Notas iniciais
É, quem é vivo sempre aparece... Desculpa por eu estar tão sumida, pensei seriamente em largar todas as minhas histórias de Klaine, mas resolvi que vou terminá-las ♥

Blaine sentiu o desespero na voz de Kurt e não se preocupou em falar mais alguma coisa pelo telefone e foi, literalmente, correndo para a casa de Kurt, a qual chegou em poucos minutos.

Ao entrar na casa, o Anderson foi direto para o quarto de Kurt, onde o encontrou com sua mãe nos braços. Kurt chorava sem parar, o que era estranho, mas ele era recém-criado, então Blaine deu de ombros.

— Até que enfim você chegou. – Kurt disse secando as lágrimas.

— Como isso aconteceu? – Blaine perguntou espantado.

— Eu não controlei minha força e a empurrei forte demais. B, por favor, me ajuda, eu preciso fazer alguma coisa. Precisamos salvá-la. – Aquilo estava machucando o moreno, mas o que ele diria a seguir iria doer muito mais, ele já previa isso.

— Amor, não podemos fazer nada para salvá-la. – Blaine queria que tivesse algo a se fazer, mas ele sabia que não havia. – Eu sinto muito.

— PRECISA TER ALGO. ELA É MINHA MÃE. – Kurt começou a gritar descontrolado.

— Eu sei disso, meu amor, mas você precisa entender que ela não é como nós. – Blaine segurou os braços de Kurt, que o empurrou para longe.

— EU SEI O QUE FAÇO. – Gritou Kurt. Sebastian chegou assustado ao quarto, Kurt apenas o olhou, pegou sua mãe em seus braços e se foi embora.

— O que aconteceu aqui dentro? – Perguntou Sebastian.

— Ele matou a mãe dele, me ligou desesperado e eu pensei que ele tivesse ligado novamente. Acho que me enganei. – Blaine disse e sentou na cama, tentando pensar em alguma solução.

Mas não havia uma.

[...]

Algumas semanas se passaram e ninguém havia visto Kurt durante esse tempo. Blaine estava preocupado. Ele queria saber o que havia acontecido com seu doce menino. O único problema é que ele não era assim tão doce agora; a escuridão havia dominado seu coração.

Blaine entrou em sua casa e viu que algo estava estranho. Ela estava inteira novamente, estava completamente arrumada e estava linda.

Desde a última vez que Kurt estivera ali e os dois quebraram a casa, ela havia continuado da mesma maneira. O moreno estranhou o fato de ela estar arrumada e foi de fininho em cada cômodo da casa, até chegar em seu quarto e ver Kurt deitado em sua cama.

— Onde você se meteu? – Blaine perguntou e foi se aproximando, mas parou no local onde estava assim que viu Kurt totalmente sujo de sangue, inclusive seu rosto estava com sangue.

— Por favor, me ajuda. – Kurt implorou. Ok, ele estar daquela maneira poderia ser um bom sinal.

— O que aconteceu, meu amor? – Blaine sentou e puxou a cabeça de Kurt para seu colo.

— Eu... o que houve comigo? Eu me lembro de uma tal de Scarlett ter falado comigo, me lembro de estar em um hospício... eu lembro de flashes do que aconteceu, mas não sei se são reais. – Kurt dizia pausadamente.

— Oh, você está ligado novamente, Kurt. – Blaine puxou o rosto de Kurt bruscamente e o beijou. Até o gosto daquele beijo estava diferente. Blaine sentia que agora sim aquele era o seu Kurt.

— B, como assim agora estou ligado? Não me diga que... oh, não. – Kurt colocou as mãos na cabeça. – Então são reais os flashes. Então foi por isso que a casa se destruiu e eu quebrei seu pescoço. B, me desculpa por ter te machucado. Eu matei minha mãe. – Kurt não acreditava no que dizia. Ele se atirou nos braços de Blaine, que o apertava forte, tentando consolá-lo.

— Calma, meu amor, vai ficar tudo bem. – Kurt negava com a cabeça. – Vai sim.

— Eu matei a minha mãe, B. EU SOU UM MONSTRO. – Kurt começou a gritar. – EU ME ODEIO.

— Amor, todos os heróis têm um vilão dentro deles, não fique se odiando por também ter um dentro de você. – Blaine disse abraçando Kurt ainda mais forte.

— Você é a melhor pessoa que eu já conheci. – Kurt disse se soltando do abraço.

— Eu já fui. Hoje sou apenas mais uma pessoa no mundo. – Blaine disse meio triste. – Kurt, você disse que Scarlett falou com você?

— Sim. Uma mulher bem arrumada, de cabelos vermelhos, olhos grandes e castanhos. – Blaine levantou depressa, começando a andar de um lado para o outro. – Oh, não me diga que essa é a... droga.

