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50 Final Parte I


Notas iniciais
"Eu sei Tudo pode acontecer Eu sei Nosso amor não vai morrer Vou pedir aos céus Você aqui comigo Vou jogar no mar Flores pra te encontrar." -Papas na Língua

Ana Flávia fica desconcertada com aquele convite, ela não esperava que um grande arquiteto, o maior do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil, a convidasse para um projeto tão importante, seu coração estava prestes a sair pela boca.

Ana Flávia: (gagueja um pouco) Mas... Eu? O senhor está me convidando pra ser a responsável por esse projeto?

Arquiteto: Não sei porque a surpresa, você tem competência pra isso, serão apenas cinco anos!

Carlos Eduardo: Cinco anos?

Ana Flávia: Eu não posso te dar a resposta agora, eu preciso pensar.

Arquiteto: Tudo bem, você tem o tempo que quiser. (entrega um cartão à ela) Toma meu cartão, assim que se decidir me liga.

Ana Flávia: Tudo bem.

***

Carlos Eduardo: Será que vamos nos separar de novo?

Ana Flávia: Não Cadu, eu não quero me separar de você, eu não vou aceitar participar desse projeto!

Carlos Eduardo: Claro que vai Ana, é o seu grande sonho!

Ana Flávia: O que adianta eu realizar um sonho, e não ter você ao meu lado...

Carlos Eduardo: Vem cá (ela se senta em seu colo), a gente vai dar um jeito, só não quero te ver com essa carinha triste.

Ela sorri, um sorriso meio tímido, e após, eles se beijam.

Dia seguinte.

***Casa Verde***

Viviane ainda não tinha ido para o seu apartamento, todos chegaram à consenso de ela deveria ficar ali, sob os cuidados da família, Gustavo também passara a maior parte do tempo que estava de bobeira ali, com ela.

Ana Flávia: (se aproxima de Viviane) Oi Vivi!

Viviane: (sorri) Oi Ana, que bom ver você aqui!

Ana Flávia: Precisava falar com alguém.

Viviane: Pensei que você veio porque estava preocupada comigo!

Ana Flávia: Ah Vivi, para de charme, eu sei que você já está quase 100%!

Viviane: Eu tô brincando! O que tá te incomodando?

Ana Flávia: (suspira) Você lembra da proposta de trabalho que o Guga recebeu?

Ela sinaliza que sim.

Ana Flávia: Pois bem, eu a recebi também, e confesso que fiquei muito balançada com a proposta. É algo que eu quero, comandar algo grande, meus olhos brilharam, meu coração bateu mais forte!

Viviane: E o que tá te incomodando, é o Cadu, não é?

Ana Flávia: Sim. Do mesmo jeito que eu quero muito ir, eu não quero deixar o Cadu, e eu sei que ele não vai querer deixar o trabalho, e nem eu quero quero que ele o deixe por mim.

Viviane: Nossa, vocês dois estão pior que o Guga e eu (sorri). Eu não sei como te ajudar Ana, de verdade. O que eu mais quero que você e o Cadu sejam felizes, mas eu acho difícil ele querer sair da empresa por tanto tempo, ele ama aquilo ali, a não ser que...

Ana Flávia: A não ser que?

Viviane: Acho que eu já sei uma forma de ajudar, e vocês dois sairão felizes!

Ana Flávia: Fala logo Vivi, você tá me deixando curiosa!

Viviane: Você tem até quando pra dar a resposta ao arquiteto?

Ana Flávia: Ele disse que quando eu me decidisse, era pra eu falar com ele, ou seja, tempo indeterminado.

Viviane: Então pode ficar tranquila que seus problemas estão resolvidos!

Ana Flávia: Você não vai me dizer no que está pensando?

Viviane: Não.

Ana Flávia: Ah Vivi, sério?

Viviane: Sério, no momento certo você vai saber, agora, tchau!

Ana Flávia: Tá me expulsando?

Viviane sorri para ela, que sorri de volta e sai.

