Notas iniciais
Oi gente, me desculpem por ter demorado tanto, mas estou em semana de provas e tá tudo muito corrido :s Bom, eu espero mesmo que vocês gostem do capítulo, eu gostei... ficou meio enrolado, mas vou tentar não demorar com o próximo, que vai ser cheio das emoções. Bom ... é isso ... leiam, comentem... me amem kkkk ... Beijos de mel

Capítulo 21 — Believe.

Meados de novembro e a neve começava a cair , todos se escondendo em suas casas por conta do frio. Nunca cheguei a entender isso direito, quando está calor as pessoas se escondem do calor, quando está frio se escondem do frio, só o que as pessoas fazem é reclamar, não vou dizer que sou muito diferente, mas eu não me escondo de nenhum tipo de clima. Eu simplesmente vivo, frio ou calor, eu faço o que eu quiser, quando quiser.

Naquele dia eu acordei disposta. O dia anterior tinha sido incrível, olhei para o lado e ele estava ali, me abraçando como se estivesse com medo de que eu fosse embora.

Mas vamos voltar a manhã de ontem...

[...]

Charlie, querida, acorda... — minha mãe me chamou e eu a encarei nervosa.

– Não quero.

– Vamos filha, vamos que você tem aula, antes que você se atrase, vamos logo. — ela foi indo em direção a janela e o frio me absorveu, puxei a coberta com tudo e ela riu.

– Não é pra rir, tá o maior frio e você faz isso. — falei emburrada e ela veio até mim, assoprou meu ouvido e voltou a rir.

Ela estava feliz demais as 07:00 , ninguém tem direito de ser feliz as 07:00 . Corri os olhos pelo quarto e reparei que ela tinha saído, me levantei devagar e fechei a janela, estava nevando e apesar de eu amar a neve, eu não sei se quero acordar morrendo de frio. Fui andando lentamente pelo corredor, como se eu fosse um zumbi.

– Tá gatinha em. — olhei para cima e vi o Scott. Sim, isso mesmo, quer dizer, parece ele. Ainda estou dormindo. — Chars ?

– Vai dar a bunda, Scott. — falei e ele riu.

Cody e Scott sempre foram amigos, e desde que ele voltou os dois não se desgrudam mais. Já faz quase duas semanas que essa praga não sai daqui. Eu o amo, mas acordar e ver a cara dele todos os dias cansa. Ele entrou no quarto do Cody e assim que bateu a porta eu continuei meu caminho até o banheiro.

Tomei um banho rápido e fiz minha higiene matinal, mas mesmo tendo sido o mais rápido possível já tinha alguém batendo na porta, como de costume.

– Eu não acho que seja muito apropriado você andar pela casa dos outros sem camisa. — Kath falou, assim que eu abri a porta do banheiro, me deparei com uma cena cômica. Kath encarando Scott, que estava sem camisa e rindo de cara de babaca que ela estava fazendo.

– E eu não acho que seja muito apropriado você ficar encarando, desse jeito, o namorado de uma das suas "amigas".

Sim, Candy e Scott voltaram, a algumas semanas, eu contei a eles sobre tudo o que tinha acontecido com o Cody, e nesse mesmo dia eles começaram a discutir e brigaram feio, dois dias depois estavam se agarrando por ai, vai entender.

– Eu não estou te encarando de jeito nenhum, é só que você não está na sua casa.

– Pelo amor de Deus, Kath, eu te conheço desde que você nasceu.

– Não vamos exagerar, afinal, você conheceu minha irmã quando tinha uns 7 anos, eu tinha uns 4.

– Tá não importa, agora será que eu posso usar o banheiro ? — ele perguntou a ela que negou.

– Eu tenho que tomar banho. — ela falou e ele revirou os olhos, estava frustrado.

– Mas eu só quero fazer xixi.

– Pode vir no banheiro do meu quarto. — falei e ele assentiu, agradecendo.

