Notas iniciais
Hey,espero que gostem.

Bravado

Dean notou que Marilyn parecia inquieta enquanto dormia. Pensou em acordá-la, mas preferiu não fazê-lo,ele tinha um plano em sua mente que nunca seria executado com sucesso com Sam ao seu lado.Sam nunca permitiria que ele testasse a garota mesmo sabendo que era necessário fazê-lo.

─Sam? ─Dean chamou, o rapaz moreno inclinou sua cabeça. Ele estava a horas vasculhando a internet em busca de qualquer indicio do que Marilyn era, nem mesmo o diário de seu pai ele não tinha encontrado informações suficientes,casos vagos,marilyn poderia se encaixar ou não em diversas categorias.Mas nenhum dos casos que encontrou dizia como testar e manter a pessoa viva.Mantê-la viva era essencial,pedido de Castiel,por mais que o anjo tivesse sido vago sobre ela Dean sabia que ele nunca pediria nada se não fosse realmente importante.

─Sim Dean ─ Respondeu o irmão, voltando seus olhos ao laptop.

─Por que não vai comprar um café? ─o irmão tentou disfarçar suas intenções.

─E por que você não vai?Estou meio ocupado agora ─Apontou para o computador.

─Se não tem nada no diário do papai, Bobby não faz ideia do que é por que você acha que vai ter online? ─rebateu.

─E o que te leva a crer que não tem?Papai nem Bobby conhecem todas as culturas do mundo ─Sam tirou seus olhos do laptop encarando o irmão ─Você quer testá-la não quer? ─Acusou.

─Não!Quer dizer já conversamos sobre isso você sabe que eliminaríamos centenas de possibilidades se o fizéssemos, mas como você não quer.

─Ela é uma criança Dean!Não vou enfiar uma faca de prata nela.

─Pode ser só a água benta, e sal ─retrucou Dean─ talvez um exorcismo.

─Não Dean, ela é uma criança vamos mantê-la longe de toda essa merda longe dela o Maximo que pudermos.

─Sam, olha o que ela fez ontem!ela já está nisso.

─Dean, ela tem treze anos não tem culpa do quer que for aquilo,nem sabe que foi ela.

─Sam, eu só quero um café, e ela vai precisar comer também, Assim que ela acordar temos que sair, vamos até a casa de Bobby.

Sam estava indeciso, tinha passado a noite toda pensando e agora estava exausto mesmo quando Dean chegou tarde cheirando a Whisky avisando que eles deveriam ir até Bobby.Não que Sam não confiasse nele,Deus, ele confia em Bobby com a sua vida,mas algo dentro de si dizia que não deveria fazer isso,Talvez fosse isso que chamasse instinto de caçador.

Algo voava vagamente na mente de Sam, um antigo caso que seu pai havia comentado antes de decidir viajar sozinho. Era como se algo que devesse estar ali estivesse faltando, uma pista que ele apenas não podia se lembrar. O moreno estava intrigado sobre a súbita vontade de tomar café do irmão, mas mesmo assim pegando seu casaco ele foi.

Assim que Sam passou pela porta, trancando-a atrás de si Dean pegou tudo que precisava. Água benta, Sal e uma faca de prata encostou perto da garota balançando seu pé até que ela acordasse,ela se levantou como um zumbi.O rosto inchado,cabelo bagunçado coçando os olhos,Dean reparou que ela estava usando uma grande camiseta escrito “take me drunk i’m home”,aparentemente ela gostava dessas coisas que supostamente deveriam ser engraçadas.

─ Dean, o que é isso? ─ela perguntou, olhando para todo o material em cima de uma mesinha redonda de mogno, o rapaz sorriu para ela.

─Uma faca.

─ Meu deus idiota, to perguntando por que eu to aqui e você ta com uma faca e essas outras coisas ai ─Sua voz já estava alterada, parte era a voz matinal e o resto era um tom de medo.

─Mary, é o seguinte. Alguma coisa você fez ontem naquele restaurante, e eu preciso saber o que você é. ─simplificou com isso Marilyn ficou ainda mais assustada.

─ Ai senhor, olha, eu não faço ideia, aqui não fui eu.

─Vamos analisar a situação, tinha poucas pessoas lá, se tivéssemos um fantasma eu saberia um demônio também, você tava dando chilique, foi você ─ela riu em meio ao desespero.

─ Dean, eu não sei, eu não sei, "o que eu sou" sou humana e tal, Marilyn Odair 13 anos, mãe louca drogada, pai filho da puta.

─ Então me deixe testar─ o loiro respondeu cínico.

─ Você está louco? Eu não quero que você me esfaqueie, Desculpa se não é normal para gente que não é louca! ─A garota gritou, Dean riu um pouco dela.

─É só água benta ─ Dean disse jogando um pouco de água nela, sem nenhum efeito ─A garota encarou Dean por uns segundos e começou a rir loucamente, com a mão na barriga de dor conseguiu falar:

─ Era pra eu sair correndo e gritando? Você acha que eu sou o diabo? Você doente Dean.

