Everything Is Better With You
10 10. Love Sick
Notas iniciais
POV SPENCER
Acordei aquela manhã com um sorriso no rosto, seria meu segundo dia como professor Shay, realmente eu gostava de dar aula de artes, gostava de passar o meu amor pelas artes aos jovens desta cidade... Principalmente a Hanna, ela parecia estar adorando as minhas aulas e tenho que admitir, estávamos nos dando muito bem, se ela não fosse minha aluna poderia até dizer que estamos virando amigos.
Quando consegui escapar dos meus pensamentos sem sentido, como de costume cada manhã, decidi levantar, estava frio, mas mesmo assim tive que vencer a preguiça, me arrumei o melhor possível, peguei minhas coisas, as chaves do carro e sai, estava chovendo, novamente, odeio o clima desta cidade, mas ao mesmo tempo é legal, em Seattle quase nunca podíamos admirar tanta agua caindo do céu, isso me inspira...
Entrei no carro e dirigi em direção a escola, no caminho parei pra comprar um cappuccino numa estação de serviço estava demorando, me pergunto o que estariam fazendo lá dentro.
- Carai, estão fabricando o cappuccino? — Falei baixo pra mim mesmo, reclamando da demora.
Finalmente chegou o meu café e eu tentei acelerar, a chuva aumentou, na metade do caminho, olhei por acaso para o outro lado da rua e a vi, Hanna estava lá caminhando sozinha e estava se molhando toda. Fiz a volta pra chegar até ela, abri a janela e lhe gritei.
- Ei, Hanna! Quer uma carona? – Ela se virou confusa, não sabendo pra que lado olhar – Aqui dentro do carro preto! — Gritei novamente.
Observei ela rindo e correndo até o carro, abri gentilmente a porta pra ela e ela entrou.
- Obrigada – Falou, abrindo um sorriso – Nossa tá muito frio – Acrescentou.
- Imagino, você está toda molhada, toma – Respondi lhe entregando uma pequena toalha que tinha guardada no assento de trás.
Ela secou o rosto e uma parte do cabelo.
- Agora vai ficar horrível! – Reclamou
- O que? – Perguntei sem saber ao que estava se referindo.
- O meu cabelo, sempre com a chuva fica horrível – Soltou um risinho sem jeito.
- Nada a ver, tenho certeza que você vai ficar linda... – Ela me olhou confusa – Quer dizer, o seu cabelo... ele ficará bem – Disse tentando esclarecer.
- Ah sim, obrigada... Quer dizer, pela parte de ‘linda’ — Ela riu.
- Vou mentir? — Falei em tom de brincadeira e ambos rimos.
Continuei dirigindo até a escola, ela olhava pela janela enquanto ia no carro, eu via ela olhar pra mim por momentos mas quando eu a olhava, ela desviava o olhar, como se tivesse vergonha, eu sei que era estranho, um professor dar carona pra a sua aluna, mas o que iria fazer? Deixá-la caminhando na chuva?
- Chegamos – Avisei, ela parecia estar em algum tipo de outra dimensão.
- AH, Oi! — Disse ela, soltando mais uma risada.
Descemos rápido do carro e corremos até a porta, ela já ia indo pra sala mas eu a parei.
- Espera... – Ela se virou me dando espaço para falar – Se chegamos juntos na sala de aula vão achar estranho, não acha?
- Com certeza, olha, vou ir primeiro e daqui dois minutos tu chega lá, ta bom? – Sugeriu.
- Ta ótimo... – a observei partindo para a aula, quando de repente virou-se.
- Ei, Professor Shay, obrigada...
- Pode chamar de Spencer... – Disse abaixando a cabeça.
- Eu sei... Mas, não – Ela sorriu e continuou andando. Ok talvez ela estava certa, não devia me chamar Spencer, tenho que lembrar, não posso tirar da cabeça isso, sou o seu professor, ela é minha aluna, apesar dela ser uma das pessoas mais legais que conheci em Hollywood até agora...
Fui pra sala de professores pra fazer um pouco de tempo, ali se encontrava uma mulher, supostamente deve ser uma professora, decidi cumprimentar.
- Bom dia, só vim deixar as coisas e acabar meu café...
- Já está na hora de ir pra a aula, mas farei uma exceção – Ela sorriu.
- Como assim? Você é quem? – Perguntei assustado.
- Coordenadora, mas calma, sou legal! — Ela disse, deixando sair uma risadinha.
