Everything Is Better With You

5 5. Mysterious rainy night


Notas iniciais
sim eu demoro dms, ou só posto uma vez e tal shausha mais fiquem tranquilos, eu posto , nao importa o que aconteça, eu tenho que postar .-., enfim o aniver do Logan é amanha *-* então eu fiz uma pequena coisa errada, eu fiz o aniver dele ser no sabado shaushau, mais nao esquentam... vai ser bom msm assim e tal k , enfim eu to falando dms já.. aproveitem a leitura, Beijos!

POV Carly

Ali estava eu, deitada, com muito frio, ouvindo o som das gotinhas que batiam no chão, sim, era a primeira noite de chuva que viveria em Hollywood, o silencio tinha tomado conta do lugar e aos poucos fui me afundando em pensamentos absurdos e lembranças esquisitas... Fazia tempo que não pensava nela, minha mãe, mas a chuva me trouxe momentos inesquecíveis de nós duas sentadas assistindo o show das tempestades em Seattle, quando eu era pequena aquilo chamava minha atenção, juntas ficávamos olhando a traves da enorme janela da sala, admirando cada gotinha ao cair... Às vezes a intensidade aumentava e eu sentia medo, mas ela estava ali do meu lado, nada poderia me fazer mal, ela me protegia, me abraçava e nunca me deixaria sozinha.

Depois nunca mais liguei pra a chuva, nem pras tempestades, nunca parei pra pensar, mas esta noite era diferente, tudo era diferente agora na realidade, e eu podia senti-la mais perto de mim, me dando forças e me cuidando enquanto eu avançava lentamente pelo caminho dos sonhos...

Sentei na cama e fiquei a olhar pela janela do meu quarto, era realmente linda, de repente as lagrimas começaram a cair pelo meu rosto, assim como a chuva lá fora... ‘‘O mundo não é atoa, as coisas acontecem por um motivo, mas temos que tentar decifra-lo’’ Isso era o que ela dizia a maioria das vezes para quebrar o silencio, agora mesmo posso ouvir sua voz repetindo cada palavra na minha cabeça... Mas eu ainda não tinha decifrado os motivos, espero ter tempo pra isso. Foi então quando algo interrompeu minha profundidade, era um trovão, o barulho foi tão forte que retumbou dentro da habitação, em um segundo arrepiei e rapidamente voltei a me deitar na cama. Assim se passou o tempo e a tempestade foi crescendo na cidade, era incrível, mas isso não me tranquilizava nem um pouco, decidi sair daquele apartamento, não queria estar ali, e se alguém me ouvia? O Spencer tentaria me consolar ou me acalmar, não queria isso, apenas queria sofrer a vontade, encarar meu medo por mim mesma, sozinha.

Levantei e sai do quarto vestindo apenas o meu velho pijama rosa, atravessei o apartamento devagarinho sem fazer um só ruído, sai dali e desci até a sala principal de PalmWoods, lá tinha uma janela, esta era 10 vezes maior que a do meu quarto, lá podia se observar tudo com claridade, o medo estava me consumindo, mas fiquei ali... Minutos depois na escuridão apareceu uma sombra que se aproximou de mim.

- O que está fazendo aqui? – Disse uma voz grossa que me soava conhecida, me virei e vi aquele sorriso de garoto de cinema, com o cabelo estilo Justin Bieber, pois é, era o James. Limpei rapidamente minhas lagrimas e respondi:

- Eu? Nada... O que você está fazendo aqui?

- Não podia dormir com tanto barulho, mas as menininhas como você deveriam estar no seu quarto uma hora dessas...

- A gente se conheceu as duas da manhã numa piscina, esqueceu? – Disse eu entre uma risadinha e vi os olhos dele brilharem por um segundo.

- Jamais esqueceria... – Respondeu me olhando fixamente.

- Tanto faz, eu só queria estar aqui... – Tentei desviar os olhares por um momento, não podia me comprometer desse jeito – Eu gosto de tempestades.

- Se gosta tanto assim porque está chorando?

- Coisas...

