No necrotério, Nick e Warrick procuravam informações com Dr. Robbins.

– O que tem para nós? – Perguntou Nick.

– Duas dançarinas baleadas no peito – informou o doutor. — A trajetória da bala indica que o atirador estava a um nível abaixo das moças.

– Estavam no palco – observou Warrick. – Alvo fácil. Da multidão o atirador tinha uma visão livre.

– Sim – concordou Robbins. – A próxima foi atingida pelas costas. A bala entrou e saiu.

– Provavelmente estava tentando fugir – disse Nick.

Dr. Robbins avançou para a próxima mesa. Alcançou o braço da moça e levantou.

– Esta foi atingida na cabeça e tem também um ferimento interessante no pulso – disse, mostrando a parte interna do antebraço.

Warrick e Nick se aproximaram para examiná-la.

– Consiste com o rastro de uma bala – explicou Dr. Robbins. Levantou o braço que segurava e o levou na altura da cabeça da vítima.

Warrick arqueou a cabeça, observando a posição em que se encontrava o corpo.

– Defesa – disse ele. – Ela levantou os braços num instinto de defesa quando o assassino atirou, atingindo seu braço de raspão e por fim acertando a cabeça.

Dr. Robbins passou então para o último corpo.

– Esta levou múltiplos disparos – disse, apontando para a cabeça e para as pernas. – Um em cada joelho e outro na cabeça. Pela análise da temperatura interna, diria que foi a última a morrer. Os disparos dos joelhos vieram primeiro e o da cabeça depois.

Nick arqueou as sobrancelhas, pensativo.

– Ele queria vê-la sofrer – por fim disse. – Encurralou-a no banheiro, onde foi encontrada. Era a última dançarina viva, não tinha mais pressa. Disparou nos joelhos para vê-la sofrer e então a matou.

Os três permaneceram em silencio por um tempo, absorvendo todas as informações.

– Bom, é o que eu tenho por enquanto, rapazes – disse Dr. Robbins.

– Obrigado, Doutor – responderam os dois, saindo.

Nick e Warrick encontraram então Sara trabalhando com algumas evidências. Precisavam de mais informações.

– O cara é seguro de si – disse ela, assim que entraram na sala. – Segurando o bilhete ele deixou um copo. Ao que parece, preparou um drink antes de sair – seu tom de voz era irônico.

– DNA? –Perguntou Warrick, esperançoso.

Ela levantou o canudo que estava no copo e levou-o próximo ao rosto de Warrick. Ele inspirou o ar.

– Cheiro de desinfetante – disse ele. – Droga, sem DNA. O produto acaba com qualquer evidência biológica.

– Tampouco consegui impressões digitais – continuou ela. – O copo está limpo.

– Resumindo, não temos nada – lamentou Nick.

Grissom entrou nesse momento. Parecia agitado.

– O que temos? – Perguntou.

– Não muito – respondeu Warrick.

Colocaram-no a par de tudo o que sabiam, o que não o deixou muito contente.

– Continuem trabalhando. Quero saber cada informação nova que conseguirem – disse Grissom, já se encaminhando a porta, mais agitado ainda.

Os três se olharam e Warrick se pronunciou.

– Grissom! – Chamou ele. – Está tudo bem? Nem o vi na cena do crime mais cedo.

E de repente Grissom não sabia o que fazer. Catherine já havia feito a mesma pergunta e ele não soube responder. Agora seu comportamento estava levantando perguntas à equipe e ele continuava sem dar respostas. Parecia um beco sem saída, pressionado de todos os lados, sem ter onde se esconder.

– É claro! – Disse ele, tentando parecer desentendido diante da pergunta.

Notas finais
Galera, muito em breve o próximo capítulo.
Procurarei fazer os próximos maiores, a pedido de "Uma FicWriter".
Espero que gostem e até logo!