Everything Has Changed
10 Capítulo X
Notas iniciais
Eu iria levar George apenas a alguns lugares simples, então nem me preocupei muito com o que iria vestir, coloquei apenas um vestido floral e uma sapatilha.
Não demorei muito pra descer, mas quando cheguei na sala George já estava me esperando.
–Vamos?- Perguntei enquanto caminhava ao seu encontro.
–Vamos!- Ele concordou e se dirigiu até a porta, mas parou abruptamente.- Mas Mione, eu não tenho dinheiro trouxa, só tenho alguns galeões.
–Se você quiser eu posso transfigura-los para você?
–Seria bom, obrigado.- Ele assentiu parecendo um pouco envergonhado por precisar da minha ajuda.
–Ok, como acabamos dormindo até tarde e o nosso café da manhã foi na hora que normalmente seria o almoço é melhor irmos logo já que só teremos a tarde para aproveitar .- Falei e o puxei pela mão até o lado de fora.
–Onde estamos indo?- Ele perguntou depois de cerca de cinco minutos que estávamos andando.
–É uma surpresa.- Respondi simplesmente e continuei a andar.- Só um aviso básico, nada de magia, em hipótese alguma pegue sua varinha. Estamos entendidos?
–Claro mamãe.
–Bobo.- Respondi dando um leve tapa em seu braço.
Seguimos em silêncio até chegarmos em frente à um grande prédio branco que ocupava uma grande porcentagem da quadra.
–Que lugar é esse?- George perguntou dizendo pausadamente cada palavra e com admiração estampada em seu rosto.
–Esse lugar é um shopping, ele é bem parecido com o beco diagonal, acho que você vai gostar daqui.
Quando entramos George parecia ainda mais impressionado, tirando as lojas de roupas ele quis entrar em todas as lojas, mas a que eu pude perceber que ele mais gostou mesmo foi a loja de brincadeiras, eu sei que parece clichê já que ele é dono de uma loja de brincadeiras, mas era tão contagiante sua animação que só por saber que ele estava feliz eu mesma já ficava feliz.
No cinema ele também ficou bastante animado, e quando saímos ele não parava de falar em como o filme era incrível. Resolvemos parar na praça de alimentação para fazer um lanche.
–Eu não queria que nosso passeio acabasse agora.- Ele falou com um tom triste.
–Na verdade eu ainda tenho um lugar pra te levar.- Disse em um tom misterioso.- Mas é surpresa, então nem adianta perguntar.
Pouco a nossa frente tinha uma mulher idosa cuidando de uma barraquinha de flores.
–Que tal comprar uma rosa para dar a sua namorada rapaz?- A senhora perguntou em um tom bastante amável.
–Na verdade eu não...- Antes que eu pudesse terminar a frase dizendo que não era namorada de George eu fui interrompida.
–Seria adorável.- Ele disse e pegou uma rosa vermelha e entregou-a pra mim.
Ele se virou novamente para pagar a senhora, mesmo não querendo admitir eu não podia esconder que ele estava se tornando cada vez mais importante pra mim, e isso era o que mais me assustava.
–Obrigada.- Falei e dei um aperto de leve em sua mão.- Mas precisamos ir agora. Até mais.
–Tchau.-Ele também se despediu da senhora e continuamos seguindo em direção do meu objetivo.
–Aqui estamos.- disse e parei observando o lugar a minha frente.- Bem vindo a London Eye.
Sua boca literalmente caiu aberta quando ele viu a roda gigante que estava a nossa frente.
–É simplesmente incrível.- Ele finalmente falou depois de passar algum tempo observando o monumento.
–Realmente, na verdade essa é a maior roda gigante do mundo, basicamente um marco de Londres para os trouxas.
–Nós vamos lá?-Ele perguntou com um tom esperançoso iguais aos que as crianças costumam ter quando querem conhecer algo novo.
–Sim, mas é melhor nos apressarmos se quisermos chegar a tempo de ver o momento mais bonito.
Fomos até a bilheteria e eu fiquei muito feliz por ter muitas poucas pessoas na fila. Quando entramos em uma das cabines eu logo me posicionei perto da lateral para poder ver melhor Londres. Toda vez que subíamos um pouco a cabine parava por cerca de um minuto, mas o melhor foi quando era a nossa cabine era a que estava no topo, era possível ver perfeitamente o por do sol.
–Essa é umas das vistas mais lindas que eu já vi.- George falou perto do meu ouvido fazendo com que meu coração acelerasse.
–É realmente lindo.- Respondi e senti ele segurar minhas mãos e me virar pra ele.
Ele parecia um pouco nervoso, levemente colocou a mão no meu rosto e vagarosamente foi se aproximando. Nossos rostos estavam a poucos centímetros um do outro quando de repente a roda voltou a girar fazendo com que ambos caíssemos para trás.
O resto da volta da roda gigante passou com um silêncio desconfortável entre nós dois, nenhum de nós sequer tinha coragem de olhar para o outro.
–É melhor voltarmos pra toca, a mamãe já deve estar preocupada.- Ele disse assim que descemos ainda sem olhar pra mim.
Chegou a hora, eu tentei adiar o máximo possível mas uma hora ou outra eu teria que enfrentar todos eles, e parece que essa hora chegou.
Fale com o autor