Everything Is Possible
12 Kiss It All Better
Notas iniciais
POV Sally
Eu fiquei sem reação ao ver o James na cafeteria do meu pai. E me choquei mais ainda quando ele disse que estava no Brasil procurando por mim.
– Por onde andou?
– Querendo te encontrar.
Quando ele respondeu, eu peguei sua nuca e abaixei sua cabeça um pouco, porque James é mais alto que eu, então seu lábio superior tocou no meu lábio inferior e eu o acompanhei no ritmo de um beijo quente e com vontade.
Não paramos por aí. Eu percebi que meu pai e toda a cafeteria estavam olhando para nós dois, e o nosso beijo foi longo, durou minutos. Até que então sentimos mais flashes no nosso rosto. Os papparazzis nos encontraram.
Ele entraram na cafeteria para tirar fotos e começaram a fazer perguntas.
– Então é verdade, vocês estão mesmo namorando? James, você pretende vir morar no Brasil? James, você vai abandonar sua banda? Sally, você vai morar junto com o James?
As invenções e perguntas que eles nos faziam chegavam a serem ridículas.
Meu pai saiu de trás do balcão, gritando com os papparazzis.
– Saiam da minha cafeteria, agora!
Meu pai fez um gesto com as mãos, indicando que queria que eles saíssem. Eles não obedeceram então meu pai ameaçou chamar a polícia. Eu e James entramos na cozinha da cafeteria para nos escondermos dos flashes.
Depois disso, os papparazzis finalmente deixaram o local e afirmaram dizendo que iriam voltar com mais perguntas.
– Então é aqui? — James perguntou.
– Aqui o quê?
– Aqui nessa cozinha que você faz os bolinhos deliciosos?
Eu não me contive e ri.
– Sim.
Nos calamos uns instantes, então James, quebrando o silêncio, me propôs:
– Venha comigo. Para o meu hotel.
Eu não recusei. Nós saímos de lá pela porta dos fundos e pegamos um táxi.
James me contou sobre tudo que havia passado procurando por mim nos úlimos dias.
– Foi uma confusão. Então eu acho que você já pode me contar mais coisas sobre você.
Eu dei um sorriso.
– Meu nome é Sally Stewart, vou fazer dezoito anos daqui dois meses, trabalho na cafeteria Black & Tea, estudo no colégio que fica a dois quarteirões da minha casa, que fica no centro do Rio De Janeiro, sou estudiosa, adoro escutar música principalmente Big Time Rush — ele sorriu — Eu odeio as pessoas da minha escola e...
– Por quê? — James me cortou.
– Porque elas não aceitam o fato de eu amar vocês. Até aceitam, mas não respeitam isso.
Ele revirou os olhos em sinal de desprezo.
– Não dê atenção à elas, afinal, não são elas que estão em um hotel com o ídolo, certo?
Eu ri.
– Certo.
James me jogou na cama, me beijou pela segunda vez e eu não recuei. Ele olhou diretamente nos meus olhos e acariciou meu cabelo, eu beijei seu pescoço, depois sua boca, então eu tirei sua camiseta. Ele foi descendo as mãos e as coisas foram ficando quentes. Então seu celular começou a tocar, o que estragou todo o clima.
- Droga. Esqueci o celular ligado.
Ele pegou o celular e olhou a tela.
– É o Kendall. — Afirmou. E pôs no viva voz.
James: O que é, Kendall?
Kendall: Aonde é que você está? Estamos te procurando a três dias Kendall! Será que um telefonema é pedir demais?! Ficamos preocupados.
James: Eu já me encontrei com Sally. Estamos no hotel.
Kendall: Interrompi alguma coisa?
James: Sim, mas enfim... O que quer?
Kendall: James, presta atenção no que você está fazendo! Temos um álbum com quinze músicas pra gravar, temos que compor, ensaiar as danças, ensaiar para as turnês e você está desperdiçando seu tempo com uma garota!
James: Não é desperdício. É um tempo muito bem gasto. Eu vou voltar para LA, Kendall.
Kendall: Ah, vai? E vai fazer isso quando? Quanta falta de consideração com seus amigos e com os seus fãs, James.
James bufou. Passou a mão entre os cabelos lisos e macios e olhou para mim. Então finalmente respondeu o Kendall.
James: Não é tão fácil quanto você acha que é, Kendall. Me encontre agora na cafeteria Black & Tea. Vamos resolver isso de uma vez.
James se levantou da cama, parecia estar chateado. Então eu me levantei também.
Ele foi até o banheiro do quarto te hotel, vestiu outra camiseta, passou água nas mãos e no rosto e penteou seu cabelo, olhando para o espelho.
Eu cheguei na porta do banheiro e fiquei o observando. Como alguém podia ser tão maravilhoso?
– Então... é isso? — questionei.
– Isso o quê?
– Você vai voltar para Los Angeles, não vai? Pelo que eu ouvi da conversa, vocês tem muito trabalho para fazer. Vão demorar para voltar ao Brasil?
Ele parou o que estava fazendo e se virou para mim.
– Eu não sei como as coisas vão ser, Sally.
Eu olhei para baixo. Ele continuou falando.
– Vou me encontrar com Kendall na cafeteria do seu pai. Eu já volto, não saia desse hotel. Não quero te perder de vista de novo.
Ele me deu um beijo na bochecha, e saiu do quarto de hotel.
Fiquei lá esperando que ele voltasse.
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