Everything is fault of destiny
1 O destino as vezes gosta de brincar.
Notas iniciais
Entrei em estado de êxtase quando percebi o que estava acontecendo. Eu gritava pelos médicos, enquanto a máquina de batimentos cardíacos apitava conseqüentemente.
– Não. Não. James! Alguém me ajude! – Eu gritava a beira de lágrimas.
Os médicos entraram rapidamente, preparam o material de choque.
Me afastaram de James, para os médicos começarem a tentar trazê-lo de volta.
– Vamos James... – Eu falava na porta.
– Aumentem a potência. – Fala uns dos médicos.
Vejo o seu corpo levantar da cama com a potência do choque. Mais uma vez. Duas. Três.
– Hora da morte: 02h30min.
***
Yes I'm back in black"
Eu acompanhava o ritmo da música. Fazia um ano que James, meu irmão morreu.
Homens de Letras, essas palavras ecoavam em minha cabeça nos desde meus treze anos. Papai havia deixado as pistas de onde era o esconderijo.
Apesar de Abaddon ter destruído quase todos, um casal, apenas um sobreviveu. Meus avós Willian e Elisabeth Vanhunter escaparam, que acabaram tendo o meu pai. Charles Vanhunter, onde continuou a carreira até conhecer minha mãe.
Ele contou a ela sobre os demônios, mas eu e meu irmão nem imaginávamos. Até uma noite quando tínhamos 13 anos e vimos mamãe ser morta.
Dou mais uma olhada em suas pistas, as quais eu havia feito questão de deixar tudo organizado. James adoraria conhecer o esconderijo. Passamos anos seguindo as dicas e pistas do meu pai.
Papai nunca quis que eu ou James seguíssemos a profissão, nem depois do que mamãe morreu. Ele só nos ensinou o básico, porém se você vê seu pai ser morto por um demônio; tudo que você quer é vingança e continuar matando esses filhos da mãe.
Estaciono o meu carro, e desço do próprio. Vou até a mala do carro e pego minha bolsa, tiro o fundo falso e pego uma arma.
– Só para garantir. – Falo comigo mesma.
Começo a andar pelo beco e acho a porta, a qual passei anos procurado, aquela que continha A estrela de Aquário na porta.
A abro delicadamente e entro animadamente. Assim que estou porta adentro desço a escada e sorrio.
– Exatamente como eu imaginava...
Eu preciso parar de falar sozinha. Ando até uma central onde continha papeis com símbolos e uma placa... Se estou certa, uma das placas de Deus.
– Que droga é...
Não termino a minha frase e ouço um disparo de arma contra o abajur da mesa.
– Quem é você? – Grita um garoto de cabelos negros e olhos castanhos.
Suspiro revirando os olhos e olho para ele.
- Sou uma preceptora, cronista de mistérios que não são facilmente explicáveis ou conhecido para os homens.
Odeio enrolar sou completamente direta. O garoto me olha estranho.
– Uma mulher? No grupo dos Letras?
Ótimo o pirralho pensa que eu sou um demônio. Bufo tirando minha jaqueta. Abro a minha bolsa tirando uma água benta, a qual despejo na mão. Corto a mão com uma faca de prata.
– Feliz? – Caminho até uma pia que havia ali próxima e lavo a mão.
Aquele garoto assistiu aos meus movimentos atentamente.
– Não sou um levitã, ok? Sou apenas uma mulher, normal, que mata coisas sobrenaturais.
O moreno a minha frente fica sem jeito. Acaba optando por passar a mão no cabelo.
– Desculpe, Kevin. Kevin Tran. – Ele estende a mão e eu a aperto.
– Elisa Vanhunter. Pelo o material em cima da mesa, percebo que há um profeta entre nos... Pode me dizer quem seja ele?
Começo a falar educadamente com Kevin, se for ele o profeta o coitado merece o mínimo de consideração. Deve ter passado por muitas coisas.
– Na verdade... O profeta sou eu. – Ele sorri.
– Interessante. Sei que não é de meu assunto, mas que placa é essa?
- Ah! Essa é a dos demônios, e se quer saber são bem difíceis de traduzir.
Me sento numa cadeira e olho suas anotações. Definitivamente tinha cara de ser difícil.
– Então...- Kevin se senta à minha frente. – Como achou a sede?
Demoro uns segundos a responder, pois estava interessada naquele conteúdo, mesmo não entendo. Kevin parecia ser muito inteligente.