— Sim, é ela. Se ela está aqui, todos correm perigo. Ela queria te machucar para poder me destruir. É isso que ela quer. – Blaine disse irritado. Se a mulher estivesse em sua frente, estaria sem coração já.

— O que faremos? – Kurt perguntou se aproximando mais de Blaine.

— Vou pensar nisso, mas, por enquanto, quero aproveitar o dia com você. – Ele disse iniciando um beijo calmo, que logo se tornou urgente.

[...]

Blaine e Kurt passaram o último dia totalmente juntos e, no dia seguinte, levantaram cedo para irem para a escola. Eles ainda precisavam parecer pessoas normais e faltavam apenas três meses para eles encerrarem o ano letivo, terminando assim o ensino médio.

Eles tiveram as mesmas aulas naquele dia, almoçaram juntos e foram para a sala do coral, onde finalmente conheceriam o novo professor. Ou professora.

Após muito tempo de conversa, com todos matando a saudade de Kurt, entrou a última pessoa que Blaine queria ver.

— Olá, turma. Me chamo Scarlett e eu serei a nova professora de vocês. – Blaine não perdeu tempo e prendeu ela contra a parede, apertando o pescoço dela com sua mão. – Se eu fosse você, não faria isso.

— B, por que você quer machucar a nossa professora? – Perguntou Brittany.

— Essa vadia estragou a vida do amor da minha vida e eu nunca vou perdoar isso. Eu sempre culpei Elliot, mas no fundo eu sabia que você estava envolvida no meu sofrimento. Eu sabia que era para eu ter conhecido Elliot. Eu sabia que nada daquilo havia sido por acaso. ADMITA! – Blaine transbordava raiva e a mulher possuía um sorriso cínico no rosto.

— Você é um menino inteligente. – Ela disse sorrindo. – Se você sabe da história, por que não a conta?

— Contar o que? Que você arruinou minha vida? – Ela assentiu.

— O que está acontecendo? Não estou entendendo. – Disse Quinn.

— ESSA DESGRAÇADA DESTRUIU TUDO QUE EU TINHA. Elliot sempre foi seu escravo. Tudo que ele fez foi por culpa sua. Você é a criatura mais horrível nesse mundo e você nem se importa em ser assim. – Blaine estava finalmente falando tudo que havia guardado por quinhentos anos.

— Você pediu por isso. – Ela disse próximo ao ouvido dele.

— Escuta. Eu não vou ficar discutindo aqui dentro, pois se alguém escutar isso todos estão ferrados. – Blaine disse mais calmo.

— Ótimo. Vamos ao local onde você e Elliot sempre se encontravam. – Blaine assentiu e fez um sinal para todos levantarem e o acompanharem.

Kurt estava nervoso com aquilo. Qual era o plano de Blaine, afinal? Se aquela mulher era o pior pesadelo deles, por que conversar com ela considerando o fato de que podia ser uma armadilha?

Ainda tinha o estranho fato de Thomas não estar presente naquele coral, coisa que ele normalmente estava. Raramente faltava.

Logo eles estavam naquele maldito galpão de novo. Os piores momentos da vida de cada um dali haviam sido vividos naquele local. Um local o qual eles não queriam ver novamente.

Todos sentaram nos locais que encontraram, com alguns sentados até no chão. Scarlett e Blaine estavam em pé, andando de um lado para o outro.

— Vai nos fazer cantar também? – Perguntou Sam.

— Ao contrário do que parece ser, eu não sou uma apreciadora de perdedores que cantam. – Scarlett disse sorrindo falsamente.

— Vamos direto ao que interessa. – Blaine a cortou e ela assentiu.

— Conte o que sabe, Blaine. – Blaine assentiu com raiva.

— Eu só vou contar porque todos aqui passaram por muita coisa e merecem saber de toda a verdade. – Ela assentiu e sentou em uma mesa que havia ali. – Elliot é um dos primeiros vampiros que existem e ele foi criado por Scarlett.

— Mas ele nos contou outra história. – Falou Kurt.

— Sim, mas era mentira. – Blaine disse com um pouco de irritação em sua voz. – Eu escondi muita coisa e tudo começa com Scarlett. Scarlett é a primeira vampira existente, ela foi abandonada pelos pais quando eles perceberam que ela era dona de uma força e velocidade inimaginável. Ela nasceu assim e parou de envelhecer quando chegou aos seus dezenove anos, junto com o irmão dela. Ela encontrou Elliot quando era para ter seus vinte e dois anos e o transformou para ter uma companhia. Isso ocorreu quando eu não era nascido ainda. Aliás, nem meus pais eram nascidos, sendo que isso aconteceu em mil e quatrocentos, por aí.

— Só para acrescentar, eu matei meus pais. – Scarlett disse com um sorriso. – Eles não me aceitaram, então eu não precisava deles.

