Evidências de um relacionamento proibido

8 Capítulo 8 - Casos resolvidos


Notas iniciais
Chegamos ao penúltimo capítulo! Agradeço a todos que acompanharam a história até agora. Boa leitura!

Os peritos do turno da noite se encontravam na sala de reuniões a espera do veredito da corregedoria. Passaram quase três horas sendo interrogados juntos e separados, contando os detalhes da investigação solo deles na casa de Grissom. Este, por sua vez, fora interrogado mais duramente, uma vez que Ecklie acreditava que era a mente pensante da equipe e que tinha a intenção de derrubá-lo.

Os meninos estavam nervosos e não faziam as costumeiras brincadeiras. Catherine também estava séria e com o olhar atento ao corredor, esperando por notícias. Grissom, por sua vez, auxiliava o Doutor Robbins a cuidar do machucado de Sara.

—Eu disse que não foi nada… -Ela murmurou quando ele chegou.

—Você pode ter uma infecção. -Grissom respondeu. -Alguém tirou fotos suas? É evidência.

Ela negou com a cabeça e Grissom revirou os olhos para a falta de atenção dos colegas do outro turno. Pegou a câmera de seu kit, tirou algumas fotos e ensacou a camisa social e o colete da namorada, deixando-a com uma regata justa ao corpo.

—Isso vai doer um pouco. -Doc avisou segundos antes de esterilizar a ferida. -Vou ter que dar alguns pontos e vai tomar antibióticos para prevenir a infecção. Se sentir dores ou tiver inchaço, deve me mostrar.

Sara assentiu e reprimiu alguns gemidos de dor quando o médico começou a costurá-la. Alguns dolorosos minutos depois, ele disse:

—Prontinho.

—Obrigada, Albert. -Grissom agradeceu com um sorriso.

A morena também agradeceu e logo o legista se retirou, pois fora chamado fazer a autópsia de um recém chegado. Mal ele saiu, uma movimentação no corredor chamou a atenção dos peritos.

A Xerife Liston liderava um grupo de homens engravatados, incluindo Conrad Ecklie. Adentrou na sala de reuniões e foi brindada por um silêncio tenso.

—E então? -Ela perguntou depois de alguns segundos.

Eles se entreolharam sem saber por onde começar. Ecklie fez menção de iniciar, mas ela o cortou:

—Eu achei que as ordens sobre passar tudo para o FBI e deixá-los trabalhar estavam bem claras! -Mais silêncio. -Mas pelo visto vocês foram teimosos demais e não conseguiram seguir.

Ecklie esboçava um ligeiro sorriso. A xerife respirou fundo e continuou:

—E é por isso que vocês são a melhor equipe desse laboratório. -O sorriso de Conrad murchou, enquanto os peritos se entreolharam ainda mais confusos. -Vocês não se abstiveram da responsabilidade e do senso de justiça e se mobilizaram para colocar um psicopata atrás das grades. Isso é o que uma verdadeira equipe de investigadores faz e vocês honraram seus deveres com louvor.

Os peritos sorriam timidamente agora.

—Por outro lado, correram riscos. -Ela se virou para Sara. -Está bem, Sidle?

—Sim, senhora. -A morena respondeu prontamente.

—Ótimo. Bom trabalho dos três, mas deveriam ter esperado o reforço chegar. -Greg, Nick e Sara assentiram. -Pois bem, a equipe do dia vai processar a casa e o suspeito está internado sob custódia. Tirem os próximos dois plantões de folga e se restabeleçam, depois vocês fecharão esse caso. Bom trabalho.

Os peritos agradeceram e a xerife fez menção de sair, mas antes se virou para Grissom:

—Grissom, você volta com a equipe e essa suspensão será retirada da sua ficha. -Ela olhou firmemente para Ecklie. -Vamos interpretá-la como um mal entendido.

O entomologista sorriu de lado e assentiu com a cabeça. Finalmente a Xerife se retirou com Ecklie e sua equipe, deixando peritos tremendamente orgulhosos e cansados para trás.

—Bom, pessoal… Vocês ouviram a Xerife. Vamos embora! -Grissom disse baixo.

—Eu vou logo, preciso de banho e roupas limpas. -Sara disse. -Bom trabalho, pessoal…

A morena se retirou e logo Grissom também se foi, deixando o restante dos CSIs para trás. Os meninos fizeram menção de se retirar, mas Catherine foi mais rápida.

—A hora é agora! -Eles olharam confusos para a loira. -Vamos desmascarar esses dois, oras! Warrick dirige?

O moreno assentiu dando risada. Greg e Nick estavam espantados, mas decididos a encerrar mais um caso.

Seguiram os carros de Sara e Grissom até o apartamento tão frequentado naquela semana. Estacionaram a SUV discretamente em uma praça defronte ao prédio e observaram Grissom estacionar seu carro calmamente na garagem. Minutos depois, Sara fez o mesmo caminho e estacionou o seu.

