Everything Is Possible
24 Day With U
POV Sally
Meu pai saberia onde estávamos, pois, da primeira vez que fui à Los Angeles eu passei o endereço do prédio dos meninos para ele. Então por isso, eu e Sarah decidimos nos hospedar em um hotel, perto do prédio deles, para que nosso pai não descobrisse aonde estávamos.
Logo no primeiro dia, os flashes dos papparazzi recomeçaram. Aquilo me incomodava muito. Eles nunca nos deixavam em paz. Eu comecei a enteder porque o meu pai se preocupava com a minha fama.
Mas a verdade, é que eu não era famosa. James era. E namorar alguém famoso complicou tudo à minha volta. Atrapalhou meus estudos, meu tempo, minha tranquilidade, e ainda tive problemas com meu pai.
Eu amava James, não somente como namorada, mas como fã. E sei que ele me amava também, pois era a primeira vez que ele namorava uma rusher.
Bom, no primeiro dia, Sarah e Kendall foram à praia no fim da tarde, Carlos e Logan foram à um fliperama e James decidiu me levar ao cinema.
Os cinemas de Hollywood eram os melhores, os filmes em cartaz estavam bem mais adiantados que o Brasil, e nós escolhemos um filme de terror. Compramos pipoca, coca-cola, uns doces e entramos na sala. Gostamos do filme. Deu um pouco daquele medo, algumas garotas gritaram de susto, mas até que o filme foi bobo, e engraçado. Não era nada tão aterrorizante. Tudo valia pela companhia do James.
Finalmente, quando saímos da sala do cinema, meu celular tocou e era meu pai.
– O que eu falo? — perguntei à James.
– Deixe-me falar com ele.
– O quê? Não!
– Por favor! Eu sei o que dizer!
Entreguei meu celular à ele.
– Senhor Stewart?
James apenas concordava com a cabeça algumas vezes, falava coisas como: "Ela está bem" "Não mande ninguém vir buscá-la" mas eu não sabia exatamente o que estavam falando.
Minutos depois, ele desligou.
– E aí? — Perguntei, tensa e trêmula querendo saber quais foram as respostas do meu pai.
– Bom, ele não quer falar com você. Disse para você ligar mais tarde.
– Está bem.
– Agora venha, vamos aproveitar mais esse dia.
Nós fomos à um shopping bem grande de Los Angeles, ele me comprou umas roupas bem lindas, depois andamos por várias lojas, fomos à livraria, à uma loja de CDs, onde ele me mostrou seus artistas preferidos e me disse em quais ele se inspirava para fazer sua música. À noite sentamos em uma das mesas na praça de alimentação e pedimos um lanche em um McDonalds. James olhava para mim enquanto devorava suas batatas.
– Me fale como vai a sua vida. O que fez nesses dois meses em que ficamos sem nos ver?
Eu dei uma pausa, dei uma golada no copo de coca-cola e respondi.
– Vai bem. Te contei que estou fazendo faculdade de direito?
– Que maravilha Sally! E como está indo?
– Estou gostando. E como está sua vida?
James sorriu, comeu mais umas batatas e me respondeu instantes depois.
– Terminamos nossa turnê semana passada. Foi bom, mas da próxima espero passar no Brasil.
Ficamos conversando, demos risadas e começamos a nos intimar novamente, como há dois meses atrás. Ficamos pouco tempo longes um do outro, porém muitas coisas haviam mudado e nos afastamos um pouco. Mas finalmente, eu estava ali. De frente para aqueles olhos grandes e verdes, aquele cabelo bem arrumadinho jogado pro lado e aquele sorriso lindo. Aquele mesmo sorriso dos meus pôsters. Para mim, aquilo ainda era como um sonho.
Mas uma coisa que eu estava esperando desde a hora que havia chegado em Los Angeles, era o beijo de James. Eu não sabia como tomar a iniciativa, e ele também não.
Sentimos mais flashes e eu vi um homem com um microfone e outro com uma câmera. Não estava afim de dar entrevistas, então avisei para James irmos embora.
Depois de acabarmos de comer e passarmos o dia no shopping, James me levou de volta para o meu hotel.
– Quer que eu suba? — Ele perguntou.
– Não precisa.
– Até amanhã. Ligue para o seu pai. E convença-o de te deixar ficar. Não quero te perder de novo.
Ele me deu um beijo na testa e entrou de novo no carro para ir pra casa.
Eu peguei o elevador, subi e vi Sarah toda feliz. Pelo visto o dia com Kendall também havia sido bom. Nós conversamos um pouco sobre o que fizemos e depois eu disse que precisávamos ligar para nosso pai. Teríamos que decidir o que falar à ele.
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