Everything Is Possible
22 What The Hell?
Notas iniciais
POV Sarah
Após uma noite quente com Kendall, comecei a arrumar minhas malas de manhã para quando meu pai fosse me buscar. Eu pensava como as coisas haviam mudado de uns tempos pra cá, e comecei a refletir sobre isso. Enquanto eu ajeitava as roupas dentro das malas, Kendall chegou me abraçando por trás e sussurrando um bom dia.
Eu respondi, soando um pouco insegura.
– O que foi? — Ele perguntou.
Até parece que ele não sabia.
– Eu estou completando o segundo ano do ensino médio, os estudos vão apertar agora neste fim de ano. Minha irmã tá quase na faculdade, meus pais vão querer que a gente se dedique muito. O Brasil fica à milhas daqui. Vai ser impossivel convercer meu pai a nos deixar voltar. Levando em conta tudo isso, é provável que eu não volte a te ver de novo.
Ele virou as costas para mim, como se esta minha última frase houvesse o sufocado por dentro. Ele respirou fundo e eu continuei a ajeitar as roupas.
Quando terminei, fechei o zíper da mala, o que me fez ter suspiros ainda mais ofegantes. Havia apenas uma coisa que eu não havia contado para o Kendall. Mas confessei, no impulso.
– Eu não era sua fã.
Ele finalmente ficou de frente para mim.
– O quê? — perguntou.
– Minha irmã sempre foi rusher. Ela só falava do Big Time Rush o dia inteiro para mim, o que me deixava cansada. Comecei a ignorar isso, então ela se fechou. Algumas pessoas da escola começaram a implicar com o gosto musical dela, e ela nunca mais comentou sobre vocês. Eu nunca me importei. Mas no aniversário dela, meus pais deram o ingresso do primeiro show de vocês no Brasil. Eu fui com ela. Bom, eu acho que me apaixonei. Por todos vocês. Mas você está mexendo muito comigo Kendall. Eu estou arrependida de não ter reconhecido seu talento antes. Sei que sou rusher a pouco tempo, mas eu acho que o meu amor é o mesmo como de qualquer outra por aí.
Ele deu um sorriso breve e quase imperceptível no canto da boca. Mas mesmo assim, foi o sorriso mais verdadeiro que ele deu desde o dia em que eu fui sua Worldwide Girl.
– Me perdoe, Kendall.
Nesse instante ele me puxou pela cintura agressivamente, e me beijou como se fosse a última vez. Como se fosse o último beijo. Logo, me olhou como se nunca fosse me ver de novo.
"Eu realmente queria poder ver esses olhos verdes novamente."
Eu pensei isso comigo mesma.
De repente James entrou no quarto. Sem bater. Isso era tão ele.
– Sarah, tem um taxista ali embaixo. Foi pago pelo seu pai. Ele vai te levar ao aeroporto de volta para o Rio.
Eu não disse mais nada à Kendall. Ele desceu conosco. Me despedi dele, de James, Carlos, Logan e Dustin com um abraço.
– Vou sentir sua falta. — Disse Kendall.
– Diz para a Sally que eu sinto falta dela. — Disse James.
– Diz para a Sally nos visitar de novo! E você também! — Disse Carlos.
– Diz para a Sally que eu sinto falta dos bolinhos de morango. — Disse Logan. Bem típico dele.
Eu entrei no táxi e saí dali. Fui ao aeroporto, peguei o avião que me levava para o Brasil. Cheguei bem em casa. Quando digo bem, me refiro à viagem. Mas eu não estava nada bem.
Meu sonho estava despedaçado de um dia para o outro.
*DOIS MESES DEPOIS*
POV Sally
Eu entrei na faculdade de direito. Comecei bem, eu estava gostando. Os papparazzis deixaram de me incomodar haviam um tempo no Brasil, já que não flagraram eu e James juntos de novo.
Durante esses dois meses, eu fiquei pensando o que James havia feito. Se ganhou alguma premiação com o BTR, se iria fazer outra turnê pelo mundo, e eu suava frio ao pensar no pior. Que ele pudesse ter encontrado alguém melhor que eu.
Eu realmente não esperava que ele me esperasse a vida inteira. Ainda mais ele, como galã, bonito, talentoso, inteligente, doce... Ele não merecia sofrer por mim. Mas eu não me conformava a forma como eu havia conhecido e se apaixonado pelo meu ídolo, e logo depois isso ter sido tirado de mim. Ficou fora de controle.
Eu finalmente consegui organizar minha vida. Sarah também. Ela continuou o segundo ano do ensino médio, estudando muito, assim como eu. Pelo menos desta vez, estávamos sendo o orgulho de nossos pais. Nós não voltamos a comentar sobre os garotos perto do meu pai.
Ele havia feito aquilo para me proteger, ele sempre quis o melhor para mim e para minha irmã. Mas doeu.
Em uma segunda feira, quando eu voltava normalmente da faculdade, recebi uma ligação. Me estremeci quando li o nome no visor. Era a primeira vez depois de dois meses, que James estava me ligando.
– Alô?
– Sally? Precisamos conversar.
– Pode falar James.
– Como vai a vida?
– Vai bem, digo, normal, e por aí?
– Tudo certo.
– Por quê me ligou, James?
– Olha, eu tentei um horário pra voltar ao Brasil. Mas uma nova turnê vem vindo aí, e temos muito trabalho para fazer. Não vai ter como. Eu quero você e a Sarah aqui em Los Angeles.
– James você sabe que nosso pai não deix...
– Ele não precisa saber.
Quando James disse aquilo, eu me esfriei.
– Você quer que a gente fuja? — questionei.
– Me responda se VOCÊ quer me ver novamente.
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