- Pode me contar se quiser, eu não mordo... Bom, só se pedir. – Ele riu, eu odiava quando as pessoas diziam isso, mas fingi um sorriso inocente.

- É que eu sinto a falta da minha mãe, a gente gostava de ver a chuva juntas... E ela... Esquece, sabe nem sei por que estou te falando isto...

Ele ignorou o que eu disse, simplesmente quis continuar o assunto, meninos como ele não desistem fácil assim.

- E onde está ela agora? Ficou na sua cidade?

Não respondi, não era algo muito legal de se dizer, na verdade, não era nada bom. Abaixei a cabeça e deixei cair outra lagrima que estava atrapalhando no meu olho direito, ele pareceu entender...

- Sinto muito – Disse ele em um tom baixo e envergonhado – Não quis... – Ele ia falar algo, mas eu o cortei, afinal, não tinha culpa.

- Tudo bem, você não sabia.

Ele ficou me olhando por alguns segundos enquanto eu só olhava pela janela, os dois ficamos em silencio, pouco tempo depois voltei a chorar, mas dessa vez foi muito mais intenso e não resisti, o abracei com todas minhas forças e ele retribuiu, a dor não acabou nem diminuiu, mas senti algo que não sentia em muito tempo, me senti protegida, senti que não estava sozinha, e apesar que não queria me apoiar nele, não teve opção, duvidar não era uma opção pois ele estava do meu lado, a meia noite, ouvindo histórias sobre a minha mãe e observando a raiva com que a chuva caia, só ele, o menino que eu classifiquei como ‘‘igual ao resto’’.

Provavelmente julguei mal, e mesmo não querendo me iludir, isso o fazia especial de algum jeito, como se ele soubesse quem sou... Não, ele não fazia ideia, mas eu não tinha medo de deixar ele conhecer cada detalhe, cada parte de mim. Nunca tinha me sentido assim com alguém, e muito menos com uma pessoa que apenas conhecia, quem sabe, talvez era confusão ou algo...

Mas eu não queria, não queria solta-lo nem terminar esse abraço, assim estava segura, assim estava bem... Ele acariciou o meu cabelo lentamente e levou uma mão para o meu rosto, sorriu bem de leve enquanto olhava nos meus olhos, fiquei hipnotizada, perdida, parecia que estava sendo controlada por algum tipo de forca externa, algum tipo de energia sobrenatural, mas não, era apenas um menino que aproximou seus lábios dos meus tentando iniciar um beijo quando de repente...

- Vocês não podem estar aqui! – Alguém interrompeu, ainda bem, não sei por que, mas eu achava que era muito cedo para essas coisas ainda, mesmo desejando aquele beijo mais que nada neste momento, os dois nos viramos para ver quem era e sim, era o gordo da segurança, tem vezes que uma menina na sua vida aos 16 anos se pergunta: Por que todos os homens de segurança são gordos? Perguntas sem resposta...

- Por que não? – Perguntou James olhando desafiante ao gordão mal-humorado.

- Regras de PalmWoods, depois das 12 todos devem estar nos seus apartamentos.

- Não sabíamos, desculpe – Tentei justificar.

O James segurou minha mão e subiu as escadas comigo, me sentia estranha, depois daquele momento não sabia o que iria fazer, e se não consegui dormir antes, então agora seria pior, jamais poderia dormir nessas condições.

POV GERAL

A Camille havia tido problemas para dormir desde que tinha memória, sempre havia sofrido insônia, mas já estava acostumada, portanto nunca pensou que fosse algo grave, sua mãe nunca deu importância, na verdade não se importava com nada que tivesse a ver com Camille, já que era uma empresária ocupada e estava o tempo inteiro se preocupando com coisas de trabalho e esses assuntos enjoativos, ganhar dinheiro, fazer compras, trabalhar, vender, comprar, etc... Camille sempre foi muito humilde quando o assunto era ela mesma, nunca aprendeu a se dar valor, nem com suas amigas, nem com sua família, sequer na frente dos seus ex-namorados, isso a fazia muitas vezes ter uma autoestima baixa comparada com os outros e sofrer a falta de confiança em si mesma, no seu trabalho de atriz não era diferente, demorou muito para se dar conta que era realmente boa, mas finalmente conseguiu a coragem para lutar por seus sonhos e hoje tem seu próprio seriado em Hollywood.

