- Acorda Bella – eu senti um beijo na minha bochecha – Acorda linda – senti mais um beijo na outra bochecha. – Acorda – Edward me deu um selinho e eu abri os olhos lentamente – Bom dia – ele estava com o rosto parado em frente ao meu, seu corpo por cima do meu, ele estava com os braços apoiados ao meu lado para que o peso do seu corpo não ficasse totalmente sobre o meu.

- Bom dia – eu disse com a voz meio grogue por causa do sono – Porque está me acordando? Que horas são?

- São 6 da manhã – ele respondeu sorridente e ao invés de retribuir seus beijos com beijos eu queria corresponder com um soco bem no meio da cara pra que ele desmaiasse e nós pudéssemos voltar a dormir. – Não faz careta – ele me deu mais um selinho.

- Porque está me acordando a esta hora? – perguntei mal humorada.

- Vamos pra Raylen, vamos tomar da manhã em uma pousada fantástica lá que possui um vinhedo, dizem que a paisagem é linda. – ele disse sorrindo.

- Me acorda quando chegar – eu disse fechando meus olhos.

- Não amor, você tem que ver a paisagem da estrada, dizem que é maravilhosa. Acorda vai – ele começou a distribuir vários beijos por meu rosto – Vai sentada do meu lado na frente – ele pediu me dando alguns selinhos e eu continuei de olhos fechados.

- Já disse que odeio você? – eu questionei de olhos fechados.

- Você me ama, e hoje a noite eu prometo de recompensar – ele disse e eu abri os olhos vendo seu sorriso torto safado.

- Está mesmo achando que vou me vender por sexo? – eu questionei.

- Claro que não, só quero ficar juntinho de você – ele beijou um lado do meu pescoço e depois o outro – Estou com saudades.

- Eu também – eu passei os braços ao redor do seu pescoço – Mas foi você quem me deixou de “repouso” lembra?

- Sim, mas acho que você já melhorou, apesar dos machucados não estarem totalmente cicatrizados, pelo menos acho que seu corpo já não está mais dolorido.

- Isso é verdade – eu disse e lhe dei um selinho.

- Então vai levantar e ir ao meu lado vendo a paisagem? Daqui a Raylen é uma hora e meia mais ou menos.

- Se você me der mais um beijinho eu acho que posso ficar convencida disso – eu disse e ele relou seus lábios nos meus e depois mordiscou meus lábios pra só depois intensificar nosso beijo, mas antes que eu o atacasse ou ele me atacasse, porque era bem nítida a nossa excitação, ele se afastou e me fez levantar da cama.

...

Realmente as paisagens da estrada eram maravilhosas, tirei várias fotos, depois eu faria um grande álbum dessa viagem toda, queria ter bastante material pra selecionar.

Chegamos na pousada e o café da manhã realmente foi divino, logo depois nos levaram pra conhecer o vinhedo e Edward claro que disse que éramos maior de idade e podíamos experimentar, tomamos só uma taça porque ele iria dirigir e eu não quis me embriagar antes do almoço.

- Esse com certeza foi o melhor vinho que já tomei amor – ele disse dando partida no trailer pra continuarmos nossa viagem.

- Que bom que gostou, pois comprei uma garrafa – eu disse abrindo minha mochila e mostrando pra ele.

- Que horas que eu não vi você fazendo isso?

- Aquele hora que você estava conversando com o funcionário sobre a conservação dos vinhos, achei que o vinho seria bom pra incrementar nossas noites de amor – eu disse e em seguida fiquei com as bochechas vermelhas. Como eu e Edward antes de tudo sempre fomos melhores amigos de uma vida inteira eu me sentia muito confortável com ele e acabava falando as coisas sem pensar assim como fazia antes, mas ai lembrava de que agora tínhamos algo bem mais profundo e eu ficava com vergonha.

- Fica linda corada – ele se esticou no banco e beijou minha bochecha – Mas não quero que fique assim, você é minha namorada, mas sempre será minha melhor amiga, podemos conversar da mesma maneira que antes. E isso é muito bom porque assim posso satisfazer suas vontades – ele disse e eu se estivesse tomando alguma coisa teria engasgado devido ao sentido sensual contido por trás das palavras de Edward.

- Vamos logo – eu disse colocando meu cinto de segurança e tentando não pensar nas mil maneiras de Edward satisfazendo minhas vontades.

...

Passamos o dia todo na estrada, porque fizemos diversas paradas em alguns pontos interessantes compramos até presentes em uma loja que vendia só souvernies com temática Apache. Edward queria comprar um cachimbo, mas eu disse pra ele que não seria muito bem visto pelo Chefe Swan se chegássemos lá com um “cachimbinho da paz”.

Às oito e meia da noite chegamos em Norfolk, cidade situada no litoral do estado da Virginia. Edward estacionou o trailer na rua de trás da rua principal da praia porque era mais tranquilo.

- Quer sair pra comer? – ele me perguntou.

- Acho que sim, sem falar que temos que ir ao supermercado, nossa dispensa está ficando escassa – eu disse tirando o cinto de segurança.

- Verdade, quer tomar um banho primeiro ou ir comer primeiro?

- Comer primeiro, estou faminta – eu disse e também temendo que se eu entrasse no banheiro com Edward dessa vez eu não ia deixar passar, porque como ele mesmo disse, eu estava melhor.

...

Comemos em um pequeno restaurante familiar, comemos carne assada com batatas e depois enquanto voltávamos pro trailer tomamos um sorvete. Já estávamos no outono e quanto mais fossemos subindo pela costa leste nessa época do ano a temperatura só iria cair, por isso era melhor tomarmos sorvete enquanto podíamos, porque quando estivesse frio isso seria impossível.

- Pode ir tomar seu banho primeiro – Edward disse e eu não pude deixar de ficar desapontada, eu o queria tanto, eu estava quase como uma viciada, Edward era meu vício, acho que meus hormônios que ficaram praticamente adormecidos por toda a minha adolescência tinham resolvido explodir de uma só vez. Eu sabia que o motivo disso era Edward, se tivéssemos começado a namorar antes, meus hormônios teriam explodido antes.

- Ok, não vou demorar – eu disse pegando minhas coisas e indo pro banheiro. Tomei meu banho e não lavei a cabeça, porque se não teria que secar e isso demoraria ainda mais, e bem Edward havia feito uma promessa hoje de manhã e eu esperava que ele cumprisse e não me tratasse mais como uma boneca de porcelana, como ele mesmo disse eu também estava com saudades de nossos momentos mais íntimos.

Sai do banheiro usando uma camisola rosa bem curtinha que deixava até aparecer o inicio da minha bunda, vi Edward engolindo em seco, mas logo ele pegou suas coisas e foi pro banheiro e eu deitei na cama e liguei a tv esperando que o tempo passasse rápido.

- Que droga é essa? – eu conversei sozinha com a tv ao ver que estava passando um programa medíocre de umas pegadinhas retardadas. – Se eles fossem pelo menos criativos – eu continuei meu monólogo e troquei de canal. – Ótimo, desse eu gosto, CSI Miami.

...

Edward saiu do banheiro usando novamente só o maldito shortinho sexy, eu o proibiria de usar aquele short na frente de qualquer outra pessoa que não fosse eu, porque ele fica indescritivelmente muito gostoso. Ele mexeu em algumas coisas no trailer, e eu fiquei com minha atenção entre ele e a tv, mais nele claro, olhava pra tv só pra que ele não percebesse o quanto eu estava o secando.