- Estou vendo, sou Spencer – Estendi a mão pra ela segurar.
- Georgina – Respondeu enquanto segurava minha mao, não sei se é muita maldade pensar isto, mas pelo jeito a mulher estava flertando comigo, percebi rapidamente pelo seu olhar e tentei fugir, não sei por que mas algo me dizia que isso não era bom.
- Aham, legal, tenho que ir pra a aula agora, até mais, Georgina. – Dizendo isto parti para a aula, decidido.
Entrei na sala, cumprimentei os alunos educadamente, e comecei a falar.
— Então, gostei muito dos trabalhos da aula passada, acredito que todos entenderam sobre o que se trata a arte, obviamente trata-se de expressarmos o que sentimos, por isso hoje nossa dinâmica vai ser diferente... Estão vendo este quadro branco daqui da frente? — Observei alguns estudantes assentirem com a cabeça e continuei – Bom, aqui eu trouxe também uma caixa com pinturas, quero que cada um de vocês passe aqui na frente e escolha uma cor dessas, e com um pincel pinte uma parte do quadro branco, e quero que digam o que essa cor representa pra vocês. Quem vai ser o primeiro?
Admirei aquele silencio todo, uns olhavam para os outros, e de repente ouvi aquela voz calma e doce.
- Eu poderia começar – Disse a Hanna. Naquele momento todos riram e começaram a bater palmas.
- Muito bem! Silencio, a senhorita Lively vai passar.
Hanna parou-se do meu lado e eu a observava atentamente, ela escolheu uma cor da caixa.
- Eu escolho a cor preta... ela representa o medo pra mim, o medo de que algo aconteça, algo que queremos que aconteça mas é completamente errado.
Ao ouvi-la me senti identificado de certa maneira, havia algo do qual eu tinha medo, talvez fosse do mesmo que ela, talvez eu estivesse viajando... sei lá.
Outros alunos passaram na frente, alguns escolheram a cor vermelha representando o amor, outros a cor verde representando o meio ambiente, outros a cor azul representando o céu, a paz, a liberdade... e assim foi, mas aquele ‘medo’ mencionado pela Hanna não saia da minha cabeça nem por um segundo, quando a aula acabou, eu decidi chama-la pra conversarmos.
- Hanna... Pode ficar um segundo? – Perguntei quando todos já tinham saído da sala.
- Sim, aconteceu algo, professor? – Perguntou surpreendida.
- Nada, eu apenas... queria te contar, que eu também escolho a cor preta, eu também escolho o medo – Disse enquanto pegava o pincel com tinta preta e passava-o lentamente sobre um canto do quadro branco.
- Ah, é? Por que? Quero dizer, qual é seu medo? – Disse interessada, me olhando fixamente nos olhos.
- Qual é o seu? – Respondi com outra pergunta.
- Acho que seria errado eu te mostrar... – Disse abaixando a cabeça.
- Hanna, os medos, temos que enfrenta-los, se não eles sempre serão... Apenas isso... Medos.
- Talvez isso seja o certo... – Respondeu ainda com a cabeça baixa.
- Hanna, enfrenta seu medo – Disse firmemente enquanto segurava seu queixo e levantava a sua cabeça lentamente.
Ela aproximou seus lábios dos meus até junta-los e os tocou muito suavemente, nesse momento, até eu podia sentir o medo, a incerteza, a falta de confiança... Iniciou um beijo aos poucos, segurei o seu rosto e acelerei o ritmo do beijo, a puxei pra mais perto de mim e de repente, esqueci aonde estávamos, quem éramos, tudo parecia tão certo, mesmo sendo tão errado, tão proibido, eu só queria ficar assim pra sempre, mas ela se afastou...
- Não... – Disse, escapando um suspiro – Isto é errado Spencer, a gente não pode... Meu deus, eu tenho que ir, não pode ser verdade... – Praticamente saiu correndo, me deixando ali pensando no ocorrido...
- Hanna, espera... – Falei baixo, mas já era tarde demais, ela já não estava ali.
POV CARLOS
O trabalho acabou, saímos e os guris foram cada um fazer uma coisa diferente, era meu momento, eu estava louco pra chegar a casa e ver como a Mel estava, ver se ela comeu algo, se precisa de alguma coisa, eu me sinto responsável por ela, ela precisa de mim, tenho certeza... Mas o que aconteceu na festa foi... Intenso, isso nunca tinha acontecido comigo, na verdade eu acho que nunca me senti tão à vontade com uma garota, a Mel é tão diferente...