Os olhos de Camille estavam completamente abertos, não sentia sequer a vontade de fecha-los e tentar dormir, não havia maneira de cair no sono esta noite, mas não era diferente das outras, tirando o fato do barulho que a natureza estava provocando hoje.

Mas o que Camille não sabia, e acho que ninguém, é que ela é sonâmbula, sempre na metade da noite levanta-se e faz coisas que no outro dia nem lembra que aconteceram, mas ela nunca tinha percebido porque estas coisas nunca a tinham afeitado de maneira alguma.
Sonâmbula, Camille levantou-se da cama lentamente e desceu até o pátio de PalmWoods, nem a chuva conseguiu acorda-la, estava totalmente inconsciente, era perigoso, mas ninguém percebeu que ela estava ali, até que começou a cantar e dançar feito uma louca, e para variar alguém que também tinha problemas para dormir, ouviu o seu chamado.

Logan reconheceu sem duvidar a voz da sua amiga e foi até o pátio correndo para tira-la dali.

- EI, CAMILLE, O QUE FAZ AI, VOLTA! — Gritou ele desde a sala principal.

- Mas aqui está bom demais, UUH! — Respondeu a mesma ainda dançando na chuva.

- Eu não estou brincando Camille, é perigoso ficar aí, volta. – Insistiu o amigo em tom de preocupação.

- Para de ser chato, Logan, vem curtir a festa! – Ela continuava rindo e pulando, mas o Logan decidido murmurou ‘‘ Você pediu’’ e saiu na chuva fria para buscar a moça, Logan era muito protetor com seus amigos, especialmente com aqueles pelos quais se importava demais, não conhecia Camille há muito tempo, mas ela já tinha se tornado especial para ele, então o garoto se aproximou dela e a pegou no colo, enquanto ela gritava e reclamava, mas ele a ignorou e levou-a até a sala principal onde a deitou no sofá e lhe trouxe uma toalha com a qual se cobriu.

- Você está louca? – Perguntou apavorado pela atitude da morena.

- Eu não, você é medroso demais. – Respondeu ela rindo.

- Não é engraçado, é perigoso lá fora, só estou tentando te ajudar... Pensei que você fosse consciente das coisas, nunca imaginei que... Imagina se eu não tivesse te ouvido o que teria acontecido... Nossa, faz uma ideia do que pode acontecer se...?

E assim ele continuou reclamando, bla bla bla, mas Camille não ouvia uma palavra só, e mesmo que ouvisse não lembraria no dia seguinte...

- Você está me ouvindo? – Perguntou o Logan já irritado porque a jovem sequer olhava pra ele.

- Sim... – Respondeu ela entre um sorriso bobo.

- Sim? O que eu disse então?

- Que você... Que eu... Ah, sei lá – Ela riu, está não era a Camille, pelo menos a que ele conhecia, algo estava acontecendo e ele tinha que descobrir, será que ela estava bêbada? Ou dormida? Ou... É, DORMIDA! Então lembrou, quando a Sam era pequena também teve esse problema, ela era sonâmbula e só havia uma maneira de descobri-lo, fazer algo totalmente inesperado e esperar a reação da pessoa... Mas o que? O que poderia fazer?

Olhou pra ela cuidadosamente ‘‘ E se ela estiver acordada?’’ pensou, mas decidiu tomar o risco, a puxou pela cintura pra perto dele e sem pensar beijou seus lábios por alguns instantes, não obtendo resposta da Camille, quem havia caído dormida em seus braços segundos depois...

‘‘O que foi isso?’’ Disse-se a si mesmo, respondeu a pergunta da maneira mais simples: Um impulso, e tentou acreditar em si mesmo, o qual era complicado as vezes.

Se subimos alguns andares e nos dirigimos até o quarto da Sam e a Katie, as coisas não eram diferentes, as meninas enfrentavam o mesmo problema que os demais...

