Everytime We Touch

26 Capítulo 26- Epicuro, Imperfection


Notas iniciais
Amoreeees >< eu não deixaria vocês sem esse capitulo ne u.u Bom, começo meu estágio terça feira, ( vou trabalhar demais T.T ) então vou ter que atualizar a fanfic a cada duas semanas ‘-‘ tem os trabalhos da escola ainda gente ‘-‘ é, vou sentir saudade de vcs >< Duas semanas é muito! Vamos sobreviver! o/ Até lá em baixo!

fall to your knees
You beg, you plead
Can I be somebody else
For all the times I hate myself?
Your failures devour your heart
In every hour, you're drowning
In your imperfection

Você cai de joelhos
Você implora você suplica
Será que eu posso ser outra pessoa
Por todas as vezes que eu me odeio?
Suas falhas devoram seu coração
A cada hora, você esta se afogando
Em sua imperfeição.

– A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada.

– Epicuro

Durante o treino, a senhorita Mitsashi acompanhou o jogador fazendo algumas gravações do loiro fazendo embaixadinhas e até mesmo fotos dele na academia a morena ousou tirar. Ela tinha em mente fazer uma matéria perfeita, uma das melhores matérias de sua vida.

Quem não adoraria saber sobre o melhor jogador de todo o Japão em uma entrevista feita pela srt.Mitsashi? Suas matérias eram feitas com excelência, totalmente detalhadas e bem escritas. Vídeos, fotos e tudo o que se podia imaginar ela conseguia e incluía em todas as suas matérias.

Naruto veio em direção a morena que estava focada na qualidade da imagem em sua câmera. Ele havia tomado um banho rápido no vestiário enquanto a morena o esperava. Sentou-se ao lado dela que somente ergueu a cabeça devagar querendo enxergar os orbes azuis do loiro.

Naruto olhou desnorteado para a morena que o encarava de uma maneira totalmente estranha.

– Você está bem?- Os olhos do loiro se mantinham arregalados com a atitude da Mitsashi. Sua boca estava quase como num bico entreaberto.

– Sim, sim...Obrigada por se preocupar.- A morena encarava os olhos do moreno, os olhos que lembravam os mais belos e nostálgicos olhos do ruivo. De Seu ruivo.

– Então já podemos ir? Quero dizer, fazer a entrevista pra reportagem?

– Claro. Quando quiser.

– Então vamos. Eu dirijo

Os dois travaram uma discussão para ver quem iria dirigir, mais no fim gargalharam divertidos com as próprias criancices. A Mitsashi acabou tendo o controle do carro. Durante o caminho até o apartamento do loiro, eles foram conversando tão tranquilamente e divertidos que pareciam se conhecer a anos.

Pelas caixas do som do carro, emitia uma música da banda F(X) Electric Shock. Os dois riam e dançavam sob os efeitos que a música transmitia. O loiro voltou-se o rosto para á frente da estrada. Seu semblante antes alegre e agitado agora era sério e pensativo, o que por parte assustou Tenten, que julgou bipolaridade na personalidade do Loiro.

Ainda dirigindo, olhava a frente para não bater o carro e virava a cabeça para o loiro sério.

– Aconteceu alguma coisa?

Ele parecia não ouvir, ou não queria respondê-la. A morena de coques estava começando a se preocupar com o loiro, e perguntou mais uma vez se algo havia acontecido. O mesmo estava perdido nos seus pensamentos.

A Mitsashi estacionou o carro no primeiro lugar que encontrou e tirou a música que corria como uma corrente elétrica por quem a ouvisse. Tocou o ombro do loiro que levantou a cabeça assustado.

– O que houve?

– Eu talvez não possa participar da entrevista.

– E porque não?

–Não posso decepcionar ainda mais meu amigo.

– A gente pode fazer a entrevista depois. Eu levo você até ele.

– Sério?

– Sim. – A afirmação seguida por um sorriso sincero de Mitsashi deixou o loiro um pouco mais aliviado. Ele havia reatado em secreto com a Hinata e julgava isso errado na situação em que o seu amigo se encontrava juntamente com a rosada.

