Exilados
1 Como tudo começou
Notas iniciais
07:15 AM — San Francisco
- Junny pega o cereal aí.
- Ah, levanta e pega você Caleb.
— Mãe, tem alguém caido na rua. — Leslie disse correndo e agarrando as pernas de nossa madrasta, sim eramos três irmãos.
Leslie a mais nova tinha 8 anos, eu Caleb tinha 15 e Junny tinha 16, fomos todos adotados por Michael que perdeu sua esposa em uma epidemia de varíola e dois anos depois se casou com Katherine, apenas Leslie a chama de mãe.
- Calma Leslie.
- É só um bêbado.- disse enquanto comia o cereal
Tinha tudo para ser uma manhã de quinta-feira qualquer, estávamos tomando café, nosso pai estava á caminho do trabalho. O'que não esperávamos era presenciar uma epidemia. A televisão estava ligada no noticiário da manhã, quando uma notícia chamou minha atenção.
" O governo pede para que as familias façam estoque de alimentos, ontem a noite foram detectados 9 casos de uma doença aparentemente sem causa. O governo está mantendo a população de San Francisco em quarentena. Por favor se mantenham calmos até que a situação se acerte"
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O governo escondeu de nós tudo que pode, até quando pode. Quando a epidemia já era visivel, quando mais da metade da população havia se tornado um deles o governo resolveu decretar estado de alerta e a cidade virou de cabeça para baixo.
No dia 20 de janeiro foi encontrado o primeiro mordedor nos arredores de uma fazenda de milho, no dia 24 dois mordedores apareceram na cidade, no dia 26 houve o anuncio na tv e a população de San Francisco foi exilada, dia 30 a América já estava tomada por eles, a quarentena não funcionou, a doença se alastrou e hoje vivemos em um mundo surreal, onde pessoas matam uns aos outros por comida e roupa limpa.
Somos um grupo de 9 pessoas, estamos conseguindo nos virar bem até agora. Woody cuida das armas, Drew dos medicamentos, Janinne das roupas, Annie da comida, eu, Hanna, Paul e George vigiamos e protegemos o grupo de ataques, e Leslie, ela sofre sozinha e calada, desde que ela viu nosso pai ser atacado por um deles, ela não diz mais nada.
Umas regras para sobreviver á esse novo mundo:
Não confie em ninguém que tenha mais de uma arma
Não fique em um lugar por muito tempo
Evite avenidas principais
Evite grupos grandes
Nunca ande sozinho.
Nunca ande sem uma arma
E mais importante ainda, não deixe que eles o arranhem ou o mordam.
No começo éramos 16, a cada lugar que paramos ao menos uma vida era perdida, minha irmã morreu tentando proteger Leslie, o pior foi ter de mata-la depois que foi mordida, eu não consegui e quase me tornei um deles também, Woody que a matou, eu o agradeço por isso, pra ele é mais fácil matar do que para os outros, ele é ex-presidiário, preso por matar 4 mulheres, mas apesar disso ele é casado com Janinne. Não confiamos nele na linha de frente, mas ele teimou que não queria fazer nada que uma mulher pudesse fazer, então o deixamos cuidando das armas.
- Caleb, 3 deles vindo pelo vale á direita. — Hanna exclama.
Uma mulher que tinha cabelos loiros, ainda de pijamas e um pé de pantufas de zebra, um homem com terno, e um senhor com roupa de golf. Acerto a mulher com um chute, ela cai e com um golpe parto dua cabeça ao meio, o homem de terno tenta agarrar meu pescoço, me abaixo e golpeio sua perna esquerda com o machado, arranco sua cabeça e quando vou em busca de meu terceiro alvo ele está próximo a Leslie, ela não o viu ainda, corro o mais rápido que posso mas ele já está colocando sua mão nas costas dela e ele cai no chão com a cabeça estourada, Leslie se assusta e começa a chorar e correr em direção á Annie.
- Quem atirou? — grito olhando em volta. — Quem atirou? — grito de novo sem obter resposta.
- Fui eu.
Uma mulher com jaqueta militar e rabo de cavalo aparece saltando da árvore.
- E quem é você? — digo á encarando enquanto caminha.
- Suzanne, e de nada garotinha. — ela diz olhando para Leslie.
- Fora, já temos gente de mais. — Paul diz aparecendo ao meu lado.
- Mas com tanta gente ainda falta um bom atirador. Olha eu venho observando vocês á um tempo, vocês são bons mas deixam algumas brechas que só podem ser preenchidas por mim. Aquilo que aconteceu foi uma prova disso.
- O'que a gente ganha se deixar você entrar no grupo? — Woody esbraveja enquanto caminha cercando ela.
- Eu tenho minha própria arma e munição, também tenho comida e água, sei me defender, não preciso de vocês mas... vocês precisam de mim, principalmente agora que aquele tiro chamou a atenção de todos os mordedores em um raio de 1 km.Eu posso ajuda-los a encontrar mais alimento e agora á achar um lugar mais seguro. Ninguém ganha, ninguém perde, que tal?
- Caleb, não confie nela. — Hanna disse cerrando os punhos.
- E oque a gente tem a perder Hanna? Nada, vamos dar um voto de confiança á Suzanne. — digo e sorrio amarelo.
- Mas Caleb... — Mas nada Hanna.
Suzanne sorri de lado e estica a mão, nos cumprimentamos e começamos a recolher o acampamento. Todos cochicham sobre a minha decisão.
- Hanna, vem aqui pro favor. — Digo enquanto coloco Leslie na cabine do 4x4 que achamos.
- Sim, Caleb.
- Fique de olho na Suzanne, ainda não confio nela, o fato dela saber de nossas brechas é uma desvantagem, vamos achar uma forma de cerca-la para que ela não faça nada.
- Ok, mais alguma coisa? — ela diz impaciente.
- Sim. — puxo-a pela cintura, e a beijo. — Assim que pararmos arranjo um tempo pra nós.
Ela sorri e caminha em direção as armas que Woody estava guardando mas teve que parar pois havia cortado a mão n lâmina de uma espada.
- Leslie, tudo bem? Ainda ta com medo. — digo me virando para a janela do carro.
Ela balança a cabeça positivamente.
- Isso, então fica ai no carro que eu já volto.
- George, chama o Paul e avisa que ele vai dirigir a Harley e eu vou no carro.
- Ok.
- Caleb! Caleb! — Janinne grita desesperada.
Corro em sua direção e agarro em seus ombros.
- Se acalma, me diz oque houve
- O Woody, ele... ele desmaiou.
- Merda! Tenta acordar ele que eu vou pegar uma seringa com a Drew. Se ele morrer, atire nele com isso. — digo entregando uma calibre 32. — Se você não conseguir, chama o George. Entendeu? Janinne, você entendeu? — Digo balançando seus ombros. — Não deixe que ele se torne um deles.
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