- Sam... — Disse a Katie em voz baixa esperando uma resposta, não tinha certeza se ela estava acordada, mas valia a pena tentar.

- Que foi, Katie? – Respondeu finalmente sua irmã, depois de alguns segundos.

- Tenho medo, e não consigo dormir... – Disse a pequena em um tom inocente que provocou que sua irmã maior ficasse com pena e levantasse, acendendo a luz.

- Quer que eu leia um conto pra você? – Perguntou a Sam. Era algo que fazia sempre quando a sua irmãzinha tinha problemas pra dormir, já fazia algum tempo que não lia contos pra ela, era comum que na metade das historias a Katie se dormisse, por isso era efetivo, mas a verdade é que a Sam odiava ler historias de fantasia, lhe parecia a coisa mais chata do mundo, enquanto outras pessoas passavam horas e horas lendo livros de fantasias, onde tudo é maravilhoso, Sam pensava que os livros contavam as historias de uma maneira pouco realista, e que tudo o que dizia ali era uma mentira, possivelmente ela estava errada, em cada livro há um mistério, e há vários mistérios que resultam em maravilhosos livros... Mas ela nunca tinha se preocupado por descobri-lo.

- Quero sim – Disse Katie emocionada, ajeitando-se na cama onde estava deitada, sentou-se e ficou pronta para ouvir, dedicando sua completa atenção.

Foi então que a Sam pegou um dos livros da biblioteca ao azar, era um livro gordíssimo, como de umas 300 folhas, mas ela sabia que iria ler apenas uma parte até a Katie se dormir, não tinha lido sequer a capa do mesmo, não era importante... Levou o livro e sentou-se do lado da Katie na cama da pequena e começou a ler a história.

Não prestou muita atenção nos detalhes da mesma, falava sobre uma antiga casa, onde vivia uma família e contava a historia das pessoas que viviam nessa casa, Katie parecia feliz durante a história, mas se dormiu em uma parte, porém Sam não percebeu e continuou lendo, então olhou para a Katie.

- Oh... Você dormiu... – Pegou o livro e ia deixa-lo novamente na biblioteca, mas o livro caiu no chão abrindo-se numa das paginas.

Então ela o viu, era um desenho, não tinha certeza do que era, nem do seu significado, mas era um símbolo, e ela tinha visto aquilo em algum lugar, tentou pensar onde, mas parecia impossível lembrar... Até que flash, a imagem do símbolo apareceu na sua cabeça no lugar onde ele estava, era ali mesmo, na sala principal de PalmWoods, numa das paredes, um dos quadros ali pendurados tinha desenhado o símbolo, mas o que aquilo significaria...

Tinha duas opções para descobri-lo, uma seria ler o livro, as 300 páginas completas e ali talvez estivesse a resposta e outra seria ir lá embaixo para conferir se era verdade, e ver se tinha ali alguma outra coisa que o explicasse.

Conhecendo a Sam sabemos qual foi a sua escolha, cobriu-se com um casaco velho porque a noite era fria e saiu do apartamento sem fazer ruído, ou pelo menos, isso foi o que tentou. Sim, ela iria agora mesmo, não podia esperar até amanha, sua curiosidade não a deixaria em paz e a Sam era o tipo de pessoas que não desistia em saber de alguma coisa na qual tinha interesse...

Saiu do apartamento com o livro e foi caminhando pelo corredor, estava escuro, e a chuva ainda não havia parado, ali no corredor podia-se ouvir mais claramente o barulho das gotas no teto e dos trovoes retumbantes lá fora, de repente viu uma sombra lá no fundo, sentiu medo e se paralisou, a sombra ia na sua direção, aproximava-se aos poucos lentamente fazendo com que a Sam arrepiasse, colocou o livro na sua frente impedindo sua vista, até que quando a sombra chegou bem perto percebeu que era o Freddie, o amiguinho perfeito do Logan.

- Idiota, você me assustou – Disse ela enquanto batia com o livro na cabeça dele.

- Desculpa, nem sabia que era você, não precisa me tacar um livro na cabeça – Disse ele reclamando da atitude grosseira da loira.

