Everything Is Changed

5 Isso fez tudo valer a pena


Notas iniciais
Oie. Capitulo novo gente! Beijos! Pov Pedro

Amigos? Ótimo. Como eu ia conseguir me controlar perto dela? Eu era completamente louco por ela,como ia conseguir conviver pacificamente com ela sentindo isso? É,acho que estou completamente ferrado.

Bom, pelo menos era um começo. Quem sabe com o tempo eu não consiga conquistá-la de novo? Balancei a cabeça para afastar esses pensamentos. Eu não podia forçar nada.Tinha que ser natural, como foi da primeira vez.

– Pedro, o macarrão ta grudando na panela. – disse Susana de repente

– Opa! – eu gritei e fui mexe-lo.

Pude ouvir a Estela gargalhar atrás de mim. Não pude deixar de sorrir. Que som agradável de ouvir. Susana riu também.

– Tinha que estragar a comida, né,Pedro? – ela reclamou – Tava na lua é?

– Não, só estava meio distraído. – eu respondi e olhei involuntariamente para a Estela,que corou.

– Hum, tudo bem. – disse Susana sorrindo de canto. – Vai jantar com a gente, Estela?

– Não sei. Tenho que ver como Ben. – ela respondeu e eu me enfureci — Vou lá falar com ele e já volto.

– Chame-o para jantar aqui também. – disse Susana.

– Ok. – respondeu Estela,sorrindo.

Observei-a sair, ainda com raiva por aquele idiota vir jantar na MINHA casa. Caspian viu que eu olhava e riu alto.

– Disfarça pelo menos, né Pedro? – ele zombou

– Cala a boca, Caspian. – resmunguei.

– Isso é ciúmes, maninho? – questionou Susana.

– Claro que não. – respondi – É só que mal conhecemos o cara e ele já vai jantar na nossa casa.

– Ele mora com a Estela e é melhor amigo dela. Acho que podemos confiar. – rebateu Susana, reprimindo um sorriso.

– Admita Pedro. – intrometeu-se Caspian – Você está é com ciúmes.

– Quer saber? Estou. – gritei – Ela mora com ele! Justo com ele!

Susana e Caspian trocaram um olhar cúmplice, como se soubessem de algo que eu não sei, então começaram a rir histericamente. Fiquei confuso. Por que estavam rindo?

– Ei, ei. Qual é o motivo da graça? – questionei

– É que... – começou Susana, vermelha de tanto rir – O Ben é gay, Pedro. Não precisa se preocupar.

– Sério? – perguntei, sentindo um sorriso bobo invadir meu rosto

Susana assentiu. Na mesma hora, a campainha tocou. Ainda sorrindo como um idiota, fui abrir a porta. Puxei a porta e dei de cara com Estela e Ben discutindo.

– Já disse que não tem problema nenhum entre mim e o Pedro, Ben 10. – ela falou em tom monótono – Estamos perfeitamente bem.

– Mas vocês não se odiavam, você não disse que ainda gostava dele e...ops! – ele disse, percebendo que eu os encarava.

Estela enrubesceu. Tomates teriam inveja dela. Eu apenas sorri mais ainda. Era a melhor notícia do dia.

– Entrem. – chamei, ainda sorrindo.

Estela assentiu e passou quase correndo por mim. Ben parou na minha frente e me analisou. Depois chegou mais perto e estendeu a mão para me cumprimentar. Me deu um meio abraço e aproveitou para me falar.

– Estela é uma pessoa única e especial. – ele começou – Não a magoe mais do que já fez. Não é porque eu sou gay que não sei como bater em alguém.

Engoli em seco e assenti. Ele passou por mim sorrindo, e foi quase saltitando até Susana, que sorriu.

– Susanaa! – gritou Ben – Está cada dia mais radiante, gata. Deu sorte hein amigo?

– Sim, eu sei. – respondeu Caspian, sorrindo para Susana.

– Agora, qual é o rango? – perguntou Ben.

– BEN! — gritou Estela

– Tudo bem, Estela. – disse eu – Tem macarronada. Já está na mesa.

Ela me olhou, agradecida. Andei ao seu lado observando seu rosto, que ainda estava meio vermelho. Definitivamente linda! Balancei a cabeça, parando de secá-la e fui atrás deles, na direção da mesa, tentando afastar a vontade de agarrar aquela morena estonteante, que, se Deus quiser, voltará a ser minha.

– ~-

– E daí ela falou pra professora: “você é só uma broaca velha que está na seca há décadas e daí desconta nos seus alunos!” – contou Ben, enquanto nós ríamos e Estela dava um soco no braço dele.

– Ah, ela me chamou de preguiçosa e burra. – defendeu-se Estela – Eu só disse o que a turma inteira pensava.

– E, imagino que você pegou uma bela detenção. – insinuou Caspian, sorrindo

– É, bem, foram só dois meses limpando a biblioteca. – ela respondeu – Nada de mais.

Todos caíram na gargalhada. Era bom pra mim saber que esse lado irresponsável e explosivo da Estela ainda existia, afinal, foi justamente por esse lado que eu mais me apaixonei. Quando todos pararam de rir, Estela olhou diabolicamente para o Ben.

– Minha vez. – ela falou – Sabiam que o Ben quando se tornou gay deu em cima do professor de Ed.Física?

– Como assim? – perguntou Susana

– Estela, nem pense em contar. – ameaçou Ben.

– Você não me assusta, Ben 10. – ela rebateu – Foi assim: na escola corria um boato de que o professor gostoso de Ed. Física era gay. Daí o Ben tentou dar em cima dele. O Ben disse: “ Então professor, já que o senhor gosta de pirulito, eu vou ser um aluno querido e te dar o meu de presente, o que acha?”

Eu já segurava o riso. Susana e Caspian já caíram na gargalhada a muito tempo. Estela tentava respirar entre as risadas para terminar a história e Ben permanecia emburrado.

– Daí o professor sorriu e o Ben sorriu também – continuou Estela – só que a namorada do professor chegou bem naquela hora. Ela fuzilou o Ben com o olhar e disse: “ o meu namorado não precisa de pirulito, ele tem coisa muito melhor”. O Ben ergueu o queixo e disse: “ Eu posso fazer ele mudar de idéia agora mesmo.” A namorada do professor estava pronta pra estrangular Ben quando o professor pegou a cintura dela e puxou dali, sem responder nada. Foi hilário.

A essa altura, nós já chorávamos de tanto rir. O cara era gente boa, mas só porque era gay. Se fosse homem de verdade, ia continuar sendo um idiota. Ben fazia cara feia para Estela, que se dobrava de tanto rir.

– Muito bom, se já acabaram de rir da minha desgraça, podemos ir, Estela? – perguntou Ben.

– Sim, sim. É melhor a gente ir. – ela respondeu

Ben apenas acenou para todos nós. Estela deu um beijo na bochecha de Susana e Caspian. Quando chegou a minha vez, ela se inclinou na minha direção, mas eu virei o rosto de frente para o dela e acabamos dando um selinho. Ela corou e foi correndo embora, sem dizer uma só palavra. Mas eu pude ver um sorriso tímido brincar em seus lábios. E isso fez tudo valer a pena.

Notas finais
E então?