Everything Is Possible
14 Carry On
Notas iniciais
POV Sally
As coisas ficaram difíceis nos dias seguintes. James terminou de arrumar as malas, sem dizer um palavra. Eu saí do hotel junto com ele. Esperamos pelo táxi que o levaria ao aeroporto encontrar os meninos.
Quando chegou, ele ajeitou as malas e virou-se pra mim.
— Te vejo logo.
— Eu espero. — respondi.
Ele pediu meu número de celular para que pudéssemos manter contato, e me avisar se ele decidisse voltar para o Brasil.
— Boa gravação, bons ensaios e boa turnê, James.
— Eu espero que as minhas WWGs sejam tão legais como você.
— Isso não será possível. — Eu disse, brincando. Ele riu.
Logo, fiquei séria novamente.
— Vou sentir sua falta.
— Eu também, Sally.
Nos beijamos, e mais papparazzis vieram tirar fotos e nos perturbar. Por isso, James entrou rapidamente no táxi e eu corri dali. Chamei outro táxi e voltei para a cafeteria do meu pai. Era hora do café da tarde.
A cafeteria estava movimentada. Tive que fazer muitos bolinhos, pães de queijo, assar torradas, pães de sal, pães de doce, assar bolos de chocolate, fazer cafés, chás, cappuccinos, e ainda sim não era suficiente. As pessoas não paravam de chegar.
Eu não estava muito bem. Na verdade, eu odiava o fato que as coisas tinham que voltar ao normal. Pela primeira vez desde que conheci James pessoalmente, as coisas mudaram e se tornaram especiais. Não comuns, não normais, não como todas as outras. Especiais.
Trabalhei até seis e meia da noite. Voltei para casa, e fiquei imaginando o que James poderia estar fazendo.
POV James
Chegamos bem em LA, ficamos dois dias reorganizando as coisas e depois voltamos ao trabalho. Conseguimos compor algumas músicas, com a ajuda dos nossos produtores. Aquele álbum iria ser demais.
Mas eu queria que lançássemos logo, para poder voltar ao Brasil e rever Sally.
Kendall também não parava de falar de Sarah. Algumas vezes, eu vi conversando no celular com ela à noite.
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