Cheguei no prédio e fui até o nosso apartamento, adentrei o lugar e decidi checar.
- Oi? Tem alguém em casa? – Esperei por uma resposta mas obteve só silencio, vou tomar isso como um não.
Corri até o quarto da Melanie, quer dizer, o quarto onde ela estava ficando, abri a porta enquanto dizia : — É apenas eu...
Mas ela não estava ali, a Mandie estava deitada na cama, dormida...
- Mel? — Perguntei. Cadê aquela guria? Comecei a procurar pela casa, e ao passar pelo banheiro ouvi o som do chuveiro aberto. Decidi entrar.
- Mel? – Ao dizer isto consegui vê-la através do plástico transparente do banho, ela estava ali, a observei enquanto passava shampoo no seu cabelo, fui descendo o olhar e fiquei encantado com o que vi. O corpo dela era perfeito, as suas costas lisas, os seus seios pareciam duas bolinhas, assumo que realmente eu senti vontade de brincar com eles, as pernas largas, a bunda redondinha e grande e a sua... Pronto, estava acontecendo, aquela vontade intensa de entrar no banho junto com ela e fazer de tudo, mas tudo mesmo, eu a queria mais que qualquer coisa, senti o meu “amigo” ficar duro e parado, fiquei imaginando coisas, fantasiando enquanto a olhava, acho que nunca delirei tanto, acho que nunca quis algo tanto assim...
De repente, em meio de todo aquele vapor pude ver sua mão saindo para agarrar uma toalha branca que havia deixado do lado do banho.
O que faço agora? Tenho que sair daqui, fechei a porta do banheiro e me deitei na cama do quarto da mãe do Kendall, assumindo que ela ia ir para ai, pra secar o seu cabelo.
Ouvi passos, ela saiu do banheiro e dirigiu-se até onde eu estava, apenas enrolada na pequena toalhinha branca.
- Carlos? Oi... Eu achei que não teria ninguém em casa até mais tarde – Não acredito que ela falou comigo como se tudo estivesse normal, não estava normal, ela estava apenas usando uma toalha e eu estava deitado na cama tentando esconder meu pau duro.
- Você tem que ter mais... peitos, quer dizer, cuidado! É você tem que ter mais cuidado. – Disse eu olhando pra ela fixamente.
- Cuidado é? Você também tem que ter. Eu não acredito que você estava olhando pros meus peitos... – Disse aproximando-se de mim lentamente.
Deitou-se na cama do meu lado, olhando fixamente pra mim, fez carinho no meu rosto suavemente.
- Estava olhando ou não estava? – Falou baixinho.
- Eu... – Tentei falar algo mas não consegui, as palavras não saiam.
- Anda Carlos, fala pra mim se você tava... – Disse um pouco mais alto em um tom sedutor, descendo a sua mão pelo meu peito, desabotoou minha camisa um pouco e alisou meu peitoral.
- Eu não sei... Eu – Carai, de novo, o que acontece que eu não consigo falar?
Aproximou-se mais de mim ainda e desceu a sua mão até o meu pau, tocando-o por cima da minha calça.
- Eu sei que você tava... – Envolveu meu pau com sua mão por cima da minha roupa ainda, me deixando muito mais excitado.
Ela subiu por cima de mim, colou o seu corpo no meu, levou sua boca até o meu ouvido e mordeu a minha orelha com certa força, sussurrou baixinho em meu ouvido: eu sei o que você quer...
- E o que eu quero? – Respondi baixo no ouvido dela.
- Você quer isto... – Disse deixando cair a sua toalha, abriu o meu zíper e abaixou minha calça quase arrancando a mesma. Puxou minha cueca, tirando-a e levou as duas mãos até o meu pau, o envolveu e começou a fazer movimentos de vai e vem com as mesmas, soltou vários gemidos baixos no meu ouvido. Eu estava delirando e muito excitado, o único que queria era que ela continuasse até o fim.
Os seus gemidos tornaram-se cada vez mais profundos e o seu ritmo foi acelerando, então, eu levei minha mão até sua buceta e enfiei dois dedos dentro da mesma, comecei a masturba-la fazendo-a gemer cada vez mais alto.