A casa tem 4 banheiros ao todo, um no quarto dos meus pais, um no corredor de baixo, outro perto da cozinha e um no meu quarto, mas os únicos banheiros que tem chuveiro são os do corredor de cima e o dos meus pais. Então vive essa briga pra tomar banho de manhã, ás vezes penso que deve ser bom morar sozinho.

Continuei a andar, meu quarto ficava perto do banheiro, e eu estava de toalha, então Scott entrou no banheiro e fechou a porta, enquanto eu procurava algo quente para vestir, assim que terminei de separar a roupa, fui começar a me vestir a porta foi escancarada , olhei para ver se era do banheiro, pedi pra ele avisar antes de sair, mas o barulho não tinha vindo de lá, e então olhei para a porta, não sei se realmente me arrependi, quando dei por mim já estava aos beijos com ele.

Cody estava de cueca box preta , os cabelos arrepiados por ter acabado de acordar, mas o cheio e o hálito impecáveis, como se ele já tivesse tomado banho e feito tudo o que tinha de fazer, mas dava pra saber que não, por conta dos locais em seu rosto que estavam vermelhos e amassados.

E dois toquinhos na porta do banheiro, mas eu não pude responder, Cody segurava meu rosto com as duas mãos, como se estivesse com medo de fugir. Bom, se eu parar pra pensar, esse é o meu primeiro beijo com ele, que eu lembre.

Scott abriu a porta e eu logo abri os olhos, mas sem parar de beijá-lo. Scott deu risada foi saindo de fininho.

– Boa manhã pombinhos. — ele falou e logo Cody parou de me beijar e ficou me encarando.

– Precisamos conversar. — ele falou, estava com cara de preocupada, e eu evitei sorrir. Queria sorrir, aquilo foi bem mais do que eu esperava.

Mas eu ainda estava de toalha.

– Posso colocar minha roupa ? — perguntei e ele deu de ombros.

– Se é isso que quer fazer. — dei risada, peguei a roupa e fui indo para o banheiro, ele se sentou na minha cama e eu entrei, me troquei e logo sai, ele me olhou de cima a baixo, duas vezes e deu um meio sorriso.

– O que foi ? — questionei, estava curiosa.

– Faz muito tempo, mas eu tenho que conversar com você sobre isso, aquele assunto, não adianta fingir que não aconteceu, eu não consigo e pela sua retribuição no beijo agora a pouco, você também não. — ele falou e deu mais um de seus meio sorrisos.

– Eu nem sei do que você está falando. — disse.

– Charlie, eu não aguento mais fingir que você é só minha irmãzinha, eu quero estar ao seu lado, te ajudar e te proteger, sabendo que você é minha e só minha, tudo o que eu mais quero é poder fazer com que você me ame tanto quanto eu amo você, é poder te fazer feliz.

– O que quer dizer com isso ? — perguntei, com receio da resposta que eu sabia que viria.

– Estou dizendo que quero você pra mim, estou dizendo que eu te amo, mais do que eu achei que fosse possível um dia amar alguém.

– Você o que ? — eu tinha entendido, bem até demais, mas meu cérebro não parecia querer captar a mensagem.

– Eu te amo Charlie. — ele falou e eu me derreti, mas precisava ser forte, não podia nem sequer pensar em agarrar ele e o fazer ficar em silêncio o enchendo de beijos, não quero que ele pense que eu o quero assim, desse jeito que ele quer.

Seja forte, Charlotte.

– Mas eu não te amo, não assim. — falei e ele me encarou perplexo, ficou parado me encarando por quase um minuto, quando se deu conta de que aquilo era real e então começou a se mexer, ainda sem falar nada, foi andando até a porta e a bateu com força.

Eu sou mesmo uma bela de uma mentirosa, eu o amo, e sei disso. Mas acredito que será melhor assim, melhor pra nós dois esquecer.