Notas iniciais
Desculpa por não falar muito aqui, mas estou muito anciosa para escrever e não quero perder a inspiração!

Anelize estava lendo um texto sobre a verdade machista e feminista dos filmes da Disney. Ela relembrava os primeiros filmes da Disney: Princesas que só serviam para esperar um principe chegar e salvar todas as besteiras que elas tinham feito. Branca de Neve? Cinderela? Como elas puderam a decepicionar tanto? Como eles podiam ser tão machistas? Como ela podia ter sido tão ingenua quando pequena, vendo e revendo os filmes, escutando e reescutando as mesmas histórias e não percebeu nada? Mas também, se ela fosse ver outros filmes, mais novos: Bela, que tinha um cara super lindo a seus pés e só ligava para a literatura e o interior de uma linda fera, ou Mulan que precisou se fantasiar, mas deixou todos os soldados no chinelo? Isso sim são exemplos de vida! Outra coisa que ela não percebia quando pequena, tsc, tsc, tsc. Mas ela ainda tinha 11 anos, dava tempo de perceber. E agora percebeu. Então ela resolveu escrever sua própia reflexção sobre isso. Apressadamente entrou no Nyah e começou a escrever. Resolveu citar por ordem de tempo, que melhor mostrava a evolução.


– Branca de Neve, de 1937, protagonista do primeiro clássico da Disney. Ela começa o ideal de princesa que se mantém há mais de sete décadas: uma mulher bonita, dócil, pura e de bom coração. Ao comer a maçã envenenada, Branca de Neve é derrubada por sua inimiga: a Rainha Má. E as únicas pessoas que têm compaixão por ela e a ajudam são homens, os anões e o caçador que a liberta, ao invés de matá-la. Além disso, tem a salvação de Branca de Neve: ela deve esperar deitada até que o príncipe encantado apareça e resolva o problema. Frustrante!

– Cinderela, de 1950, também bela, pura e bondosa, é passa com madrasta e as meio-irmãs uma rotina de servidão e humilhações (já que a competição e a maldade feminina reinam na Disney), e aceita o sofrimento com doçura. Mais uma vez, a princesa não faz nada diante dos problemas, mas desta vez é a Fada Madrinha que traz a salvação, num passe de mágica. Porém, com uma punição para as mulheres que desobedecerem a hora de voltar pra casa. Mulheres de respeito não podem ficar na rua a partir da meia noite. A salvação de sua rotina de humilhações está novamente num homem, e mais precisamente, no casamento.

– Aurora, a bela adormecida de 1959. Entre as princesas, é certamente a princesa que menos aparece, já que só aparece acordada em menos de 20 minutos de filme. Está sempre preocupada em agir de acordo com o que os outros querem e não tem opiniões suas. E claro, é salva por um homem e pelo casamento.

– A pequena sereia, de 1989. A sereia deseja ter pernas para tentar conquistar o príncipe e imediatamente não idéia melhor alem de modificar sua aparência física para estar de acordo com o padrão de beleza, mesmo que para isso tenha que sacrificar também sua voz, sua liberdade de expressão. Desse jeito ela concegue o que de acordo com a Disney toda mulher deseja, casamento. E novamente, a personagem má da história é uma personagem feminina (a bruxa do mar) e que não é nem um pouco conciderada pela Disney bonita: não é branca, não tem cabelos compridos e é bem gorda. Quando a bruxa do mar lhe diz que ela terá que perder a voz, a sereia lhe pergunta como conseguirá conquistar o príncipe. Ao que a malvada lhe diz: "Você terá sua aparência, seu belo rosto, e não subestime a linguagem do corpo". Pelo menos aqui a princesa mostra algum avanço, contrariando o pai ao chegar perto dos humanos e ainda sai do mar e toma a atitude com o homem!

– Bela, de A Bela e a Fera, de 1991. A princesa que se apaixona pela Fera enxerga além de sua aparência monstruosa inova o conceito das princesas Disney quando esnoba o mais desejado do povoado e demonstrar seu amor pela literatura. Aliás, no começo Bela nem pensa em casamento, apenas quer sair da cidade pequena e progredir. O interessante é que ela é vista na cidade como uma mulher muito estranha. Todos se perguntam por que ela não quer casar e não se interessa por vaidade, apenas por leitura. E é legal também que colocam um personagem masculino bem grosso e extremamente machista, mostrando como isso é horrivel. Também foi a primeira vez que a Disney mostrou uma princesa que salva o príncipe, e não o contrário, como sempre faziam.