- Hum... acho que chega de tv por hoje – ele tomou o controle da minha mão e desligou a tv.

- Concordo – eu disse vendo ele deitar seu corpo em cima do meu, mas segurando o peso com as mãos.

- Eu disse que estava com saudades, você também está com saudades? – ele perguntou mordendo primeiro o lóbulo da minha orelha e depois beijando meu pescoço, ele se colocou entre minhas pernas me fazendo abri-las mais pra que ele ficasse mais confortável – Está com saudades? – ele perguntou de novo enquanto sua mão apertava minha coxa.

- Si...sim – eu disse com a voz trêmula.

- Você é tão linda – ele disse grudou seus lábios nos meus sua mão se infiltrou por dentro da minha camisola e ele começou a massagear meu seio, eu já estava sem sutiã, e a excitação logo foi tomando conta do meu corpo. Ele parou de me beijar por um momento e puxou a camisola pra fora de mim e a jogou no canto da cama. Ele ficou me fitando por uns segundos e como eu ia ficar constrangida se ele continuasse me olhando daquele jeito devorador eu entrelacei meus dedos nos cabelos de sua nuca, até me esquecendo dos machucados nas minhas mãos, e claro que doeram, mas eu relevei.

Edward deslizou sua mão até a parte interna da minha coxa e começou a subir e então acariciou a região por cima da minha calcinha, ele segurou a beirada da minha calcinha e a puxou pra fora do meu corpo.

- Quero fazer algo novo pra nós dois hoje – ele sussurrou no meu ouvido e senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram – Se eu fizer algo que incomode me diga – ele disse passando sua língua por meu pescoço, descendo com beijos molhados por meus ombros e chegando até meus seios e ele que já não estava tão tímido e eu nessas horas que esquecia até meu nome estava menos tímida ainda, não evitei vários gemidos enquanto ele sugava meus seios avidamente. Ele voltou a descer seus beijos por minha barriga dando vários chupões, ele desceu até minha virilha e eu não pude deixar de sentir um arrepio quando entendi quais eram as intenções dele. Ele beijou minha intimidade meio timidamente e nesse momento acho que minha sanidade foi toda pro espaço, ele começou a distribuir vários beijos e chupões ali, e eu tive que agarrar firme os lençóis do meu lado, aquele era uma sensação totalmente nova pra mim. Ele continuou beijando, chupando e mordiscando minha intimidade, a língua dele estava fazendo coisas que estavam me deixando cada vez mais louca, meu corpo se contraiu e eu sabia o que viria a seguir, mas nem tive tempo de avisar a Edward, e não apenas mais um gemido, mas sim um grito alto escapou da minha garganta.

Quando abri meus olhos e minha consciência começou a se estabilizar, Edward estava em cima de mim, seu rosto perto do meu e seus olhos verdes brilhando e um sorriso satisfeito estava estampado em seu rosto.

- Tem certeza que nunca tinha feito isso antes? – eu consegui perguntar.

- Absoluta, a não ser nos sonhos que já tive com você – ele beijou o canto da minha boca.

- Você é muito... bom nisso – eu disse com a voz entrecortada.

- Disse que ia compensar você – ele me beijou e o beijo tinha um sabor diferente, era o sabor da minha excitação e isso me deixou louca de novo, entrelacei minhas pernas ao redor da cintura de Edward, fazendo que sua intimidade se roçasse a minha mesmo que ele ainda estivesse usando seu shortinho sexy, pude sentir o quanto ele já estava animado.

- Faz amor comigo – eu disse entre seus lábios, ele se afastou um pouco tirou seu short e no segundo seguinte estava dentro de mim.

...

Acordei super animada, Edward é quem continuava dormindo. Levantei da cama da forma mais calma pra que ele não acordasse. Apesar da luxação no joelho e no corte no pé que antes estavam me fazendo mancar, hoje eu estava quase flutuando depois das sensações que Edward tinha me proporcionado ontem. É lógico que eu não era nenhuma idiota que não sabia das coisas, sempre que eu e minhas primas ou minhas amigas falávamos de sexo, eu falava só sobre o que eu ouvia dizer e elas sobre suas experiências, então eu imaginava que realmente era bom o que Edward me proporcionou ontem, eu só não sabia que era tão bom ao ponto de eu quase perder minha consciência no momento do ato.

Estava distraída me lembrando dos detalhes da noite de ontem quando meu celular tocou, olhei e vi que era o número da minha casa. Fui pra cabine de direção para atender a ligação pra que Edward não acordasse, fechei a porta que separava as duas áreas e atendi a ligação.

- Alô.

- Oi filha – era a voz do meu pai, puxa eu estava com tantas saudades dele, até mesmo de suas broncas.

- Oi pai estou com saudades – eu disse.

- Eu também princesa, como vocês estão? – ele perguntou, e fiquei pensando se minha mãe tinha contado pra ele sobre Edward e eu, por mais que eu soubesse que ele iria apoiar o nosso namoro, eu sabia que meu pai era ciumento demais, e me faria voltar pra casa neste momento se soubesse a maneira que Edward e eu estávamos envolvidos.

- Estamos bem na medida do possível, por mais que Edward não diga eu sei o quanto ele sofre em silêncio.

- Onde vocês estão?

- Chegamos ontem em Norfolk, aqui na Virginia. Como estão todos ai?

- Seth está cada dia melhor no basebol, ontem fui assistir o primeiro jogo dele no campeonato. Sua mãe e eu também estamos bem, preocupados claro, não deixo de preocupar com você e com o Edward um segundo sequer – ele disse com a voz meio tensa, era melhor não falar nada sobre meu acidente rolando por uma trilha ou meu pai surtaria e viria até aqui se certificar que eu estava bem.

- Estou com muitas saudades mesmo papai – eu disse.

- Todos estamos também – ele disse e ficamos em silêncio por uns segundos e eu podia ouvir sua respiração pesada do outro lado da linha.

- Pai está havendo alguma coisa? – perguntei.

- Sua mãe pediu pra que eu ligasse pra te falar, porque ela disse que simplesmente não consegue te dar essa notícia.

- Que noticia pai? – perguntei um pouco alto demais e depois lembrei de Edward dormindo e eu não queria acordá-lo,a ainda mais se a notícia não fosse boa.

- Um casal de amigo de vocês, Kate e Garret tiveram aqui e fizeram o teste e Carlisle está fazendo de tudo pra apressar as coisas e os resultados já saíram – ele disse e respirou fundo e isso já me fez saber a resposta, mas eu me sentia obrigada a perguntar.

- Eles são compatíveis? – perguntei com a voz embargada.

- Não, nenhum dos dois e tiveram uns outros amigos de vocês que fizeram o teste também esses dias dizendo que leram um e-mail, mas ninguém é compatível. – meu pai disse e eu senti meu coração se apertar, um nó se formou em minha garganta e parecia que faltava ar pra eu respirar – Eu sinto muito filha.

- Ok – foi tudo que disse.

