Notas iniciais
Voces devem ta morrendo de raiva de mim não é? Isso é, se ainda existir alguém ai!
Eu tava passando por um momento meio difícil, e ainda tem meu castigo e tal, por isso o desaparecimento. Bem, mas enfim consegui escrever um capitulo pra voces. Não sei se vão gostar, mas está ai.
Boa leitura e nos vemos nas NOTAS FINAIS

O jardim, que sempre esteve iluminado, hoje estava completamente negro. Não enxergada nem um palmo a minha frente. Com uma sacola de comida na mão e o refrigerante na outra, fui andando vagarosamente até a saída do jardim, onde eu encontrei a grande casa de Ana. As luzes da casa estavam apagadas, só a da cozinha acesa, como da ultima vez. Nas pontas dos pés fui caminhando até a sacada do seu quarto e quando cheguei soltei um assovio fraco, só para ela ouvir. Ana apareceu na sacada vestindo um shorts jeans, uma camiseta curta e um casaco por cima. Linda...

- aqui em baixo! – cochichei e ela me encarou sorrindo

- vai pra cozinha! – ela sorri – to te esperando lá, só não faz barulho hein!

Ri e fui caminhando para a porta da cozinha. Virei a maçaneta de vagar e entrei. Estava gelado lá dentro.

- Oi – ana aparece na porta da escada, agora descalço e com o cabelo amarrado.

- oi – sorri igual um idiota

- vamos... – ana tirou o refrigerante das minhas mãos e caminhou cozinha a fora.

A acompanhei em silencio, até que meu pé vacila e tromba com uma mesinha. Ótimo. Ana me encara assustada e brava.

- ana? – escuto uma voz desconhecida, vindo da escada.

Ana praticamente joga o refrigerante contra meu peito e me empurra novamente para cozinha. Não pude deixar de rir com aquilo.

- quieto! – ela resmunga me dando um beliscão

- ai – reclamo e fecho a cara.

Ela volta para a sala e logo começo a ouvir sua conversa

- ana? Ta fazendo o que aqui embaixo? – era uma voz feminina, provavelmente sua mãe.

- é... vim pegar um copo de água

Estiquei minha cabeça para fora da cozinha só para ver a tal mulher. Alta, morena, linda... Muito parecida com a Ana.

- tudo bem querida – ela sorri – volte a dormir logo ok?

- pode deixar... só vou pegar a água – disse apontando para a cozinha

Voltei minha cabeça para a posição inicial e esperei ana voltar. Escutei seus passos e logo a vi entrando na cozinha. Ela não me viu então peguei na sua cintura a dando um susto. Ana soltou um grito baixo e se virou, ficando com seu rosto colado no meu. Ali, quase que eu a beijo, faltou pouco, muito pouco.

- voce é louco – ela disse se afastando. Aquelas eram bochechas vermelhas?

- voce está com vergonha! – disse sorrindo

- não estou não – ela arruma o cabelo e eu ri, peguei a sacola e ela o refrigerante.

Fomos para seu quarto, ela entrou primeiro e logo em seguido eu. Ana trancou a porta e me encarou sorrindo.

- pode colocar ali – ana aponta para sua mesa de chão, que estava no centro do quarto. Aterrissei a comida ali e ela o refrigerante – o que voce trouxe?

- comida chinesa, gosta?

- muito! – seus olhos brilharam e ela se sentou no chão, fiz o mesmo – faz anos que eu não como isso..

Tirei as caixinhas da sacola e as abri. Sorri com a cara que a ana estava fazendo para a comida. Empurrei uma caixinha para ela e ana pegou com a maior vontade.

Faço o mesmo.

Ana ria quando o macarrão sujava a minha boca, e limpava com o guardanapo.

- voce parece criança comendo justin! – ana limpa o canto direito da minha boca

- não pareço não!

- parece sim

- não pareço

- nossa, que maduro isso! – ela disse rindo e eu a acompanho

- ta bom? – pergunto olhando para sua comida

- muito!! – ela ri – e a sua?

- também – ri

Terminamos de comer em silencio. A cada passo ela me encarava e ria.

- nossa, acho que comi de mais... – ana disse largando a caixinha em cima de sua mesa e colocando a mao na barriga

- eu acho que ainda cabe mais três caixinha dessas aqui... – digo raspando o fundo da caixinha. Ana me encara espantada e eu rio

Ela se deita no chão e fica me encarando

- que foi?

- nada – ela ri

Engatinho até seu lado e me deito ali. Ficamos nos encarando um tempo e ana segura minha mão

- é estranho...

- o que?

- como eu me sinto segura do seu lado. – ela ri e eu acaricio seu rosto

- que bom ana...

- pensei que voce tinha esquecido de mim quando não foi nos encontrar hoje...

- nunca vou me esquecer de voce – falo sério – eu não fui porque sou um idiota.