A Mitsashi era inquieta, era ousada e atrevida. Curiosa queria saber o que o loiro pensava. O que ele sentia. Ligou o carro e deu partida. Perguntaria tudo mais tarde. Ela ganharia sua confiança e conversaria com ele depois. É claro, não iria expor os sentimentos pessoais do loiro para o mundo, mais seu coração ardia quando se intrigava em querer saber de alguma coisa.

– Pra onde eu devo ir?

–Para o hospital central de Tókio.

oOo

Estados Unidos, Los Angeles

Mansão dos Haruno’s

Horas Depois

Nana realizava seu trabalho que era de cuidar de todos os assuntos que envolviam imprensa para os Haruno’s. Vestida por uma calça preta e um, sobretudo vermelho, nana organizava todos os papéis e as agendas dos seus senhores.

Encontrou por dentro de uma agenda velha guardada no fundo da gaveta, um pequeno envelope. Pincelado pelas cores goiaba com um laço de cetim rosa claro a chamou atenção. Como era ela quem deveria organizar tudo aquilo ela deveria checar todos os papéis.

Abriu o envelope e de imediato avistou uma foto da Angelina Jolie num Local onde havia muita neve. Atrás da foto tinha um pequeno recado escrito em azul marinho.

‘’Olá, sei que não me conhecem e ainda não é a hora exata de me apresentar, mais adiante lhes direi quem sou, ou melhor, quem nós somos. Só pedimos a vocês senhores Haruno’s, a tão família perfeita, que vejam o que queremos mostrar a vocês e prestem bastante atenção.’’

Nana se perguntava qual recado eles queriam mostrar. Pegou o envelope mais uma vez e olhou por dentro dele. No fundo, bem no fundinho havia um pen-drive preto e vermelho da Sony Ericsson e imediatamente o apanhou.

Conectou o dispositivo e começou a ver o vídeo.

A imagem era negra, onde começava a surgir um mar bem azul, o mar parecia não se acabar jamais, mais a superfície foi alcançada. Havia uma árvore perto do mar sem praia, da qual emanavam flores numa cor exótica. O vento veio forte arrancado pétalas lindas daquela arvore colorida. Uma pétala voava em direção ao mar e quando o tocou não boiou. A pétala se afundava a cada vez mais, e na medida em que ela se afundava o mar se tornava ainda mais negro.

Letras gigantes pintadas pelo branco das nuvens apareceram na tela sob o mar. Elas diziam: Entenderam? Se entenderam, façam o que é certo. Se não entenderam lhes direi tudo. Siga as pistas vocês são inteligentes.

Nana estava confusa com tudo isso. Seguir as pistas? Angelina Jolie? Mar? Pétalas? Que tipo de pistas desanexa eram aquelas? Mexeu mais uma vez no envelope e não achou nada. O que ela deveria saber? Olhou dentro da gaveta e procurou, mais não encontrou.

Decidiu arrumar todas aquelas coisas e depois investigar sobre aquilo. Ela saberia tudo. Saberia e faria o certo. Mesmo sem saber o que era.

oOo

Tókio, Japan

A aula de educação física era demorada para Hinata que ainda sentia uma dor mínima em seu corpo delicado. Ela havia dito ao professor que estava com cólica então somente observaria a aula. Ela havia amado a noite que havia tido com o seu loiro. Ela podia chama-lo de SEU novamente, afinal, eles haviam voltado.

Lembrava-se claramente dos toques, dos beijos que percorriam seu corpo. Ele realmente era a melodia que faltava em suas composições.

Ela tinha de ser madura, ajudar aos amigos e ter crise de ciúmes aquela altura do campeonato estava fora de cogitação. Mais também tinha um porém, como sempre existe um ‘porém’ ou um ‘mais’ na vida de alguém, existia na dela também.

Eles haviam reatado em segredo. O loiro tinha medo do amigo se machucar com a notícia. Sua opinião era cingela. Sasuke tinha o direito de ser feliz, Sakura também, mais ela não podia deixar de ser feliz mais uma vez por outras pessoas. Sasuke teria que aceitar essa volta deles dois.

Tudo o que ela queria era ficar bem com o loiro, nem que para isso fosse necessário se acanhar e viver um romance em segredo. Um segredo que talvez pudesse ser perigoso.

Até que a ideia não era tão ruim assim.

Passaria a tarde ali naquela escola. Pensando nele. Pensando neles.

