e logo depois a morena apareceu sorrindo em cima de seus saltos, o cabelo voando a sua vota.

−olá meninos− ela sorriu Sam e Dean ficaram sérios encarando.

− O Que tá fazendo aqui? — Falou Dean

−Que falta de Educação, Mary deveria treinar mais seus filhotes.

− Ela veio falar comigo. — Marilyn interviu. — Licença Dean e Sam, já encontro vocês.

As duas se afastaram até o final do estacionamento praticamente vazio do Hotel.

− Então, mamãe querida conversou comigo e me contou que o Dean é o meu pai. — Marilyn disse num tom entediado, era capaz de se ver a menina lixando as unhas se fosse um filme.

−Confere — respondeu Meg de mau humor- como está lidando com isso?

− Sinceramente? Quero matar o desgraçado, mas ele não sabe que é meu pai e eu gostei dos dois antes de saber disso.

− E? — Meg continuou

−Mas eu conheci o Dean, antes de tudo isso, acho que ele nem sabia disso, estava tão no escuro quanto eu. –Marilyn se recostou numa caminhonete azul ciano.

− E sobre isso Lilith não falou? — Meg indagou.

− Na verdade, ela me mandou fazer uma balança, de quem esteve do meu lado, e. — Mary fez uma pausa. — Lilith está ganhando.

− Se ele souber, e eu descobrir, ele vai sofrer lentamente. — Marilyn adquiriu um tom sério, não suportava mais estar dividida entre bondade e ódio. Queria explodir como a porra de uma adolescente normal.

−Meg, eu sei que você tá tentando me manipular, mas não vai ser fácil. — Marilyn falou. — Acha mesmo que eu sou boazinha por nada o tempo todo? Eu quero a verdade, quero todos os fatos pra eu me decidir.

−Quem vai quebrar a cara é você mesmo−ela murmurou, se afastando –Já que não sou mais necessária,tenho uns assuntos para resolver com Clarence.

−Quem é Clarence?

−Assuntos meus não seus. –Meg se afastou mais ainda.

−Meg, Como você faz para desparecer?

− Um poder de demônio, vem no pacote.

−Acha que eu conseguiria fazer isso?

− Provavelmente. — A morena observou.

−Me ensina.

− Marilyn, só pense em um lugar e simplesmente vá. Pense em você lá e pronto. Mantenha contato. Quando se decidir ainda estarei aqui.

Meg falou e simplesmente sumiu.

Marilyn passou na recepção, onde uma mulher enorme via suturday live night, Ela foi até a ruiva o cabelo dela emplastado contra o couro cabeludo.

−Desculpe-me, mas dois homens se hospedaram aqui? –perguntou Marilyn sorrindo agradavelmente.

−Muitas pessoas se hospedam aqui. –replicou a mama* ruiva. Olhou em volta,as listras da paredes cor de laranja desgastada nenhum sinal de pessoa viva.

−Tem certeza mama? –a mulher a encarou furiosamente – Vou facilitar, um cara do tamanho de uma girafa um loiro, parecem homos.

−no 607.

−Obrigadinha.

Marilyn saiu de lá, subindo as escadas que levava ao bloco onde o 607 ficava. A loira pensou que tinha desenvolvido um tumor, não era normal uma cabeça doer tanto num dia.

−Serio cara, eu só espero que nada disso seja verdade− Marilyn ouviu Dean comentar com uma voz cansada.

− Dean, não temos certeza de nada. — Falou Sam mais calmo até de mais.

− Eu não poderia suportar. Eu to quase explodindo com a ideia− Dean falou.

Marilyn abriu a porta num estrondo, ignorando a vontade de chorar.

− Não vou ser mais um peso, não vou atrapalhar vocês nunca mais. — Marilyn falou gritando. — Então esse tempo todo você sabia, muito obrigada, Dean −Marilyn gritava a plenos pulmões os meninos se assustaram, ela correu até a sua mochila a colocando firmemente nas costas.

−Do que você está falando Marilyn, pare!-gritou Dean segurando a mochila a impedindo de sair pela porta.

−QUE VOCÊ SABE QUE É A MERDA DO MEU PAI. — Marilyn começou a dar risada, mas não uma normal, uma risada psicótica Marilyn não se controlava, ela respirava fundo, não pra se acalmar, mas não iria chorar na frente deles, mas a vontade de chorar não era pela descoberta e sim por pura raiva.