- não fala assim, voce não é idiota justin! – ana franzi testa e me encara brava

- voce é a única pessoa que acha isso sabia?

- duvido! Aposto que seus pais não concordam com isso

- não aposte

Ana se senta e me encara

- por que voce duvida tanto de voce?

- porque tenho vários motivos para duvidar

- por exemplo... ?

- varias coisas ana – suspiro e me levanto

- não confia em mim?

- confio!

- então me conta

- quem sabe outra hora?

Ana me olha decepcionada e se levanta do chão, indo se sentar na sua cama

- não é que eu não confie em voce, só acho que voce não precisa saber dessas coisas...

- ta – ela não pareceu convencida

- ficou brava comigo?

- não – ana tenta soltar um sorriso inocente – claro que não

Eu não tava a fim de discutir, não com ela. Então achei melhor mudarmos de assunto

- o que voce fez hoje?

- depois de ficar uma meia hora te esperando com a minha mae – ela disse com um tom risonho na voz – voltei pra casa e vimos um filme

- legal... qual?

- não lembro o nome não – ela ri e eu a acompanho.

- que bom se se divertiu com sua mãe...

Ana solta um riso fraco e depois encara o chão

- por que não vamos no cinema amanha? – soltei assim, sem prensar mesmo

- cinema? – ela ri

- sim... o que foi?

- nada.. voce vai rir

- conta ana! – a encaro e ela ri envergonhada

- eu... eu nunca fui ao um cinema...

- o que? – estralo os olhos e ela me encara – é sério?

- sim... voce sabe, eu não costumo muito sair de casa...

- então voce vai amanha comigo!

- não sei... carlos e...

- aah não

Me levanto e ela me encara assustada

- vai deixar esse idiota te controlar de novo? – minha voz estava começando a ficar alta de mais

- a voz... por favor – ela implora

- ta – me controlo – e então? Vai deixar ele mandar em voce mais um vez?

- mais uma vez... – ela ri parecendo ser uma piada que só ela mesma entendia — para voce é tão fácil não é?

- e por que seria difícil?

- nada – ela bufa me deixando irritado, odeio quando fazem isso – não quero começar uma discussão sobre minha vida ok? Não vale a pena...

Ana realmente não tinha raiva e nem sede de briga em sua voz, estava calma de mais...

- ta, desculpa, acho que to meio nervoso hoje

- tudo bem

O clima tava tão tenso hoje! O que estava havendo?

- e... – ela solta um riso – e que horas vamos nos encontrar amanha?

- então....? – a olho. Ana sorria – voce quer sair comigo?

- é, vai ser legal

- ótimo – sorrio feito um idiota – não sei, voce quem sabe.. as seis esta bom?

- aham – ana sorri – e o que vamos ver?

- voce gosta de filme do que? Romance? Drama?

Eu estava animado de mais... e ana pareceu perceber isso

- pra falar a verdade, todos! – ela ri

- então eu procuro alguma coisa interessante e compro os ingressos. Pode ser?

- devo confiar no seu gosto critico para filmes? – ela arqueou as sobrancelhas

- claro! Sempre! Nunca duvide de mim... nunca!

- nossa... deu até medo agora – ana gargalhou alto de mais e eu tampei sua boca

- esse negocio de encontros a escondidas não ta dando muito certo – cochicho

- é o único jeito

— e sabe... – coloco as mãos no bolso – se voce quiser... a gente pode ir.. jantar.

- voce ta me chamando para assistir um filme e jantar com voce? – ela parecia indignada

- se não quiser, tudo bem...

- mais é claro que eu quero! – ela ri – eu só acho estranho um garoto como voce me chamar para jantar fora... Quer dizer, deve ter milhões de meninas querendo sair com voce, e voce chama EU!

- garotos como... Eu? – disse confuso

- é... Bonito – suas bochechas rosaram automaticamente

- oow – me aproximo dele e seguro suas mãos – voce me acha bonito?

- justin! – ela escondeu o rosto e eu ri

- me responda ana! Voce me acha bonito? – a provoco com um sorriso no rosto. Nunca vi uma menina tão tímida!

- meu deus, voce quer o que de mim? Já disse isso, não quer que eu repita não é? – ela ainda não olhava pra mim

- claro que eu quero! Faz bem pra minha auto estima

Ela solta uma risadinha e solta suas mãos das minhas, levando direto para seu rosto e o cobrindo

- aah ana! – a empurro e ela cai deitada na cama, rindo – tire as mãos do rosto!

- não...

- quer que eu faça cocegas? – disse com uma voz sapeca e ficando em cima dela, com minhas mãos do lado de sua cabeça e minhas pernas do lado das suas. Nossos rostos estavam numa mesma linha e eu estava louco para ver aqueles olhos de perto. Se ela tirasse as mãos dali.