Após o termino da aula de educação física ela poderia ir para seu quarto onde ficaria mais a vontade. Onde felizmente ligaria para o amado. Deitou-se em sua cama devagar e lembrou que estava sem celular, afinal, o pai o tinha tirado dela.

Bufou nervosa com a situação em que se encontrou. Hiashi estava sendo cruel até de mais. Sentou-se na cama entediada olhando para os lados e tudo o que avistou foi a cama que pertencia a Sakura.

Sentiu vontade de ir até lá e mexer nas coisas dela e ver se tinha algo misterioso. Ou quem sabe uma prova. Mais uma parte de sua consciência dizia para não mexer em nada, era falta de educação mexer nas coisas dos outros. Suspirou derrotada e se levantou indo em direção a cama de Sakura, talvez, quem sabe, mais tarde se arrependeria por fazer isto.

oOo

Itália, Veneza

12 horas depois

Taiuya já estava em casa com os pais. Estava a ponto de sentir-se completamente realizada, afinal, os pais estavam unidos numa batalha que os mesmo diziam que envolviam o mundo espiritual.

Angelin e Luccius estavam sentados no sofá junto com a filha conversando sobre coisas alheias. Relembrando de quando eram felizes, quando toda a família se reunia e se divertia. Dos barracos da tia-avó Juceline, das loucuras do primo Agnelo. Era tudo esquisitamente divertido.

Os bolinhos de queijo haviam esfriado com o tempo da conversa dos três presentes na sala de estar. Eles riam, e riam mais alto ainda.

Taiuya ainda rindo pensou num detalhe importante. Eles estavam rindo, estavam felizes juntos. Não entendia o porquê haviam se separado. Talvez ela devesse perguntar aos pais que deveriam dizer a verdade.

–Mama, papa.

Os dois olharam para a filha que ainda tinha um sorriso no rosto. Eles deveriam saber que viria bomba com aquela tonalidade vocal da filha.

–Si querida.

– Vocês estão felizes...

– Si, estamos querida. E porque não estaríamos?- O pai perguntou.

– É que... Eu não consigo entender o motivo da separação de vocês. Quando estão longe um do outro ficam nervosos, compulsivos, mais quando estão juntos, o mar vira rosa.

– Querida acho que já está na hora de dormir né, o soninho da tarde. — Angelin disse na tentativa de fugir do assunto.

– Não Angelin. – Luccius interferiu. – Acho que Taiuya merece saber de tudo. Então sente-se e conte comigo.

Taiuya e Angelin arregalaram os olhos espantadas. Achavam que Luccius jamais entraria num assunto como esse. Angelin se sentou acenando positivamente com a cabeça.

– Sua mãe e eu éramos jovens nos amávamos. Amávamos muito. Mais o casamento foi esfriando.

– Foi esfriando porque o seu pai quis filha. Nada acontece por acaso. Conte a ela Luccius o que o disseram.

–O que disseram pro senhor papa?

– Certo domingo eu estava na igreja, eu estava orando e estava chorando porque sua avó estava doente. Eu pedia aos céus que ela ficasse curada, que ela ficasse bem novamente. Depois de tanto orar eu percebi que talvez fosse a hora de deixa-la partir.

– E o que tem haver?

– Já era noite quando resolvi ir a igreja de novo. Nesse culto sua mãe estava junto, você tinha dois anos na época. Um homem de cabelos escuros e pele escura chegou até mim com os olhos fechados e me disse algo que me fez pensar sobre tudo. – Pausou a fala e olhou para o chão. Suspirou e ergueu a cabeça dando continuidade a fala. – Inclusive sobre os planos de Deus e sobre o casamento.

– E o que esse homem te falou?

– Ele me disse que estar ao lado da sua mãe não era certo. Que não era isso que Deus queria. Pelo menos não para agora.

– E com o tempo por causa destas palavras o casamento foi esfriando a cada dia que se passava. Até o momento da separação.

– E por isso vocês se separaram?

– Tudo o que acontece tem um propósito.

– Luccius tem razão querida. Eu posso me considerar imatura naquela época. Hoje eu sou mais vivida, tenho mais cabeça.

– Eu acho que Deus não queria que vocês se separassem assim. A minha opnião, é que: Se estamos juntos aqui agora, devemos estar juntos assim, para sempre.

– Taiuya...