- Bella você não pode perder a esperança e nem deixar que Edward a perca. Carlisle tem ficado como um louco checando toda hora a fila de transplante, alguns parentes dele também fizeram o teste, mas até agora nada. Ele está até pensando em viajar pra Ásia, pois parece que alguns médicos lá estão trabalhando em um tratamento alternativo, mas ainda está em experiência. Meu amigo já não come direito, não dorme direito e acho que já perdeu uns cinco quilos – meu pai disse – E você sabe como eu não sei muito bem como lidar com essas coisas, eu simplesmente acho que não estou sendo o amigo que eu devia estar sendo, porque simplesmente eu não consigo tocar muito no assunto com ele, porque eu sei o quanto dói, às vezes penso que se fosse você ou o seu irmão, eu... eu estaria louco já filha.

- Pai, eu preciso desligar. Edward ainda está dormindo e não quero que ele acorde e nos ouça falando sobre isso. É melhor manter ele sem saber disso, porque só pioraria o estado de saúde dele.

- Você está certa. Se cuida também filha e qualquer coisa que precisar me liga, vou depositar mais um dinheiro na sua conta.

- Ok, obrigada pai. Mande um abraço a todos – eu disse e encerrei a chamada e fiquei apenas tentando pensar em tudo que meu pai havia me dito. O tempo correndo, nenhum doador, Carlisle se consumindo atrás de algo para exterminar essa doença e eu aqui, tentando aproveitar cada minuto com o homem que eu amo. Eu nem sabia o que mais eu podia fazer pra ajudar, eu só sabia que eu não queria que Edward se entristecesse achando que não havia mesmo mais nenhuma maneira, eu queria aproveitar cada segundo ao lado dele e fazê-lo feliz.

Levantei e voltei pra outra parte do trailer, Edward continuava dormindo, agora abraçado com o meu travesseiro. Nós precisávamos nos distrair, passear e nos divertir pra que o peso da realidade não se abatesse sobre nós.

- Acorda preguiçoso – eu acariciei o rosto de Edward sentando na cama ao seu lado – Depois eu que durmo pra caramba – eu passei a mão pela bagunça do seu cabelo, e fiquei satisfeita das palmas das minhas mãos já estarem bem mais cicatrizadas e isso não ser um incômodo mais. – Edward eu quero sair pra conhecer a cidade – eu resmunguei e ele lentamente abriu os olhos.

- Bom dia – ele disse se espreguiçando como um gato manhoso. – O que aconteceu que acordou antes de mim?

- Não sei, acho que algumas coisas que aconteceram ontem me deram algum tipo novo de energia – eu disse e Edward sorriu safado.

- Sempre que precisar dessa energia – ele passou os braços por minha cintura e me puxou pra cima dele.

- Eu não sabia que você era safado assim – eu disse beijando o cantinho da sua boca e depois rolei para o seu lado e fiquei com uma perna sobre a dele e minha cabeça descansando sobre seu braço.

- Nem eu sabia – ele disse rindo – Nunca fui assim com as garotas que namorei. Mas isso é obvio já que você sabe que eu assim como você, eu também era virgem.

- Mas aposto que você já ficou animadinho várias vezes com as outras garotas – eu disse tentando levar na brincadeira, mas é óbvio que eu estava com ciúmes de pensar em Edward animado com outras garotas.

- Eu posso ter até sentindo um calor, mas animado mesmo de ser quase constrangedor, todas as vezes foram com você – ele disse e colocou seu braço livre sobre seu rosto.

- Ei não adianta se esconder agora – eu tirei a mão dele sobre seu rosto e virei para fitá-lo – Como foi isso, que eu nunca percebi a não ser uma vez... — me lembrei do dia do biquíni, o dia que eu estava trocando de roupa achando que ele estava dormindo e ele levantou correndo e eu vi um volume em seu short.

- Harvard – ele respondeu – Foi uma das vezes.

- Quando?

- Aquela madrugada do trote em que nos jogaram aquela água gelada primeiro, e eu estava bem gripado. Você sentou entre minhas pernas e ficou me acariciando, você estava com um pijama curtinho que marcava todas as suas curvas. Você ficou ali quase sentada no meu colo, na hora que te arredei pra longe de mim um pouco, é porque eu estava mais que animado – ele disse meio envergonhado e eu me lembrei deste momento mesmo.

- Acho que meio que lembro – eu disse dando um beijo em seu peito pra que ele não ficasse tão envergonhado.

- E teve aquele dia que vi você trocando de roupa, foi a primeira vez que eu vi você sem roupa nenhuma e bem a minha mente fantasiou várias coisas.

- Teve um dia que abri a porta do banheiro do trailer pra te espiar trocar de roupa também, eu estava meio tarada por você, quer dizer eu sou tarada por você – eu disse beijando seu queixo – Confissões feitas podemos levantar, tomar café e sair?

- Você sabe o quanto eu sou exigente e você ainda me deve algo pra que eu levante – ele disse dando seu sorriso torto, eu era simplesmente apaixonada por aquele sorriso torto.

- Nossa que namorado mais chato que eu arrumei – eu disse e ele me puxou pra cima dele e me deu um beijão desses que faziam o ar esvair completamente do pulmão.

...

- Eu consigo, eu já disse – eu estava extremamente irritada com Edward. Tomamos o café da manhã tranqüilos e na hora de decidir a maneira que iríamos passar o dia eu pesquisei e achei no site da cidade algumas informações sobre o Elizabeth River Trail, que era uma rota sinuosa no centro de Norfolk, próximo à zona portuária, diziam que no caminho tinham exuberantes paisagens e vistas de pássaros aquáticos e navios, eles aconselhavam a fazer a rota de bicicleta já que ela era um pouco longa. Mas Edward achando que eu ainda estava inválida não queria me deixar ir na minha própria bicicleta.

- Amor olhe as suas mãos – ele as pegou e colocou as palmas pra cima, as feridas já estavam fechadas, mas não completamente cicatrizadas – Como você vai conseguir segurar a bicicleta?

- Eu coloco as luvas, você tem luvas próprias pra andar de bicicleta, pode me emprestar.

- Só pioraria a situação colocar as luvas, eu posso te carregar na minha bicicleta, não vai ser tão ruim – ele tentou me convencer.

- Eu odeio você – eu disse porque sabia que se eu insistisse em ir na minha bicicleta, era capaz de Edward cortar os pneus.

- Sério? Porque eu amo você e só quero o seu bem – ele disse passando os braços em volta da minha cintura.

- Será que podemos ir? Você vai na sua bicicleta e eu vou andando – eu disse tirando os braços dele da minha cintura e indo pegar minhas coisas.

- Você é muito teimosa Bella.

- Você que é muito teimoso, vamos logo – eu disse abrindo a porta do trailer.

- Ok – ele respirou fundo e me seguiu.

...

O dia estava sendo tranquilo, realmente as paisagens da rota eram incríveis, tiramos várias fotos. E eu tentei esquecer o mal humor de estar sendo carregada por Edward, enquanto eu podia estar indo na minha própria bicicleta, dessa maneira ele me fazia parecer meio inválida.

- Vamos almoçar ali – ele apontou para um restaurante chamado “Norfolk seafood”.

- Por mim tudo bem – eu respondi.

Tivemos um almoço bastante saudável com bastante peixe grelhado e salada e de sobremesa optamos por uma salada de frutas.

Depois de ficarmos um pouco por ali continuamos a rota, às 17 horas chegamos de volta no trailer. Tinha sido um dia gostoso e tranquilo.

- Se divertiu? – Edward perguntou tirando a camisa pra ir tomar banho.

- Muito, mas tenho certeza que teria me divertido muito mais se eu tivesse ido na minha própria bicicleta.