Ela me pedia cada vez mais, até que eu comecei a gozar. Ela parou, levou sua boca até o meu pau e chupo a cabeça do mesmo engolindo toda minha goza, eu a olhava passando a língua sobre o mesmo e isso me estimulava ainda mais... Deitei por cima dela e levei minha boca até sua buceta, enfiei a minha língua na mesma e comecei a chupa-la toda, ela gritou até ficar sem voz, até não poder mais, enfiei o meu dedo na sua entrada ao mesmo tempo em que a chupava e consegui leva-la ao orgasmo.
Deitei do lado dela ao finalizar, aquilo foi intenso, foi ótimo, apesar que eu tinha vontade de fazer muito mais. Ficamos nos olhando assombrados, nisso ouvimos alguém adentrar na casa e os dois rimos, levantei correndo e tranquei a porta do quarto, ninguém podia nos ver.
Alguém bateu na porta do quarto.
- Se esconde no banheiro – Falei baixinho pra a Mel, ela foi e se trancou lá.
Eu me vesti o mais rápido que pude, e ouvi a mãe do Kendall falar:
- Tem alguém ai? Preciso entrar.
- Eu to aqui tia, só não consigo abrir a porta! – Gritei, vi que ela estava puxando a porta, então acabei de me vestir e a destranquei.
- O que você estava fazendo aqui dentro, Carlos?
- Eu estava... Dormindo... – Menti, foi a pior desculpa, mas a primeira que passou pela minha cabeça, ela me olhou confusa e continuei — É que a cama da senhora é bem mais... Confortável... É.
- Entendo, tudo bem, agora sai que preciso me trocar e ir no banheiro.
- Ta bom... NÃO! Quer dizer, não vai banheiro porque eu... Bom, eu... sujei ele todo, depois vou limpar, mas não entra, fico envergonhado...
- Ta... Certo... Então... Adeus. – Disse desconfiada fechando a porta. Fiquei do outro lado pra ouvir.
‘‘ Meu Deus o que é essa coisa branca na minha cama? ’’ — Ouvi ela gritando, não deu pra evitar, eu tive que soltar mais um risinho. Entrei no meu quarto muito nervoso e sentei na cama, não parava de pensar no que aconteceu lá dentro.
- Carlos! — Saiu a mãe do Kendall gritando desde o quarto – Olha, eu entendo que você tenha hormônios e tudo mais, mas se vai fazer esse tipo de coisas que seja na sua cama...
Meu deus, em que buraco vou me enfiar agora? Cadê a Mel nessas horas? NÃO VOU RIR, NÃO VOU RIR
- Tudo bem, desculpa, certo, eu não devia ter feito isso, só... Não conte pra ninguém, ta?
- Ta bom, beleza, só espero que não se repita. – E dizendo isto ela foi embora. Ufa! Ainda bem.
POV CAMILLE
Ia caminhando pelo Hall de Palm Woods, tentando relaxar um pouco minha mente, mas segundos depois quando vi o Logan entrando pela porta, soube que aquele não era o melhor lugar pra se distrair, de certo.
- Oi Mille – Veio até mim – Sua Crazy Bitch, por que sumiu? – Perguntou abrindo um sorriso grande, se aproximando mais para conversar.
- Oi... – Disse, enquanto pensava uma resposta – Tu que some e eu levo a culpa agora? Nossa, assim não vale – Soltei uma risada – Até agora não entendi por que me chama de Crazy Bitch – Acrescentei entre risinhos, abaixando a cabeça.
Sim, infelizmente, esse era o apelido que ele usava pra mim, não sei por que, acho que nem ele sabe.
- Ah, porque é legal, mas enfim, faz tempo que não vejo você, o que faz? – Perguntou meio sem jeito.
- Eu faço nada demais, apenas caminhando pelo Hall pra ver se me distraio de algumas coisas, muito trabalho, sabe...
- É, fiquei sabendo que ficou com o Freddie na festa, que... legal – Comentou, estranhei o seu comentário, pois como ele ficou sabendo? Tudo bem que o Freddie é o seu amigo, mas ele não devia ter falado, não mesmo...
- Ah, é... Mas não muito, nós continuamos amigos, normal sabe... Mas, e tu? E a... Sam? — Perguntei, tentando disfarçar que nem ligava, mas é claro, eu ligava e muito, eu odiava aquela ideia de ver eles juntos, tudo bem que eles se conheciam a mais tempo, mas o Logan foi o primeiro amigo homem que eu tive, agora tenho o Freddie também, mas não é o mesmo, quando eu estou com o Logan, tudo muda, eu me sinto só.... Diferente...