−Não precisam mais fingir que gostam de mim, nem nada nem se preocupem com Castiel eu dou um jeito, adeus ai vocês. Marilyn se concentrou de vez, pensando na sua casa, só queria ir pra casa. De repente abriu olhos e se viu em um bairro que não era o dela, ela caminhou silenciosamente sobre o sol escaldante do novo México, indo em direção a única casa em que ela se sentia bem, a única pessoa com que ela se sentia realmente bem.

Ela foi pela rua sinuosa cheia de casas de classe média, pitadas de cores alegres, ela pegou o telefone indo até uma residência em azul pastel, abrindo o portãozinho e indo até a porta em vez de bater, ligou para o menino, queria fazer uma surpresa.

− Alô, Marilyn? — Disse a voz do outro lado. Mary se afastou da porta sorrindo.

−Está em casa?

−To por quê? — O Menino atordoado falou.

−Abra a sua porta

Brandon abriu a porta com um grande sorriso no rosto, seus adoráveis olhos azuis brilhantes em excitação o, era inevitável esquecer-se de todos os problemas e se perder naquelas piscinas.

−Senti sua fala-ela disse.

− Eu também! Como, onde você esteve? — Brandon falou, indo em direção a ela a tomando em seus braços e a abraçando.

−Em todo lugar, eu posso entrar?Estou exausta.

− Claro que sim, a casa é sua Mary. Quer alguma coisa? — O menino perguntou um sorriso não saia de seu rosto e seus olhos brilhavam.

−você precisaria de acido pra tomar depois que eu te contasse as coisas que aconteceram, pra digerir — Marilyn jogou sua bolsa no piso de madeira,indo em direção a cozinha,Ela sabia que os pais dele não estavam em casa,nunca estavam.


−Ainda quero saber− ele apontou a cadeira para que ela se sentasse,e foi em direção a geladeira colocando os ingredientes para sanduiches e diet coke em cima da mesa.

−lembra os meus "primos” eles não são exatamente isso, uma é o meu pai e o meu tio, isso é tão confuso por que eu realmente estava gostando deles, mas tem essa coisa de pai − ela suspirou — Você sabe que eu nunca me dei muito bem com essa coisa de figura paterna. -E a minha mãe, não era realmente minha mãe, é adotiva eu conheci a minha mãe verdadeira.

−O Que? — Brandon se aproximou da menina assustado. −Como você tá Mary?

−Cansada de mentiras, de ser enganada – Suspirou pegando um pouco de tomate picado e colocando na boca, Brandon fez cara feia.

− E como você reagiu com o seu pai?

−Eu não se estou realmente brava com ele, sabe?Eu o conheci antes de saber disso e agora eu sinto que deveria odia-lo, mas...

− Ninguém consegue realmente odiar o pai Mary.

− Eu não sei você não sabe o que ele fez você não sabe tudo da história. –ela pegou o sanduiche mordendo um pedaço,Brandon se sentou ao seu lado também comendo.

− Eu fico dividida

−E ele sabia sobre você?

− Pelo que parece, sim, e ele ficou reclamando de como era um peso, uma responsabilidade e como não queria isso.

−Ele disso isso a você?-Brandon pareceu chocado

− Pior, falou pelas costas. — Marilyn disse suspirando. — Foi horrível.

−Você tem certeza do que ouviu?Você tem o péssimo habito de ouvir pelas metades interpretar de um jeito e tomar isso como uma verdade absoluta.

−Absoluta, eu entrei e falei que eu sabia e que não seria mais um peso, e simplesmente vim embora. Mas eu vou precisar ir daqui também. — Marilyn disse completamente mentalmente que teria que fugir de caçadores, demônios e anjos.

−Você sabe que sempre será bem vinda à minha casa, eu te deixo dormir na casinha do cachorro. –ele sorriu, empurrando-a levemente para o lado.

−Eu sou um demônio Brandon, as coisas vão me caçar aparentemente eu sou um Pokémon muito forte nessa digibatalha.

−Você errou feio de anime, Digimons e Pokémons são coisas diferentes.

−O sentido continua o mesmo – a loira deu ombros.

−Não mesmo, se dissesse isso em publico seria apedrejada até a morte.

−Ok, então eu sou um Digimon por que eu não sei onde o Pokémon batalha, melhor assim?

−Melhor deixar o universo do anime longe de você, você é péssima. –ele sorriu.

−Obrigada Bren.

−Obrigada por?

−Fazer eu me sentir melhor.

Brandon sorriu mais uma vez em direção a ela, inclinando-se ligeiramente em sua direção. Marilyn sentia seu coração palpitar, como se de repente tivessem ligado uma britadeira dentro dela, suas bochechas estavam coradas assim como as de Brandon, ele a olhava com intensidade, ser observada por aqueles enormes olhos azuis brilhantes era uma sensação que Marilyn não poderia sequer descrever.

