Everytime I Look For You
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Demorei muito? Não né? Okay...
Antes de tudo, MUUUUUITO obrigada a FeerHaner pela perfeita recomendação, eu amei demaaaaais, eu disse pra você né? *-*
Ficou linda linda *u* Uma recomendação "Jimmy" AUHSUHA (tu lembra?! tu lembra?! AUHSUAHS ninguem vai entender isso -.-)
Bom, é isso *-*
Muuuuuuuuuuuuito obrigada pelos reviews!
E boa leitura! (:
Frank POV
Naquela manhã de terça-feira acordei um pouco mais cedo. Abri meus olhos lentamente, por conta da claridade que os fazia arder. Instantaneamente um sorriso se formou em meu rosto, enquanto meus olhos somente encaravam o teto. Levantei andando em direção ao banheiro, para que eu pudesse fazer minhas necessidades e higiene matinal. Voltei para o quarto para me trocar, vesti uma calça jeans preta, o uniforme e finalmente meu All Star vermelho surrado. Depois de todas as minhas missões matinais saí do meu “QG”, seguindo para a cozinha.
Chegando lá, parei na porta, me escorando no batente da mesma e observando minha mãe, que ao invés de estar vestida para o trabalho, como sempre, continuava de pijamas. Entrei na cozinha, abraçando-a e roubando a xícara de café que estava em suas mãos.
– Que bela maneira de me desejar um bom dia, filho. – Sorriu, depositando um beijo em minha testa assim que me sentei à mesa.
– Te abraçando? Também achei. – Ri, tomando o café rápido.
– O que você acha de faltar à aula hoje querido? Eu estou de folga, sabe. – Me olhou docilmente e sorriu largo, lhe servindo outra xícara de café.
– Aaah mãe, hoje? – Me virei, colocando minha xicara na pia. – Eu venho direto da escola pra casa, que tal? Passamos a tarde juntos! Mas eu realmente não queria faltar hoje. – Fiz bico.
– Tudo bem, você quem sabe. – Sorriu. – Estranho você não querer faltar à aula. Deve ter algo muito importante na escola, não é? – Me olhou cúmplice, mantendo seu sorriso doce e me lançando uma piscadela.
– Mãe, por favor... – Abaixei a cabeça, sentindo meu rosto ficar quente. – Eu vou indo, okay? Vou passar no Jay. – Me aproximei dela, depositando-lhe um beijo bochecha.
Corri para sala, pegando minha mochila que estava jogada em cima da poltrona e a colocando sobre um único ombro. Falei um sonoro “tchau mãe” e corri porta afora, já seguindo o trajeto até a casa de Jared.
Tateei os bolsos de minha calça, pegando o celular e digitando uma mensagem para Leto, avisando para que me esperasse, já que eu iria pegar uma carona com ele. Caminhei rápido, ajeitando a mochila para que não escorregasse.
Assim que cheguei em sua casa, abri o portão andando até sua porta, dando três batidas na mesma, e com a impaciência meu pé fazia os mesmos movimentos.
– Bom dia, luz da alegria. – Jared sorriu, arrumando alguns fios do seu cabelo que estavam fora do lugar.
– Bom dia... Err... Sei lá. – Me escorei na porta. – Você já está pronto?
– Yeah, só vou pegar minha mochila e as chaves do carro. Me espere. – Falou já saindo e buscando suas coisas. Esperei cerca de três minutos e ele já estava de volta. – Vamos, pequeno Frank.
Seguimos para seu camaro prateado, brincadeira, aquilo estava mais para um maverick cinza. Entramos colocando os cintos de segurança e ligando o rádio ao som de Metallica. Arrumei a mochila em cima do meu colo, me virando e olhando para ele que se mantinha fixado nas palhetas do parabrisa.
– O que você quer hein, pequeno? – Jared sorriu, dando partida no carro.
– Ontem... Eu fui à casa do Gerard. – Escorei minha cabeça no encosto do banco.