- Sim, está tudo bem, nós estamos... namorando, mas acho que já sabia disso, né? Tipo, todos sabem! – Ele anunciou contente, mas é claro que eu sabia, todos sabiam mesmo, eu só queria conferir, ouvir dele talvez...
- Sei sim... – Fiz uma pausa e lembrei o que devia falar, supostamente – Parabéns! Estou muito feliz por vocês, muito mesmo, to torcendo pra ficarem juntos pra... Sempre, é – Ta bom, talvez eu exagero um pouco mentindo.
- Obrigado... – Disse ele desconfiado – Mas, sempre vou ter tempo pra você, é minha melhor amiga sabe disso... – Melhor amiga? Sério mesmo? Como chegamos a isso?
- Eu achei que a Sam era sua melhor amiga – Respondi rápido.
- Ela é, e também é minha namorada, mas tu é mais do que isso, tu é minha super hiper melhor amiga pra sempre, feliz? — Disse ele sorrindo.
- Jura? – Falei emocionada – Pois você também é meu melhor amigo, espero que saiba disso...
- E o Freddie? — Perguntou surpreso.
- O Freddie... Também é, mas... Sei lá, olha, se quiser, se tiver tempo a gente pode fazer algo juntos como antes, talvez você possa ir na minha casa, se a Sam deixar né... Eu sinto sua falta.
- É a vida – Disse abaixando a cabeça – Eu também sinto, quer saber? Depois te ligo e a gente vê, tchau... – E dizendo isto ele foi embora, provavelmente se encontrar com a namorada...
Eu não sei como isto aconteceu, mas eu tenho uma queda muito grande por ele, preciso acabar com isso, ele nunca na vida vai gostar de mim, ele gosta da Sam e a Sam gosta dele, e eles são perfeitos juntos, que direito tenho eu de sentir alguma coisa por ele? Nenhum... Sério, isso tem que acabar.
Peguei o meu celular e liguei pra a Jo, estava com saudades, afinal, não vejo ela desde a festa.
_ Alo? – Respondeu
_ Oi amiga, é a Camille, estou sozinha que faz?
_ Mille! – Gritou animada desde o outro lado do telefone – Eu estou aqui, tive que viajar de um dia pra outro, sorry por não te avisar, me desculpa?
_ Tudo bem, onde você está? – Perguntei curiosa.
_ Na praia, em Miami Beach, é tão bom aqui, queria que você estivesse, nem imagina, tem muitos gatinhos! – Berrou emocionada.
_ Gatinhos? Pera ai, achei que você estivesse gostando de outra pessoa...
_ Quem? Kendall? Não, só porque não desgrudei dele na festa não significa que esteja afim dele – Negou empolgada.
_ Jo... Eu conheço você, está super afim dele – Insisti.
_ Tudo bem, talvez esteja um pouco afim dele, mas se ele quer, ele vai ter que correr atrás, e não significa que por isso vou estar trancada em casa esperando, né? Enfim, vou desligar beijos, se cuida, te amo, Love you.
Quando eu ia abrir a boca pra dizer alguma coisa pá, ela já tinha desligado na minha cara, Jo é assim, fazer o que?
Mas talvez ela esteja certa, talvez eu tenha que curtir um pouco e parar de me importar com um menino que tem namorada, afinal, são eles que têm que correr atrás, não nós, mulheres.
O dia está lindo, não tem absolutamente nada pra fazer, não tem ninguém interessante para conversar, não tem trabalho, nada pra comer e nenhum lugar melhor que ir do que... ISSO! Salão de beleza! Foi ai onde tive uma ideia maravilhosa, vou me dedicar um pouco mais a mim mesma, vou fazer uma transformação total.
POV JAMES
Hoje eu não estava feliz, tipo, feliz feliz, desde a festa do Logan fiquei pensando em aquela briga que teve com a Carly, nem sei direito se foi uma briga, mas tenho certeza que ela deve estar zangada comigo, mas muito zangada, não lembro direito o que disse pra mim, nem entendi muito bem por que, não sei sequer porque estou me importando... Durante a minha vida muitas meninas gritaram comigo, mas a Carly, nossa, aquilo se sentiu real, até doeu em mim, como se ela realmente estivesse decepcionada, machucada...
Ela disse algo assim como: Talvez meu problema seja esse, acreditar em ti...
