Everything Changes!
1 The first day*
Notas iniciais
Cíntia PDV
O meu nome é Cíntia Cyrus Potter, tenho 15 anos de idade [brevemente irei fazer 16]e nasci a 30 de Junho de 1995. Sou uma rapariga verdadeira, honesta e amiga dos amigos. Sou calma e não gosto de coisas muito extravagantes. Mas quando quero, sou divertida! Fisicamente tenho olhos azuis, da cor do mar, cabelos castanhos a fugir para o preto e um pouco despenteados e pele morena. Sou bastante simples na minha maneira de vestir mas também na maneira de ser. Não gosto nem uso maquilhagem nem que me paguem, acho que as pessoas são muito mais bonitas ao natural — a beleza que a natureza lhes ofereceu.
Os meus pais morreram quando eu ainda tinha apenas um ano de idade, segundo o meu tio, num acidente de carro, e eu fui a única que sobrevivi àquele acidente, e isso vê-se pela minha cicatriz em forma de raio na testa. À um dia para cá, vivia com o meu tio na sua casano sítio onde os meus pais morreram — Godric's Hollow. Mas como ele casou-se de novo à alguns mêses, decidiu fazer a sua obrigação (sério que eu escrevi isto?) e ir viver com a sua actual mulher, ou seja, vamos para Mystic Falls, apesar de nem ser má, até ser bonita e acolheadora, eu preferia Godric's Hollow. O que eu dava para voltar a viver em Godric's Hollow.
***
Acordei. Era o meu primeiro dia em Mystic Falls. Era dia 29 de Maio, ainda faltava um mês, mais ou menos, para eu fazer 16 anos. Tinha chegado na noite anterior mas ninguém sabia pois eu e o meu tio John não quissemos acordar ninguém, pois era bem tarde. Olhei para o relógio do meu telemóvel e vi que eram 11:00h, já deveria estar atrasada para o pequeno-almoço, por isso, fui tomar um banho rápido. Quando acabei, enrolei-me na toalha e fui à mala ainda feita no meio do chão e tirei um conjunto. http://www.polyvore.com/cgi/set?id=40196473 mas sem o casaco. Acabei de me vestir e alguém bateu à porta.
– Quem está ai? — Perguntei. Obviamente deveria ser algum habitante daquela casa a chamar-me para o pequeno almoço.
– Ah, eu sou a Rebekah. Posso entrar?
– Claro, está aberta. — Respondi.
A rapariga entrou no "meu quarto" e pude ver que era alta, cabelos loiros um pouco abaixo do ombro muito bonitos, olhos azuis e lábios grossos. Deveria ter uns 17\\18 anos, e parecia simpática.
– Tu deves ser a Cíntia não é, fofinha? — Perguntou-me.
– Sim. E tu a Rebekah, certo? — Ri-me.
– Sim. Mas prefiro que me chamem... Rebekah.
Demos as duas umas grandes gargalhadas!
– És mesmo muito engraçada. — Ri-me, de novo.
– Ahah, bem, vamos descer para o pequeno almoço? — Perguntou.
– Sim, claro.
Descemos as escadas e fomos parar a uma cozinha enorme com uma mesa com o lugar de cada um. O tio John estava sentado ao lado de uma mulher de cabelos castanhos, aparentemente a sua nova mulher. Além de mim e da Rebekah, e do meu tio e da sua mulher, havia mais dois rapazes. Um deles com olhos azuis lindos e com cabelo preto e o outro com olhos castanhos e cabelo castanho, pelo que o meu tio me contaram, eram irmãs, Damon e Stefan Salvatore, fruto do mesmo relacionamento que a Carlie [acho que o meu tio a tinha chamado assim!] tivera Rebekah. Acho que ninguém reparou que eu e a Rebekah ali estavamos, mas nós sentamos-nos na mesma. Eu fiquei entre ela e o meu tio John.
O pequeno almoço estava delicioso, mas eu não estava muito bem com o meu tio. Não foi por vir para aqui, ok ok, admito, foi um pouco. Mas foi ainda mais porque eu insistia tanto com ele para me contar mais coisas sobre os meus pais biológicos e ele simplesmente recusava-se a falar da sua irmã e do seu cunhado. Eu não percebia porquê, e essa é a explicação. Por isso, acho que ainda não tinha aberto a boca e dito qualquer coisa, só me lembro de ter dito algo parecido com "Bom Dia" ao mesmo tempo que eu e digamos a minha 'nova amiga' nos sentamos. Enquanto todos falavam e riam normalmente, eu ignorava e fazia que não existir.
– Cíntia o que se passa? — Perguntou John interrompendo a minha missão de fazer que era ivisível.