- Duvido que seria tão bom se eu não estivesse agarrado a você – ele me surpreendeu me puxando colando seu corpo no meu.

- Você é tão pretensioso – eu disse tentando parecer indiferente, mas acho que eu não enganava nem Edward nem a mim mesma, ele me abraçando daquela maneira e passando aqueles lábios no meu pescoço e na minha orelha igual ele tinha começado a fazer agora me deixava totalmente incapaz de raciocinar com coerência.

- E você é muito gostosa – ele disse mordendo meu ombro – Vamos tomar banho, porque descobri um lugar bem legal pra irmos hoje a noite.

- Que lugar?

- Se chama “Viva La Mexico”, dizem que é um lugar novo. Muita música em um ritmo latino e coquetéis diferentes. Dizem que o lugar só está aberto há um mês, mas que já é um sucesso e que os donos são bem legais.

- Como você fica sabendo disso tudo?

- Sou curioso, fui perguntando pras pessoas ao longo do dia.

- Bem, vamos usar nossas falsas ID’s mais uma vez – eu disse rindo e comecei a tirar minha roupa também para tomar banho junto com Edward.

...

- Caramba Amor Isso Aqui Está Lotado – eu disse bem alto perto do ouvido de Edward enquanto tentávamos atravessar pela pista de dança pra chegarmos ao bar. Estava tocando um merengue e as pessoas já estavam pingando suor na pista de dança.

- Olá chicos – o barmen nos atendeu sorrindo mais do que aquele pessoal que fazia propaganda de creme dental. – Primeira vez no Viva La Mexico?

- Sim – Edward respondeu sorrindo e olhando ao redor, ele sempre ficava animado quando ia nesses lugares que podia falar espanhol. – É incrível aqui, e fiquei sabendo que tem alguns drinques bem legais, nos recomenda algum?

- Si, temos um chamado “La cucaracha”, é o mais famoso. Posso preparar dois? – o barmen garoto propaganda de creme dental perguntou.

- Si, muchas gracias – Edward respondeu se divertindo por falar em espanhol.

- O que significa cucaracha? – perguntei.

- Barata – ele respondeu simplesmente e eu senti ânsia no mesmo momento.

- E porque nós vamos tomar isso? – eu perguntei fazendo uma careta.

- Bella você foi aprovada pra estudar medicina em Harvard, é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, não seja bobinha ao achar que vamos tomar um drinque que tenha baratas de verdade, esse é um bar mexicano e não do Harry Potter – ele disse rindo.

- Aqui está amigos – o barmen colocou dois drinques de uma tonalidade rosa azulado na nossa frente.

- Amigo o nome do drinque é por causa da música? – Edward perguntou, de que música ele estava falando?

- Claro – o barmen respondeu – É pra homenagear uma canção tão conhecida. – ele disse e depois se afastou pra atender outros clientes.

- Que música é essa? – perguntei.

- Depois te mostro – ele me entregou o meu drinque e em seguida pegou o seu – Um brinde a garota mais teimosa do mundo – Edward disse.

- E ao cabeção mais teimoso também – eu disse e nós tilintamos nossos copos.

- UAU isso é muito bom – eu disse ainda absorvendo o sabor do drinque que era completamente exótico para o meu paladar. – Eu nunca bebi algo tão gostoso, é doce, mas um pouquinho azedo e no final fica um pouquinho ácido.

- Realmente é muito bom – Edward continuou a beber seu drinque e nós nos viramos pra ver a pista de dança.

- Que engraçado, aquela garota dançando ali parece tanto com a... – eu estava dizendo vendo uma garota de costas com o cabelo castanho claro e com algumas mechas coloridas.

- CLÉO – eu e Edward praticamente gritamos quando a minha prima virou de frente pra onde estávamos.

- Bella – ela me viu e saiu correndo na minha direção e me pegou em um abraço forte que quase me fez cair no chão – Ah que saudades prima.

- Eu também estava morrendo de saudades – eu a abracei apertado – Eu não te vejo há mais ou menos... – eu tentava calcular.

- Um ano e meio desde que meu pai praticamente me expulsou.

- Ele não te expulsou Cléo – eu lembrei do episódio. Cléo era a minha prima mais louca, formada em música e vivia de compor músicas, algumas de suas letras tinham até se tornado sucesso na voz de outros intérpretes. Minha mãe tinha mais duas irmãs, tia Irina mãe de Rosalie, e tia Lucie, mãe da Cléo.

- Não expulsou propriamente, mas deixou claro que eu não era mais bem vinda na casa dele, se eu não me transformasse na pessoa que ele queria que eu fosse – ela disse com a voz um pouco triste, mas logo olhou pro lado e viu Edward e o pegou em um abraço apertado também.

- Que bom te ver Cléo – Edward retribuiu o abraço.

- Ei o que vocês dois estão fazendo aqui em Norfolk? – ela nos encarou – Pelo que eu saiba era pros dois pirralhos prodígios estarem na faculdade – ela disse, ela sempre nos chamava assim, só porque ela era 7 anos mais velha, Cléo já tinha 25 anos, mas era maluca como uma adolescente – E me diz, por favor, que já estão se pegando, porque todo mundo sempre soube que vocês se gostam.

- Nós estamos namorando – Edward passou o braço por minha cintura.

- Ah que lindo – ela abraçou a nós dois de uma vez agora – Finalmente, o Ed ficou um gato, sorte a sua Bells – ela disse e Edward ficou sem graça – E claro que minha priminha também ficou maravilhosa, cuida bem dela Ed ou eu corto o seu parquinho de diversões – ela disse e Edward me olhou aturdido, porque ele sabia que Cléo era maluca.

- Cléo o que você está fazendo aqui? A última notícia que tive de você é de que estava na Colômbia eu acho. – eu disse.

- Eu passei um mês na Colômbia, um mês no Chile e depois resolvi ir pro México e lá eu conheci o Guilhermo, meu marido.

- VOCÊ CASOU? – minha pergunta saiu gritada tamanho era o choque.

- Sim, espere um pouquinho que vou buscá-lo pra vocês conhecerem – ela disse e saiu sem nem nos dar a chance de dizer mais nada.

- Me belisca pra eu saber que estou acordada – eu disse e Edward apenas beijou minha bochecha.

- Nem eu estou acreditando amor – ele disse.

- A Cléo casada? Isso só pode ser brincadeira, ela sempre foi contra a idéia do matrimônio, criticava pra caramba, ela e Rose brigaram quando Rose decidiu se casar, você sabe o quanto nós três sempre fomos unidas, mas ela era mais amiga de Rose, por causa da nossa diferença de idade.

- Eu lembro, elas ficaram um mês sem conversar e você ficou completamente perdida no meio da guerra das duas – Edward disse.

- Exatamente, Cléo dizia que Rose iria acabar com a vida dela, que ela era nova demais pra fazer aquilo.

- Aqui está – Cléo voltou e ao seu lado estava um homem moreno aparentando ser um ano ou dois mais velho que ela. Ele era alto, talvez um pouco menor que Edward, os cabelos negros eram encaracolados. Ele era bonito, lógico que não como o meu Edward, já disse que tenho preferência por branquelos.

- Guilhermo esta é minha prima Bella e esse é o namorado dela e melhor amigo dela desde que ela nasceu. Eu praticamente vi esses dois crescer. – ela disse empolgada.

- Muito prazer – ele falou com em nosso idioma, mas com o sotaque espano carregado.