─Um demônio eu sei que você não é─ ele se virou pegando sal e jogando sal em cima dela, ainda sem efeito─ nem fantasma.

─Ok, essa parte é meio delicada ─ Ele disse pegando a faca, Marilyn parou imediatamente de rir, se afastando da cama os olhos arregalados.

─Ei, não afasta essa faca de mim ─Ela já estava grudada na parede, como aqueles lagartos do deserto, quase se fundindo com o ambiente.

─então vamos fazer uma coisa, eu deixo você me cortar também ─ Dean se levantou, ainda segurando a faca, Marilyn mantinha contado visual com a faca desejando que Sam aparecesse a qualquer momento e a salvasse.

─Você esta falando de enfiar uma faca em mim, e francamente eu não sou nenhum lovatic.

─é superficial.

─ Dean, desculpa mas eu não confio em você.

─ E nem eu em você, mas depois disso eu vou confiar te levo até pra passear.

─ Olha, eu sofri na vida e tal, mas, eu não apoio essa coisa de se mutilar,Deixa seus braços horríveis e tal,eu gosto de mostrar meus braços não que eles sejam lindos nem nada.E eu não sou um cachorro pra você me levar pra passear. ─Marilyn tentava inutilmente argumentar, sempre que ela ficava nervosa ela falava de mais.

─Eu já disse que você pode me cortar também, anda logo. ─Dean já estava sem paciência com isso de pedir, por favor, a garota era simplesmente irritante.

─Dean eu chorava quando a assistente social ia me vacinar, eu não faço parte do grupo stay strong no facebook,nem sigo essas coisas e não é agora que eu quero começar essa fossa. ─Dean sem paciência, puxou o braço dela num momento de distração cotando superficialmente o braço dela. Não tendo nenhuma reação-Alem dos gritos e em seguida gemidos da garota, alem das lamentações sobre multilar o braço dela — bufando de frustração ele entrega a faca pra ela e estende o braço.

─Au! ─ Marilyn se lamentava mesmo sem realmente estar sentindo alguma dor, e olha pra faca depois pro braço do loiro, ele esticava o braço em sua direção com a faca na ponta. Ela desajeitadamente pegou a faca, passando muito superficialmente no braço dele arrancando uma risada do rapaz.

─Ok, você está limpo. E eu preciso ficar também já que eu posso pegar uma infecção já que você me achou com cara de gileteira ─ Marilyn foi andando lentamente pelo quarto, passando por trás de Dean distraído pegando a faca, Marilyn colocou suas mãos espalmadas nas costas dele empurrando-o sobre a cama, E começou a correr em direção do banheiro, em busca de um lugar a salvo o rapaz se levantou rapidamente, meio rindo da reação dela, antes de ela chegar ao banheiro correndo que nem um patinho, ele as agarrou pelos ombros segurando-a forte e a jogando em cima da cama, ela gritava em meio às risadas.

─Ah, vai ser assim?─ele se abaixou indo direto para a barriga dela fazendo cócegas em reação as cócegas do loiro, Marilyn começou a rir de forma exagerada, em meio aos gritos e chutes e algumas lagrimas rolando dos cantos dos olhos, ela o acertou com as pernas, acertou lá. Acertou em cheio, fazendo Dean cair no chão segurando as suas joias.

─Ai meu deus, desculpa eu não queria te chutar é que faz cócegas e eu não me seguro, você quer uma bolsa de gelo? ─ Em meio ao desespero de Marilyn, Dean estava agonizando, e não conseguia falar a não ser com uma voz muito fina.

─Não... Obrigada... Ai... ─Ele tinha se encolhido em posição fetal.

A porta foi aberta num estrondo, Sam parecia assustado com a cena, Dean se contorcendo no colchão e Marilyn desesperada, em cima do cochão encarando o rapaz.

─O que diabos esta acontecendo? ─Sam soltou a comida em cima da mesa, correndo até o irmão.

─Sam!Graças a Deus, foi sem querer, eu juro eu não queria chutar ele, lá na cidade baixa. ─Sam ainda estava preocupado.

─Por que você fez isso?

─ Porque ele tava me fazendo cócegas. ─ela se defendeu.

─Fazendo cócegas?Dean fazendo cócegas em alguém?─Sam riu ─ isso eu queria ter visto.

─Homem morto aqui em baixo ─ disse Dean numa voz abafada, Sam levantou estendendo a mão para Dean.

─ Ai meu deus! Desculpa Dean! ─ Falou Marilyn desesperada correndo até a cozinha Mary estava ocupada,tentando pegar gelo que constantemente caia de suas mãos tremulas

─Por que você tava fazendo cosquinha nela, Dean?

Já mais recomposto Dean respondeu

─ Ela se jogou em cima de mim e deu um tapa na minha testa.

─E por que ela fez isso?Vocês são amiguinhos agora? ─Sam estava ainda mais confuso.

─ Não, mas, eu prometi que ia levar ela pra passear.

─Eu não sou um cachorro!─a garota gritou,chegando com um pano enrolando meio sujo com algumas pedrinhas de gelo derretendo,estendeu para Dean, meio sorrindo.