–Vocês se amam. Agora por favor, conversem e deixem o orgulho de lado. Chega de orgulho ou dessa brincadeira de esconder. Eu vou subir pra estudar o livro de Davi. Até o jantar.

Luccius e Angelin estranharam a atitude da filha. Ela foi estudar sem que eles mandassem? Agora poderiam dizer que estão orgulhosos da filha.

– Talvez devêssemos fazer como Taiuya nos disse. Deixar a brincadeira de esconder para trás.- Luccius proclamou quebrando o silêncio instalado no local.

– É. Então, quem começa?

oOo

Tókio, Japan

Hospital Central de Tókio

A morena de coques e o Loiro Haviam chegado ao hospital. A sala de espera estava cheia. Pessoas chorando querendo o bem de seus familiares estavam sentado, uns abraçando o próprio corpo, e outras abraçando alguém que pertencesse ao parentesco. A morena sentiu por eles, era uma dor horrível. Sentiu saudades dos pais que atualmente moravam na Colômbia. Faziam um dois ou três anos que a jornalista não os via. E ver aquele sofrimento familiar naquele hospital a fez sentir. Naruto não precisou pegar as fichas de passe do hospital. Só avisou que estava ali presente e já o deixaram passar, Afinal, era o melhor amigo do Doutor Uchiha.

Os guardas barrariam a morena se ela não estivesse junto com o loiro. Afinal, ninguém ali a conhece. Os corredores se tornavam mais longos a cada passo dado pela Mitsashi que já tinha o coração palpitando.

Naruto simplesmente estava confiando nela, Numa jornalista que acabara de conhecer. Talvez eles futuramente fossem bons amigos ou em alguma vida passada melhores amigos.

Parados em frente a porta branca do quarto em que entrariam, Naruto respirou fundo e fechou os olhos. A morena olhou a placa ao lado que numerava o quarto como 301.

–Naruto?

O loiro abriu os olhos e ergueu a cabeça abrindo a porta devagar. A morena olhava tudo aquilo espantada. As reações do loiro a deixavam preocupada e agora estar num hospital nem saber o motivo, a deixavam aflita.

– Teme...

Sasuke virou o corpo em direção ao amigo que sorria fraco. O moreno arqueou a sobrancelha quando notou a presença de mais alguém ali no quarto.

– Essa é uma jornalista. Srt.Mitsashi.

– É um prazer. Doutor Uchiha.

– Mitsashi Tenten. O prazer é meu.

– E como ela está?

Sasuke sentou-se novamente na poltrona ao lado do leito onde Sakura permanecia desde seu acidente. Olhou para Naruto e sorriu de canto.

– Ela nem se moveu.

O loiro abaixou a cabeça ao ver o quão deplorável o amigo estava. Tenten via o sofrimento nos olhos do doutor Uchiha, via que a situação era muito grave. Os olhos do Uchiha carregavam dor, angústia. Excitou em perguntar, mais perguntou.

– Essa jovem é sua namorada? Eu sinto muito...

Sasuke e Naruto a encararam. Naruto entendia o lado da morena, que por exercer tal profissão, seria de sua personalidade fazer perguntas.

– Minha suposta namorada.

– Eu sinto muito...

– E você e a Hinata?

O loiro olhou o moreno tentando esconder o desespero. Ele não queria contar nada. Não ainda.

– O que tem?

– Quando vão voltar?

– Não faço ideia.

– Porque vocês não param com esse frescura?

O loiro ficou estático com as palavras do amigo. Frescura? Sasuke nem sabia. Não entendia sobre eles. Tenten observava tudo calmamente, ou ela tentava manter a calma.

– Como assim frescura? Ninguém está com frescura.

– Não? Os dois se amam e porque não se assumem? – O moreno falava num tom baixo, mais seu rosto era sério dando medo na Mitsashi. O loiro sentia que Sasuke sabia que eles haviam voltado em segredo. O modo como ele falava dava-se a entender que ele sabia de tudo. – Não vê que coisas acontecem o tempo inteiro? Vocês nunca vão saber quem é que vai adoecer, quem é que vai ficar numa cama de hospital como Sakura está agora. E se Hinata estiver um dia no lugar de Sakura, você se sentirá culpado Naruto, você simplesmente vai decair. Não se preocupe comigo, apenas viva e não me espere.