– Meu pai. Ele trabalhou aqui como um homem de letras e me deixou dicas de chegar aqui, por exemplo: a cada criaturas sobrenatural que eu matava, uma pista aparecia. Que na verdade não eram para mim, e sim meu irmão James mas eu não ia deixá-lo sozinho nessa, então... Fiz tudo com ele, porém ele não conseguiu chegar até o final. – Abaixo a cabeça
Kevin engole seco.
– Sinto muito. Enfim... Primeira mulher de letras, bom pelo que eu sabia. Como está se sentindo?
Ele queria mudar de assunto. Sorrio com isso. Como eu me sentia? Orgulhosa. Sempre quis chegar ao estágio final.
– Muito bem e...
A porta mais uma vez é aberta.
Três homens aparecem, me encarando como se eu fosse um monstro pronto para ser morto.
– Kevin, quem é essa? – O loiro pergunta.
Me levanto da cadeira e ando até eles.
– Uma mulher de letras. – O loiro ri em tom de deboche.
– Uma mulher? Entre os letras? Novidade.
Ótimo, já basta eu ter ralado para chegar até aqui. Aí vem um homem machista para cima de mim.
– Preconceito com as mulheres? Pelo que eu saiba sem nós vocês homens, não seriam nada.
O Loiro sorri divertido. E eu arqueio a sobrancelha. Uma provocação um tanto idiota.
– Como sabe que eu não sou um demônio pronto para matar vocês? – Cruzo os meus braços séria.
– Porque eu garanto que se está viva, é porque é humana. E se fosse algo sobrenatural Kevin já teria dado fim em você.
Dou uma risada, descruzando os braços. O Loiro era bem divertido, porém tinha uma cara bem perceptiva de mulherengo.
– Dean Winchester. Este é meu irmão Sam, e esse Castiel, um amigo nosso.
Levo o meu olhar ao homem de sobretudo, era impossível ser o Cass. Não acredito no que estava vendo, Castiel vivo. Eu orei tanto para ele, pedindo ajuda. Por James.
Castiel também me analisava, como se já me tivesse visto. Aliás eu tinha mudado um pouco. A última vez que o vi tinha 17 anos.
– Elisa Vanhunter. – Aperto sua mão.
Castiel fica branco. Reviro os olhos.
– Sim. Sou eu Castiel, e não me olhe assim. Sei que ouviu minhas orações, portanto sei também que você talvez tivesse coisas mais importantes que salvar a vida de James.
Ele se aproxima de mim e me abraça. Cass podia ter mudado de casca, mas ainda era a mesma pessoa. Se fazia algo errado, se sentia culpado, egoísta.
Começo a sentir um pouco de suas lágrima em meus ombros.
– Cass, está tudo bem. Eu já superei! Raiva? Sinto, claro, mas não a ponto de te odiar. Tenho certeza que fez o certo.
Castiel enxuga suas poucas lágrima e sorri.
– Eu falhei com você Elisa, por isso se precisar de algo eu faço.
– Agradeço Cass. E desculpem meninos, eu e o Castiel nos conhecemos, éramos ou melhor ainda somos amigos.
– Desculpe me intrometer no assunto, mas James, ele era algum parente seu? – Sam pergunta meio sem jeito.
– Meu irmão, no início foi difícil, passamos anos juntos, seguindo o negócio da família. Aí quando aquela única pessoa que você ama vai embora... Seu mundo acaba.
Sam e Dean trocam olhares e sorriem.
– Te entendemos – Falam ao mesmo tempo.
O silêncio se estabeleceu por uns segundos. Falar de James era difícil, sempre evitei o assunto.
– Elisa, deve estar cansada. Se aposente em um de nossos quartos, fique a vontade e qualquer coisa fale. Vem, vou mostrar o seu quarto. – Sam me guia até o quarto.
Abro a porta e coloco a bolsa em cima da cama.
– Obrigada Sam. – Sorri gentil.
– Sem problemas. Vá descansar, e Elisa se não se importar e também por questão de explicação... Amanhã você podia contar sua história, afinal apareceu aqui do nada. Sem querer se grosso claro. – Ele só enrola nas palavras.
– Ok Sam, eu entendo. Boa-Noite.
- Boa- Noite.
Ele fecha a porta e eu caio na cama.
"É Elisa, você pode sofrer mas o destino também sabe trazer coisas muito boas"
Uma voz fala em minha cabeça, reviro os olhos e me ajeito para dormir. Amanha irá ser um longo dia.
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