─ Obrigada — Disse Dean olhando pra o sorriso torto da garota e dando uma gargalhada.

─Desculpa, mas desculpe, eu juro que não queria acertar as suas... Coisas... Eu só não to acostumada com contato físico ─Justificou a garota. Sam estava com uma expressão confusa. Enquanto encarava os dois conversando e rindo. Ontem ele podia jurar que eles se odiavam e hoje já estavam melhores amigos.

─Está tudo bem, Mary. ─Dean deu uma piscadela.

─ Você a chamou de Mary? Nem eu a chamo de Mary!─ Falou Sam desesperado e assustado.

─Você pode me chamar de Mary,se quiser,é claro ─ Marilyn disse baixinho.

─ Ok, isso é muito estranho pra mim, só se quiserem saber, cheguei do supermercado e Dean... Acho que temos um caso. ─Sam sentou-se na mesinha, um pouco abismado, puxou o jornal.

─Pera ai,Sam, temos tempo pra caso sendo que nem sabemos o que tem de estranho com a "Mary"?─Dean reclamou ─na verdade temos um mais importante agora, Bobby pediu pra ver a Marilyn.

─ Dean, já foram sete pessoas mortas sem nenhum sangue no corpo, caso de vampiro obviamente, mas não sozinho, e tem algo errado, vampiros não agem tão obvio assim.

─Edward tá atacando, achei que ele tomasse sangue de hamsters ─disse mary,sentando-se na beirada cama. Os dois a encararam que ficou sem graça percebendo que aquilo não era brincadeira.

─Qual é, vampiros?Deve ser um psicopata. ─A moça se defendeu.

─ Marilyn, vai ter que treinar conosco, olha pra tudo que você é capaz de fazer e reflita, se demônios, vampiros, fantasmas é tudo real.

─Não pode sério isso não pode ser real, eu não conseguiria dormir a noite.

─Vai dormir, você vai estar segura ─Dean disse saindo e puxando Sam para a cozinha e deixando a garota sozinha.

─ Se arrume que eu vou levar você pra treinar Mary ─ Gritou Dean da cozinha.

─por que você não faz isso?Sabe, dar socos cortar cabeças, tiro o básico eu ensino a ela a parte teórica, sabe, armadilhas do diabo, exorcismos essas coisas.

─Ok, olha, ela vai ter o primeiro caso. Sabe que depois disso não tem volta não é Sam?

─Eu sei, mas eu pensei no que você disse, eu vejo que ela já tá atolada até o pescoço nisso.

[...]

─Vamos lá, me dê um soco. — Disse Dean, sorrindo cínico para a garota, eles estavam nos arredores da cidade, um terreno baldio para que ninguém ouvisse o som dos tiros, Marilyn ainda estava meio assustada com essa coisa de todos os seus pesadelos são reais. Tudo que havia em volta dos dois, era um Impala estacionado com Sam digitando em seu laptop no banco da frente completamente alheio aos dois. E estavam cercados de arvores.

─Meu Deus, eu não faço ideia de como fazer isso ─ ela colocou a mão sobre os olhos, improvisado um boné os olhos estreitos encarando o loiro e se perguntando ”por que diabos ele está usando uma jaqueta de couro num calor infernal desses”.

─Deixe suas mãos, me dê um soco, não é você, gangster? Que tipo de Al Capone é você se não sabe nem dar um soco? ─Debochou dela.

─Você é hilário, Elena Gilbert.

─Quem? ─Marilyn revirou os olhos.

─ Eu nunca fui assim, por favor, eu só tocava fogo nas coisas sabe? Sou sei lá o que lembra?

Dean suspirou, indo em direção à garota pegando uma das mãos dela e a fechando do jeito certo, colocando o dedão para fora.

─Feche seus dedos, deixe o dedão pra fora por que você pode quebrá-lo. -ele se afastou ─ Agora me dá um soco com a maior força que você tiver.

─ Como se eu estivesse fazendo legal? ─Ela girou a mão colocando o polegar para cima e sorrindo para o rapaz.

─Sim, só que de lado, se você conseguir dobre a ponta do dedão por cima dos dedos. Consegue fazer isso? ─Respondeu.

─ Er..., acho que sim. – Disse ela com a voz um pouco embaraçada e desconfiada.

─Ok, agora me bate.

Marilyn fechou as mãos como Dean disse e respirou fundo, dando um soco com esforço na ponta de seus pés no queixo dele. Dean riu, e a garota se irritou cruzou os braços e bufou revirando os olhos com raiva.

─É tudo que você tem?Você bate que nem uma menina. ─debochou.

─ Já pensou que talvez eu seja uma garota? – Ela falou gesticulando exageradamente para o corpo dela.

─Eu sei, mas você usou mesmo toda sua força?

─ Acho que sim, Dean eu não sou forte, na verdade eu estava engordando de propósito eu não queria fazer parte de nenhuma gangue.

─Engordando?Que nem porcos? ─Dean estava confuso.