O loiro ainda estava parado feito uma estátua apenas ouvindo o que o amigo dizia. Sasuke não sabia que eles haviam voltado, mais parece que ele sentia. A morena olhava tudo sem dar uma opinião, não queria estragar nada.

– Eu não posso teme. Não posso voltar com a Hinata quando você e a Sakura estão...

– Deixe de se preocupar conosco e se preocupe com vocês... Eu vou ficar bem...

– Teme...

– Anda logo Naruto... Vá viver.

Naruto olhou para o amigo por uma última vez e saiu da quarto. A senhorita Mitsashi apenas despediu-se do médico com um ‘tchau’ e foi em direção ao loiro.

Chegaram ao carro e o loiro desabou. Aquilo não era legal. A morena de coques se encontrou numa situação que a mesmo considerava estranha.

Tenten tocou o ombro do loiro fazendo carinho nele. Ela poderia deduzir que o mesmo queria ajudar o amigo, mais estava com sério problemas de carência.

– Naruto... Entre no carro. Está frio.

Naruto entrou no carro ainda chorando. Por mais que o loiro limpasse as lágrimas, elas caíam novamente. A morena se sentiu na obrigação de ajuda-lo.

– Naruto... O que foi que...

– Eu sou um traidor. É uma falha minha.

– Oque?

– Eu estive com ela.

– Com quem?

– Com Hinata? Nós, até fizemos amor de novo. Eu tinha terminado, mais eu...

– Naruto me diga...

– Nós voltamos em segredo.

– E por quê?

– Não quero que Sasuke se machuque com isso.

– O doutor Uchiha tem razão.

– Oque? Não ele não tem! Ele não sabe que nós não queremos machuca-lo?

– Ele sabe. Lembre-se das palavras dele. Ele não quer que você deixe de viver, deixe de ser feliz para sofrer junto a ele, ou como ele. Acho que você devia aproveitar tudo isso.

– Mais eu me sinto culpado.

– Mais não é. Eu não sei o que aconteceu com a namorada dele, mais sei que ele não quer que você passe pelo mesmo mais tarde. Então aproveite a sua. Assuma o relacionamento novamente.

– Conversarei com a Hinata mais tarde, mais isso não significa que mudarei de idéia.

– Simplesmente converse. Ainda está a fim de fazer a entrevista?

– Claro. Mais vamos fazer na casa dos meus pais.

– Não seria na sua casa?

– Quero que os conheça. Sabe, você é legal. Gostei de você.

– Também gostei de você Naruto. Agora vamos porque ainda temos muito trabalho a fazer.

A morena deu partida no veículo que ia em direção ao endereço que o loiro ditava para ela. Aquela tarde da Mitsashi seria longa.

oOo

Já era noite e Mikoto estava impaciente por não ver o filho mais novo. O mais velho estava jogando videogame. Ele esperava por Sasuke para jantar e assim contar que seria pai e se casaria com Konan.

Fugaku lia um jornal de notícias de London. Como o mesmo queria abrir uma filial da empresa na Europa ele deveria estar ciente de tudo do país.

Mikoto andava de um lado para o outro demonstrando impaciência. A morena não queria por razão alguma que o filho se prendesse ao hospital. Ela sempre tolerou todas as suas atitudes e vontades de querer a independência, mais dizer tudo aquilo a ela era demais. Ninguém nunca havia ousado dizer tudo aquilo a ela, nem mesmo Fugaku.

Quando Sasuke era mais novo, a família parecia ser mais perfeita. Ser mais feliz. Quando ela soube que estava grávida tamanha era a sua felicidade. Sempre havia sonhado com isso. Com a família perfeita.

Até um tempo atrás, estava tudo perfeito. Ela gostava da Sakura, mais as circunstancias a afastaram da rosada e do próprio filho. Seria para sempre uma esposa submissa. Essa era Mikoto Uchiha.

Fugaku já estava agoniado em ver a esposa andar de um lado para o outro. Retirou os óculos e olhou para a esposa.

– Algum problema Mikoto?

A morena virou-se em direção ao esposo que estava de um lado do sofá branco. Entrelaçou as próprias mãos e olhou séria para o marido.

– Não. Nada amor. Está tudo bem.