O garoto passou a mão pela bochecha dela, um leve carinho o suficiente para lançar uma onde gigantesca de adrenalina na corrente sanguínea dela, seu corpo se arrepiou, um abismo tinha se aberto no meio da barriga dela.

−O que está fazendo Bren? –ela perguntou meio abobada.

−Regando o jardim – ele respondeu tocando a ponta de seus lábios nos dela.

Primeiro, numero um, Mary se sentia nas nuvens. A textura dos lábios dele, tão quente. Tão doce. Ele desceu da cadeira para ficar mais perto dela, Mesmo de olhos fechados ela podia sentir a magia acontecer, ela não queria abrir os olhos, não queria que isso acabasse.

A capainha tocou, e quem quer que tivesse lá fora Marilyn sentiu pena da mãe do individuo.Ele a beijou novamente antes de ir atender a porta,Marilyn continuou na cozinha sorrindo bobamente as bochechas coloridas de vermelho,houve passos em direção a cozinha Marilyn se virou rapidamente,Um grande homem negro segurava Brandon pelo pescoço uma faca em sua mão,outro homem se aproximava de Marilyn.

−Nenhuma gracinha filha de Lilith − Disse o negro.

−Eu não farei, deixe-o ir – Marilyn disse, os encarando assustada.

−E arriscar com você, acho que não − Mesmo sabendo que eles tentaria matá-la,ela não se moveu.Deixou que o outro homem injetasse nela o liquido amarelado,imediatamente sentiu seus olhos pesando,o óleo de açafrão penetrando seu organismo como fogo,a queimando lentamente.Suas pernas iam ceder,Ela tentou levantar a mão para afastá-los de Brandon,mas o movimento saiu errado.Ela podia ver sua visão se turvando no vermelho e caindo lentamente na escuridão.

Quando ela abriu os olhos tudo que podia ver era o branco,ela olhou pro lado percebendo que estava num hospital,os tubos saiam de seus braços indo a vadias maquinas a sua volta,sua visão ainda estava turva,ela tentou coçar os olhos mas uma mão a impediu.

−Não, vai tirar o soro fique quieta – a voz disse.

−Onde eu estou?

−No hospital, mas está tudo bem.

−Se eu estou aqui, nada está bem. –ela virou para o lado, Dean estava sentado em uma poltrona caramelo, ele parecia cansado.

−Agora vai ficar tudo bem, só se acalme. –ele disse, pegando seu telefone e digitando apressadamente.

−Brandon... O que aconteceu?

−Invadiram a casa dele, atacaram vocês dois. Ele não resistiu.

−Ele está morto?

−Sinto muito.

Marilyn ficou em silencio.

−Onde estão aqueles dois?

−Mortos também, Sam e eu chegamos alguns minutos depois deles, você estava inconsciente, sangrando eles tinham te queimado também... Ouro puro, isso queima a sua pele. –a voz dele estava embargada, cansada. –Eles não sabiam quem pra te matar tinham que tirar o coração.

−Sabe qual a pior parte de ter sobrevivido?Ter que viver com isso.

−Sinto muito,Mary.

−Eu quero ficar sozinha agora.

[...]

Ela estava há muito tempo,apenas sentada do lado da recém feita sepultura do amigo,Dean e Sam a observavam de longe,a mãe de brandon Christina tinha ido embora há algum tempo,ela tinha chegado enquanto a policia interrogava os irmãos,Dean se lembrou de ver toda aquela cena todo aquele sangue,Marilyn esparramada do chão como se tivesse acabado de escapar de uma fornalha, inconsciente.O loiro tentou expulsar o pensamente de vê-la morta.

Marilyn estava do lado de Meg que mantinha um pequeno sorriso, talvez pelo massacre de Marilyn mais cedo, mas algo estava diferente. Meg murmurou alguma coisa fazendo Marilyn se virar para os irmãos. Mas nos olhos dela, Dean podia ver, tinha aquele mesmo melancolismo, rancor, tristeza que ele continha dentro de si, ele via que a garota estava tão quebrada quanto ele próprio era devastador, ele nunca imaginou como essa coisa de pai e filha poderia afetá-lo.

Marilyn estava em colapso por dentro, queria desabar, queria chorar e se jogar no chão como uma criança. Queria culpar alguém por Brandon estar morto, mas ela sabia que a única culpada era ela, isso estava corroendo por dentro. Ela olhou mais uma vez, o mármore branco a foto intacta de Brandon, pra sempre congelado aos 14 anos, com a legenda "filho amado” isso fazia o coração de Marilyn se reduzir ao tamanho de uma noz.