─Sim, eles não usam pessoas gordas na ação, e eu já sou pequena seria a isca perfeita.

─Ok, vamos tentar isso depois, já viu uma arma antes?-ele disse sacando, uma nove rindo levemente e olhando para cara da garota que encolheu a cabeça para trás como se a arma já radiasse algo ruim. Dean sorriu.

─Sim, claro que eu já vi uma arma Dean, por favor, ─ Marilyn estava nervosa, todas as vezes que ela tinha visto armas na vida, alguém acabava seriamente ferido, como aquele garoto. Justino Gomez, levou uma semi automática para escola uma vez e abriu fogo contra a gangue da irmã da Amanda, melhor amiga de Marilyn. Ela não queria tocar naquilo.

─Sabe usar uma? ─Dean perguntou, ela não percebeu que estava encarando a arma prateada nas mãos do rapaz até ele a tirar do seu foco de visão.

─não!Pelo amor de deus o que você acha que eu era? ─ Mary falou enquanto colocava a mão na testa, o sol realmente estava incomodando os olhos dela.

─Calma Mary, relaxa ai. Só perguntei, sem insinuações sobre gangues nem nada─Ele levantou as mãos com um sinal de rendição. Dean caminhou até ela, colocou a arma na mão dela e encarou a garota. Marilyn assim que pegou a arma como se fosse uma bomba com cuidado e prendendo a respiração deixou a arma cair com o peso e deu um pulo assustado pra trás acompanhado de um grito.

─ Marilyn, pelo menos segura a arma. – Falou Dean já se irritando ─ Marilyn, se não consegue segurar essa arma, não consegue viver. Agora levante a arma, e atire naquela arvore ─ Dean falou apontando para arvore não tão muito longe. Marilyn comprimiu os olhos com o sol.

─Sabe Dean, Nem eu nem Jesus gostamos desse tipo de brincadeira, acho melhor você parar ─debochou.

─ Marilyn, eu não estou brincando, atira. ─o tom dele era sério.

─ Não Dean.

─ Atira Marilyn.

─ Não. – Falou manhosa, fazendo biquinho na direção dele.

─ Atira logo Marilyn – Disse Dean passando os dedos entre as sobrancelhas.

─ Não.

─Atira.

─Não! ─ela disse gritando.

─Atira logo, porra. — Dean gritou fazendo com que a garota tomasse um susto e acidentalmente desse um tiro para o chão, com o impulso da arma Marilyn cambaleou para trás quase caindo se não fosse Dean á segurando, alguns pássaros saíram das arvores onde estavam empoleirados devido à propagação do som.

─Marilyn você faz as luzes piscarem, o chão tremer e as coisas balançarem e não consegue atirar?

─Dean, se você não parar ─ Disse Marilyn com um tom calmo, calmo até demais gritando de repente─eu vou fazer... Eu vou fazer─ tocou com o indicador o peito dele irritada e vermelha ─ Explodir.

Dean riu olhando para a garota.

─ Por favor, Mary, você não conseguiria nem atirar na minha testa, porque não tem tamanho ─ Mary estreitou os olhos, e fez um movimento rápido com a mão o jogando a alguns metros de distancia,sem força o suficiente para cair.

─ OUCH — Exclamou Dean respirando─Se conseguir fazer isso com os inimigos está bem, mas agora Marilyn, atire na arvore.

─Eu... Como... Isso? ─Ela encarava as mãos como se tivessem nascido de repende dedos extras nelas.

─Eu não sei, mas, esqueça isso, por enquanto se concentre em atirar na árvore.

─Ok─ Marilyn, encarou a arvore logo apos tentando puxar o gatilho, alguns segundos apertando ela conseguiu atirar errando vários metros a arvore, ela se virou para Dean sorrindo amarelo ─ Muito ruim?

─ Totalmente ruim ─ Falou Dean enquanto pegava a arma da mão da menina e empurrava-a de volta ao carro ─ Vamos tentar outra coisa depois.

[...]

─Eu quero comer tacos, podemos? ─Perguntou Marilyn, o sol queimava fortemente lá fora enquanto Dean dirigia e Sam ainda mexia incessantemente no laptop. Tinham dirigido pelo pareciam horas, tempo suficiente para mandar alguns sms,saber que em breve iria aparecer nas caixas de leite já que estava sendo contada como sequestrada na sua cidade,encher a caixa de mensagens de Castiel se é que olhava aquilo.Depois de uma grande discussão em que tinha perdido,Metallica foi substituída por uma radio qualquer.Geralmente Marilyn catava alguma coisa que tocava e ela conhecia arrancando olhares surpresos dos rapazes,mas qual é só por que ela era branca não podia gostar de lill Wayne?

─ Acho que sim, eu não costumo comer, mas vou eu to faminto ─ Disse Dean.

─ Você tá sempre com fome ─ Retrucou Sam

─Eu também to cheia de fome, sério atirar da uma puta de uma fome ─Marilyn encostou seu queixo na brecha entre os rapazes, O moreno virou-se pra ela.

─Marilyn, a cada palavrão que você disser você tem que me dar 25 cents.