Mas por que? Por que ela acreditou em mim? Não entendo, eu não... Sei nada dela, mal a conheço, tudo bem que aquele dia da chuva a gente se aproximou e... eu cuidei dela quando estava chorando, mas... Não sei, não sei o que fiz de errado, por que ela está assim?... Mas, não vai ficar assim, devo conversar com ela, agora.
Me olhei no espelho pra confirmar que estava descente e fui até o apartamento da família Shay, toquei a campainha e esperei em silencio.
- Oi James – Freddie abriu a porta.
- Oi, hm, cadê a sua irmã? Preciso conversar com ela... – Perguntei algo nervoso.
- Ela... Está dormindo, mas só aviso, pelo que ela comentou após a festa, deu pra perceber que está zangada com você.
- Eu só... Vim descobrir o motivo, posso entrar? – Perguntei, ele me deixou entrar e fui até o quarto dela, entrei lentamente, sem fazer barulho algum, não queria acorda-la.
A observei enquanto dormia, não sei por que, mas me senti bem, me transmitiu certa tranquilidade, tinha medo, medo de acorda-la e que começasse a gritar comigo e me expulsasse, a verdade é que nunca fui pedir uma desculpa pra menina alguma, e muito menos por algo que nem eu sei... Por que agora sim? Sei lá, talvez porque eu ainda vou estar aqui por um tempo e não quero inimigas, logo uma garota legal feito a Carly... E também eu... Me senti mal por ter decepcionado ela.
Sentei num canto da cama e continuei a olhar pra ela, acariciei o seu rosto e coloquei pro lado, lentamente, uma mecha do seu cabelo que cobria o mesmo.
Ela se mexeu, aos poucos e abriu os olhos, parecia confusa, estava confusa.
- O que?... O que faz aqui? – Falou com voz de quem acaba de acordar e não lembra nem o próprio nome.
- Olha, antes que sua consciência volte, preciso dizer , vim porque não sei por que está braba comigo e vim pedir desculpas e... Não quero que fique zangada, desculpa... Seja lá o que eu fiz.
Pronto, ofereci as minhas desculpas, do jeito mais educado possível, vamos ver só no que vai dar.
- Tudo bem, eu acho, é... Bom, eu não sei como explicar, mas fiquei muito chateada mesmo... – Disse, um pouco sem jeito, sentando na cama.
- Eu sei que talvez não seja a melhor hora, mas pode falar comigo, sempre que quiser, eu gosto de você, vou te ouvir, e aproveita porque é raro eu falar isso – Ambos rimos e ela abaixou um pouco a cabeça – Que foi? – Perguntei com tom de preocupado.
- Ah... É só que... ‘‘Eu gosto de você’’, é tão estranho alguém dizer isso pra mim – Respondeu tristemente.
- Estranho? Estranho seria alguém não gostar de ti, menina, não entendo.
- Bom, você é a única pessoa que eu posso conversar, praticamente então... É que nunca ninguém ‘‘ gostou ’’ realmente de mim, a não ser minha mãe e meus irmãos... E eles nunca estiveram tão presentes na minha vida. A minha mãe morreu e eles nem moravam na mesma casa que eu. É... Complicado. – Disse em um tom baixo.
- E o seu pai? Ele não gostava de você? – Perguntei, olhando pra ela ainda.
- Bom, eu não sei, ele talvez gostava é só que ele não... –
- Demonstrava? –
- Isso... Eu sempre senti falta do amor de um pai, por isso agora é tão estranho o Spencer estar aqui pra cuidar da gente, mas é bom demais...
- Eu entendo, é difícil confiar nas pessoas, elas nem sempre vão gostar de você pelo que você é – Afirmei firme.
- Por que diz isso? Já aconteceu com você? – Perguntou curiosamente.
- Ninguém sabe disso, mas o meu pai ele abandonou a minha mãe gravida, eu cresci sem ele e sempre sonhava com conhece-lo, mesmo com todo mundo dizendo que ele não prestava, era meu pai – Contei.
- E o conheceu? -
- Sim... Mas só comprovei que eles estavam certos, ele disse pra mim que nunca quis ter um filho, que não era sua culpa, que ele nunca iria conseguir gostar de mim...
- Mas James, não é tua culpa, ele é um... Idiota – Disse depois de uma pausa abaixando o tom.
- Talvez seja, o ponto é, que quando os nossos próprios pais não acreditam em nós, nós deixamos de acreditar neles, e... Como vamos acreditar em mais alguém?