- não... voce não seria capaz de fazer isso! Eu rio muito alto justin

- então tire as mãos do rosto – cochicho

De vagar, ela vai escorregando as mãos para o pescoço e depois abre aqueles lindos olhos castanho escuro. Ana se assusta ao me ver tão perto dela, mas depois abre um sorriso lindo

- viu... não doeu nada – eu ainda cochichava, talvez porque se eu falasse um pouco mais alto, minha voz sairia falhada

- é...

- entao repete o que voce me disse antes.

- não vou fazer isso

- minhas mãos estao prontas para te fazer cocegas... e eu sei muito bem que seu ponto fraco é sua barriga então... acho melhor dizer logo!

- voce... voce... voce é lindo... justin

Ana também estava cochichando e assim que terminou a frase, suas bochechas voltaram a cor anterior

- voce também é muito linda... a menina mais linda que eu já vi em toda minha vida.

- justin, que vergonha! – ele resmunga e fecha os olhos me fazendo rir

- é a mais pura verdade...

- não

- sim

- não

- posso continuar dizendo “sim” até amanhecer... – digo rindo e ela bufa

- voce é muito chato

- eu sei, e voce gosta desse chato, não gosta?

- não. Não gosto!

- a é?! – arquejo minhas sobrancelhas e ela me olha assustada

Sento em sua cintura, a prendendo ali.

- sem escapatórias agora...

- não, voce não vai fazer isso não é?

- voce disse que não gosta de mim.

- era mentira! Eu gosto de voce

- não adianta agora, o que ta feito ta feito...

Ela tenta escapar e eu começo a fazer cocegas. Ana começou ir freneticamente e eu a acompanhei. Aquele era a risada mais gostosa de todas!

- chaga... pelo amor... de deus!... justin!

Fui parando de vagar assim que vi que ela estava sem ar. Seu rosto tava que nem um pimentão e ela estava toda suada

- aprendeu?

- besta! Me deixou toda suada aqui... arg – ela reclama mas depois solta um risinho

- nossa, que dozinho de voce!

e do nada, ana parou e ficou me encarando, seria.

- ana? Voce ta bem? – disse um pouco assustado

De repente ela agarrou meu pescoço e me deu um abraço muito apertado, fazendo eu cair com tudo em cima dela

- voce é louca? Eu quase machuquei voce!

- não importa

- não machucou né? – me afastei do abraço e a encarei

- obrigada por estar aqui...

Seus olhos estavam brilhando e ela estava cm o maior sorriso do mundo no rosto. Sem pensar, me aproximei mais dela e a beijei.

Idiota! Voce quer estragar tudo?? Ela não disse que estava gostando de voce, só agradeceu por voce estar aqui! Imbecil, idiota, mula, retardado...

Espera!

Ela ta correspondendo?!

Ana levou as mãos ao meu cabelo e ficou com elas ali. Eu coloquei uma de minhas mãos na sua nuca e outra em sua cintura. Era um beijo calmo, sem pressa, afinal, o que podia acontecer?

A puxei para mais perto e quando percebi estávamos sentados na cama, ela em meu colo e eu a segurando forte. Tracei um caminho de beijos em seu pescoço e a ouvi rir. Ela estava gostando?

Voltamos para a boca e aos poucos fomos terminando o beijo. Ana deu dois selinhos em mim e depois desgrudou nossas bocas de vez.

- não deveria ter feito isso... – reclamo com a testa grudada na dela e os olhos fechados.

- não gostou? – ana se desgruda de mim, me fazendo abrir os olhos e dar de cara os aquelas duas maravilhas, que ela chama de olhos, estralados.

- voce é boba? – sorri – é claro que eu gostei!

- então porque disse que não deveria ter me beijado? Não quer me beijar?

- te beijar é o que eu mais quero nas ultimas semanas ana – levo minha mao ao seu cabelo – eu só não sei se estava na hora certa, sabe? Não quero fazer nada errado e te perder depois...

- voce não vai me perder! — ela ri – que susto que voce me deu... pensei que não gostasse, não gostasse de mim

Rio da sua cara de assustada e ela me abraça com força. Vejo o relógio na sua estante, quinze pras cinco.

Nos separamos e eu a encarei

Continua...

Notas finais
Gostaram?
Eu não achei lá essas coisas, mas é o que eu consegui fazer. Espero que tenham gostado, pelo menos um pouco.
Que tal, se ainda tiver alguém ai, voces mandarem sugestões legais para fic? Ia ser mt legal se vcs me ajudassem também ;]
Olha, eu ainda não sai do castigo, por isso não sei quando voltarei, mas eu VOLTAREI, juro! Prometi que voltaria e estou aqui não é? Hehehe
Enquanto aquela nova regra do Nyah, eu ainda não sei o que eu vou fazer com as fics, provavelmente postar no meu blog e excluir aqui. Mas quando eu for mudar, eu aviso voces com antecedência :)
E é isso minhas lindas, espero que voces comentem alguma coisa, nem que foi um "Legal".
Beijokas e até logo ♥3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.