Notas iniciais
Espero que gostem

Já era cerca de quatro e meia da tarde e estávamos reunidos na sala da toca todos que iríamos buscar o Harry.

–Vocês já sabem o plano, só vamos passar as duplas.- Moody começou olhando pra todos na sala.- O Potter vai com o Rúbeo, senhorita Delacour com o Guilherme, Fred vai com o Arthur e George vai com Remus, Ronald vai com a Tonks, senhorita Granger vai com o Kingsley e você vem comigo Fletcher, não confio em você.- Disse ele com uma careta no final.

–Eu nem queria estar aqui você me obrigou.- Respondeu Mundungus.

–Isso não vem ao caso, já deveríamos ter saído.- Moody falou e se dirigiu até a porta.

Nos dirigimos até o quintal e a nossa espera estavam dois testrálios, quatro vassouras e uma moto gigante, fui em direção a um dos testrálios e vi que tinha alguém o acariciando.

–Oi George.- Eu falei indo ao seu encontro.

–Oi Hermione.

–Espero que tudo acabe bem hoje.

– Eu também

–Vamos Hermione.- Kingsley chamou já subindo no testrálio.

–Eu te ajudo a subir.- George disse, mas antes de fazer qualquer movimentopra me ajudar a subir ele me puxou pra um abraço.- Só toma cuidado viu.

–Você também.- Falei e o abracei de volta.

–É melhor você subir.- Ele disse e me deu apoio pra que eu pudesse subir no testrálio.

–Tchau Hermione.- E antes que eu pudesse responder ele já se deslocava em direção a Remus.

***

Não acredito que estamos vivos, eu e Kingsley conseguimos chegar até a toca com apenas alguns cortes, realmente Moody estava certo em relação ao Voldemort ir primeiro nos aurores mais experientes, acredieto que não deveríamos ter voado nem quinhentos metros quando ele começou a nos atacar, mas no meio da batalha ele simplesmente desapareceu, literalmente virou fumaça, depois disso no caminho até a casa do Kingsley só precisamos lutar contra dois comensais. Conseguimos chegar a casa poucos minutos antes de pegarmos o portal.

Quando batemos na porta da toca fomos atendidos por Remus que fez algumas perguntas de segurança e logo nos deixou entrar, ele nos disse que os únicos a ter chegado até agora foram Harry, Hagrid, George e ele. Já estávamos no meio da cozinha quando percebi as manchas de sangue no chão.

–Quem se machucou?- Perguntei interrompendo a conversa entre os dois homens a minha frente.

–George,ele foi atingido por um feitiço e perdeu uma das orelhas.- Remus respondeu com um olhar culpado e a voz pouco mais que um sussurro, como se ele se sentice culpado pelo que houve.

Eu praticamente nem esperei ele terminar de falar e já estava correndo em direção a sala, parei bruscamente quando o vi deitado no sofá, sua pele estava pálida e suas sardas pareciam extremamente escuras em contraste com seu rosto. Caminhei lentamente e parei ao lado de Molly.

–Como ele está?- Perguntei em voz baixa com medo de incomoda-lo.

–Oh querida, ele já está melhor,mas eu acho que não vai ser possível recuperar a sua orelha.- Ela respondeu e me puxou em um abraço enquanto começava a chorar.

Eu inicialmente fiquei extática, sem saber o que fazer, mas logo depois comecei a acariciar seus cabelos ruivos e dizer algumas palavras de conforto, acho que funcionou já que em poucos minutos ela se distanciou, dizendo que faria algo pra comermos já que provavelmente todos estariam famintos quando voltassem, deixando apenas eu e um George inconsciente na sala.

Fui até ele e me ajoelhei ao seu lado segurando sua mão, ele parecia tão frágil. Só percebi que Fred e o senhor Weasley tinham chegado quando o Fred se ajoelhou ao meu lado. Estava prestes a me levantar pra deixa-los sozinhos quando ouvi um murmúrio vindo do sofá e percebi que George estava abrindo os olhos, voltei a me ajoelhar rapidamente.

–Você está bem?- Perguntei enquanto acariciava suavemente a sua mão.

–Só estou um pouco mouco.- Como assim “mouco”, será que a perda da orelha afetou o seu cérebro?

–Como é que é?- Fred perguntou parecendo igualmente chocado.

–Estou surdo e estou oco. Estou mouco, entenderam?

–Com tantas piadas sobre orelha pra escolher você me vem com “estou mouco”? Patético .- Fred falou com um sorriso iluminando seu rosto.

Sem nem ao menos pensar eu puxei George pra um abraço. Ele estava vivo, e era isso que importava, ele estava vivo e bem, e isso já era o suficiente pra me fazer perder toda a descrição que venho tentando manter desde que era criança.

Notas finais
Aqui está, espero que tenham gostado