—Alguém tem alguma dúvida agora? -Catherine perguntou para os meninos. -Vamos até lá!

—E vamos falar o que? -Greg a interrompeu. -”Hei, Grissom, sabemos que você está dormindo com a Sara e viemos te contar”?

—É, Catherine… -Nick concordou.

—Vamos dizer que pensamos em pedir uma pizza para comemorar o fim do caso.

—E quanto a Sara? -Warrick perguntou.

—Vocês estão arrumando muitos problemas. Vamos logo!

A loira pegou uma pasta qualquer de seu carro e liderou os demais até a portaria.

—Boa noite, Carter! -Ela saudou. -Viemos deixar os documentos do trabalho, Grissom já sabe…

—Boa noite. Ok, podem subir… -O porteiro orientou. -Ele chegou há pouco.

Willows piscou para eles e subiu, tinha certeza que conseguiria ludibriar o pobre porteiro. Subiram em silêncio até o andar do entomologista e tocaram a campainha logo que saíram do elevador.

~~~

Grissom esperou Sara sair de seu carro e seguiram juntos para o apartamento. Estavam exaustos e contentes, mal podiam esperar por um bom banho e roupas confortáveis.

—Como está seu braço? -Ele perguntou com gentileza na voz.

—Doendo um pouco. -Ela confessou.

Eles adentraram no apartamento com um suspiro. Deixaram os kits de trabalho e pertences sobre o aparador e foram para o quarto.

—Banho? -Grissom perguntou e recebeu um sorriso como resposta. -Acho que precisa de ajuda por conta desse braço, senhorita Sidle…

Ela riu e o aconchegou em um abraço.

—Será um prazer, doutor Grissom! -Seus lábios tocaram os dele com amor.

Grissom foi na frente e abriu a torneira da banheira. Despiu as roupas de trabalho e colocou um roupão confortável, enquanto Sara colocava alguns sais perfumados na água quente.

—Que tal um vinho? -Sara sugeriu enquanto entrava na banheira.

—Acho que merecemos um bom vinho. -Ele concordou.

Grissom seguiu até a cozinha e escolheu um vinho de sua pequena reserva. Voltava para o quarto com a garrafa e duas taças quando a campainha chamou sua atenção. Franziu o cenho e olhou no relógio. Acreditando ser alguma encomenda, abriu sem olhar no olho mágico.

—O que estão fazendo aqui? -Grissom perguntou à guisa de cumprimento. -Encerramos o caso!

Ainda parado na porta, olhava boquiaberto e confuso para sua equipe que se encontrava no hall.

—Encerramos um caso, Gil! -Catherine disse. -Mas temos um palpite sobre outro caso muito mais interessante…

Grissom a olhou mais confuso, até que ela apontou a garrafa e as taças em suas mãos.

—Do que está falando, Catherine? -Ele perguntou confuso abrindo os braços.

Catherine riu e entrou no apartamento do supervisor assim que ele se afastou e permitiu a passagem.

—Catherine, estamos exaustos… -Grissom começou quando os viu do lado de dentro. -Você precisa ir para ca…

—Querido, era a entrega? -A voz de Sara veio do corredor. -Estou esperando meu… Livro de física.

A morena chegou à sala com um robe de seda, pés descalços e cabelos presos em um confortável coque no topo da cabeça. Falava animada e ficou em choque quando viu toda a equipe parada na sala de seu apartamento.

—Eu sabia! -Catherine cantou vitória.

—Na verdade, todos nós desconfiávamos… -Greg emendou.

Sara abriu a boca para retrucar, mas apenas gaguejou alguma coisa inaudível. Grissom suspirou resignado e finalmente conseguiu falar:

—Querem se sentar?

—Claro que não, Gil. Só queríamos concluir esse caso, não arruinar a noite de vocês dois. -Catherine riu em tom óbvio. -Amanhã no Frank’s você conta tudo pra gente… Vamos, rapazes… Já atrapalhamos demais!

E com um sorriso no rosto, Willows se retirou com os rapazes. Grissom e Sara se abraçaram e trocaram um olhar aflito, até a porta ser aberta novamente.

—Estou muito feliz por vocês dois! -Cath disse com a cabeça para dentro do apartamento.

E se retirou de verdade.

—O que vamos fazer agora? -Sara indagou num sussurro abafado.

—Vamos voltar para o nosso banho… -Gil respondeu e ergueu o rosto dela pelo queixo. -Eles iam saber em algum momento. Agora vamos curtir aquela banheira quente, nosso vinho delicioso, enquanto eles se remoem de curiosidade.

E com um sorriso maroto, puxou Sara pela mão em direção à suíte.

Notas finais
PS: hoje eu gosto do Ecklie, ele virou gente depois da chegada da Morgan. Mas como na época ele era um insuportável, eu o retratei dessa forma. E aí, o que esperam para o último ? Até lá!