- O prazer é nosso – Edward apertou sua mão.

- Fico feliz em finalmente conhecer alguém da família da Cléo – ele disse.

- E eu fico feliz de rever minha prima, ela estava bem sumida e aparece cheia de novidades – eu disse passando o braço por cima do ombro da minha prima – Me acompanha ao banheiro?

- Claro, Gui faça companhia ao Ed – Cléo disse e saímos passamos pela multidão dançando. – Você quer conversar ou ir ao banheiro mesmo? Porque se for conversar podemos ir ao escritório.

- Que escritório?

- O daqui, do Viva La México, eu e Guilhermo somos os donos – ela disse e minha boca se abriu repetidas vezes, mas eu não conseguia dizer nada – Acho que é conversar, então vamos ao escritório – ela riu e saiu me rebocando porque eu ainda estava em choque, minha prima que estava sumida há mais de um ano, havia se casado e agora era dona de um bar mexicano.

...

- Senta ai priminha – ela praticamente me empurrou pro sofá – Pode perguntar o que quiser.

- Hã... Você realmente se casou com um mexicano? Casou tipo no cartório e tudo?

- Sim, olha que linda – ela me mostrou sua mão. Havia uma aliança não muito tradicional, bem grossa e era parte dourada parte meio vermelha e com uma pedrinha verde.

- Você sempre foi contra casamentos, o que houve? E há quanto tempo está de volta nos EUA? Porque não nos procurou?

- Uma pergunta por vez Bells.

- Cléo sua louca responde, porque estou pirando – eu implorei.

- Ok. Como te disse fui a Colômbia e ao Chile, eu ainda estava ensandecida por causa do meu pai. Então eu não queria voltar pra casa, não queria nem sequer voltar para os EUA, então eu decidi ir pro México, com quinze dias que estava lá eu conheci Guilhermo, e apesar de ir contra tudo que sempre acreditei, foi tipo paixão a primeira vista. Nos conhecemos em uma lavanderia e de lá já almoçamos juntos e fim da noite já dormimos juntos – ela disse. Sim, ela era a mais rápida da família, mas eu não a criticava cada um tinha a sua maneira de ser.

- E? – a incentivei a continuar.

- Não nos desgrudamos durante um mês, então eu que nunca tinha sentido por ninguém o que eu sinto pelo Guilhermo o pedi em casamento, ele aceitou e só depois eu disse que era americana.

- Como assim Cléo, vocês estavam juntos há mais de um mês e ele não sabia que você era americana?

- Você sabe que eu sempre estudei espanhol desde baby e até cheguei a fazer um intercâmbio pra Espanha quando eu tinha 15 anos, tinha vários amigos latinos quando eu morava na Flórida, então o meu espanhol não tem aquele sotaque maçante americano, ele é natural. E como eu disse que estava vindo do Chile, ele presumiu que eu era chilena. Tadinho do meu Gui, muito inocente, ele não conhece os chilenos, eu não tem cara mesmo de chilena.

- Tem certeza que ele não sabia que você era americana?

- Absoluta, ele ficou um mês afastado de mim achando que eu tinha mentido pra ele, mas eu não menti, eu omiti. Guilhermo vivia na Cidade do México, mas era do interior, e ele tem alguns valores muito fortes. Ele não suporta mentira – ela disse e eu achei a situação até um pouco irônica, porque os únicos valores que Cléo tinha antigamente, era curtir a vida loucamente sem importar com as conseqüências, se pra curtir precisasse de mentir, ela não hesitava em fazer isso, aliás, a última briga com seu pai tinha sido por causa de uma “mentirinha” que ela tinha contado.

- E o que você fez? Correu atrás dele? Porque isso nunca foi do seu feitio – eu disse rindo.

- Foi exatamente o que eu fiz, eu o amo demais Bella, pedi perdão e um mês depois nós nos casamos.

- UAU, é muita informação. – eu chacoalhei a cabeça – E como você se tornou dona deste lugar?

- Guilhermo era dono de um bar com o mesmo nome no México, eu continuei a compor e continuei vivendo disso, passou se um ano que eu estava fora de casa e eu comecei a sentir saudades daqui. Mas Guilhermo era tão apegado na vida lá que eu não queria o trazer pra cá – ela disse e eu achei estranho, ele devia ser o primeiro mexicano que não queria viver nos EUA – Mas ele sabia de tudo que tinha me levado a ir embora e então propôs que podíamos voltar e abrir um Viva La México aqui, procuramos o melhor local e optamos pela Virgínia, porque também não é tão longe da Flórida, fazem dois meses que estou de volta. Mas ainda estava criando coragem para procurar todo mundo e encarar meu pai.

- Seu pai não te odeia Cléo, e sua mãe morre de saudades de você. Ela ficou louca quando você pegou suas coisas e se mandou, você nem sequer ligou pra ela.

- Mas eu enviei algumas mensagens Bella, agora chegar de falarmos de mim, e me diz porque você está aqui na Virgínia com o Edward. Era pra você estar na faculdade, e você é CDF demais priminha, tenho certeza que conseguiu ser aprovada em alguma, até eu fui.

- É uma longa história Cléo, e sim eu e Edward fomos aprovados em Harvard, mas trancamos esse ano.

- Que bom que temos tempo para uma longa história, e não se preocupe com Edward, Guilhermo fica de olho nele pra você.

- Eu confio nele, mas ainda assim é bom manter as piriguetes longe. – eu disse rindo.

- Não me enrola e me conta – Cléo pediu e eu contei tudo pra ela, de uma maneira mais resumida, falei sobre a doença de Edward, a decisão de viajar e que depois começamos a namorar.

- Realmente não sei o que dizer, estou absorvendo ainda – ela se levantou e foi até a estante do escritório e pegou um copo e derramou uma dose de tequila e o virou de uma vez – Aceita?

- Não, tendo a ficar bêbada rápido e o pior é que ainda perco a memória. – respondi.

- Bella estou tão triste pelo Edward, mas feliz por vocês finalmente terem se entendido. Aquele seu namoradinho Jacob, era um chato e nem você gostava dele.

- A única coisa boa é de eu finalmente estar com Edward, eu o amo tanto, só fica péssima por ter demorado tanto a me dar conta disso. E agora temos o tempo contra nós.

- Acho que Edward agiu bem em trancar a faculdade e fazer essa viagem, ele tem que aproveitar a vida.

- Pela última conversa que tive com meu pai, é bom mesmo ele estar longe de casa, pois os pais dele estão super mal, Carlisle só vai emagrecendo porque quase não come mais e ver sua família passando por isso só faria mal a Edward.

- Bem – ela respirou fundo – Quero conhecer esse trailer, deve ser muito legal viajar assim. – ela disse pra fugir da profundidade da conversa, porque Cléo nunca foi muito forte pra encarar esse tipo de situação.

- Você pode ir lá, será que agora podemos voltar pra lá – eu apontei a porta do escritório – Não quero deixar meu namorado sozinho muito tempo, porque ele é muito gato – eu disse rindo e nós duas voltamos pro bar.

...

- Ah finalmente, estava quase indo te buscar – Edward passou os braços por minha cintura e puxou meu corpo pra que se colasse ao seu e me deu um beijo rápido – Várias mulheres vieram tentar me tirar pra dançar, não foi Guilhermo?

- Sí, mas ele não aceitou nenhuma – Guilhermo disse.