- É isso, eu acreditei em você, aquele dia da chuva e... Fiquei com medo, medo de que você me decepcionasse, como todo o resto...
- Não precisa ter mais medo, eu tenho você e você me tem, podemos voltar a ser amigos? Se... Você quiser, é claro.
Ela sorriu e segurou a minha mão, acho que vou tomar isso como um sim, é incrível achar alguém que pense do mesmo jeito que eu, ela é incrível, espero não decepciona-la de novo.
POV FREDDIE
Já estava mais do que na hora de eu voltar á estudar, seria meu ultimo ano até ir pra faculdade e eu não queria perder o ano. Quando pequeno minha mãe me obrigava a fazer comerciais de... digamos que tudo.. já fui Garoto propaganda da Coca-Cola, então eu acho que pode ser fácil eu entrar nessa escola aqui, pelo que eu soube.. só quem é associado a um clube lá de artistas que eu esqueci o nome... e eu sou associado- mais eu não lembro o nome agora...-eu peguei o que eu precisava para fazer a inscrição e o Gorducho não queria me inscrever, então eu provei que era desse clube, e ele ficou emburrado e enfim fez a inscrição , começaria a estudar pela manhã... de amanha.
Voltei para meu apartamento e tinha ninguém lá , então olhei no relógio e era 16:50 e eu peguei minha carteira fui até o mercado e comprei o meu material escolar na volta acabei vendo Sam e sua irmã Katie num parque, resolvi ir falar com elas.
-Ei Sam – Me aproximei dela e me sentei ao banco que a mesma estava
-Oi seu mané – Ela sorrio e me fez abrir um sorriso lá dentro
-O que faz aqui? – Perguntei.. mais que pergunta idiota não?
-Ah a Katie queria sair um pouco então vim com ela para cá – Respondeu ainda sorrindo, por que tem que ter um sorriso tão lindo?
-Bom... legal, esse parque é tão lindo quando é final de tarde – Eu disse sorrindo, eu estava tão feliz por estar ali com ela...
-Verdade – Ela rio sozinha , aw até a risadinha dela é perfeita
-Que foi? – Perguntei
-Só me lembrei de uma coisa hoje na escola – Ela respondeu me olhando com aqueles lindos olhos azuis
-Conseguiu entrar na escola? – Perguntei sorrindo
-Sim ! Hoje foi meu primeiro dia, a escola é um pouco estranha, composta de apenas duas salas , Uma de 1º a 6ª série e a outra de 7º até 3º ano do colegial... Digamos que é bem interessante...- Respondeu
-Então te vejo amanha!
-Porque?
-Por que entrei na escola hoje!
-Que legal... seremos coleguinhas de escola – Rimos e pior que era verdade
-Agora tenho que ir – Eu disse , apenas nos despedimos e eu fui para Casa, teria que arrumar meu material e tal.
Cheguei em casa e me joguei no sofá, Carly e Spencer não estavam em casa, Então, joguei a sacola onde tinha meu material na outra poltrona e comecei a pensar naquele lindo sorriso que vi a poucos minutos. É oficialmente estou apaixonado em menos de 2 semanas, bati meu recorde...
Acabei adormecendo e acordei as 21:00 , as luzes estavam apagadas, e só as dos quartos ligadas, me levantei e fui até ao quarto de Spencer
-Já voltaram? – perguntei coçando meus olhos
-Sim, chegamos as 19 horas mais como você estava dormindo, resolvi te deixar dormir e tem janta na cozinha – Ele respondeu sorrindo
-Ah ! obrigado — sorri e fui para a cozinha, no foção tinha um arroz simples feijão, frango frito e salada , fiz meu prato e me sentei a mesa, comi bem rápido e lavei o prato.
Resolvi ir tomar um banho, teria que dormir cedo já que eu teria escola no outro dia, fui ao meu quarto e peguei minha cueca e bermuda de dormir, fui para o banheiro e tirei minha roupa e me adentrei ao box liguei o chuveiro e deixei a agua percorrer pelo meu corpo, eu apenas pensava em como esquece-la .. isso pode demorar, pois nunca senti uma coisa tão forte por alguém assim, ao ver uma menina tão doce como ela namorando, me deixa triste, eu a amo muito e faria qualquer coisa por ela.
Após o banho, fiz minha higiene bucal e fui dormir..
Notas finais
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