— Isso não vem ao caso. – Blaine a cortou novamente. – Após isso, virou-se uma aventura cheia de mortes com os novos melhores amigos da Inglaterra, Scarlett e Elliot. Eles mataram todo mundo que cruzasse seu caminho, sem medo das consequências, pois uma morte a mais ou a menos não faria diferença na lista deles. Scarlett me conheceu quando eu estudava, na época em que eu e Kurt já éramos namorados. Ela pensou que eu pudesse gostar dela, mas como eu não quis, ela fez Elliot me transformar.

— Viu como a culpa é sua, B? – Ela perguntou provocante.

— VOCÊ NÃO ACEITOU SER REJEITADA. – Blaine jogou as palavras para cima dela. – Você não aceitou o fato de ser linda e alguém não te querer. Você sempre esteve acostumada a comandar as pessoas e quando achou alguém que fosse diferente, resolveu se vingar. Mas quer saber, no fundo eu te agradeço, pois isso só provou o quanto eu e Kurt nascemos para pertencer um ao outro.

— Como você tem tanta certeza? – Ela perguntou nervosa, mas tentando não demonstrar isso.

— Por que em todas as vidas as quais já foram vividas por Kurt, eu o conheci e ele se apaixonou por mim. Em todas as vezes aconteceu da mesma forma. E o seu próprio companheiro te traiu. Eu sempre o culpei, mas como eu já disse, eu sempre soube que ele era seu escravo e fazia o que você mandasse. – Ela levantou irritada e foi para cima de Blaine.

— O que você quer dizer com “o seu próprio companheiro te traiu”? – Ela perguntou se aproximando mais ainda de Blaine.

— Elliot sempre me ajudou a encontrar Kurt. VOCÊ MATOU KURT. VOCÊ O TIROU DE MIM. NADA DISSO FOI ELE. – Blaine queria poder voltar a ser humano só para morrer de novo, porque mentir daquela forma em frente ao garoto que tanto amava, chegava a ser deprimente.

O lado bom disso, é que Blaine ainda poderia usar isso ao seu favor. Elliot tem tanto medo de Scarlett quanto ele, juntos podem fazer algo grandioso ainda.

— Como você descobriu tudo isso? – Agora sim, Scarlett estava demonstrando nervosismo, mas sua raiva era ainda maior.

— Como eu disse, eu o matei, minhas memórias voltaram. – Blaine disse firme, ainda que fosse mentira. Elliot tinha lhe devolvido as lembranças retiradas quando o moreno o pediu.

— Isso é inacreditável. – Ela disse passando a mão pelo cabelo.

— Estou apenas falando a verdade. – Blaine mentiu.

— Eu vou encontrar uma maneira de trazê-lo de volta.

— Ainda não é possível trazer alguém de volta a vida. – Scarlett o olhou incrédula.

— Eu darei um jeito. – Ela disse e se foi embora.

— O que faremos agora? – Perguntou Quinn.

— Honestamente? – Todos assentiram. – Aproveitem suas vidas. Cada segundo como se fosse o último, pois sempre pode ser.

[...]

Kurt e Blaine estavam deitados abraçados na cama, apenas aproveitando a companhia um do outro e parando para analisar tudo que havia acontecido.

Blaine estava feliz por ter Kurt de volta. Agora tudo estava como era antigamente.

Exceto pelo segredo que estava preso a Blaine. Ele queria poder contar, mas sabia que Kurt ficaria com raiva.

— Amor, está tudo bem com você? – Kurt perguntou calmamente. Ah, como Blaine amava aquela voz. A voz que fazia qualquer dor ir embora, que fazia qualquer dificuldade ser fácil de se passar, que fazia a luz aparecer no meio da escuridão.

— Estou. – Blaine disse também calmo.

— Certeza? Você parece desligado do mundo. – Kurt disse alisando o braço de Blaine.

— Só estou pensando. Estou preocupado, para ser honesto.

— Pois não devia. Estamos juntos e é isso que importa. – Kurt disse se abraçando mais ao seu namorado.

— Eu preciso te contar uma coisa. – Blaine sentou na cama e observou Kurt.

— Da última vez que você disse isso eu quase morri, pois pensei que você fosse me deixar morrer. – Kurt disse rindo, mas Blaine continuou sério.

— É algo um pouco mais sério do que isso.

— Fale logo, B, está me deixando nervoso. – Kurt também sentou, encontrando uma posição mais confortável para olhar para Blaine.

— Eu não matei o Elliot.

Notas finais
O motivo de eu estar sumida é que eu comecei a escrever histórias originais e me faltou criatividade para as de Klaine :/ Aqui o meu perfil, caso alguém se interesse ♥ https://fanfiction.com.br/u/645992/ Vou tentar não demorar pra atualizar ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.