– Nada. — Respondi com um sorriso falso.
– Não tens andado com muito bom humor, tens de me contar o que se passa.
– Tu sabes muito bem o que se passa. — Ok, eu estava a ivitar não ter uma discussão com ele em frente àquelas pessoas desconhecidas, mas não pude evitar. Ele sabia o porquê do meu humor actualmente. Ele sabia melhor do que ninguém naquela cozinha. Mas parecia que não queria aceitar isso! Ficou um silêncio constragedor.
Reparei que já tinha acabado o meu pequeno almoço e disse "Já acabei, obrigada" e saí da mesa e caminhei até ao "meu quarto"
Stefan PDV
Ok, aquilo tinha sido bastante estranho. A Cíntia como lhe chamam, parecia ser mesmo uma rapariga bastante simpática e amável, mas também as aparências iludem. Mas eu acho que estava certo àcerca dela, só que tinha algo errado com ela e o John. Ele não era o pai biológico dela, segundo a minha mãe Carlie, acho que era tio dela, pois os pais dela morreram num acidente de carro. Quando Damon saiu da mesa porque já tinha acabado, eu também caminhei até ao meu quarto. Mas reparei que o quarto da Cíntia era mesmo colado ao meu. Não hesitei e bati à porta.
– Quem é? — Disse uma voz roca, parecia que ela tinha estado a chorar.
– Ah... Eu sou o Stefan posso entrar? — Perguntei.
– Sim, podes. — Respondeu.
Cíntia PDV
Stefan pediu para entrar no meu quarto. Eu disse que sim, mas ele tentou abrir a porta mas estava fechada à chave. Limpei as lágrims e fui-lhe abrir. Ele entrou e sentou-se à beira da minha cama, onde eu estava também sentada. Eu tinha estado a chorar, porquê isto tudo? Maldito assidente de carro, se isso não acontecesse, estava eu ao lado dos meus pais, provavelmente em Godric's Hollow. Mas porquê é que o meu tio tinha de me fazer aquilo e esconder-me tudo sobre o meu passado? Stefan estava com uma cara de pena. Penas tem as galinhas! -.-
– Eu não sei o que se passa, mas precisas de desabafar? — Perguntou ele. Stefan era realmente bonito.
– Olha, Stefan, certo? Desculpa, mas eu preciso de ficar um bocado sozinha. Importas-te? E já agora, obrigada por te preocupares. — Sorri-lhe. Boa, Cíntia, finalmente um sorriso verdadeiro!
– Eu compreendo, mas sabes que se precisares de alguma coisa o meu quarto é ali ao lado do teu. — Sorriu-me. O sorriso dele era simplesmente lindo.
Ele saiu do quarto, mas antes de fechar a porta, disse:
– Se precisares de falar já sabes. — Perguntou-me, ainda com um sorriso.
– Está bem, aviso aceite. — Retríbui.
Ele fechou a porta. O meu dia resumiu-se aquilo. Fui almoçar, na mesma mesa e todos me perguntaram de novo se eu estava bem. A John eu não respondi. Mas aos restantes dei a mesma pergunta que dei ao Stefan: "Estou bem, obrigada." E a história repetiu-se ao jantar.
Depois do jantar, voltei para o meu quarto, liguei o computador e fui às redes sociais. Como não se fazia mais nada por lá, peguei no meu diário e fui escrevendo...
"Querido Diário,
O primeiro dia se passou. Ainda continuo chatiada com o meu tio pelo mesmo motivo — ele não me querer contar o meu passado. E ele hoje fez-me mostrar isso a todos aqueles com que eu comecei a viver hoje. Stefan e Rebekah tornaram-se bons amigos, pelo menos, pareciam ser simpáticos e eu gostava deles. Damon parecia ser bastante divertido mas não falou comigo, limitou-se a perguntar se eu estava bem, ele parecia estar pertubrado e mandava olhares estranhos ao Stefan. Joh já se vê. Carlie, é uma mulher bastante querida e fofinha, gosto dela, ele, uma vez na vida, fez uma escolha praticamente certa.
Eu quero tanto saber algo mais sobre os meus pais. Eu acho que o meu tio me mentiu sobre os meus pais — eu acho que eles não morreram num acidente de carro. Mas eu também posso estar errada, ele pode ter dito a verdade, mas não me cheira a isso. Eu apenas me lembro de uma luz verde acompanhado por um grito de uma mulher, um grito de sofrimento, e também outra gargalhada. Isso é a minha única memória do dia do acontecimento. E não, não pode ser um acidente de carro. Enfim, espero descobrir algo mais entretanto.
Com Amor."
Adormeci.
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