─Por quê?

─Você fala muito palavrão. ─respondeu, a garota deu ombros.A musica no radio foi trocada,o toque familiar preencheu os ouvidos da garota. ─Ai meu Deus!

─O que foi? ─perguntaram aflitos.

─Eu amo essa música! ─ela disse fechando os olhos e se jogando no banco traseiro ─What day is it and in what month this clock never seemed so alive.

Os rapazes ouviram a musica, Dean era visto cantando alguns trechos com a garota tentando disfarçar ,enquanto Sam os encarava.Ao fim da musica Marilyn se voltou a posição inicial,com a cabeça entre os garotos,sorrindo de orelha a orelha.

─Vocês sabiam que aqui na América eles usam chilli de verdade, vocês não aguentariam,usam pimenta do reino? ─Marilyn era cheia dessas curiosidades.

─Eu aguentaria qualquer pimenta numa boa, você está falando com Dean Winchester ─ O loiro estacionou numa grande loja do Taco Bell, debaixo do Grande cartaz roxo com laranja e dois sinos desenhados. Sam colocou seu laptop na mochila e saiu subindo o banco da frente a ajudando Marilyn a sair do carro, Dean já estava do lado de fora esticando as pernas.

─Sim claro Dean winchester, você morreria, chilli da pesada no Taco Bell da fronteira. ─Ela respondeu, dobrando-se em cima do capo aquecido do impala, suas pernas doíam e as costas, viajar ali não era confortável.

─ Desde quando você é mexicana garota? ─ Disse Sam suspendendo o cenho em direção a ela, a garota estendeu a mão pedindo ajuda para levantar o rapaz deu-lhe a mão. Marylin se levantou rapidamente agarrando o braço de Sam fortemente mantendo-o junto de si.

─Eu vivia atravessado à fronteira. Sei falar espanhol, minhas amigas eram mexicanas, sou praticamente mexicana só nasci do lado errado da fronteira. ─Ela caminhava em direção as portas do taco Bell de olhos fechados.

─ A cada dia que passa você fica mais estranha ─ Sam debochou.

─só por que eu sou mexicana e vocês não?Sem haters, por favor. ─Os rapazes riram.

─Vamos comer logo ─ Dean falou apressado.

─Então, eu desafio vocês ─ Marilyn sorriu torto sem mostrar os dentes ─ A Comer um taco.

─ Isso eu como sempre Marilyn ─Retrucou Dean.

─Não qualquer taco, La Muerte. ─Ela falou com uma expressão macabra.

─tudo bem, posso comer até dois ─ Dean falou com entusiasmo.

─Dean... Acho que qualquer comida que tenha morte no meio não deve ser uma boa pedida ─ Sam repreendeu enquanto Marilyn sorria satisfeita.

─ Então coma dois, e eu treinamos á atirar e qualquer coisa que eu precise sem parar até eu virar um super sayajin ─ Ela falou se divertindo ─ Caso contrário, você vai fazer o que eu quiser.

─Justo ─ respondeu o loiro rindo de canto Sam ria da situação, a garota correu até o balcão onde uma mulher de aparência latina estava com um boné roxo, lixando as unhas. A moça era robusta, olhos claramente indígenas a pele escura como café moído, rosto redondo. Marilyn sorriu pra ela.

─Buenas tardes me gustaría cuatro tacos, pimienta extra de la muerte-ela parou ─O que vão beber?E Sam o que você quer comer?

Os dois olharam para a garota sem entender metade da frase

─ Eu quero uma cerveja. ─respondeu Dean.

─ Eu quero uma água, e um burrito vegetariano ─ Disse Sam.

─ Eu recomendo água, vão precisar depois do la muerte ─ Marilyn falou rindo e voltando-se para a atendente e terminando o pedido.


─Dame dos cervezas para los caballeros, una gran cantidad de agua a los señores me acompañaron y quiero un buen zumo de sandía grande─ ela terminou ─ gracias.

─Madre de dios,de donde vienes? nadie ha pedido ... la muerte ─ Perguntou a atendente parecia chocada com o pedido.

─Me soy de Antelope Wells.

─Vamos sentar meninos ─ Marilyn falou e sentou cruzando os braços na mesa e apoiando o queixo neles olhando para Sam e Dean, encarando-os na verdade.Marilyn encarava Sam com atenção,algo nele era extremamente interessante.O rosto dele transmitia uma calma controlada,como se estivesse na beira de um abismo e tentasse fingir que tudo estava bem.Marilyn gostava de como quando a encaravam de volta os lábios se comprimiam numa linha fina,o queixo quadrado...

─Algum problema entre vocês? ─interrompeu Dean.

─Acho que não ─ Respondeu Sam, quebrando o contato visual.

─Vocês se encarando ai ─ disse dean.

─ Ele me encarou eu encarei de volta ─ Ficaram em silencio, enquanto Sam se virava e pegava a bolsa de onde tirou lápis, um bloco de folhas colocando-os na frente de Marilyn.

─ Que?Não se vocês perceberam, mas eu to um pouco grande de mais para brincar de colorir.