Em outro canto da casa, Bruna e Angélica conversavam e aparece Viviane.

Viviane: Quero participar da conversa.

Bruna: Senta aí.

Viviane: (se senta) Na verdade queria falar algo com vocês duas.

Angélica: Sobre?

Viviane: Vocês realmente estão interessadas nos negócios da família?

Angélica: Estávamos falando sobre isso.

Bruna: Bom, acho que não dá mais pra voltar atrás sobre isso (ri), mas acho que vai ser uma experiência boa.

Viviane: Claro que vai! E eu estarei lá para o que vocês precisarem, e vocês não vão cair de paraquedas, vocês serão instruídas sobre o que fazer.

Angélica: Bruna, eu acho que ela confia em nós, mais que nós.

Viviane: Vocês estão receosas porque nunca trabalharam, mas vão ver que não é um bicho de sete cabeças, como pensam. (olha para Angélica) Angélica, como eu sei que tu saca pra caramba de matemática, você vai ficar como diretora do financeiro.

Angélica: (arregala os olhos) Oi?! Eu vou cuidar do dinheiro?

Viviane: Isso mesmo! (olha para Bruna) E você Bru, eu já tenho um cargo pra você, pelos menos pelos próximos cinco anos.

Bruna: Não entendi.

Viviane: Eu sempre soube que você gostava da parte mais técnica, das papeladas, então você será responsável pelo setor de compra e venda, e vocês duas ficaram bem próximas uma da outra. E eu supervisionarei as duas.

Angélica: Você praticamente nos intimou à isso.

Bruna: Bom né, já que não temos como fugir, (olha para as duas) nós aceitamos!

As três se abraçam.

Angélica: Quando começamos chefinha?

Viviane: Vou dar uma colher de chá, vocês podem começar quando eu voltar, já que ainda tenho uns dias de licença, mas se eu pudesse, voltava hoje.

Bruna: Santa licença médica!

As três riem, e continuam ali batendo papo.

Noite daquele dia.

Mesa de jantar.

Tito: Tô sabendo que a minhas três meninas vão trabalhar juntas.

Angélica: Notícia corre nessa casa. (brinca)

Bruna: Pois é pai, vamos cumprir nossa promessa.

Tito: Tô muito feliz por isso, sempre sonhei em ver as três dando continuidade à empresa.

Pedro: Tenho certeza que vocês vão se sair muito bem!

Alex: Claro que vão, são inteligentes pra caramba!

Viviane: E ainda vai ter a minha ajuda.

Gustavo: Só pode acontecer duas coisas: ou a empresa vai disparar, ou falir.

Eles riem.

Bruna: Muito engraçadinho você Gustavo!

Gustavo: Tô brincando, vocês vão se sair bem.

Manuela: Será que tem lugar pra mim também?

Viviane: Claro que tem filha, quando você quiser!

Gustavo: Pensei que a minha filha fosse seguir os passos do pai.

Manuela: Ah não pai, desenhar casas não é o meu forte.

Joana: Ah, essa aí é igualzinha a mãe!

Manuela: Obrigada vó, amo ser comparada com a minha mãe!

Viviane: Ah minha linda!

O jantar corre perfeitamente bem, com risadas, brincadeiras, algo bem família.

***

Manuela olha para Viviane sorrindo.

Viviane: O que foi filha?

Manuela: Nada mãe. Eu tô tão feliz, tá tudo dando certo, finalmente. A senhora e meu pai fazendo as pazes, por mais que eu tentasse juntar os dois, as vezes pensava que nunca os veria juntos.

Viviane: Seu pai e eu fomos muito cabeça dura, mais eu do que ela na verdade, mas nunca deixamos de nos amar.

Manuela: Eu quero que meu amor pelo Miguel seja como o seu pelo meu pai, mas sem as brigas (ri).

Viviane: Por favor (ri)! (olha para a barriga dela) E essa menininha aí, como está?