Fugaku deu de ombros para a resposta da esposa que se virou e continuou a andar sem rumo pela casa. O único barulho que se podia ouvir era o das armas do jogo call Of Dut ( nem sei se é assim que escreve mais eu tenho esse jogo miserável u.u ) de Itachi.

O estrondo do vaso sendo arremessado contra a parede veio acompanhado pelo grito furioso de Mikoto atraindo a atenção dos homens da casa. Fugaku e Itachi se entreolharam confusos com a atitude da mulher.

– Mikoto pare com isso.

Mikoto não ouvia Fugaku mais continuava gritando. A cada passo que a mesma dava era algo na casa que era quebrado. Itachi se levantou indo atrás da mãe que enlouquecida quebrava alguns móveis e vasos. Segurou-a por trás a impedindo de mexer os braços. Ela chutava o ar com força tentando atingir alguma coisa.

– Mamãe se acalme.

Depois de tanto gritar Mikoto deixou o peso do corpo cair. Itachi ainda segurando a mulher pode ouvir os sussurros dela. O choro de Mikoto se intensificava a cada instante que se passava. Fugaku simplesmente balançava a cabeça negativamente, mais não se movia para fazer algo.

– Itachi...

– Mamãe você precisa se acalmar...

Os minutos foram passando e Mikoto se acalmando. Fugaku não tirava os olhos do jornal enquanto Itachi cuidava da mãe.

– Obrigada Itachi.

– Mamãe... Sasuke vai voltar eu prometo...

– Mais a Sakura ela...

– Mamãe... Sakura não está aqui agora, e quando Sasuke voltar será com ela.

– Sakura não irá voltar. – Fugaku como foi o centro de atenção. As palavras dele fizeram com que o filho e a esposa o olhasse.

– Como pode dizer isso?

– Como me garante que ela irá?

– Mamãe!

– Desculpa Itachi.

– Vocês são tão ingênuos. Acham mesmo que naquelas condições Sakura sobreviverá? As condições médicas são: Ou se recupera totalmente ou morre. E até agora ela nem se moveu, não deu um sinal. Aceite Itachi.

– Eu não vou aceitar nada! Ela não pode morrer.

– Mais ela vai.

– Não, ela não vai. Você não pode chegar na casa do Sasuke e dizer tudo o que bem entender.

– Sasuke deve tudo a mim e a sua mãe Itachi.

– Ele não deve nada a vocês.

– Quem o colocou no mundo fomos nós. Temos direitos legais sobre ele.

– Ele não tem culpa que vocês foram uns tarados e não usaram camisinha.

– Itachi! Não fale assim comigo e com o seu pai!

– Eu falo sim. Nem sempre vocês tem razão.

– Sabe o que me admira em você Itachi? É que mesmo nos dizendo esse tipo de coisa, ainda permanece nos obedecendo.

Itachi olhou para o pai com um sorriso de canto. – Pois pode esquecer de todos os planos da empresa papai. Meu filho vai nascer longe de tudo isso.

– Não pode abandonar os planos da empresa. No próximo programa vai pra rede. Tudo oque você fizer tem uma consequência.

– Filho? Mais você não tem filho Itachi. Você não casou, não tem como eu ser avó assim.

Itachi olhou malicioso para a mãe que estava incrédula com toda aquela discussão entre o pai e o filho. – Você é que pensa mamãe.

– Itachi o que você fez?

– O que eu fiz? Isso realmente interessa?

– Pare com safadeza Itachi! Quem é a mulher?

– Konan. Agora que já sabem sobre mim e Konan eu já vou. Tchau.

– Espera! Itachi. Fugaku não deixe que ele vá.

O barulho da porta foi mínimo mais não impossível de ser ouvido. Mikoto mais uma vez chorava pelos filhos.

– Itachi ainda vai pagar por isso.

– Fugaku não faça nada com ele.

– Eu não farei. Não posso impedir a gravação do programa. Já vai pra rede.

– Você prometeu que os faria ficar...

– Mikoto, se recomponha. Esta não é uma atitude digna de uma Uchiha.

Mikoto secou as lágrimas e se recompôs ouvindo as ordens do marido. Fugaku andou em direção ao quarto e parou em frente a porta.

– Sasuke não virá. Venha se deitar.

– Estou indo. Vá na frente querido.

