Exit Wounds
15 Plastic Rainbow
Notas iniciais

Marilyn achava algo realmente impressionante como ela havia se cansado das séries,livros e tudo mais que ela costumava gostar.ela havia se limitado a documentários da segunda guerra mundial e documentários sobre pessoas compulsivas e deformações.
―Ele morre no nono capitulo ― Marilyn disse,sem olhar para Dean que estava sentado na beirada do sofá muito atento ao episódio de Game of thrones que assistia.
― Que porra Marilyn, spoiler de novo não ― Dean a olhou por cima do ombro,irritado.
―Não é spoiler,todo mundo morre nessa série,nem sei porque você assiste isso.
― Porquê é uma série muito complexa e inteligente Mary ― Ele tentou parecer sábio enquanto Mary rolava os olhos.
― Não cai nessa loirinha, é pelos peitos ― Sam resmungou
―Como se eu não tivesse descoberto isso no primeiro episódio,francamente você e um péssimo pai me deixando ver esse tipo de coisa― ela reclamou,de péssimo humor,como era de costume nas ultimas semanas.
― E Sammy te deu os livros! ―reclamou― Olha só que bonitinha avançando um passo e admitindo que eu sou o pai ― Dean falou soando retardado e apertando as bochechas de Marilyn que fazia uma cara entediada.
―Isso tem que estar errado,não é possível dividirmos os mesmo genes―Marilyn se levantou e foi para a cama mais cedo.
― Boa noite docinho. ― Dean falou entre risos, ela não se virou e mostrou o dedo do meio ainda de costas.Por um tempo tudo que podia se ouvir no quarto era o som de Sam digitando.
― Acha que ela esta dormindo?― Dean perguntou ao irmão.
― Tenho quase certeza. ― O grandão respondeu e se virou respirando fundo e encarando Dean ― Precisamos conversar sobre ela.
―Ela está péssima,eu não sei mais o que fazer ― se lamentou o loiro.
― Precisamos dar um jeito nisso, e logo, não é saudável pra crianças da idade dela, ficarem nesse estado pré depressivo. ― Sam falou sério.
― Sério mesmo Sam? Ela é metade demônio, eu sou pai, o amiguinho dela é um anjo e o namorado morreu e ficar nesse estado é o que não é saudável?Ela estava ouvindo Lana Del Rey no banho ontem,achei que ela ia estar morta se saísse de lá.
―Eu estou falando sério Dean,tenso que tomar uma providência logo,ela é uma criança e olha tudo o que aconteceu com ela? eu não a culpo mas ela não pode se culpar pra sempre.
― Eu sei disso, mas o que podemos fazer? Sério, não estou disposto a vender minha alma pra ressuscitar o Tyler e nem espero que ela tenha essa ideia ― Dean olhou pra trás espiando pra ter certeza que ela estava dormindo e sem ouvir nada daquilo.
―Talvez ela precisa conversar com outra pessoa,além de nós― sugeriu Sam
― Cara eu não to afim de chamar aquela amiguinha dela, eu to falando sério, aquela menina é louca ― Dean gesticulou.
―Eu não estou falando das amigas dela,Dean,ela precisa da mãe dela.
― Chegamos a esse ponto? ― Dean respirou fundo
―você prefere deixar ela assim ou dar― Sam travou com o nome dela― Lilith uma chance?
― Abaixa a voz cara, ela pode acordar ― Dean sussurrou. ― Ok, que seja, amanhã eu faço o trabalho sujo.
―Hoje,agora.
― Como assim? Já está tarde e a Mary já ta dormindo.
―Só invoca ela, Dean.
Dean saiu do quarto
O ritual era razoavelmente simples,alguns rabiscos no chão um pouco de Latim e cabum,um demônio na sua frente.
― A que devo o prazer? ― Lilith já chegou com uma pose desafiadora e um sorriso canalha no rosto.
―Sua filha―Dean respondeu,ele odiava admitir que Mary era filha de Lilith.
― O que foi dessa vez ? Você deixou ela comer doce no jantar de novo?― Ela perguntou com um tom entediado andando em direção á um pequeno sofá e se jogando la,acenando pra Sam.
―não fofinha,comer é um dos problemas,ela mal tem comido a semanas,coisa que ela faz com frequencia quando fica triste ― replicou o loiro.