–Sim, eu sei. E foi graças a mim, então, de nada. – deu uma piscadela. – Mas então, o que aconteceu?
– Eu beijei o Gerard. – segurei o riso. – No térreo de um dos maiores edifícios de New Jersey.
– Que lindo. Frerard. – Sorriu largo.
– O quê? – Perguntei confuso. – Frerard? Que porra é essa? – Ri.
– Frank com Gerard. – Soou óbvio. – Frerard.
– Como você é idiota. – Sorri sem graça.
– Ontem eu fiquei pensando o dia inteiro sobre isso, aí deu Frerard, eu gosto! – Agora fui eu quem o acompanhou na risada, e sem demora estacionou o carro na garagem da escola.
– Você não tem nada de mais importante pra fazer? – Desci do carro, arrumando a mochila no ombro.
– Não. – Riu, ligando o alarme e seguindo para o portão da escola, e então eu o segui.
Avistei Ray – e o seu cabelo — e o resto dos garotos logo à frente, e já puxei Jared comigo, indo em direção a eles. Porém, parei assim que vi quem estava junto deles, fazendo Jared bater nas minhas costas e me xingar de algo que eu não entendi.
– Não acredito que ela realmente veio. – Falei mais para mim mesmo do que para Leto.
– Quem? Porque você parou de repente? – Colocou a mão em meu ombro, me fazendo encara-lo.
– A Jamia, cara. – Apontei discretamente para onde ela estava. – Ela foi lá em casa ontem, disse que ia acabar com a vadia que me roubou dela. Sem falar que ela quase me estuprou. – Olhei assustado para ele, que devolveu o olhar.
– Eu sempre tive medo dessa garota. – Voltou a caminhar. – Mas você tá mesmo gostando de alguém?
– Huum... Digamos que... Um pouco. – Sorri arteiro.
Voltamos a caminhar – na verdade, Jared me puxava pelo casaco – e logo paramos com os garotos. E lá estava Lyn e Jamia junto com eles.
– Bom dia. – Jared sorriu. – Jamia, quanto tempo! Você emagreceu?
– Oi Leto. – Jamia sorriu falsa. – Oi meu amor. – Me abraçou.
– Err... Oi? – Mandei um olhar para Jared, que mais dizia “socorro!”.
– Você já conhece a escola, linda? — Leto tirou-a de meus braços. – Vem, vou te mostrar. – começou a puxá-la, arrastando-a para longe.
– Jamia é um doce. – Falei sorrindo falso, fazendo Ray rir.
– Nossa, ela nem é atirada. – Gerard falou, me olhando.
– Ela deve estar no cio, não tem outra “desculpa”. – Arrumei meu cabelo.
– Nossa, mas o que ela fez? – Way cruzou os braços, ainda me encarando.
– Ontem ela foi à minha casa, me jogou na cama e quase me estuprou. Se isso for possível. – Ri da cara assustada que os irmãos Ways, Lyn e Ray fizeram.
– Isso não acontece comigo! – Mikey falou revoltado, me fazendo rir.
– Eu vou ao banheiro, sabe, fugir. – Sorri. – A gente se vê.
Dei uma última olhada em Gerard, antes de seguir em direção ao banheiro, olhando de segundo em segundo para todos os lados, me certificando de que Leto e Jamia não estavam por perto. Chegando ao meu destino, deixei minha mochila no canto da pia e fui para frente do espelho, arrumando minha franja que insistia em ficar caindo sobre meu olho, como sempre.
– Quase foi estuprado. Uau. – Ouvi a porta do banheiro se abrir e uma voz se instalar sobre o mesmo, e bom, era Gerard.
– Pois é. Todos me desejam. – Brinquei, colocando o capuz, já que o cabelo insistia em não ficar no lugar, e então me virei para ele.
– Nós temos que conversar Frank. – Suspirou, cruzando os braços. Acabou o ar desse lugar ou o quê?
– Sobre...? – dei um passo para trás, me escorando na parede.