As amigas de Marilyn estavam lá também, afastadas, dando espaço a Brandon e Marilyn. Amanda e Cristal observavam Mary, e sabiam como a menina se sentia.

−Se eu pudesse ao menos voltar no tempo- marilyn murmurou pra si mesma.

Meg se afastou de Mary mais ainda e foi andando até os meninos, sorrindo como se o cemitério fosse uma festa.

− Então meninos, como se sentem? — A morena disse.

−O que você quer dizer com isso− Com a cara de confusão a morena riu.

− Então vocês não sabem? Tipo, vocês começaram e ela terminou.

−Ela terminou...?-perguntou Sam, ainda mantendo um olho em Marilyn.

− Lúcifer, ela quebrou o ultimo selo, a descendente de Lilith derramou o sangue inocente. Ele está livre, e vindo buscar você Sammy. — Meg disse e Dean só pensava em explodi-la aos pedaços.

−Exorcizamus te,omnis imundos spiritus -Dean começou

Ela tentou se controlar, sumindo antes que Dean terminasse o exorcismo. Marilyn saiu de junto do tumulo finalmente, mas não andou em direção aos meninos, andou até suas amigas. Os irmãos foram até ela, andando atrás.

−Vocês não tem nada pra fazer não?-Marilyn perguntou,sua voz cansada.

−Não deixe eles nos seguirem,sempre quis saber a sensação de ter dois seguranças gostosos atrás de mim -cantarolou Amanda.

Mandy andou até o meio dos dois irmãos que ficaram sem graça Começou a pegar no braço dos dois.

−Na verdade, Mary temos que conversar, em particular — falou Dean.

−Pode ser depois eu não estou com humor.

−Não- disse Sam- venha Mary temos que ir,realmente

−Não vou a lugar nenhum agora, me deixem em paz! — Marilyn gritou e Cristal se colocou na frente dela pra evitar uma confusão, mas continuou calada.

−Melhor irmos ,Amanda.-a garota agarrou o braço da morena relutante deixando Marilyn sozinha com os garotos Marilyn encarou os dois e tudo que sentia era raiva.

− O Que querem? –Ela se virou cruzando os braços em direção a eles,seu rosto pálido e cansado algumas cicatrizes que logo desapareceriam em seus braços,grandes olheiras embaixo de seus olhos.


−Te levar pra casa.

−Não quero sair daqui, não quero ir á lugar nenhum com vocês. — Marilyn falou encarando especialmente Dean.

− Marilyn...

− Não tente agir como a droga do meu pai depois de tantos anos.


−você acha que se eu soubesse não teria feito nada?Sério Marilyn, eu posso ter muitos defeitos, mas eu nunca faria isso.

− Sério? Você não sabia? Nunca fez ideia, e nunca desprezou a ideia?Por favor, se quiser mesmo, mesmo que eu vá, esqueça isso.

−Não, eu nunca soube, mas agora eu sei, e não vou te deixar escapar mais.

−Não tem nada, pra se saber, nada aconteceu, a única coisa que mudou fui eu. Porque eu assisti meu melhor amigo morrer, e nada mais entendeu? -
−Sim, por isso vamos te levar cuidar de você. –Sam falou.

− Não preciso que cuidem de mim. — Marilyn disse ríspida.

− Se puder só se acalmar, por favor, Marilyn, sabemos o quando é difícil, só se acalme.

Antes que ela pudesse responder, Dean a segurou pelo braço a puxando num forte abraço.

−Você disse que eu era um robô, odiava que isso, não seja um robô também. Marilyn se desvencilhou com lagrimas nos olhos, mas ainda não chorava.

Ela riu.

−Dean, simplesmente me evite. Você não sabe o quanto, mas o quanto eu odeio o meu pai.

Marilyn se virou e sorriu verdadeiramente para Sam ainda com os olhos marejados.

−Então Tio, vamos? — Ela disse tentando se encorajar. − Só preciso dizer tchau para as meninas.

−Vá la,mas pode fazer isso meio rápido,temos realmente que conversar assuntos sérios,não vamos mais ter mais segredos.

Notas finais
* mama http://31.media.tumblr.com/2e3152cace3679fe61b31c1bff90bd38/tumblr_mhhmb9KI0w1rdjqtyo1_400.gif)
**vocês gostam das minhas definições de termos?por que se não me avisem e tal,por que eu cito algumas coisas por que eu sinto que deixa a história mais real e tal.
***beijos até semana que vem :)