- Ele sabe que não pode brincar comigo, sou ciumenta – eu disse beijando seu queixo.

- E brava – Edward respondeu beijando minha testa – Será que podemos dançar agora, ou você ainda está incapacitada?

- Eu não estou incapacitada, e estou em perfeitas condições.

- Bem que notei, o que aconteceu Bella, esqueci de perguntar sobre esses seus machucados. – Cléo questionou.

- Rolei trilha abaixo quando estava no Mount Mitchell, mas agora já estou bem melhor e posso dançar – eu disse a última parte fitando Edward.

- Ela sempre foi a mais desastrada mesmo, tem coisas que nunca mudam – Cléo disse rindo – Mas vão dançar, querem alguma música especial? Posso pedir ao DJ.

- Essa já está ótima – Edward disse e me puxou pro meio de onde as pessoas estavam dançando.

- Só espero que não pisem no meu pé – eu estava dizendo quando Edward colou seu corpo no meu e encaixou sua perna entre as minhas e nos fez descer sensualmente – Adoro salsa – eu disse mordiscando sua orelha e sentindo o calor se aplacar do meu corpo, ter namorado gostoso e que dançasse salsa era tentação demais para um ser humano.

Dançamos o resto da música, mas não tão vibrante quanto os demais, já que Edward estava muito preocupado ainda com minha recuperação após o pequeno acidente na trilha.

- Ah agora podemos aproveitar melhor – ele disse colando ainda mais seu corpo ao meu e passando seus braços ao redor da minha cintura, já que agora tocava uma música totalmente calma. Começou a música calma e juntamente a pegação, porque pra todos os lados que eu olhava os casais faltavam se engolir.

- Você podia me dar um beijinho também – eu reclamei e Edward riu e me deu um selinho.

- Está de sacanagem neh?

- Adoro te provocar – ele subiu uma mão a entrelaçando em meu cabelo e colou sua boca na minha, sua língua invadiu a minha boca e o beijo agora não estava deixando nada a desejar. Enquanto uma mão de Edward permaneceu em meu cabelo a outra desceu até a minha bunda e ele a apertou, eu nem reclamei, porque nem estava em condições de falar, só de aproveitar.

- Amor, Cléo me contou tudo, ela é muito louca. – eu disse enquanto dançávamos depois de termos cessado o beijo, pois precisávamos respirar.

- Guilhermo também me contou a história deles, quem diria que seria Cléo a fazer um pedido de casamento – ele disse rindo abaixando o rosto pra altura do meu pescoço.

- Loucura, mas estive pensando. Será que Guilhermo só não queria o Greencard, porque fala sério todo mexicano quer um greencard – eu disse realmente preocupada com a minha prima porque eu não conhecia Guilhermo, mas conhecia Cléo bem demais e sabia que ela estava totalmente apaixonada e o amava de verdade e que se tivesse uma grande decepção não iria suportar.

- Que pensamento mais preconceituoso amor – Edward respondeu rindo – Nosso país já não está mais com essa bola toda – ele deu um beijinho no meu pescoço e continuávamos nos movendo ao ritmo da música lenta – Guilhermo parece gostar dela da mesma forma. E pelo que conversei com ele, ele tem uma situação econômica bem favorável no México, ele só quis vir pra cá mesmo por causa da Cléo.

- Mas aposto que não ligou nem um pouco de conseguir um greencard.

- Amor você é impossível – ele disse e colou sua testa na minha – Esquece um pouco isso agora e foca só em nós – ele mordiscou meus lábios.

- Amo você cabeção – eu afaguei seus cabelos da nuca.

- Também te amo anãzinha – voltamos a nos beijar.

...

- Então esperamos vocês amanhã neste endereço, apareçam para o almoço – Cléo disse me entregando um papel e em seguida me deu um abraço.

- Será um prazer pra nós, comem comida mexicana? – Guilhermo perguntou sendo simpático.

- Adoramos – respondi por mim e por Edward porque sabia que ele também era fã de burritos, tacos, nachos e quesadilhas assim como eu.

- Esperamos vocês então, vai ser tão bom prima – Cléo me abraçou de novo, maluquinha ela.

- Só uma dúvida – Guilhermo deteve Edward e eu antes de sairmos – Cléo disse que vocês têm 18 anos, como entraram aqui? Aqui nos EUA só é permitido entrar com 21 – ah mexicano espertinho.

- Identidades falsas – Cléo respondeu antes que Edward e eu dissemos qualquer coisa.

- Como sabe? – Edward perguntou.

- Queridos eu sou professora nessa escola de vocês – ela disse rindo e eu ri também porque o que ela disse era completamente verdade. Cléo desde os 16 anos tinha uma ID falsa de 21 anos.

...

- A noite foi incrível, reencontrar Cléo foi demais – eu disse me jogando na cama já usando o meu pijama.

- Foi bem legal mesmo, a única coisa chata é que não pude ficar perto de você a noite toda pra acabarmos no banheiro – ele disse se deitando ao meu lado e me puxando e eu deitei a cabeça em seu peito.

- Amor esqueça isso, não vai mais acontecer. Sexo em banheiro público de novo só se eu estiver muito chapada.

- Qual é a sua bebida favorita mesmo? – ele perguntou rindo.

- Nem vem com essa engraçadinho, nada de me embriagar. Agora dorme porque estou cansada – eu levantei meu rosto e lhe dei um selinho – Boa noite – eu voltei a deitar a cabeça em seu peito e acomodei uma das minhas pernas sobre as suas.

- Boa noite – ele beijou o topo da minha cabeça, e colocou sua mão sobre a minha que estava em seu peito.

...

- Edward PARA COM ISSO – eu esbravejei enquanto Edward me acordava com cosquinhas, eu odiava sentir cosquinhas, mas ele em um momento provavelmente de ódio da minha pessoa, resolveu simplesmente me acordar da maneira mais torturante possível.

- Sem chance – ele me prendeu ainda mais entre suas pernas, eu estava deitada e ele sentado sobre mim me torturando, eu tentava segurar seus braços, mas ele era muito mais forte.

- PARA – eu já estava desesperada, acho que ia fazer xixi na calça de tanto rir. – Por favor – eu pedi em tom de clemência.

- Ok – ele parou, mas ficou segurando meus braços em cima da minha cabeça – Acho que você já está bem acordada.

- Pode confessar, você me odeia – eu disse.

- Você sabe que não – ele relou seus lábios suavemente sobre os meus e continuou segurando meus braços.

- Tenho minhas dúvidas, porque pra me acordar com essa tortura tem que me odiar muito.

- Exagerada – ele beijou o cantinho da minha boca – Vou acabar com suas dúvidas e te mostrar o quanto eu te amo – ele disse me beijando e deitando seu corpo sobre, ele soltou meus braços e sua mão apertou minha coxa.

...

Edward estacionou o trailer em uma rua que parecia ser bem tranquila, com casas que não eram luxuosas, mas bonitas pela simplicidade.

- Acho que é essa – ele apontou pra casa pintada de azul claro, com os portais das janelas branco.

- Vamos – eu disse e ele entrelaçou nossos dedos e caminhamos até a porta e tocamos a campainha. Não demorou quase nada Guilhermo veio nos atender, achei engraçado pelo fato de ele estar usando um avental.

- Benvenidos – ele disse e eu fitei Edward.

- Ele disse bem vindos amor – Edward bancou o Google tradutor.

