Prometer é minha palavra favorita, não que eu vá prometer alguma coisa a você, mas a partir do momento em que alguém me promete algo é como se um acordo fosse selado, um laço que não poderá ser quebrado. Engano meu o dia em que você me prometeu. Prometeu cuidar de mim, prometeu que eu não faria você se afastar, você disse que nunca iria e agora... Você já sabe o resto.

Como você pode? Digo, se você pode foi porque nunca realmente me amou, quem ama não abandona, não por motivos tão horríveis quanto esses.

Dói. Ah, dói. É mais do que ser rejeitada, é mais do que ser deixada de lado. É muito mais do que ser iludida.

Eu te amei, eu me entreguei, e não foi uma escolha minha, de jeito nenhum. Me lembro muito bem daquele dia.

Primeiro tu me perguntastes se eu já tinha namorado uma garota, e eu me senti tão feliz com o seu simples "durma bem", saudades das suas despedidas melosas.

Eu senti uma coisinha bem pequena por ti, como sinto por todo mundo, e então você disse que estava conversando com sua "esposa", eu, desesperada, fui correndo me trancar no banheiro para poder chorar um pouquinho, mas aquilo nem era dor. Me recompus e voltei a falar contigo, e então todo aquele mal se foi, você disse que não era nada e aposto que ficou com ciúmes com falei sobre minha "namorada".

Oh meu Deus, essa saudade me aflinge, me corrói, porém me inspira.

Lembra quando você disse o que fariamos quando estivessemos juntas? Eu não, acho que aproveitava demais o momento para me lembrar deles, mas foi algo com beijos, acho que eu sentada em seu colo, te abraçando...

Você acabou. Você se foi. Você. Você. Você. Medo. Você.

Como eu diria. Uma covarde para sempre. Mas talvez a covarde seja eu, covarde em perceber que isso nunca vai voltar e que eu tenho que parar de me agarrar ao passado, as memórias, e tentar continuar como se nunca tivesse existido um nós.

Você sabe que eu estou tentando, tanto quanto você, mas está tudo embaraçado querida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.