Notas iniciais
Espero que gostem ^^
XOXO :3

SAM

O beijo foi uma surpresa pra mim, no início meu primeiro impulso seria bater no Freddie mas quando eu levantei a mão não consegui fazer isso e surpreendi a mim mesma quando coloquei a mão na nuca dele e segurei seu cabelo. Fechei os olhos. Pensamentos estranhos me invadiram:

1- Porque eu não bati na droga do Benson?

2- Ele beija bem.

3- Droga! Tô sentindo algo.

4- A loção pós-barba dele é maravilhosa.

5- Depois daqui vou correndo tomar uma vitemina.

6- E provavelmente frango frito.

7- Talvez eu ainda ame ele.

8- Merda! Eu definitivamente amo ele.

O beijo começou lento e eu estava assustada mas depois que agarrei seus cabelos me amaldiçoei porque iria me entregar. Ele era doce e calmo e o odiei por fazer meu coração bater tão forte. Ele não batia forte desse jeito desde que descobri que minha mãe tava namorando um dono de uma loja suspeita de burritos. O beijo foi ficando mais rápido e intenso e eu duvidei que fosse parar. Nos sentamos no chão sem pararmos e ainda escondidos atrás do maldito arbusto. Só paramos quando escutamos a voz da Sra. Benson:

-- Fred Uarddo Benson, apareça já aqui ou cortarei os fios do seu novo computador!

Eu olhei pra ele e me lembrei que não estávamos mais namorando.

-- Então tchau Frediota!

-- Espera Sam! Você não vai falar nada?

-- A-ah – droga gaguejei em frente ao palhaço – tenho que ir, minha mãe precisa de ajuda pra passar molho shoyu no corpo.

-- E porque ela passaria molho shoyu no corpo? – ele disse confuso, comemorei internamente por minha mãe ser desequilibrada.

-- É a nova dieta do Sushi. Ela acha que se passar o molho e esfregar sushi em si mesma a gordura dela desaparecerá. E agora com o corpo afunilado dela vai ficar mais difícil passar o molho na cintura. Pff, perdedora!

-- Sam! Ela é a sua mãe. Não devia falar assim com ela.

-- Você deveria entender patetão. A sua mãe passa pomada pra brotoejas em você.

Ele pareceu pensar e disse:

-- Tem razão, elas são uma desgraça.

-- Então tchau.

Saí feliz por escapar daquela conversa ridiculamente sem sentido mas eu comemorei muito cedo porque ele disse:

-- Vou te ligar.

Eu não sabia o que dizer então nem mesmo me virei. Levantei a mão e mostrei o dedo do meio mas secretamente pedindo a Deus que ele ligasse e me odiando por isso.

FREDDIE

Não sei o que aconteceu comigo, como pude beijá-la assim? Mas quando se tratava da Sam eu era assim, maluco e imprevisível. Eu nem mesmo percebi o que ia sair da minha boca até ficar tão perto dela de novo. O que eu não entendia era porque eu amava tanto ela? Afinal ela era uma mala, só batia em mim, me xingava e humilhava mas ela era gentil quando queria e ela era linda e legal e divertida e aquele beijo... Ah, foi lindo. Eu nunca iria querer parar até minha mãe ridícula se aproximar e estragar tudo.

Enfim, a Princesa Puckett conseguiu se safar da conversa murmurando alguma coisa sobre uma das dietas patéticas da mãe dela e algo sobre um funil. Não entendi direito mas quero conversar com ela.

-- Alô? – ela falou com a boca cheia.

-- Oi Sam... é o Freddie. Eu queria... — e ela desligou. ELA DESLIGOU NA MINHA CARA. Mas se ela pensa que vou desistir dela tão fácil assim ela tá enganada. Eu posso ser um mané mas ninguém por mais violento que seja vai partir o coração de Freduardo Benson.

Liguei de novo.

-- Alô – ela disse com a boca ainda cheia e eu me perguntei se ela nunca seria preenchida por completo.

-- Sam eu ... – e de novo ela desligou.

Liguei de novo.

-- SAM ME ESCUTA!