─Sua segunda aula de hoje, Dean é a parte pratico, eu te ensinarei latim, armadilhas do diabo como matar certos monstros. ─Explicou o moreno.

─ E qual a primeira lição capitão conhecimento? ─perguntou animadamente.

─Exorcismos.

─Começa, daqui a pouco chega à comida.

─Exorcismos são aplicados em demônios, os mandam de volta para o inferno. ─Sam começou a anotar alguma coisa numa língua que Marilyn presumiu ser espanhol, havia algumas palavras conhecidas como se fossem o t-rex da galinha, já que ambos eram descendentes diretos.

─É bem simples, acho que deve ficar mais fácil pra você, já que fala espanhol, espanhol é derivado do latim. Assim como português, italiano, francês, catalão.

─Hey Sammy, aonde as pessoas falam catalão, na catalonia? ─debochou o loiro.

─não existe Catalonia, se fala catalão na Romênia.

─De onde vem nossos vampiros que não brilham mais que a tinker bell?

─Vampiros não brilham Marilyn, vampiros também não dão a bunda quem nem naquele filme meloso ─ disse Dean.

─ Mas eles queimam no sol certo?

─sim. ─Sam disse.

─Há, nosferatus um tinker bel zero─ Exclamou Marilyn sorrindo.

─Marilyn, vampiros só são mortos de você desligar a cabeça do corpo, sem estacas de madeira ─sam estava concentrado na sua explicação sobre vampiros ─Não funcionam,sangue de homem os imobiliza,mas sempre desligue a cabeça do corpo.

─De homem? Mas eles não bebem sangue de homens?

─Sim, eles bebem, mas o sangue diretamente na corrente sanguínea deles os imobiliza.

─Isso é loucura – Mary disse.

─Claro, que é nos vamos... ─Sam parou de falar quando um rapaz jovem trouxe seus pedidos, deixando tudo sobre a mesa e encarando Marilyn com um sorriso de canto, Mary corou e olhou diretamente para o cara que não devia passar dos quinze anos,algumas sardas no rosto o cabelo ruivo brilhante por baixo do boné roxo.

─Perdeu alguma coisa na cara dela? ─Disse Dean irritado, o rapaz corou.

─Desculpe. – O Garoto moreno e de olhos claros disse Marilyn encarou Dean e bufou, falando em seguida com o rapaz.

─Lo siento, es un poco estúpido.

Sam riu, descaradamente.

– O que foi?Estou defendendo a honra da nossa cria. – Falou o loiro contrariado.

─ Cria meu pau Dean ─Mary falou irritada depois que o garoto saiu.

─Acho que só nesses últimos 10 minutos você ta me devendo umas 20 pratas. ─Sam reclamou, pegando seu burrito e abrindo a cerveja.

─Tanto faz Dean.

─Vamos lá─ Sam entregou outro a Marilyn deixando Dean com seus dois tacos

grandes, e realmente vermelhos,até o cheiro que emanava da comida fazia o nariz de Sam arder.

─ Agora eu quero ver, lembre-se a aposta Dean, dois ou você perder ─ Marilyn falou e olhou para o taco como se fosse um presente dos deuses e deu a primeira mordida.

─Vamos lá. — Completou Dean e seguiu a garota depois de vê-la comendo como se fosse um doce, logo após a primeira mordida Dean deu um grito afeminado e ficou vermelho. Marilyn ria descontroladamente e Sam observava o irmão sem conseguir falar com o rosto inteiramente vermelho e tentando pedir água o que saiu mais como um:

─ FÁGUA FOR FASSOR. ─Marilyn entregou a água para ele mal se aguentando de rir, já com falta de ar e a barriga doendo ainda ria quase se jogando no chão da lanchonete Mary não conseguia parar. Dean tomou a água em grandes goles

─Mas o que diabos têm dentro dessa coisa? ─ Falou Dean tossindo ainda com sua boca ardendo.

─ É o México, Vadias. ─Marilyn fez uma pausa dramática ─ Então Dean, não comeu nem um quanto mais dois, perdeu a aposta, vai fazer qualquer coisa que eu quiser.

─Se a bonita e tão forte, come ai, os três. Eu vou querer um burrito com o bom e velho molho americano.

─ Há, matam demônios e seres sobrenaturais não conseguem comer um verdadeiro taco, fracotes ─ Marilyn falou e em seguida começou a comer o segundo taco com o maior gosto do mundo.

─E ela ta comendo, isso é ridículo. ─Murmurou Dean,chamando o atendente.

─ Aceite Dean, você perdeu ─Dean fechou a cara.

─isso ainda não acabou ─sussurrou com mal humor.

─Vai acabar quando eu fizer meu pedido.

─ E o que você vai querer?

─ Caro Dean, vou guardar meu pedido para uma ocasião importante, e realmente espero que os Winchesters cumpram o que dizem.

─Eles sempre cumprem─Disse uma mulher se aproximando das mesas, uma morena média pele levemente bronzeada, vestido uma roupa simples, Jeans camiseta e uma jaqueta de couro por cima, ela era muito bonita.