- Eu sei, mas eu quis... O que você faz aqui?

- Eu... Nada, é que eu... esquece – Disse ele coçando sua em sinal de que estava nervoso.

- Fala, Freddorento – Era um novo apelido que a Sam inventou, combinando seu nome: Freddie com a palavra: fedorento, ela era bastante criativa.

- Ta bom – Ele olhou pra ambos lados pra ter certeza que ninguém estava ali então ninguém iria ouvir – Eu esqueci de uma coisa lá embaixo, uma... Uma mochila... E esperei a que não tivesse ninguém lá pra ir busca-la sozinho...

- E você está preocupado com uma mochila por que... ?

- É que tem umas coisas minhas que não queria que ninguém visse...

- O que? Coisas de Nerd como uma coleção de bonequinhos de ação?

- Não, a minha coleção está bem guardada em casa...

- Pressentia isso – Disse a Sam soltando uma risadinha.

- O que tem na mochila não vou contar pra ninguém, enfim, vou lá buscar, tchau – Disse ele descendo as escadas.

- Espera, vou com você... – Então ele se parou e olhou fixamente pra ela.

- Por quê? O que vai ir fazer lá?

- Eu... Se você contar pra alguém eu não só vou te causar traumas físicos mas também emocionais, entendeu? — Disse ela se aproximando dele ameaçando o mesmo.

- Nossa, não confia em mim? – Perguntou ele ironicamente

- Se confiasse não te ameaçaria – Ela riu – Eu tava lendo este livro e...

- Você? Lendo um livro? Nossa, agora eu entendo porque chove tanto – Freddie riu mas não foi engraçado para a Sam quem fez uma cara de irritação e respondeu:

- Vai me deixar falar? Obrigada – Disse mostrando um sorriso forçado – Eu estava lendo este livro pra a Katie porque ela não podia dormir, mas na segunda página ela dormiu, então levei o livro até a biblioteca e ele caiu e eu vi numa das páginas um símbolo estranho que eu acho que tem num quadro lá embaixo desenhado... E queria ir ver.

- E você está preocupada com um desenho de um símbolo? – Disse ele sorrindo.

- Sim... Achei estranho, ah, sei lá... Não tem nada pra fazer – Acrescentou a Sam, envergonhada.

- Então, vamos...

Os dois desceram as escadas em silencio para que ninguém os descobrisse, chegando lá em baixo Freddie olhou pela janela da sala principal do lado da porta do pátio.

- Ah não! Acho que ficou lá fora.

- Vai lá buscar ué – Riu a Sam.

- Eu não, é que se essa roupa aparecer molhada a Carly vai perceber e fazer perguntas... Ainda chove muito...

- Que tão importante é essa mochila pra você?

- Muito!

- Beleza, promete que vai me ajudar a descobrir o mistério do símbolo?

- Por que?

- Por isto – Disse ela enquanto saia pro pátio rapidamente para buscar a mochila dele.

Voltou com a mochila toda molhada e com muito frio, ele sorriu, não sabia porque mas achou lindo que ela o ajudou, afinal sempre o tratava como um nada, talvez isso poderia mudar.

Tirou o seu casado e o colocou sobre ela, e ela se encolheu secando seu rosto com o mesmo e entregou a mochila pra ele.

- Obrigado... – Disse ele em um tom suave enquanto sorria de ladinho.

- Não te fiz um favor, apenas... Quero que você me ajude com o símbolo, sabe?

- Sei... – Sim, ele sabia, mas dentro dele podia perceber que isso era apenas uma desculpa para não ficar obvio que ela o estava ajudando.

Sam se aproximou do quadro que tinha o desenho do símbolo e ele ficou por trás dela, ambos estavam observando cuidadosamente o desenho e o livro ao mesmo tempo.

- Sim, é este mesmo – Disse ela.

- Tem certeza que é igual? – Perguntou o Freddie algo surpreendido.

- Eu acho... Olha aqui – Mostrou o livro pra ele e ele concordou.