― E, suponho que você tenha me chamado aqui pra dar suporte moral, amor, carinho e conselhos bíblicos pra ela?― Lilith fez uma pausa. ― Sabe fofo, eu não sou muito boa nisso.
―Você é a mãe dela,eu já gastei todo o meu vocabulário,mal não vai fazer.
Lilith se remexeu como se a palavra mãe fosse tóxica.
― Que seja, aonde ela está?
―No quarto― Sam informou.
― Vamos fazer isso― Ela se levantou ajeitando a jaqueta que usava. Sam se sentiu extremamente desconfortável com a presença do demônio.
― Boa noite Sammy. ― Ela sorriu pra ele, Lilith tinha uma aura displicente mas ainda ameaçadora como se sorrindo pra você e olhando nos seus olhos ela pudesse saber todos os seus medos e como explora―los.
―Lilith ― ele pigarreou― ela está já cama.
― Podem sair. ― Ela falou pra os dois irmãos
―Eu não vou te deixar sozinha com ela ―reclamou Dean,cruzando os braços.
― Como você disse, eu sou a mãe dela. ― Lilith rebateu.
―Nós vamos ver game of thrones aqui na sala e vocÊs conversa ali ― apontou Dean para uma mesinha perto deles.
― Amor ― A palavra escorria a ironia ― Se eu quiser eu apareço com ela em Miami, mais rápido do que você possa dizer “son of a bitch”.
―Dean é melhor sairmos mesmo― aconselhou Sam
― Espertinho Sammy.
Dean saiu completamente contrariado,quem realmente garantia a ele que Lilith não levasse Mary pra longe?Lilith observou Mary por alguns segundos antes de se jogar na cama do lado ela.Marilyn nem se mexeu na cama,Lilith a olhou atentamente,ela parecia muito com uma de suas formas,ela tocou o cabelo da menina a olhando atentamente.
―Acorda,raio de sol― Lilith disse sacudindo Mary pelos ombros.
―O que diabos? ― A loira quase deu um pulo quando viu Lilith
―Não,ele não,só eu ― reclamou a morena fazendo biquinho.
― O que você está fazendo aqui? ― Mary agora estava sentada de frente pra Lilith que estava deitada apoiando a cabeça no braço.
―Estava na região e resolvi passar e ver você ― mentiu o demônio.
― A verdade seria legal.― Lilith rolou os olhos,numa careta entediada,jogando uma mecha do seu cabelo pra trás.
―Seu pai me invocou por que segundo ele você não tem comido direito,o que no seu dicionario é,tipo,impossível― Lilith pegou uma mecha do cabelo e começou a enrolar no dedo ― Então eu dei uma passada,coisa progenitora e cria,sabe?
― Você não tem vocação pra isso, e ele é paranóico, eu estou ótima ― Ela deu um sorriso forçado e apontou pro rosto.
―não você não está ― ela afirmou.
― Ah, ótimo ― Ela bufou e se jogou deitando na cama
―Sério,Marilyn,o que está acontecendo,você não é assim,eu tenho observado.
―Se você tivesse observado você saberia o que porra é o problema― Marilyn estava angustiada
―É por causa do Tyler?
Foi como se Marilyn restasse, ela ficou tensa e séria em instantes, claro que Lilith não seria suave nem pegaria leve.
―Eu tenho alguns anos na bagagem,Mary eu sei reconhecer um coração partido e quando você perde alguém.
― Você é velha. ― Foi tudo que a garota respondeu.
―Não é velha,é vintage― Ela corrigiu,fazendo uma careta―e eu posso te ajudar,eu tenho experiência.
― Continue ― Mary falou baixinho.
―Eu sei que as vezes parece o fim do mundo,mas não é,ele não ia gostar que você ficasse assim,você é nova tem uma vida inteira pela frente ― ela se sentou encarado Mary firmemente ― Não parece agora,mas não vai doer tanto mais.
― É fácil falar ― Marilyn respondeu tentando parecer forte, mas por dentro estava quebrada.
―Eu sei por experiência própria,Marilyn você tem inimigos lá fora e todos eles dariam tudo por uma oportunidade como essa,a sua guarda está baixa,você precisa reagir.
― Lilith, eu venho lidando com muita coisa, mas muita coisa mesmo, e é tudo tão fodido, eu preciso de tempo, da porra de um tempo nesse caos constante que é a minha vida.