- Fiquem a vontade, Cléo ainda está dormindo – ele disse e entramos na sala da casa, que não era tão grande, mas tinha estilo, a cara da minha prima louca e do seu marido mexicano.

- Isso é de família – Edward respondeu rindo – Diversas vezes já achei até que a Bella tinha entrado em coma – ele disse e fiz uma careta pra Edward.

- Você podia checar pra mim se isso não aconteceu com ela Bella – Guilhermo disse rindo e apontou pro corredor – Segunda porta a direita.

- Ok, e você lindão vá ajudar Guilhermo com o almoço – eu disse me levantando dei um selinho em Edward e fui em direção ao local que Guilhermo havia indicado.

...

- HORA DE ACORDAR – eu pulei em cima de Cléo que estava jogada toda esparramada na cama.

- Ahhh Bella eu vou te matar – ela disse e me empurrou de cima dela e eu cai no chão me reconhecendo naquele ato, eu, ela e Rosalie sempre fomos como diríamos nossa avó dorminhocas, e eu mesmo já tinha empurrado várias pessoas que pulavam em cima de mim pra me acordar.

- Que merda Cléo, eu estou acidentada – eu me fiz de vítima segurando pra não rir – Eu quase morri na minha queda na trilha, bati a cabeça e tudo.

- Ah meu Deus – ela pulou da cama e me ajudou a levantar – Desculpa prima, mas é que você sabe que eu odeio acordar cedo.

- São exatamente 12:32 Cléo – eu disse olhando no relógio.

- Você está bem? – ela perguntou me checando.

- Estou, eu só estava te enchendo o saco, e em minha defesa tenho que dizer que foi o seu marido que pediu pra eu vir aqui te acordar.

- Guilhermo madruga, não sei como ele consegue. – ela disse e saiu em direção ao banheiro de seu quarto.

- Você já falou com a Rose depois que voltou? – perguntei enquanto ela lavava o rosto.

- Ainda não, estou planejando primeiro falar com meus pais, pra depois falar com os outros. Você que me descobriu antes.

- Ela está grávida – eu disse.

- Sério? – ela perguntou me fitando.

- Trigêmeos – eu disse e vi seus olhos quase saltarem da órbita.

- E depois dizem que a mais louca da família sou eu – ela disse – Emmette não é fácil mesmo – ela riu.

- Aposto que ela ia adorar te ver podíamos fazer uma chamada pelo skype pra conversarmos com ela, seria tão bom nós três juntas de novo.

- Você está passando por uma barra neh prima, eu queria te apoiar mais, mas eu nem sei o que dizer. Se antes eu já te admirava pela sua inteligência, agora eu te admiro pela mulher que você se tornou com apenas 18 anos. Você está se saindo muito bem, mas acho que está precisando um pouco aliviar a cabeça não? Tentar esquecer por pelo menos algumas horas esse tornado que está acontecendo a sua volta. – ela disse e a angústia que sempre me sufocava em alguns momentos explodiu e eu comecei a chorar.

Sem dizer nada Cléo apenas me abraçou forte.

...

- Posso entrar? — Guilhermo perguntou batendo na porta. Eu não sei quanto tempo eu fiquei abraçada com Cléo e depois ela me fez deitar a cabeça em seu colo e ficou afagando meu cabelo, mas nenhuma palavra foi dita por nenhuma de nós, eu apenas chorei tudo que vinha se acumulando.

- Claro amor – Cléo disse.

- Eu não queria interromper nada, mas é que o almoço já está pronto há algum tempo. E Edward é bem impaciente. – Guilhermo disse e eu levantei a cabeça do colo de Cléo e me sentei respirando fundo.

- Guilhermo, por favor, não diga a Edward que me viu assim, eu não quero que ele se preocupe – eu pedi.

- Não se preocupe Cléo conversou comigo ontem, acho que vocês dois estão mesmo precisando espairecer. Se quiser posso levar Edward hoje pra um passeio, sei que nem nos conhecemos direito...

- Ele gostou de você, ele ama praticar o espanhol dele. Você vai me fazer um favor se levar ele só pra espairecer a mente, mas nada de mulheres – eu disse.

- Pode deixar comigo – ele disse – Agora vamos almoçar.

- Obrigado Guilhermo — eu em um ímpeto levantei e lhe dei um abraço – Por tudo e principalmente por cuidar da Cléo e a estar fazendo feliz.

...

- Amor podíamos aprender a fazer esses tacos – Edward disse indo para o seu terceiro – São mais gostosos que o da Taco Bells, nós vivemos comprando comida mexicana mesmo.

- Eu vou adorar se você aprender a fazer meu novio guapo – eu disse segurando seu queixo e ele sorriu todo porque eu disse algumas poucas palavras que eu sabia em espanhol.

- Se você continuar aprendendo espanhol, eu aprendo a fazer comida mexicana – ele disse e como eu ainda estava segurando seu queixo eu lhe dei um beijo.

- Vamos pensar – eu disse e lhe dei mais um beijo.

...

Na parte da tarde Guilhermo levou Edward pra conhecer o porto e depois ele e Edward iriam para o supermercado porque Guilhermo precisava fazer compras para o Viva La México e Edward ia aproveitar pra fazer compras pra nós.

Eu levei Cléo até o trailer e mostrei tudo pra ela, ela ficou empolgadíssima, dizendo que convenceria Guilhermo a um dia eles fazerem uma viagem assim também. Peguei meu notebook e levei pra casa dela, porque íamos chamar Rose pelo skype, eu havia enviado uma mensagem pra ela pedindo que se conectasse que eu precisava conversar, ela ia ficar surpresa de ver Cléo, só espero que a surpresa não prejudique os bebês, grávidas tem as emoções sempre tão afloradas.

Coloquei o notebook na mesinha no centro da sala de Cléo e vi Rose já estava online e fiz a chamada, Cléo ficou mais afastada de um ângulo que ela não era capturada pela web can.

- Oi Bells – ela balançou a mão em frente a tela do computador – Está tudo bem? Fiquei preocupada. Edward está bem?

- Eu estou bem e Edward também na medida do possível, pedi pra você entrar no skype porque tem uma pessoa que quer te ver e eu tenho certeza que você vai adorar ver mesmo que seja só pela tela.

- Quem? Onde vocês estão? – ela questionou afagando sua barriga que estava ainda maior do que quando eu estive lá.

- Nós estamos em Norfolk na Virgínia, e você não vai acreditar em quem eu encontrei aqui.

- Diz logo quem é Bella, eu estou grávida, não posso ficar ansiosa – ela me chantageou.

- Ai Bella me deixa aparecer logo antes que essa loira tenho um treco – Cléo quase que pulou na frente da web cam e vi Rose arregalar os olhos e eu só ri.

- AHHHHHHH – Rose deu um grito histérico – Sua cachorra quando voltou? Porque nunca me procurou? Sua prima ingrata. Nem um número de telefone você deixou sua maluca, eu fiquei preocupada quando você simplesmente se mandou. O que você está fazendo em Norfolk? Como encontrou a Bella? Desde...

- PARA – Cléo disse detendo a enxurrada de Rose – Uma pergunta por vez, depois eu que sou maluca. – Cléo disse e eu ficava só rindo das duas. — Porra uma pergunta por vez. – ela se sentou no sofá ao meu lado.

- Não me venha com essa boca suja, porque agora vou ser mãe de duas garotinhas e um garotinho. Tenho que ser mais respeitada – Rose exigiu e eu ri das duas, nós três juntas éramos sempre assim, uma confusão.

