Everything Has Changed
28 Capítulo XXVIII
Notas iniciais
Aqui está o novo capítulo
Para minha completa surpresa, a Fleur tem se mostrado mais legal e amigável do que eu esperava, podia dizer até que se sairmos vivas da guerra, poderemos ser grandes amigas. Tudo tem melhorado gradativamente, mas o Harry e o Rony tem passado cada vez menos tempo comigo, provavelmente porque estão planejando os próximos passos da caçada, e o pior é que eu sei que não vão querer que eu continue com eles, dizendo que já me machuquei demais, mas de uma coisa eu tenho certeza, vou continuar, mesmo que eu tenha eu passar por tudo aquilo de novo não vou abandonar meus amigos. *** Já fazia quase duas semanas desde que fomos atacados, e finalmente me deixaram sair daquele quarto, não que eu esteja reclamando do cuidado de todos, mas eu realmente não aguentava mais passar o dia todo trancada no quarto. A primeira coisa que eu fiz foi visitar o tumulo do Dobby, ele se sacrificou para nos salvar, eu devo a minha vida a ele, e farei de tudo para não deixar esse sacrifício ter sido em vão.–Oi Mione.- Ouvi alguém me chamar a poucos metros de distância, e quando me virei dei de cara com o Harry.–Oi Harry.- Falei simplesmente e vi ele se sentando ao meu lado. Passamos algum tempo sem nenhum dos dois dizer nada, apenas olhando para a pedra que colocaram para simbolizar o túmulo do Dobby, nela estava escrito “Aqui jaz Dobby, um elfo livre”, essa frase me lembrava o quarto ano, quando eu achava que os elfos domésticos de Hogwarts queriam ser livres e então eu fazia meias e toucas de tricô e espalhava pelo castelo, e o Dobby era o único que pegava elas, tinha até mesmo vezes que eu o via com cinco ou seis pares de meias e mais algumas toucas . Esse pensamento me deu vontade de chorar, ele merecia mais do que isso, ele deveria ter aproveitado sua liberdade, não se tornado um mártir para nos salvar. Mesmo depois de tudo que passamos, eu ainda não queria parecer fraca na frente dos outros, então fiz uma coroa de flores e já me levantava quando finalmente o Harry falou alguma coisa.–Hermione.- Ele chamou e parecia com receio de continuar.- Rony e eu andamos conversando e achamos melhor que você não continue na caçada, quer dizer, você já se machucou muito, e nunca iríamos nos desculpar caso acontecesse alguma coisa com você.–Sabe Harry, eu já passei por muita coisa desde o começo dessa caçada, e mesmo assim estou de pé, independente do que vocês falem, eu vou continuar a lutar. Não vou abandonar meus amigos, e muito menos deixar que o sacrifício do Dobby tenha sido em vão. Meu amigo pareceu se assustar com a minha reação, provavelmente ele imaginava que eu apenas fosse aceitar calada, mas eu cansei de sempre ter que desistir dos meus ideais por causa dos outros.–Talvez você devesse escutar o que ele falou Hermione.- A voz que eu tanto amava me surpreendeu dizendo em tom sério logo atrás de mim.- Você passou por muita coisa, vai ser perigoso, você não deveria ir, seria bem melhor se ficasse aqui com a Fleur e o Gui.Eu esperava que qualquer um falasse isso, menos ele, eu realmente acreditava que ele iria me entender, me apoiar, mas vejo que estava enganada.–Talvez vocês devessem me escutar ao invés de simplesmente decidirem por mim, eu não vou abandonar tudo agora independente do que falem.–Desculpa Hermione, mas eu te amo demais para deixar você ir sozinha nessa missão suicida.- Mesmo estando magoada com o George, ainda senti meu coração palpitar quando ele disse que me amava.–Eu não vou estar sozinha, o Harry e o Rony vão estar comigo.–Claro, como se eles tivessem te ajudado muito quando vocês foram presos na mansão Malfoy. Agora ele tinha ido longe demais, eu posso aceitar tudo, menos que ofendam as pessoas que eu amo.–Você não tem direito nenhum de falar isso, porque se não fosse por eles, algo muito pior teria acontecido. Se não fosse por eles terem reagido para me salvar, eu teria sido estuprada pelo Greyback, e agora provavelmente estaria morta.- Nem mesmo esperei uma resposta dele antes de seguir até o chalé das conchas. Rapidamente voltei para o quarto e tranquei a porta com um feitiço, tudo estava confuso, e alguns fleches do que aconteceu na mansão Malfoy começaram a voltar a minha mente, e aquilo só contribuiu para eu começar a chorar.
*** Não sei quanto tempo se passou, mas só sai do meu quarto novamente quando a Fleur foi chamar para o jantar, eu não queria ter que ver o George agora, mas não iria fazer essa desfeita para a Fleur que disse ter feito um jantar especial para comemorar a minha melhora. Tentei ignorar os olhares que ele lançava em minha direção, e graças a Merlim fui salva do constrangimento por um alto estalo de aparatação do lado de fora da porta. Todos nos levantamos com varinhas em punho, mas apenas o Gui foi até a porta.–Quem está ai?- Ele perguntou com receio.–Remus John Lupin.- A resposta veio surpreendendo a todos–Quem matou o professor Dumbledore?- Gui perguntou para ter certeza se era mesmo o Lupin que estava na porta.–Severo Snape.- Remus respondeu com desgosto evidente na voz. Ao abrir a porta encontramos ele todo molhado pela chuva que caia fortemente do lado de fora.–É um menino.- Ele falou simplesmente com um sorriso enorme no rosto. Inicialmente eu não entendi o que ele quis dizer mas então a ficha caiu, o filho que ele e a Tonks estavam esperando. Rapidamente fui em sua direção para parabeniza-lo. Logo todos seguiram meu exemplo. Remus nos contou que na verdade Teddy já tinha nascido a algum tempo, mas ele não pode vir falar conosco antes, ele também disse que seu filho era metámorfomago assim como a Tonks, e nos mostrou algumas fotos, em cada uma com o cabelo de uma cor diferente. Ficamos mais algum tempo conversando sobre o mais novo membro da família Lupin, e acho que todos se emocionaram quando Remus pediu para o Harry ser o padrinho do Teddy. Para muitos poderia não ter significado nada o nascimento de uma criança, mas tenho certeza que para todos naquela sala era um novo sopro de esperança que nos estimula a lutar por um mundo melhor.
Notas finais
O que acharam?
Fale com o autor