─Ruby─ E a morena olhou com desprezo para Marilyn que arqueou a sobrancelha.

─Quem porra é você. – Disse Marilyn, mesmo com o tom de “quem é essa perua” Marylin não podia deixar de invejá-la,ela era linda.

─Eu sou a Ruby, e você é uma... Mestiça. Do tipo mais nojento ─Ela despejou acido sobre mariyln.

─Espere, Ruby o que você sabe sobre a Marilyn? ─Perguntou Sam.

─Oi, eu nem conheço essa moça por que ela tá me destratando desse jeito? ─Mary estava inconformada.

Um bater de assas foi ouvido, Castiel apareceu atrás de Ruby,Fazendo um calafrio percorrer a espinha da moça.

─Ruby, eu teria mais respeito pela raça dela, ela poderia acabar com você em dois segundos. ─Murmurrou.

─Castiel! Você sumiu. — Levantou Marilyn e o abraçou agradecendo por Castiel aparecer, no fundo ela gostava dele,mesmo ele cheirando como nada e aparecendo e desaparecendo o tempo todo.

─Por que você tá apertando seu corpo no meu? ─Perguntou o anjo.

─Chame isso de abraço Castiel, humanos fazem isso─ Disse Marilyn chegando para trás com um sorriso gigante no rosto, já tinha saudades do jeito estranho do anjo da cracolandia. Dean, Sam e Ruby encaravam os dois.

─Senta aqui Cas, você quer um taco? ─perguntou animadamente, enquanto anjo pegava seu telefone ─ Marilyn o que quer dizer “Miss ya!Whr r u ?xx –M

Perguntou, Marilyn corou profundamente puxando o casaco do anjo fazendo-o sentar ao seu lado.

─É Algum tipo de código?

─Não!Eu perguntei onde você estava!E disse que sentia sua falta. ─Respondeu sem graça. ─Vamos lá coma alguma coisa, o Dean ta pagando.

─ Marilyn acha que se o Castiel apareceu ele tem coisas mais importantes á fazer do que comer. ─Dean o repreendeu.

─Na verdade, eu vim para ver a Marilyn ─ Disse Castiel sem expressão facial e suspendendo o taco e o observando como um robô.

─Toma winchester na sua cara, ele gosta mais de mim do que de você, lalalala.

─ Então a descendente da toda poderosa age como uma pequena criança, talvez não seja ela Castiel. ─Os olhos de Ruby rolavam em suas orbitas, obviamente entediada.

─Meu deus vadia, dá pra você parar de falar de mim, eu to aqui.

─Eu sei, estou te vendo mestiça. Vocês anjos não deveriam impedir que coisas como essa viessem ao mundo?Não é natural. ─Acusou.

─Por que demônios são super naturais ─ interrompeu Dean,sorrindo cinicamente para a mulher,era obvio que ele gostava tanto dela quanto Marilyn.

─ Chega, eu to saindo daqui, espero vocês no carro meninos, se eu olhar mais uma vez pra esta daí, coisas vão sair do controle. ─A loira tentou se levantar.

─Não Marilyn, está na hora de termos aquela conversa ─ disse Castiel sério.

─Sabe Cas, você tá atrasado eu já sei de onde os bebês vêm ─Debochou.

─Não estou falando disso, mas sobre suas origens.

─Continua muito tarde, eu se que quando um homem e uma mulher se amam ou estão bêbados vão para o quarto ou sei lá aonde e dão continuidade a nossa espécie.

─ Poderia sair daqui Ruby? – Falou Castiel encarando o demônio.

─ Odeio esses mestiços. — Disse Ruby indo embora, Marilyn fez um gesto feio com a mão em direção a demônio.

─Então, qual é essa verdade sobre a Marilyn e porque Cass, você não contou que ela pode explodir coisas, ela quase matou umas pessoas de um restaurante. ─Sam irritou-se com o anjo ─ Ela é perigosa Castiel, se soubéssemos poderíamos protegê-la melhor. – continuou Sam tentando fazer com que Dean calasse a boca e não ofendesse a garota.

─Eu sei, mas não era a hora, ela é muito nova.Me desculpem.

─Eu sou um monstro? ─O tom dela estava quebrado, como se estivesse próximo às lagrimas.

─Não um monstro uma baalihan,não é muito diferente,mas... ─O tom mecânico de Cass fazia o coração de Marilyn se encolher.

─ Que? ─ Disse Sam assustado.

─ Meu deus, fala minha língua Castiel. — Disse Marilyn já nervosa.

─Uma mestiça, filha de Lilith com um humano, você é poderosa mais que a sua mãe, mais que eu ─Marilyn encarou Castiel, depois olhou para Dean e em seguida para Sam, e ficou calada, assustada na verdade, como se tudo viesse á cair.

─ Você ta dizendo que eu sou um demônio? A porra de um demônio? ─A voz dela subiu uma oitava,

─Não, uma baalihan ─Respondeu Castiel inocentemente ─ é diferente.