Manuela: (passa a mão na barriga) Tá muito bem! Esteve um pouco nervosa esses dias, mas já tá melhor. E meu irmãozinho?

Viviane: Kauã também está bem, já posso dizer que ele é um homenzinho bem forte, me deu muita força pra aguentar tudo.

Manuela: Que bom que tudo isso agora não passam de lembranças.

Viviane: Sim, foram os dois piores dias da minha vida, mas graças a Deus, estou bem, junto da minha família.

Manuela: E vai ser assim pra sempre!

Viviane: Claro que vai! Agora vem aqui dar um abraço na sua mãe, que estava morrendo de saudades. (a abraça) Minha pequena...

Manuela: Mãe, eu não sou mais criança.

Viviane: Mas pra mim, você vai sempre ser a minha pequena, o meu bebê.

Manuela: Mãe, você está me sufocando!

Viviane a aperta mais, e as duas começam a rir daquela cena.

Dia seguinte.

***Projects***

Gustavo e Ana Flávia conversavam sobre alguns assuntos de trabalho, quando Carlos Eduardo aparece.

Carlos Eduardo: Oi meu amor (deposita um selinho em seus lábios)! Oi Guga!

Ana Flávia e Gustavo: Oi!

Ana Flávia: O que você tá fazendo aqui?

Carlos Eduardo: Vim te ver!

Ana Flávia: Você nunca vem me ver no trabalho, achei estranho.

Carlos Eduardo: Na verdade, eu vim pra te roubar por um instante, me autoriza Guga?

Gustavo: Ah, por mim tá tranquilo.

Ana Flávia: Onde você quer me levar?

Carlos Eduardo: Curiosidade é uma característica feminina mesmo né. (ri)

Gustavo: Com certeza!

Carlos Eduardo: Vamos! Já já te devolvo ela Guga.

Gustavo: Levem o tempo que precisarem!

***Orfanato***

Ana Flávia: Amor, você me trouxe à um orfanato?

Carlos Eduardo: Sim. Eu andei pesquisando sobre adoção de crianças, e fui em alguns orfanatos, e aqui eu encontrei uma criança que eu me apaixonei a primeira vista.

Se aproximam do berço.

Carlos Eduardo: É ela Ana! Tem poucas semanas de vida, mas já passou por muitas coisas.

Funcionária: Sim, ela tem apenas três semanas de vida, e já teve que lutar pra conseguir viver. Nós a encontramos debaixo de um viaduto, chorando de fome, não sabemos dos seus pais, mas, provavelmente, foram eles que a deixaram lá.

Ana Flávia: Nossa, como um ser humano é capaz disso? Eu aqui doida pra gerar um filho, enquanto outros abandonam sem ter a menor piedade!

Funcionária: Pois é.

A pequena acorda, e segura o dedo indicador de Ana Flávia e sorri, fazendo com que Ana Flávia também sorrisse.

Carlos Eduardo: E então meu amor, acho que acabou nossa procura.

Ana Flávia: (sorri) Ela é tão linda, que só merece ser amada! Eu quero ser mãe desta princesa!

Carlos Eduardo: Eu tenho certeza que ela vai amar ser sua filha!

Funcionária: Bom, pra vocês entrarem com um pedido de adoção, serão necessários alguns procedimentos. A assistente social vai até a casa de vocês, conversar e tal, ver as condições de vida que oferecerão à ela.

Carlos Eduardo: Tudo bem. No momento nós ainda não moramos juntos, estamos esperando o casamento.

Funcionária: Ok, tenho certeza que a pequena Cristal vai ganhar uma bela família.

Ana Flávia: O nome dela é Cristal?

Funcionária: Sim, demos esse nome a ela, achamos que combinava com ela.

Ana Flávia: Cristal, minha cristal...

***

Carlos Eduardo: Você está feliz?

Ana Flávia: Mais ou menos.

Carlos Eduardo: O que tá te preocupando?

Ana Flávia: A proposta.