Após escutar o barulho da porta do quarto se fechar Mikoto pegou o celular e ligou para o filho. Sasuke não atendia o celular, o que a deixava ainda mais nervosa. Não era isso que ela havia sonhado. Fugaku não era assim, mais ela mudaria toda essa situação. Ela era capaz, se julgava capaz.

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Estados Unidos, Los Angeles

Mansão dos Haruno’s

Quatro dias depois

A mansão Haruno estava silenciosa. A senhora Haruno estava na piscina junto com o esposo. O calor que fazia em Los Angeles não era muito, era suportável.

Uma das serventes levava uma bandeja de prata pura nas mãos com duas taças de Champagne A servente serviu aos seus senhores e deixou a bandeja ali em cima juntamente com um tablet que a senhora Haruno havia pedido.

– Amor vamos tirar uma foto Please!

– Outra?

– Sim! Vai, essa tem que ir pro Twuiter! ( é gente u.u eu não sei como escreve )

– Tudo bem. Se achegue aqui.

A mulher dona de cabelos loiros e pequenos olhos verdes achegou-se ao lado do esposo róseo. Com o Tablet tirou uma foto do casal sorrindo na piscina.

– Enviar para Twuiter!

– Você ama essa rede não é mesmo?

– Claro! Só você não gosta.

– Vem cá e me dá um beijo.

A loira envolveu os braços em volta do pescoço do marido e depositou um beijo nos lábios dele. A tarde para os dois estava sendo maravilhosa.

Quando a hora do jantar chegou, todos comeram em silêncio. Após o jantar o senhor e a senhora Haruno foram até o escritório deles. Estava tudo organizado.

– Nana é a melhor!

– É sim Natsumi ( mãe de Sakura u.u )

O senhor Haruno sentou-se na poltrona da mesa central do escritório. A poltrona era feita de couro legítimo preto. Natsumi se fez sentar no colo do esposo e sorriu para ele.

Quando um beijo caliente ia acontecer a porta é aberta devagar dando a eles a visão de uma senhorinha de cabelos brancos. A senhorinha fechou a porta e trancou com as chaves.

– Nana? Porque trancou a porta? – A senhora Haruno disse.

– Eu achei algumas coisas. E acho que vocês também já devem saber.

– Do que está falando nana?

– Estou falando da filha de vocês. Como pensam em deixa-la para sempre? Deixa-la morrer?

– Nana não sabemos do que está falando.

– Vocês não tem cáracter. Eu vi as provas. Eu fui atrás.

– Você fala do vídeo? Como pode interpretar aquela coisa? Você está ficando paranoica.- a mulher zombou de nana.

– Paranoica eu? Não. Não tem somente essa prova. Tem cartas espalhadas por aí e vocês já a tinha lido. Estavam abertas.

– Você mexeu nas nossas coisas? Eu não te pago para isso nana.

– Então simplesmente não me pague. Eu sou mais vivida do que você, sou mais velha do que você. Eu sei bem do que estou falando e você também sabe.

– Nana, Natsumi já chega! – O home ordenou. – Nana sua filha te deu vergonha alguma, você não sabe como é.

– Não me deu desgosto porque eu dei carinho para ela. A filha de vocês está morrendo. Tenham misericórdia.

– Misericórdia de uma qualquer? Nana, somos a família perfeita.

– Mandaremos uma quantia em dinheiro para ela. Não anuncie a ninguém nana.

– Vocês não pensam mesmo. Todos aqui em Los Angeles conhecem a garota, ela sumir de repente será motivo de câmeras.

– Daremos um jeito nisso. Agora Nana retire-se.

Nana s retirou da sala do senhor Haruno. Ela viu o quão repugnante eles eram por não ajudar a filha que está semi-morta. Entrou em seu quarto e chorou o tanto que podia aguentar chorar pela menina.

oOo

Notas finais
E o que acharam? É gente a nana é uma velhinha toop’ hehe Parece que tudo esta entrando em seu devido lugar. Mais Sakura ainda nem deu sinal de que está se recuperando. Relaxem, não a matarei. Se a matasse a fanfic não teria sentido concordam comigo? E eu não sou tão louca assim não né uehuahuehuae Naruto tentando não machucar Sasuke acabou chorando t.t triste isso. Bom, Sasuke tem razão né. Itachi sendo divo, sendo Itachi