Evidências de um relacionamento proibido
6 Capítulo 6 - Por um fio
Sara voltou ao laboratório assim que possível e se reuniu com a equipe para trabalhar. Evitavam Ecklie e o FBI, se esquivando pelos corredores. Por fim, conseguiram colocar tudo o que coletaram em seus carros particulares e seguiram para o apartamento de Grissom, longe dos olhares dos outros.
Os cinco carregavam caixas e pastas na portaria do condomínio. Carter logo se levantou para ajudá-los a chamar o elevador.
—Boa noite! -Ele cumprimentou-os. -Muito trabalho, senhorita Sidle?
O sorriso simpático do porteiro fez os rapazes se entreolharem.
A morena assentiu e agradeceu quando ele segurou a porta para que os CSIs entrassem. Um homem de meia idade também entrou e cumprimentou a todos com educação. Quando as portas do elevador se fecharam, Nick resolveu provocar a amiga:
—Acho que o Carter está afim de você. Sara.
—Que ideia ridícula, Nick! -Ela protestou constrangida. -Ele é educado, só isso.
—Ele não perde a oportunidade de falar com você, senhorita Sidle. -Greg fez chacota.
Sara se limitou a revirar os olhos para ele e sair do elevador.
Entraram no apartamento de Grissom e o encontraram rodeado de evidências.
—Oi, pessoal! -Ele cumprimentou e se levantou.
Hank se levantou com ele e seguiu direto para Sara, pulando em seu colo. O entomologista pegou o que ela carregava em seus braços para que a morena pudesse abaixar-se para brincar com o cachorro. O gesto fez Greg cutucar Nick e Warrick discretamente. Catherine se limitou a arquear uma sobrancelha.
—Que cara é essa? -Gil perguntou quando viu a morena brava.
—Nada…
O supervisor olhou para os peritos e Nick resolveu provocar:
—Achamos que o Carter está afim da Sara… Muito gentil, mais que o normal…
Grissom arqueou uma sobrancelha e seu sorriso murchou. Virou-se de costas para eles sem dizer nada sobre o assunto, o que fez os demais se entreolharem.
Os CSIs se organizaram na mesa de jantar e começaram a debater. Deixariam o caso secundário para mais tarde.
—Bom, isso é tudo o que conseguimos sobre o caso até agora. Pelo que soubemos, o menino não foi encontrado ainda. -Catherine colocava o supervisor a par do caso quando se acomodaram. -Acreditamos que ele está se escondendo por conta da repercussão da mídia, o FBI fez um verdadeiro estardalhaço.
—Ecklie está muito aborrecido com isso tudo. -Sara emendou. -Então fugimos para cá… Ele suspendeu um técnico do dia porque ele não conseguiu analisar um pedido do FBI a tempo.
Grissom a encarou embasbacado.
—Ecklie está fora de controle. -Comentou baixinho.
—E pra piorar, o xerife está fora da cidade. Ele é o manda chuva da vez e está agindo como louco. -Greg complementou.
Grissom bufou e massageou sua têmpora; se essa situação continuasse eles poderiam ter muitos problemas com Ecklie.
—O que…
Catherine foi interrompida pela campainha. Grissom estranhou, não esperava ninguém, então se levantou rapidamente para atender. Todos prestavam atenção.
—Senhor Smith? Carter? -Grissom disse quando abriu a porta. -Algum problema?
A porta aberta revelou o porteiro, visivelmente inquieto, acompanhado do homem de meia idade que acompanhara a equipe no elevador.
—Na verdade sim, senhor Grissom. A senhorita Sidle está ?
Os peritos olharam para Sara, que corou instantaneamente.
—Podemos ter um minuto às sós? -O homem pediu ao vê-la.
A morena foi até eles e os quatro se encaminharam para o corredor. Os peritos se adiantaram discretamente para acompanharem a conversa atrás da porta.
—O que está acontecendo? -Grissom perguntou.
—Hoje eu estava no elevador com a senhorita Sidle e com os seus colegas quando ouvi conversas sérias sobre o senhor Carter estar importunando e assediando a senhorita Sidle… -O homem começou. -E eu, como síndico e responsável pelos funcionparios do nosso condomínio, precisava ter certeza do que está acontecendo para tomar as devidas providências.
Grissom olhou confuso para a namorada e ela declarou:
—Carter sempre foi respeitoso comigo, senhor Smith. Isso foi um mal entendido.
—Com todo o respeito, senhorita Sidle, mas não foi o que pareceu quando seus amigos estavam conversando. -Smith continuou. -Não permitimos nenhum tipo de comportamento…
—Não, senhor Smith! -Ela o interrompeu. -Foi um mal entendido dos meus amigo. Carter é ótimo conosco.
Ela suspirou e verificou a porta fechada antes de continuar:
—O que acontece é que esses amigos são nossos colegas de trabalho. -Explicou. -Eles não sabem que eu moro aqui. Nem que eu e Gil… temos um relacionamento.
Seu tom era tão baixo que o síndico se inclinou para ouvi-la melhor.
—Eles estranharam o tratamento cortês e confundiram com interesse romântico. -Ela continuou. -Sinto muito por essa confusão, mas Carter não fez nada.
O síndico olhou dela para Grissom e se deu por vencido.
—Peço desculpas pelo transtorno. -Disse por fim. -Manteremos a discrição sobre o relacionamento de vocês, então.
Grissom e Sara agradeceram e observaram os dois homens entrarem no elevador. A morena tinha um semblante sério e o encarava aflita.
—E agora, o que vamos falar para eles?
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