– Sobre ontem. Desculpa, mas acho melhor não continuar com isso. – Olhou para os lados. – Eu não quero magoar a Lyn.
– Você está mesmo com ela? – Enterrei as mãos nos bolsos.
– Frank... Ora, qual é, isso é errado. – Sorriu sem graça.
– O que é errado? – Abaixei meu olhar encarando meus pés.
– Nós. Eu nunca devia ter te beijado, eu estou com a Lyn, por Deus! – Sorriu nervoso, olhando para cima. – Eu não quero te magoar, por isso eu acho melhor pararmos por aqui. – Se aproximou devagar, porém eu continuava a encarar meus all stars imundos. – Antes que vocês se machuquem.
– Você não quer magoar a Lyn? – O encarei e ele assentiu. – E não quer me magoar? – Assentiu novamente. – Já parou pra pensar que já pode ter me magoado?
– Nossa, Frank, foi só um beijo. – Se aproximou mais.
– Para de se aproximar, Gerard. – Coloquei a mão em seu ombro, o impedindo de chegar mais perto.
– Eu não consigo... – Passou a mão em meu rosto.
– Por quê? Foi só um beijo, não foi? – Perguntei baixo, desviando o olhar para o chão de novo.
– Eu não sei... Só sei que não é certo... – Suspirou, e eu pude sentir o ar batendo levemente contra meu rosto.
– É verdade, eu também não quero que a Lyn fique triste. Me odiaria se isso acontecesse. – E me odeio ainda mais por fazer isso.
– Se você tiver algo pra dizer agora. – Levantou meu rosto, e eu o encarei, mordendo o lábio inferior.
– Não tenho nada a dizer... – Fechei os olhos.
– Eu queria que você tivesse. – Falou baixo.
– Só mantenha distância a partir de agora, Gerard.
– Como você quiser. Mas antes eu tenho que fazer algo.
– Vá em frente... – Dei de ombros.
Cerrei os olhos, sentindo Gerard se aproximar cada vez mais, de maneira que sua respiração se encontrasse diretamente com a minha. Tirou minhas mãos de seus ombros, me prensando na parede de forma bruta. Diferente do que pensei, seus lábios tocaram os meus de leve, ficando assim durante alguns segundos, como um mero selinho. Logo em seguida ele deu de costas, murmurando coisas inaudíveis, e então saiu do banheiro. Apenas ouvi seus passos pesados junto do estrondo da porta.
Suspirei pesado, sentindo uma espécie de culpa caindo sobre minhas costas. Joguei a cabeça para trás encarando o teto. Peguei minha mochila e sai do banheiro, dando de cara com Kyle, que não tinha uma feição das mais agradáveis.
–Pronto, era o que faltava! – Bravejei.
–Sai da minha frente, babaca. – Me empurrou. – ‘Tá bravinha por quê? Brigou com o namorado? – Falou furioso.
– Olha quem fala! ‘Tá putinha por quê? Ninguém te comeu essa noite? – Empurrei-o.
– Escuta aqui Frank, eu só não acabo com você – me segurou pela gola do casaco. – Porque eu...
–Porque você não é louco. Larga o Frank agora. – Jared apareceu. E ele tinha um machucado no canto da boca.
Kyle o encarou sério e me soltou, voltando a me fuzilar pelo olhar e logo em seguida entrar no banheiro. Bufei nervoso, ajeitando o casaco e olhando para Jared.
– O que aconteceu? – Perguntou desentendido.
– Eu quero ir embora. Não vou assistir à aula hoje. – Disse, virando as costas e seguindo pelo corredor que dava para o pátio. – E você vem também. – Chamei-o, estralando os dedos.
– Eu não sou um cachorro para que você fique me chamando desse jeito. – Me olhou bravo quando começou a caminhar ao meu lado.
Em passos largos e rápidos, logo nós chegamos ao estacionamento, entrando no carro e fugindo dali o mais rápido o possível, antes que alguém nos visse. Quando estávamos a alguns metros de distância da escola, resolvi cortar o silencio incômodo.