―E você acha que eu não sei?eu sei que você precisa de um tempo,eu adoraria te levar pra milão para termos férias fabulosas e dar um jeito nesse seu cabelo,mas você acha que vamos apertar o pause na guerra porque você quer tomar agua de coco na beira da praia?― Marilyn respirou fundo, sabia que Lilith tinha razão, mas era difícil, difícil demais passar por tudo, e difícil demais engolir toda a dor pra ter que carregar mais responsabilidades.
― E ainda tem essa droga de guerra, aonde o diabo e provavelmente você esperam um resposta minha assim como Castiel, Dean e Sam também esperam, é uma versão distorcida do divorcio, aonde tenho que escolher entre minha mãe e meu pai. Vocês que deviam brigar pela minha guarda. ― Ela respirou fundo
―Vou citar agora duas das minhas humanas favoritas,a primeira é a Liz Taylor,quando ela se divorciou ela disse: coloque a sua maquiagem,coloque um Drink e se reconstrua ― ela olhou condolentemente pra Mary ―Ninguém precisa saber o quanto você está triste,ou que você chora a noite inteira,de manhã só finja que tudo está bem,mesmo que não esteja.
― Entendido, obrigada. ― a loira respondeu respirando fundo
―Quando você precisar de sei lá,fazer a unha ou conversar,me liga― disse Lilith
― Ah, claro. ― Mary sorriu
Lilith desapareceu,horas depois Dean e Sam chegaram em casa,Marilyn estava bem acordada mais fingiu que estava dormindo,ela precisava pensar no que Lilith disse p ela, Dean acordou na manhã seguinte com Marilyn colocando uns cafés na mesa e tentava distribuir as rosquinhas de forma que elas ficassem harmônicas na mesa de madeira.Dean procurou por um momento a coisa certa a dizer,ele podia dizer que ela tinha acordado cedo e tomado banho,e certamente o rosto dela estava mais brilhante e aveludado.
―Onde você arranjou dinheiro pra comprar isso tudo?― Ele perguntou finalmente.
― Da sua carteira ― Ela falou enquanto sentava na cadeira pegando mais rosquinhas e enchendo um copo de suco.
―Acorda Sam,o café vai esfriar e eu acho que nós temos um caso,fica na Virgina do Norte.
― Você está bem e pronta pra ir Marilyn? ― Sam perguntou que nem um retardado com voz mais leve com tom de "está tudo bem querida?".
―Claro,só quero sair daqui logo ― ela respondeu colocando o cabelo pra cima e exibindo a nova camiseta "2 cool 4 school" Dean esboçou um sorriso balançando a cabeça de leve, é, Mary estava de volta.
―Porque estão me olhando que nem dois idiotas?
― Você sabe por quê. ― Sam sorriu colgante,ela deu um sorriso fraco.
―Vocês são uns otários.
Sam e Dean sentaram na mesa,ainda meio sorrindo meio desconfiados.
―Então Mary,fale do caso ― Sam perguntou.
― Bom, teve um cara que morreu, de circunstâncias suspeitas, sangrando pelos olhos ― Ela apontou pro jornal.
―Isso é sintoma de derrame― Marilyn pegou uma foto e mostrou,o homem tinha uma enorme quantidade de sangue ao redor da cabeça,os olhos não pareciam sangrar mas sim como se estivessem sido desfeitos dentro do cranio.
― Então temos um caso, e bem bizarro pelo visto― Dean comentou.
―Virgínia do norte?― Mary parecia estranhamente animada.
― Vai ser renovador.
Marilyn sorriu,pegando mais uma torrada e enchendo de geleia de morango,ela parou e observou.
―Isso parece sangue pra vocês?― perguntou
―Um pouco ― Dean foi quem respondeu.
―Meio como cérebro,derretido e misturado com sangue ― completou Sam.
― Delícia ― Ela falou mordendo a torrada.
―E as bizarrices vieram no pacote ― Dean reclamou,sem realmente se importar com isso
― Cala a boca ― Ela resmungou com a boca cheia.
Quando terminaram de comer, Mary correu para juntar as suas coisas e partirem o mais rápido possível de lá.Pouco tempo depois estavam no saguão do local prestes a sair enquanto Sam pagava a estadia.
―O banco da frente é meu ― Ela avisou já correndo em direção ao carro.
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