─Então minha mãe nunca foi minha mãe? E quem é o meu pai? Quem foi o idiota que fez isso?

─Não temos essa informação ainda. — Respondeu o anjo.

─ Ai, meu, deus. Se é que eu tenho o direito de falar o nome dele!Você não pode sair por ai dando meias informações ─ Marilyn falou ainda em choque, cruzou os braços em cima da mesa e afundou a cabeça entre eles respirando e tentando pensar em algo que não fosse sair do controle, se fizesse isso, iria machucar alguém.

─Eu vou sair,não me esperem ─ Disse a garota se levantando,indo em direção a porta.

─Merda, Cass! ─Dean se levantou junto com Sam, ambos correndo atrás da garota ─ Marilyn espere.

─Vão─gritou jogando os dois longe, ainda correndo para longe sem ver os dois caindo no chão,alguns metros a frente derrubando algumas mesas,Marilyn correu passando direto pelas pessoas e esbarrando em algumas que reclamavam e ela ignorava, ela achava que ia cair á qualquer momento.

Marilyn já estava muito longe para que os rapazes a alcançasse, Dean voltou-se para Castiel que não moverá uma pena do seu lugar.

─Faça alguma coisa! ─exigiu.

─Não posso, ela é protegida, não posso ver onde ela foi ─respondeu, Dean socou alguma coisa.

─Droga Cass!Deveria ter ido atrás dela. ─O anjo não se moveu de novo.

─É mais importante que eu fale com vocês primeiro.

─Castiel temos que achar a Marilyn─Disse Sam desesperado com um tom de preocupação.

─ela vai voltar,mas preciso que entendam como lidar com ela. ─Repetiu monotonamente o anjo.

─Como Cass? Você chega, joga uma bomba e age com tranquilidade? ─ Falou Dean irritado

─Era pra ser dito com ela aqui, mas era também é um instrumento do apocalipse,assim como vocês,cascas.

─Ela é o receptáculo de quem? ─Perguntou Sam,caindo ao lado do irmão no banco embutido que estavam segundos atrás.

─Ela não é um receptáculo, exatamente, ela é a arma. Ela que dará fim a tudo. ─Falou Castiel ─ Ela é tão forte quanto qualquer Anjo e alguns arcanjos. Alguns, inclusive querem o coração dela numa estaca de ouro, mas se ela lutar ao lodo de Miguel...

─Lúcifer perde, entendemos isso ─ Cortou Dean ─ Mas não acha que avisar que estamos carregado uma arma nuclear nos bolsos não era mais recomendável?

─Tinha ordens para não contar.

─Foda-se as suas ordens! ─Dean exclamou.

─Dean...

─Temos que encontrá-la. ─Argumentou Sam.

─Ela vai voltar eu já disse, Anjos estão atrás dela Demônios se o ultimo selo for quebrado...Lúcifer irá em pessoa atrás dela,como seu criador ele tem direitos de a reivindicar.

─Reivindicar?

─Sim, ela é filha de Lilith.Lilith é a esposa de lúcifer.

─Então a Mary é a filha postiça do diabo?

─Ela é a forma viva da obra dele.

[...]

Eram quase duas da manha quando Marilyn chegou ao pequeno apartamento, sua roupa completamente suja de terra e concreto algumas folhas verdes pregadas no cabelo, ela parecia exausta.

─Mary? ─Sam perguntou, segurando-a pelos ombros ─O que aconteceu?

Ela parecia que iria desabar a qualquer momento,os rapazes a levaram para a cama onde se sentou,fitando o vazio.

─As coisas saíram do controle, aquela vadia ficava dizendo coisas então tudo explodiu pelos ares.

─Quem disse o que? ─Dean perguntou, ajoelhando-se ao lado do irmão.

─Ruby, ela me seguiu.

─O que ela disse?Eu vou matar aquela Vaca ─Dean reclamou.

─Ela disse que deveria me matar que eu não deveria ter nascido. E que não podia, tinham grandes planos pra mim, eu só precisava dizer sim ao lado certo.

─Que lado, Mary que lado?─insistiu o loiro.

─Eu destruí tudo antes que ela dissesse, eu disse “some daqui” e, aquela fumaça preta saiu da boca dela... E então tudo ficou preto, não me lembro... Acordei atordoada... Disseram-me que tinha desabado uma explosão de gás ─Ela se virou para os rapazes, ela estava tremula ─Mas não foi.

Dean a abraçou delicadamente, deixando-a sujar a sua camisa, naquele momento ele daria qualquer coisa para ela não ter que passar por tudo que ele e o irmão passavam estar no meio de uma guerra. Ela era uma criança, seu único pecado fora nascer.

─Ok, nós vamos procurar ajuda, eu prometo─disse o loiro, olhando o irmão, já sabiam o que tinham de fazer.

Notas finais
Hey,algum lovatic ai que possa ficar ofendido,sério eu amo a Demi,inclusive dia 30 dia abril to chorosa com isso. Alguém tá interessado num rim?figado?é só tratar comigo. Amo Demi,de verdade espero que ninguém se ofenda.
beijos,até semana que vem.