– Jasmin, de Aladin, de 1992. A filha do sultão também é bem avançada no feminismo para os coceitos daquela epoca para a Disney. Ela desafia o pai e todos os conceitos daquela hierarquia correndo atras de um mero comerciante de classe media! Diferentemente da maioria das princesas, ela tenta fazer seu próprio destino, sem esperar pela ajuda dos outros. E é também a primeira vez que a heroína não é branca. O personagem mau do filme finalmente é um homem, porém bem feinho. Até porque os bonitos sempre são do bem na Disney.
– Pocahontas, de 1995. Ela é também uma princesa importante na evolução feminista da Disney. Ela não aceita o casamento arranjado pelo pai, não pensa em casamento e tem suas própias opiniões. Ela é que toma iniciativa e beija um homem sem pensar em casamento. No final, é ela quem salva o homem e toda a sua tribo e ainda discursa com propriedade e sabedoria. Adimito que ela nunca foi a minha princesa preferida, mas merece palmas em relação ao seu autopoder! (N/A Autopoder, essa palavra existe? Ha, se não existe agora existe e pronto!)

–Mulan, de 1998. Quando o imperador ordena que um homem de cada família seja convocado para servir ao exército, Mulan, sabendo que seu pai está velho e doente e então não resistiria à guerra, decide assumir seu lugar. Disfarça-se de homem e se apresenta no exército, de armadura, espada e tudo. É legal a parte em que ela para de se intupir de maquiagem e por roupas um tanto apertadas como as mulheres faziam,la odeia isso tudo, e se disfarça de homem, cortando os cabelos, tira a maquiagem, tira os vestidos apertados e bota calças. E ainda se dá melhor do que os homens! Se torna o melhor, mais persistente e mais inteligente soldado. Mesmo com menos força, ela se sai melhor, o que é uma vergonha para os homens. No final é ela quem salva um país inteiro!

–Kiara, a princesa leoua de Rei Leão 2, 1998. Sei que ninguém concidera ela como princesa, mas ela é, uma princesa e uma heroina, a minha preferida! Já quando criança ela não quer ser uma princesa e seguir todas as regras impostas pelo pai super protetor, Simba, ela quer ser uma leoua livre de responsabilidades. E depois, já maior, ela quebra todas as ordens do pai e luta para ficar com Kovu, um leão da terra dos ezilados, e ele também luta contra a mãe e irmãos para permanecer com Kiara. É tão fofo! Kiara também impede uma grande guerra mostrando como não existem diferenças entre todos. É tãããããããããão fofo *-------------------------------------* É, acho que vocês já devem ter percebido que é a minha princesa e meu filme favorito. Mas vamos continuar normalmente, como se eu não tivesse ocupado metade do texto só com uma princesa...

– Tiana, de A Princesa e o Sapo, 2010. Neste ano, a Disney lançou a personagem Tiana, a primeira heroína negra da história do estúdio. Ela é a primeira das princesas Disney que realmente trabalha, como garçonete, e a sua patroua é uma uma branca rica. Apesar de sua beleza, Tiana passa a maior parte do filme transformada em um sapo, ao lado de um príncipe falido e amaldiçoado, longe de todos os principes anteriores.

–Rapunzel, de Enrolados, 2011. Ela vivia presa em uma torre desde pequena, capturada e falsamente cuidada por sua 'mãe'. Ela tinha opinião, mas não era mais forte que a de sua madrasta. Mas a melhor oportunidade ela saio da torre, arma de uma frigideira, forçando um ladrão que tentara se esconder em sua torre a leva-la para o mundo fora daquela torre. É, podemos dizer que ela tinha opinião, e ela também nunca se importou com casamento, acabou se apaixonando por acaso.

-E parece que esta saindo uma princesa mais feminista ainda! Merinda, do Filme Valente, ainda não lancado. Prometo que assim que eu ver o filme eu atualizo aqui, e mando MP pra quem já mando review avisando da atualização. Mas até lá confiram o trailer aqui.


É, havia ficado bem completo a linha do tempo das princesas Disney feita por Anelize. Ficara melhor e mais completo do que o texto que lhe inspira-ra, mas não era esse o objeitivo do texto. E, sorrindo, ela clicou no botão salvar a história, publicando-a no site.

Notas finais
Fico cute pessoal? Eu acho que ficou perfect, mas quero a opinião de vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!