- Rose só tenho uma coisa pra te dizer, ou melhor, um nome. Guilhermo – eu disse.

- Quem é Guilhermo? – Rose perguntou.

- O marido mexicano da Cléo – eu disse e Cléo e eu rimos vendo quase os olhos claros de Rose quase saltarem pra fora. Depois ela começou a ter uma crise de riso.

- Ah tá bom que eu acredito que a pessoa mais contra a instituição do matrimônio que brigou comigo porque eu resolvi casar com meu cowboy e até ficou sem conversar comigo ia se casar, ainda mais com um mexicano.

- É verdade – eu afirmei.

- Olha aqui – Cléo mostrou a mão com a aliança.

- OMG é o fim do mundo mesmo – Rose disse e ficou de boca aberta – Quero saber de tudo, desde que você ficou louca e saiu da casa dos seus pais. – Rose disse em seu tom exigente.

- Ok, lá vamos nós de novo – ela disse rindo e olhando pra mim já que ontem ela teve que fazer o mesmo comigo.

...

- Eu exijo que você venha me ver e traga Guilhermo com você – Rose disse depois de quase uma hora em que Cléo tinha contado tudo até ela voltar para os EUA e vir morar na Virginia e abrir um club chamado Viva La México.

- Eu não apareci antes, mas eu morri de saudades de vocês – Cléo disse e me abraçou e depois fitou Rose na tela – Queria te abraçar também Rose, mas vou abraçar a Bella de novo como se fosse você – ela me abraçou de novo e nós três rimos.

- Lembra que tínhamos uma coreografia da música Barbie Girl? – Rose perguntou, e eu imediatamente escondi meu rosto entre os joelhos, como esquecer esse mico. Nós dançamos diversas vezes essa coreografia, toda vez que estávamos juntas nós dançávamos, nossas mães tinham até isso filmado.

- Nem me lembre disso – eu consegui dizer.

- Só dançávamos essa música por sua causa Rose, porque eu nunca curti este estilo de música – Cléo disse. E era bem verdade como Rosalie que era a patricinha e líder de torcida na escola e ela que nos fazia ter esse momentos insanos, porque nós três tínhamos personalidades distintas, mas acima de tudo uma amor incondicional, éramos como irmãs.

- Que ingratas, eu sei que vocês adoravam. – Rose disse – Lembrei de uma coisa agora que queria falar mesmo com vocês, na verdade queria falar mais pra Bella porque não sabia onde essa doida ai tinha se metido.

- Sem acusações, por favor – Cléo disse.

- Bella eu quero que você seja madrinha da Mandy e que a Cléo seja madrinha da Clarisse, os padrinhos de Philipe, Emmette é quem vai escolher.

- Está falando sério? – eu e Cléo perguntamos juntas, ia ser uma honra ser madrinha da filha de Rose.

- Vamos Bells coloca Barbie girl pra tocar que vamos até dançar em homenagem a Rose – Cléo disse já ficando de pé e afastou o sofá pra trás sem nem me dar tempo de sair.

- Está falando sério? – questionei.

- Claro que ela está, só não vou acompanhar vocês porque com essa barriga não dá – Rose disse e eu fitei a tela vendo Rose e depois fitei Cléo me encarando impaciente.

- Ah meu Deus o que eu não faço por vocês – eu disse vencida ficando de pé e indo até ao notebook pra colocar Barbie girl pra tocar.

...

- ahhh mais que gracinha – ouvi a voz de Edward e travei, Cléo e eu estávamos tão entretidas com a coreografia que nem vimos Edward e Guilhermo chegarem, já havia mais de uma hora que estávamos tentando dançar a coreografia porque não nos lembrávamos direito, ai Rose nos falava o que tínhamos que fazer e começávamos tudo de novo.

- Não ria – eu disse cruzando os braços contra meu peito.

- Ah dança de novo pra eu ver, estava tão bonitinha cantando e dançando “I’m a Barbie girl...” – Edward estava cantando, mas ele parou ao ver meu olhar ameaçador. – E então minha linda como foi a tarde? – ele me segurou pela cintura, ele parecia mais aliviado e relaxado e eu automaticamente relaxei também.

- Ótima, só fiquei com saudades – eu fiquei na ponta dos pés e ouvi risos de Guilhermo, Cléo e até de Rose pelo notebook.

...

Cléo e Guilhermo nos convidaram pra dormir na casa deles dizendo que no quarto de hóspedes havia uma cama de casal, fiquei sabendo que Guilhermo que fez questão de ter um quarto de hóspedes porque ele era muito apegado a família e pretendia recebê-los em sua casa sempre que possível. Nós jantamos os quatro juntos em um restaurante bem bacana da cidade e depois eles foram pra o Viva La México e nós resolvemos ficar, porque amanhã seguiríamos viagem para o Kentucky.

- Edward vem logo – eu chamei, eu já estava deitada na cama e ele estava ainda no banheiro escovando os dentes para vir dormir.

- Nossa que mulher desesperada – ele apareceu e pulou na cama.

- Amor você parece mais... tranquilo hoje – eu disse e fitei seus olhos, estávamos deitados de lado um de frente pro outro.

- Conversei bastante com Guilhermo sobre tantas coisas, ele é um cara bacana, Cléo vai ser muito feliz e acho que Guilhermo pode até ajudar na relação dela com o pai. – ele disse.

- Você sabe que pode me dizer tudo que quiser, sou sua melhor amiga – eu disse acariciando seu rosto.

- Sempre será – ele segurou minha mão em seu rosto e virou dando um beijo na palma – Mas não se preocupe, é só que às vezes é difícil falar.

- Pode contar comigo pra qualquer coisa. – eu disse.

- Eu sei disso – ele beijou minha mão de novo – Mas é qualquer coisa mesmo? – ele perguntou e colocou a mão na minha cintura e me puxou pela cintura nos fazendo ficar colados. Eu sabia que ele queria me distrair, mas eu era fraca poxa, ele apertou minha bunda e começou a beijar meu pescoço e sua outra mão acariciou meu seio por cima do pijama.

- Sei que está me distraindo, mas depois você vai... – ele me calou com um beijão e eu tive que realmente de desistir de conversar.

...

Minha prima me amava muito mesmo, pois Guilhermo havia conseguido tirá-la da cama às 9 da manhã para se despedir da gente. A abracei forte e fiz ela prometer que ela iria logo falar com seus pais, a vida era curta demais pra ficarmos longe das pessoas que amamos, não se pode deixar que brigas, desentendimentos nos distanciem de pessoas que mesmo que diferentes de nós são essenciais nas nossas vidas.

Notas finais
Demorou, mas chegou... Peço desculpas pela demora, mas as aulas na universidade voltaram e esse é meu último período então as coisas irão ficar apertadas. peço um pouco de paciência.
Queria agradecer a Emma Pattinson pela recomendação maravilhosa, isso é que me motiva a continuar escrevendo.
Quero divulgar também a fic da mallu272, ainda está no inicio, mas promete ser uma boa fic e ela escreve muito bem. http://fanfiction.com.br/historia/339878/Reencontros/ageconsent_ok
Bem temos muitas leitoras, mas pouca gente comenta. Vamos lá garotas não custa nada deixar a opinião de vcs. Agradeço as que sempre comentam... Beijos e bom final de semana