Tentaram ler a frase que tinha no quadro, mas estava em outro idioma, eram umas letras estranhas, sentiram medo mas muita curiosidade, Freddie buscou no livro, e na ultima página tinha a mesma frase com as mesmas letras estranhas, ficaram em silencio sem saber de que se tratava aquilo.

De repente ouviram uma voz grossa e passos como alguém que estava se aproximando.

- Quem está ai?

- Freddie, vamos embora, vão nos pegar aqui e aí lascou! – Disse a Sam em voz baixa.

- Ta bom vamos – Os dois subiram as escadas correndo e quando o homem da segurança chegou já não tinha ninguém na sala principal.

- Ufa, foi por pouco – Ele riu.

- Pois é... Ei, vem na minha casa amanha pra a gente investigar mais sobre aquilo, sei lá e talvez tomar algo, ver um filme...

- Pensei que me odiasse... – Disse ele esperançado que a resposta fosse um não.

- Ah, é... – Ela se virou e foi embora.

- Ei Sam! As 5, na sua casa – Gritou ele quando a menina já tinha se afastado apenas alguns passos.

Ela sorriu, mas seguiu caminhando e ele aceitou isso como um ‘‘Ok’’.

Aquela noite foi talvez uma das mais estranhas em PalmWoods, o outro dia não seria fácil, mas interessante, para nossa alegria...

POV SAM

Se não fosse aquele homem que eu e o Freddie escutamos, eu poderia saber mais sobre aquele símbolo, mas enfim, aquele momento foi tenso, ele até que é legal, e nerd. Cheguei a casa, ainda chovia muito, eu ainda estava toda molhada então resolvi correr para o banheiro, precisava de um banho, era tarde, mais não ligava, tirei minha roupa e joguei a mesma no cesto de roupa que havia no lado da privada, me adentrei ao Box, liguei o chuveiro e deixei a agua percorrer pelo meu corpo, por um momento parecia que não estava ali, ficava pensando no Freddie, seja lá porque, mas sinto que foi um bom momento, o sorriso dele é lindo, só que somos diferentes, gostamos de coisas diferentes, fazemos coisas diferentes.

Demorei uns 30 minutos no banho e ao escutar uma batida na porta do banheiro sai do meu pequeno transe.

-Sam? — escutei a pessoa do outro lado da porta, logo pude reconhecer aquela voz doce, era o Logan.

- Que foi? — perguntei desligando o chuveiro, já estava há um bom tempo ali, e me enrolei na toalha, mais não abri a porta.

-É que eu esqueci meu celular ai dentro — ele respondeu, olhei para o lado e vi o celular, quando voltei meu olhar pra frente, o vi abrindo a porta, me fazendo assustar, peguei o celular dele e o segurei.

-Ele... Tá aqui olha — suspirei, ficando vermelha, eu estava só de toalha, eu também era muito tímida.

-Ah obrigado — ele disse pegando então sai correndo, senti ele pegando em meu braço e me trazendo de volta então continuou a falar — Ei, espera — eu o olhei, ele tinha aquele sorriso encantador dele.

-Ah... Então... Diga o que quer – em questão de segundos, nós nos entre olhamos nos olhos, eu estava hipnotizada por aquele olhar, eu estava segurando minha toalha , e só a luz fraca do corredor nos iluminava, estávamos chegando cada vez mais perto, eu não estava gostando disso, eu estava amando, nossos lábios estavam quase se encostando, até que eu volto ao normal, dou um passo pra trás, e corro para meu quarto, nem pude ver a reação dele.

Adentrei ao meu quarto, e tranquei a porta logo, a seguir, vi a Katie dormindo, surgiu um sorriso do nada, eu queria que aquele beijo acontecesse... Fui até meu armário e coloquei minha roupa intima e meu pijama roxo, eu realmente amava essa cor, peguei meu celular, coloquei o fone no mesmo, e me deitei, coloquei na musica "My Happy Ending" da Avril, coloquei meu fone e me joguei na cama, minha cabeça parecia confusa, vinham imagens do Logan e do Freddie, o que está havendo comigo? Me virava de um lado ao outro, não conseguia dormir, as musicas se passavam e se passavam, só consegui dormir quase as 5 da manhã.

Notas finais
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