Exaltados!

2 Deixe-me ir...


Foi quando amanheceu minha mente transbordou algo ruim contra corpo ante minha mente.

Foi quando me levantei meu destino sentia algo perigoso vindo ante mim.

Os meus pés tocando ao liso do chão frio, a minha mente latejando de dor e de harmonia esperançosa.

E a voz que me torturava em sonhos contra pesadelos profundos.

O pecado da cor, a cor da morte. Minha boca sentia o gosto amargo...

Um gosto frio, gosmento e diabólico.

Sangue...

O sangue surgindo ao meu redor. Viste então aproximar o escuro da incompreensão.

Nenhum me colocou em vão para nunca mais pecar...

E agora essa manhã de sol apagado, de raios descendo e de gosto do pecado.

Passei pela Rua 23 aonde vai à escola de mudos.

Eu não conseguia falar, mas eu ouvia.

E ainda queria ouvir aquela voz...

Quando tivera que passar, senti algo como premonição...

A chuva ficava cada vez mais forte junto com raios...

E trânsito perigoso ficava...

Quando tivera que passar... Pela aquela rua movimentada.

Eu sentia... Aquele temor se aproximando.

A chuva ficará mais fraca.

E os segundos de tentação... Por fim acabaram!

Meu coração pulsava... Dores me castigavam.

E o sangue!

... Atropelaste-me... E me mataste...

Novamente... Novamente...

Não iria mais ouvir aquela voz.

A única coisa que eu vi em meu mundo...

Foi à última gota da chuva caindo...

Caindo, caindo, caindo, caindo...

Aquela foi a minha última lembrança vívida.

Então meus olhos se fecharam por completos.

E devagar...

Bem devagar!