Notas iniciais
Minha primeira história que escrevi sozinha. Talvez esteja meio confusa, mas com o tempo e o desenrolar ela vai melhorar. Obrigada. :3

“Eu jurei nunca te esquecer. Pena que eu em geral, não cumpro minhas promessas."


Meu nome é Rose Anne. Tenho olhos azuis e cabelos escuros, com algumas mechas vermelhas (naturais), sou talvez a pessoa mais baixa da Terra, mas e daí? Eu não alcanço prateleiras altas, mas é mais fácil pra eu poder pegar alguma coisa que pode ter caído debaixo da cama ou do sofá... Mas enfim... Vamos começar a contar tudo desde o início, desde a minha vida estar normal e agora ser essa grande bagunça. Ah, eu moro em Nova Iorque.

Abri meus olhos, me sentando. O barulho dos carros continuava, mesmo a 9 andares abaixo de mim. Levantei-me e fui para o banheiro, retirando minha camisola com uma estampa de ursinho e a jogando no cesto de lixo, por engano.

-Droga. -Resmunguei. O cesto de lixo estava logo do lado do de roupas sujas. Abaixei-me e peguei a roupa, junto com um monte de papel higiênico, e joguei no cesto de roupas sujas. -E fique aí. — Como se agora a minha roupa criasse vida e começasse a caminhar. Enfim, liguei o chuveiro e entrei debaixo dele, retirando as roupas de baixo, tomei uma ducha rápida e me sequei, indo para o quarto, e me vestindo. Coloquei meus óculos, porque eu sou cega, e sem eles eu não vejo nada. Vesti a blusa do Nirvana e coloquei uma jaqueta simples por cima. Calças jeans e all star completavam a vestimenta.

Desci as escadas e sentei na mesa, já posta. Minha mãe sempre deixava o café pronto e saia. Ela tinha que chegar na escola mais cedo, ela é a diretora daquela prisão. Meu irmão ainda deve estar na cama, e meu pai já deve ter ido trabalhar a umas duas ou três horas atrás. Comi o sanduíche e bebi a água, porque nem todo o americano come bacon e panquecas com ovos e suco todos os dias. Mesmo querendo. Cara, como eu amo bacon. Tipo É BACON!!!
Enfim... Fui pro quarto e escovei os dentes, joguei as coisas na mochila e a coloquei nas costas, descendo as escadas correndo, porque o elevador tinha quebrado. Quando cheguei na rua, observei o meu redor, homens correndo, papel jogado nas ruas, e o lindo céu fechado de poluição. Avistei um casal de turistas que estendiam as mãos para frente dos táxis, sem resposta. Sorri e fui até eles, pulando na frente de um dos táxis, o fazendo parar.

- Entrem. –Disse.

O casal sorriu e me agradeceu, entrando no táxi. Suspirei e esperei um pouco, até outro táxi vir. A escola ficava a seis quadras do meu apartamento, mas não queria ir caminhando sozinha, então coloquei os fones e peguei o iPod, selecionando uma música “Everything Has Changed. Taylor Swift feat. Ed Sheeran”, eu não curto Taylor Swift, mas amo o Ed Sheeran e a música é perfeita. Tão perfeita que comecei a cantar ela, sem perceber:


“All I knew this morning when I woke (Tudo o que eu sabia na manhã em que acordei)

Is I know something now (É que eu sei algo agora)

Know something now I didn't before (Sei algo que não sabia antes)

And all I've seen since 18 hours ago (E tudo o que vi a 18 horas atrás)

Is green eyes and freckles and your smile (Eram olhos verdes, sardas e seu sorriso)

In the back of my mind making me feel right (Na minha mente, fazendo eu me sentir bem)”



Estava lá, cantando quando de repente alguém me empurrou, me fazendo perder levemente o equilíbrio. Quando estabilizei olhei para trás e vi o sorriso feliz daquele idiota. Charlie McDermott, talvez o único garoto que eu tinha uma queda e que não era ruivo. Ele e Arthur Price. Ambos meus amigos. Não gosto de triângulos amorosos, mas aceitaria ter um com eles. Vou descrever Charlie, para que possam vê-lo melhor: Ele tem cabelos encaracolados negros, olhos azuis claros e um sorriso torto que combinava com as sardas espalhadas pelo rosto. Ele tinha o rosto rústico, o que o deixava mais bonito ainda. Usava uma camisa azul com uma estampa estranha, calças jeans e casaco de couro preto. Nos pés estavam as botas de escalada que EU tinha dado a ele. EU, e não a vaca atolada da Eden (a namorada dele).


-O que você tava cantando? – Ele pediu e arrancou meus fones – Tá ouvindo essa música de novo?

-Ela me deixa feliz, seu retardado. –Arranquei os fones das mãos dele e sorri, os guardando.