– O que aconteceu com você? – Apontei para sua boca.
–Briguei com o Kyle assim que a Jamia me bateu e correu para te procurar. Aquele garoto não me deixa em paz! – Apertou o volante. – E com você? Para quê fugir desse jeito?
–Gerard praticamente me deu um fora para não magoar a Lyn. – Bufei, jogando a cabeça contra o assento do carro. – Eu quero um cigarro. E uma cerveja. E não quero ir pra casa agora.
– Mas o quê? – Me encarou por alguns segundos. – Eu não vou comprar isso pra você!
– Foi você que me fez experimentar o cigarro, e a cerveja ‘tá no sangue, agora compra pra mim e não discute! – Falei irritado.
– Eu não vou comprar!
– Compra! – Bati com os pés no painel no carro, fazendo birra. – Por favor, Jay, para eu ficar mais calmo...
– Vai comer a Jamia então, e não estraga o meu carro! – Bateu nas minhas pernas.
– Só se eu tomar Viagra pra comer aquela menina. – Bufei, cruzando os braços. Jared apenas riu.
– Vamos para o píer, eu tenho alguns cigarros ai dentro do porta-luvas.
O resto do trajeto foi um saco, um silêncio onde somente podia-se ouvir o barulho do motor do carro. Chegando ao píer, desci do carro, abraçando meu próprio corpo por conta do vento frio que havia lá em cima. Sentei no capô, pegando um cigarro que Jared já havia me entrego acesso.
– A vida é uma merda. – Falei. – Quando eu acho que ela vai melhorar...
– Mas a vida é assim Frank, você só sabe que tem um coração quando ele se quebra. – O encarei e ele sorriu. – Você estava gostando dele mesmo né?
– Estava... – Traguei o cigarro, soltando um pouco da fumaça segundos depois.
– Vai terminar tudo bem, acredite em mim. – Piscou.
– Eu vou acreditar, e não me decepcione. – Deitei, fechando os olhos. – Por favor...
– Eu não vou... – Deitou ao meu lado, me abraçando. Jared conseguia ser muito... Amigo, para não dizer outra coisa.
18hrs39min
– Nossa, está movimentada a sua rua. – Jared falou assim que pegamos o trajeto para a minha casa.
Eu estava tão irritado, que resolvi passar o dia fora. Ficamos a tarde inteira no píer, Jared apenas saiu para comprar cervejas e hambúrgueres. Então quando começou a escurecer, decidimos voltar para casa.
– Aquilo são as luzes de uma viatura de policia? – Perguntei preocupado.
–Parece... – Jared me olhou do mesmo jeito e acelerou o carro.
–Jay, é na minha casa! – Fiquei nervoso, mordendo a manga do meu casaco.
Jared pisou no acelerador, já estacionando na frente da vizinha, que olhava toda a cena de olhos arregalados. Desci correndo, empurrando todos que estavam na minha frente, até chegar à portaria. Avistei Ray no meio da pequena multidão que já havia se formado. Andei em sua direção e assim que ele me viu, veio rápido e me abraçou.
– Eu ouvi os gritos Frank. – Ele apoiou as mãos em meus ombros. – Tentei te ligar e você não atendia. Então revolvi vir à sua casa, porque você sumiu da escola, e eu fiquei preocupado. Quando eu cheguei aqui e ouvi os gritos, eu chamei a policia e eles arrombaram a porta, e...
– Ray, o que aconteceu? – Segurei suas mãos com força. Minha voz estava falha devido ao nervosismo.
– O seu pai, ele perdeu o controle. Ele bateu na sua mãe, o prenderam agora e sua mãe foi para o hospital e...
– Minha mãe tá no hospital? – Senti meus olhos lacrimejaram.
– Vai ficar tudo bem. – Ray me abraçou forte. – Vai ficar tudo bem...
Notas finais
Vejo vocês nos review okay?
Podem me xingar, eu deixo ASAUHSUA
BJO BJO BJO
Até o próximo :3
♥
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