Evidências de um relacionamento proibido

5 Capítulo 5 - Seguindo as evidências


Notas iniciais
Boa leitura!

Horas mais tarde, Grissom pediu algumas pizzas por telefone após reclamações de fome vindas de Greg e Nick. Quando a campainha tocou, o entomologista foi pegar os pedidos com Warrick.

—Boa noite, senhor Grissom! -Um jovem entregador loiro cumprimentou. -Pedido grande hoje!

Grissom sorriu simpático para o garoto e comentou:

—Noite de trabalho, Ted… -Entregou as pizzas para Warrick e sacou a carteira. -Sua gorgeta… Obrigado!

—Ah, a Hanna achou estranho o senhor não ter pedido a pizza doce dessa vez e mandou uma cortesia. -O garoto disse tirando mais uma caixa de sua mala de entrega. -Espero que gostem… Mande boa noite para a senhorita…

—Obrigado, Ted! -Grissom interrompeu nervoso. -Boa noite.

Antes que o jovem pudesse continuar a conversa, Grissom fechou a porta e entrou com a comida. Os peritos o encararam curiosos depois de presenciarem a conversa.

—Ele ficaria a noite inteira conversando… -Gil esclareceu para desviar o assunto

Catherine olhou de Grissom para Sara e depois trocou um olhar cúmplice com Warrick.

Os peritos se reuniram ao redor da mesa de jantar logo que as pizzas chegaram.

—Eu poderia trocar o laboratório pelo apartamento de Grissom num piscar de olhos. -Greg disse depois de uma bela mordida na pizza.

—Apesar de estar sendo bem receptivo, tenho certeza que o Grissom não vê a hora de voltar para a tranquilidade de seu lar vazio. -Catherine observou.

Os peritos deram gargalhadas e até Gil se rendeu a um sorriso.

—Catherine faz eu me sentir um misantropo as vezes. -Ele disse. -Mas gosto de vocês aqui.

—Só não o tempo todo… -Nick arrancou mais uma gargalhada deles.

Grissom revirou os olhos para sua equipe, mas não tirou um sorriso leve. Os progressos sobre o caso estavam deixando ele muito melhor.

—Voltando ao trabalho… -Catherine chamou a atenção deles. -Já temos um suspeito forte, Grissom: Adolph Klint.

—Nós já interrogamos ele com o Brass! -Nick interrompeu.

—Sim. Ele se encaixa no perfil e morou nos mesmos locais de outros desaparecimentos no passado. -Sara completou.

—Vamos trabalhar em possíveis esconderijos dele. -Grissom instruiu. -Bom trabalho.

As mulheres agradeceram. Após o jantar, Grissom recebeu a ajuda de Nick e Sara com a organização da cozinha. Greg se distraiu com Hank e Warrick viu a deixa para se aproximar de Catherine.

—Você percebeu uma certa tensão com Grissom e…

—Sara? -Catherine completou.

O moreno assentiu e se sentou ao lado dela no sofá. Os dois pares de olhos observaram o casal organizando os pratos e os copos com naturalidade, enquanto Nick precisava abrir várias gavetas para encontrar o que procurava.

—Ela está usando o mesmo colar que eu vi no banheiro dele ontem. -Ela confidenciou ao amigo.

—O porteiro não anotou o nome dela como visitante, como fez com o meu. Além disso, ontem foi bem estranho quando ele entregou aquela encomenda do Grissom pra ela.

Catherine concordou e murmurou sem desviar os olhos do entomologista, que estava distraído na cozinha:

—Eu não me lembro do Grissom falar sobre guardanapos ontem.

—Nem eu. -Warrick disse no mesmo tom. -O que você descobriu no banheiro dele ontem? Parecia bem satisfeita…

—Além de toda a parafernália masculina e do colar com pingente de borboleta, vi um pacote de absorventes e um de preservativos… aberto!

Warrick trocou mais um olhar cúmplice com a loira.

—Será que é só um caso ou alguma coisa séria?

Catherine demorou para responder.

—Acho que ele não arriscaria tudo por um caso. -Disse por fim. -Vamos observar esses dois e descobrir o que estão escondendo.

No dia seguinte ao retorno dos CSIs de sua folga forçada, a equipe estava parcialmente reunida na sala de Grissom, uma vez que a sala de análises estava ocupada pelo FBI. Sara e Greg eram os únicos ausentes, pois estavam em campo.

A conversa que tivera com Warrick não saía da cabeça de Catherine. Ela procurava por outras pistas na memória, mas não conseguia sair do lugar. Decidida a continuar na investigação, resolveu sondar o outro amigo:

—Nick… -Os dois homens a encararam. -Você percebeu como o Grissom está diferente?

