Everything Has Changed
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Depois de mais de 1 hora meu pai apareceu na porta do quarto e me chamou, percebi que algo havia acontecido, sai do quarto e estávamos no corredor:
– Pai, oque aconteceu? Por que você está pálido assim?
– Seu irmão...ele...o médico...os exames...
– Pai, me diz logo!
– Ele está com suspeita de tumor nos pulmões
– Que? Mas, pai...
– Filha, não é 100% de certeza mas é quase certeza, sua mãe está na enfermaria, depois da notícia ela não aguentou e desmaiou
– Ai meu Deus, pai!
– Agora ele tem que fazer o tratamento mas não tem 100% de cura, estamos sem rumo filha. — comecei a chorar e meu pai também.
Aquilo tudo era demais pra mim, meu irmão, minha metade, ele era meu irmão-gêmeo e meu melhor amigo, aquilo tudo acontecendo com ele, uma doença dessas nele, não poderia ser verdade.
Fui até a enfermaria, onde mamãe estava, nos abraçamos e choramos juntas por um tempo. Depois disso era hora de contar para o Lucas, ele era o único ali de não saber disso ainda e isso me deixava preocupada. QUem contou isso foi o doutor e papai, eu e minha mãe ficamos fora, não queríamos ver ele recebendo a notícia.
Depois de 3 dias, meu irmão ainda estava no hospital, ele foi oque melhor recebeu a notícia da doença, fizeram vários exames e comprovaram o tumor.
Era uma qurta-feira, na segunda-feira seguinte começavam as aulas e eu ainda iria para um escola nova, esse realmente não era meu ano. Acordei cedo e combinei de ficar no hospital até a hora do almoço e depois mamãe iria ficar lá. Levantei, escovei os dentes, vesti uma legging, uma regata preta com uma camisa jeans por cima e meu vans preto velho. Peguei minha bolsa preta, óculos de sol e sai.
Pela primeira vez, minha mãe deixou eu pegar o carro e fui até o hospital. Tínhamos saído do hospital de emrgência e estávamos no hospital próprio para pessoas com aquela doença. Fiquei umas 2 horas no quarto com meu irmão, ficamos conversando o tempo todo. Decidi ir comprar um capuccino e uns cupcakes e fui até a cafeteria do hospital, eu não podia negar que ali fazia o melhor café do mundo, ainda mais pra quem dormiu apenas 2 horas a noite. Já tinha feito o pedido e estava esperando quando chegou um menino lindo, cabelos castanho escuro, olhos azuis piscina, ele vestia uma camiseta branca com as mangas pretas compridas e uma calça jeans preta, ele era tão...nossa!
Meu pedido ficou pronto e sai dali, que perdissão aquele menino. Voltei para o quarto e meu pai estava lá:
– Pai, oque voce faz aqui?
– Nossa, que recepção boa essa Katherine.
– Desculpa, mas não sabia que você vinha.
– É, então...sai mais cedo do trabalho e vou ficar por aqui, pode ir embora se quiser.
– Vou esperar a mamãe, daqui a pouco ela chega.
– Tudo bem então — ficamos ali por um tempo e eu não aguentava mais aquele quarto fechado e todo branco.
– Ai, não aguento mais, vou descer, andar um pouco, esse lugar é imenso. Tchau — falei, fechando a porta já. Não sabia pra onde tava indo, só queria andar um pouco e conhecer aquele lugar.
Achei um lugar imenso, era do lado do playground e tinha uma ótima vista pra um matagal, a vista era linda, linda mesmo. Arrumei um lugar no chão e fiquei sentada por um tempo, apenas ouvindo música e olhando a paisagem. Nem percebi quando um garoto sentou ao meu lado e ficou olhando a paisagem também. Só depois de um tepo percebi ele e me assustei:
– Calma menina, não vou fazer nada
– Meu Deus, quem é você? Oque você ta fazendo aqui?
– Nossa, desculpa, não sabia que era um lugar fechado.
– Ai, voce entendeu
– Prazer, Augustus Waters — ele estendeu a mão pra mim
– Prazer, Katherine...Katherine Sullivan — disse sorrindo. Depois disso ele ficou quieto e ficou sentado ali me olhando, ele ra tão lindo e depois percebi que era o mesmo menino da cafeteria. Ele era tão lindo, tão perfeito, o sorriso então, meu Deus.
– Você ta fazendo oque aqui? — ele perguntou me acordando dos pensamentos.
– Hã? Que? Eu... to acompanhando meu irmão que...ta internado — disse meio cabisbaixa
– Hm
– E você?
– Vim para uma consulta de rotina.
– Hm...tenho que ir, vou embora — Me levantei e peguei a bolsa e ele se levantou junto
– Você... vai voltar aqui?
– Não sei, acho que por hoje não, a gente se vê por aí, tchau. — disse e sai dali. Não sei porque falei com ele daquele jeito, fui meio fria com ela e nem sei o porquê.
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