Ele riu e estendeu o braço para que eu engatasse meu braço no dele. Hesitei, afinal minha vontade era de pular no pescoço dele. E aquele diabo estava usando o meu perfume que me deixava louca... Precisava me segurar. Ri junto e o empurrei, seguindo o caminho para a escola. Ele me acompanhou. Assim que chegamos ele começou a resmungar como sempre. Subimos as escadas, afinal, nossa escola não tem elevador nem escada rolante, mesmo eu já tendo pedido para a minha mãe. Enfim... Entramos na sala e sentamos nos nossos lugares, bem no fundo. Assim eu podia ficar olhando para ele, que sentava na minha frente, tranquilamente, sem parecer uma doida obcecada por um garoto. Enquanto conversávamos, ouvi alguém me chamar.

-Ei, nanica! Chega à escola e nem cumprimenta?- Então ele se aproximou. Arthur Price. Seu rosto pálido, olhos verdes, azuis e cinzentos ao mesmo tempo e cabelos ruivos como fogo, que combinava com a jaqueta de aviador, calças jeans pretas e tênis all star, assim como eu. Melhor que Charlie, ele não tinha namorada, mas ele já deixou bem claro, tipo, na minha fuça, que ele só me considerava amiga dele. Palavras machucam, é. Mas vamos continuar a história.

-Desculpa se eu não vi a girafa aí. – Sorri de lado e me levantei, entrando em seu abraço. Seu cheiro era tão bom... Ele não tinha namorada, mas deixou claro que não queria nada. Suspirei e deixei quieto. Vai que ele mudava de ideia... Ele era fofo. Sentou ao meu lado, jogando suas coisas no chão, como sempre. Eu não tinha nenhuma amiga. Meus únicos amigos na escola toda eram eles, e talvez, por isso eu sinta uma queda por eles. Quero dizer, talvez eles não sejam tudo isso que eu vejo. Ou sejam. Tem muita garota assanhada aqui na escola. Bitches. Suspirei e sorri. Até a aula começar. O sinal tocou e a professora entrou na sala. Matemática. Queria matar qualquer pessoa que gostasse de matemática. Eu simplesmente não nasci para calcular, e tenho que pensar sempre para fazer até mesmo o cálculo mais básico, tipo 3 X 7. Ela colocou as coisas na mesa e nos olhou com calma:

-Alunos, eu vou sentir certa falta de vocês. – Disse ela, sonelemente. Mas de que diabos aquela mulher falava? Charlie se virou para mim com cara de quem fazia a mesma pergunta – Agora, eu tenho um conselho: Salvem-se. E lembrem-se, façam silêncio.

Toda a turma ficou olhando a professora recolher as coisas e sair. No mesmo instante, todos a não ser Charlie, Arthur e eu, se levantaram e começaram a pular de um lado para o outro. Perderam o controle. Era bolinha de papel, tesoura, cola... O que era material escolar estava voando. Arthur desviou por pouco de uma tesoura que o teria cegado. Estávamos ali, e o prédio inteiro tremeu. Todos pararam o que faziam. Charlie parou de rabiscar um desenho que fazia em uma folha. Arthur olhou para mim e depois para o chão. As coisas não tremiam. Não era terremoto. Mas então... O que era? Estávamos em silêncio quando a porta, antes fechada começou a ranger, se abrindo. E, se não quiser mais ler, pode parar. Mas eu te juro, lá de dentro saíram zumbis. Eles entraram aos montes, deviam ter seguido nossos gritos, enquanto brincávamos com os materiais. Todos entraram em pânico, olhando as criaturas que pareciam ter saído de um filme.

Me levantei, junto de Charlie e Arthur. Por instinto, talvez, Charlie me puxou e me jogou no colo. Agarrei minha mochila e as deles. Sabíamos o que fazer, pois nós sempre íamos na casa um do outro e olhávamos filmes. Os 3 últimos foram sobre zumbis. Sai do colo dele, mesmo não querendo e o olhei. Estávamos ali, em Nova Iorque, com a morte caminhando na nossa direção. Então Arthur nos puxou e com uma cadeira, quebrou a janela, saltando para fora. Saltei junto e Charlie atrás de mim. Arthur e eu caímos no telhado do pavilhão. Uma distância segura dos zumbis, mas podíamos ver tudo.

-Charlie... – Olhei em volta, sem vê-lo – Essa não. CHARLIE! – Nos viramos e o vimos, sendo segurado pelo pé por um dos zumbis, que já rasgava seu tornozelo. A dor parecia ser tanta que ele não conseguia gritar. O sangue escorria e pingava devagar... As garras do monstro estavam quase em suas veias...

Notas finais
Esperando reviews... #por #favor :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.