—Como assim? -O texano perguntou confuso.

Catherine e Warrick se entreolharam e o moreno a incentivou a continuar.

—Ele nos recebeu bem na casa dele. O apartamento não está mais tão estranho… Acho que ele até perdeu peso.

—Talvez ele tenha arrumado uma namorada. -Nick deu de ombros.

–Quem seria sua aposta? -Warrick entrou na conversa.

Nick olhou de um para o outro antes de responder.

—Sofia tem um queda por ele. Mas, não sei…

—Já pensou na Sara? -Catherine disparou.

O texano riu e negou com a cabeça.

—Sara é anti relacionamentos, Cath! Além do mais, não sei se Grissom daria essa abertura… Quebrariam muitas regras com isso.

Eles deram uma pausa e Catherine quase desanimou, mas logo a atenção voltou para um Nick pensativo:

—Sabe, Cath… Quando saiu aquela promoção o Hodges veio me dizer que o turno do dia torcia por mim, mas que sabiam que o Grissom daria para a Sara por conta da história deles. -Stokes franziu o cenho antes de continuar. -Isso martelou em minha mente por um tempo, mas depois que a promoção veio pra mim eu não pensei mais nisso.

Catherine trocou mais um olhar cúmplice com Warrick.

—Uma vez ele enviou uma planta para ela, quando ela quis se afastar do laboratório. Ficou muito sem jeito quando perguntaram sobre o sentimento para colocar no cartão. -Ela confidenciou.

—Ela contou que ganhou um livro de natal dele uma vez. Vocês jpa ganharam algum presente do Grissom?

Os dois negaram com a cabeça. O instinto de CSI deles gritava que naquela história tinha algo muito errado! Catherine decidiu compartilhar com o texano sobre as descobertas e conclusões que tivera com Warrick alguns dias antes. Nick ouvia atento e estava surpreso no final do relato.

—Gente… Estamos esquecendo do Hank!

—O que o paramédico tem com isso? Eles não estão juntos há tempos… -Warrick disse confuso.

—Não o paramédico, o cachorro! -Nick esclareceu. -Vocês viram como ele gosta dela? Parece tão familiarizado… Passou o tempo todo nos pés dela e fez festa quando ela chegou.

—Quem fez festa? -Greg perguntou entrando na sala.

Os três se entreolharam e Catherine perguntou:

—Sara não veio com você?

—Não, ela foi contar para o Grissom o que encontramos até agora. -Greg explicou. -E vocês?

—Estamos debatendo um caso muito interessante… -Nick contou. -De quem foi a ideia de passar as coisas para o Grissom?

—Sara achou importante e disse que talvez precisassem de mim aqui. -Greg deu de ombros. -Por que a curiosidade?

—Estávamos debatendo sobre uma teoria… -Catherine começou com cautela. -Você percebeu alguma coisa estranha entre Grissom e Sara?

Greg olhou um por um e soltou uma gargalhada.

—Qual é, gente… Vocês nunca perceberam? -Eles olharam confusos para o rapaz. -Sara sempre teve uma queda pelo Grissom, só é mais discreta do que a Sofia…

—Está brincando, não é? -Catherine disparou.

—Claro que não! E ele também não gosta nadinha quando brinco com ela… -Greg suspirou. -Vocês estão com o faro de CSI bem fraco!

OoOoOo

Não muito longe dali, Sara adentrava em seu apartamento com semblante cansado. Estava doida para ficar as sós com o namorado.

—Oi, querida… -Grissom cumprimentou quando a viu sozinha. -Veio cedo!

—Despistei eles… -Ela lhe entregou alguns papéis. -Tudo o que Greg e eu encontramos. Passamos a tarde visitando os locais que delimitamos ontem e temos um interessante.

Grissom abriu os papéis e começou a ler. Sara aproveitou para se servir de suco e fazer um sanduíche.

—Estou faminta e exausta. -Ela disse quando se sentou ao lado dele. -Sinto sua falta no trabalho.

—Eu também. -Ele admitiu fechando a pasta. -Falou com Carter quando chegou?

—Não, ele estava em horário de almoço. Preciso conversar na volta. -Ela suspirou. -Você poderia fazer isso…

—Você é melhor com as pessoas, querida. -Ele deu de ombros e ela revirou os olhos. -Mas se eu encontrá-lo, farei isso.

Ela não se convenceu e se levantou em direção ao quarto.

—Vou tomar um banho e correr para o trabalho… -A voz dela ecoou pelo corredor, atraindo a atenção dele. -Quer me acompanhar?

Sem precisar chamar outra vez, ele se levantou e seguiu em direção à suíte em passos muito apressados.