Carlos Eduardo: No final vai dar tudo certo meu amor, nós dois vamos ficar juntos e felizes, sem termos que abrir mão de nada.

Ana Flávia: Como?

Carlos Eduardo: Não sei, mas não vamos pensar nisso agora.

Eles se beijam, e ele a leva de volta ao trabalho.

Alguns dias depois.

Viviane já estava completamente recuperada do trauma que sofrera, e por fim, voltara ao trabalho, já que não aguentara mais ficar em casa. Bruna e Angélica também haviam ido à empresa, esse seria o primeiro dia de trabalho das duas.

Bruna: Caramba, não sabia que essa empresa era tão grande!

Viviane: E o melhor, nós somos as donas!

Angélica: Ah Vivi, tô com medo, quero voltar pra casa!

Viviane: Angélica, deixa de ser covarde!

Bruna: Ah, eu já estou amando, antes mesmo de por a mão na massa!

Viviane: Ah, que ótimo então!

Um dos funcionários se aproxima delas.

Viviane: Luiz, leve as minhas irmãs pra conhecerem a empresa por favor.

Luiz: Claro dona Viviane, (falando com Bruna e Angélica) me acompanhem por favor.

Viviane: Depois que vocês tiverem conhecido tudo, vão até a minha sala, eu vou dizer o que vocês vão fazer.

Bruna: Claro chefinha.

Viviane: A bobeira nunca acaba né?

Angélica: Vindo da Bruna, não!

As três riem, e as duas saem para conhecer a empresa.

Sala de Carlos Eduardo.

Viviane entra, e encontra Carlos Eduardo e Victor conversando.

Viviane: Oi cunhados, reuniãozinha aqui, e nem pra me chamarem!

Carlos Eduardo: Vivi (a abraça), que bom que você voltou!

Victor: (a abraça) Minha pequena!

Viviane: Eu também tô feliz por estar volta, não aguentava mais ficar em casa.

Victor: Mas daqui a pouco você entra de licença maternidade.

Viviane: Eu sei. Se eu pudesse, pararia no dia que meu Kauãzinho nascer.

Carlos Eduardo: Mas sabe que isso não será possível né.

Viviane: Claro que sei, tendo um pai como o Tito, e um marido como Guga, será impossível! E por falar em marido, eu queria falar com os dois.

Victor: Sobre?

Viviane: O que vocês acham de casarmos todos no mesmo dia?

Carlos Eduardo: Fale-me mais sobre isso.

Viviane: Eu tava falando com o Guga, e seria legal se fizéssemos isso. Imagina, três casamentos num dia só, é bom que a gente mata um coelho com uma cajadada só! (ri)

Victor: Ah, eu acho uma boa ideia, podemos amadurecer essa isso.

Carlos Eduardo: Também concordo. Eu e a Ana já estamos pensando nisso mesmo.

Viviane: Ah, sabia que vocês iam topar!

Victor: Eu vou falar com a Tereza, e ver o que ela acha.

Carlos Eduardo: Eu vou falar com Ana também, mas tenho certeza que ela vai aceitar, ainda mais agora que ela e Vivi andam amiguinhas! (brinca)

Victor: Bom, eu vou indo, vou deixar vocês trabalharem e trabalhar também.

Ele se despede dos dois e sai.

Viviane: Cadu, eu queria muito que você e a Ana aceitassem o meu pedido de casamento (ri), pois, será em breve, e eu tenho um trabalho pra você.

Carlos Eduardo: Trabalho pra mim? Como assim, que trabalho?!

Viviane: (sorrindo) Eu quero que você mais uma vez, represente a Madeline's fora do Brasil, mas especificamente, na Austrália, por aproximadamente cinco anos!

Carlos Eduardo: (sorrindo) Você não pode estar falando sério...

Continua...

Notas finais
Me perdoem pela demora, não queria escrever o último capítulo, mas tive que escrever, então aproveitem, mais tarde posto a próxima parte. Besitos!