-- Calma Benson, não precisa gritar. O que você quer?

-- Quero conversar.

-- Bom... eu estou ouvindo.

-- Não pelo telefone. Pessoalmente. Hoje à noite.

-- Não posso sair, minha mãe me colocou de castigo porque coloquei cola no shampoo dela.

-- E desde quando você obedece? Você fugiu do reformatório uma vez!

-- Agh tá bom. A segunda sessão de shoyu tá chagando e ela colocou a cinta de novo então esse encontro não pode ser pior do que ficar aqui com ela. Mas tem que ser as onze horas porque minha mãe vai estar com o novo namorado dela.

Ela disse encontro. E disse que viria. E disse encontro.

-- Tá bom. As onze no Smoothie Groove.

-- Mas vai estar fechado Frediota.

-- O Frediota aqui é mais esperto do que você imagina.

SAM

Maldito Freddie. Ele ligou e se a minha mãe não tivesse namorando um vendedor de repelente de pombos eu não precisaria ir nesse encontro idiota. Mas eu não poderia ignorar o Freddie por muito tempo.

Coloquei uma roupa melhor e fui. Honestamente me perguntei porque tentava parecer melhor mas o Benson fazia isso comigo. Ele fazia isso comigo desde que eu consigo lembrar e essa era a razão principal de eu odiá-lo.

Fiquei plantada cinco minutos no Smoothie Groove até o Fredorento aparecer. Já estava com os nervos a flor da pele quando o ridículo deu as caras. O pior foi que ele não era nada ridículo. E aquele beijo foi o melhor da minha vida, eu queria beijá-lo de novo e de novo mas admitir isso seria como admitir que a Sra. Briggs... Ops, mau exemplo, não tem nada de bom naquela velha.

Ele disse oi e minhas pernas tremeram mas não demonstrei. Pam Puckett não criou a filha pra ficar demonstrando sentimentos por aí. Meu tio Carmine uma vez disse: “ Se sentimos comemos pernil”. Na hora não entendi mas naquele momento com o Benson eu entendi o que meu tio quis dizer porque senti vontade de comer pernil.

-- E aí manezão. – eu disse fingindo irritação – o que você quer?

-- Vamos entrar – ele disse e eu bufei.

-- E como exatamente você planeja nos colocar dentro?

-- Esqueceu que o Costela mora lá em casa? Roubei a chave, claro.

-- Uau! Fredorento delinquente – eu disse impressionada.

-- Nhé nhé... Cala a boca.

Tudo corria de acordo com o plano do Freddie e eu já estava ansiosa pra saber o que ele queria quando algo deu errado. Um sinal começou a soar e a voz do Costela gritava: “Intruuusos, não roubem nada a não ser picles! Há! NÃO ROUBEM NADA POIS A POLÍCIA ESTARÁ AQUI EM 5, 4, 3, 2...”

-- Droga Benson! Eu não posso ir presa... DE NOVO! – eu disse irritada com a possibilidade de voltar pra o reformatório. Era até maneiro bater em umas monstrengas mas a comida de lá era péssima e eles não tinham Bacon – Maldita hora que aceitei vir.

-- Vem comigo – ele segurou minha mão e eu me senti esquisitamente feliz. Agh, felicidade me enoja.

Ele me guiou até um vão pequeno atrás do Smoothie Groove e estávamos tão apertados e próximos que meus cílios quase tocavam nele.

Ele colocou a mão no meu cabelo e disse:

-- Sam, porque fugiu de mim ontem?

Eu queria mentir mas não ia conseguir ali tão próxima dele, ele iria perceber e me irritei porquê apesar de mentir bem eu não conseguiria mentir pra ele. Droga! O Freddie já estava começando a me irritar. Mas eu queria beijá-lo.

Respirei fundo e respondi:

-- Porquê também amo você e isso me assusta.

Notas finais
Então eu tô pensando em fazer uma historia curta e mais simples pra não dramatizar tanto ou mudar muito a Sam e o Freddie que a gente conhece.
Espero que tenham gostado do capítulo.
beijoss ^^