- Como assim outros planos Edward? E eu? Nós fizemos planos juntos? Eu sei que agora é o pior momento da sua vida e pode se considerar que até hoje também é o pior momento da minha, e eu não quero ficar longe de você – eu disse quase desesperada com a possibilidade de que ele fosse pra longe de mim.

- Calma Bells – ele segurou minhas mãos entre as suas. – Eu ainda ia te falar, Harvard só não é mais a minha prioridade porque se eu tenho apenas 6 meses de vida, eu não pretendo passar esse tempo trancado em uma universidade, tem tanta coisa que eu quero fazer.

- E isso me exclui da sua vida? Você quer ficar longe de mim? E não fica falando que você só tem 6 meses, você tem que acreditar que vamos conseguir um doador – eu comecei a chorar.

- Ei calma – ele me abraçou – Não quero ver você chorando. – ele afagou meu cabelo – E também não quero te excluir da minha vida, muito pelo contrário se dependesse de mim, eu não desgrudaria de você um minuto, mas eu não posso fazer com que você desista dos seus planos por minha causa, e bem eu sinceramente acho que se eu for pra Harvard vai ser muito pior pra mim até mesmo psicologicamente, já que eu vou estar ali estudando para uma profissão que sempre sonhei, só que eu nunca vou chegar a me tornar o engenheiro que eu sempre quis.

- Não fala assim – eu disse ainda chorando com o rosto escondido em seu peito – Por favor, para de falar assim.

- Mas Bella...

- Só para, e me diz quais os seus planos, eu preciso de você Edward – eu levantei meu rosto e ele segurou meu rosto entre suas mãos.

- Também preciso muito de você – ele fechou os olhos e colou sua testa na minha – Só que não posso te fazer sofrer.

- Me diz quais os planos Edward, por favor – eu disse e ele voltou a fitar meu rosto.

- Bem eu vou viajar pelo país – ele respondeu por fim.

- Viajar? Sozinho? Me explica isso direito.

- Bem na última quarta feira eu saí com meu carro pra dar uma espairecida, minha cabeça estava dando um nó, não que agora esteja melhor, mas eu ainda estava pior por você já ter ficado sabendo e estar sofrendo.

- E... – o incentivei a falar.

- Acabei parando em um bairro mais distante e encontrei um antigo amigo de quando eu fazia curso de espanhol, Alec.

- E no que exatamente isso tem haver com sua viagem? – perguntei já ansiosa.

- Alec é formado em engenharia elétrica, e agora está fazendo outro curso de engenharia de automação, o cara é um gênio. Ele me mostrou a última coisa que ele fez.

- E o que foi?

- Não tem como explicar, eu vou ter que te mostrar, podemos ir lá agora? – ele perguntou com um sorriso no rosto, esse era o primeiro sorriso de verdade que Edward dava depois de dias.

- Não vai me dizer mais nada?

- Só depois que você ver do que estou falando, você vem? – ele estendeu a mão pra mim.

- Claro – eu segurei sua mão. Voltamos pra casa e Edward pegou seu carro, ele ligou o som e uma música do coldplay começou a tocar, era uma das minhas favoritas e ele sabia disso, pois ele me deu seu sorriso cúmplice, já coldplay também era uma das suas bandas favoritas.

- Eu amo Viva La vida – eu disse.

- Eu sei disso, agora pra ficar melhor nosso passeio, só um pouco de vento – ele acionou um botão no painel e o teto sumiu.

- Adoro conversíveis – eu disse rindo e ele deu seu sorriso torto.

...

Não demorou muito chegamos a uma rua onde as casas estavam longe de serem simples, verdadeiras mansões. Paramos em frente a uma mansão verde, Edward apertou o interfone se anunciando e logo os portões se abriram, ele entrou com o carro e estacionou em frente a uma fonte.

- Seu amigo é bem rico – eu murmurei enquanto descíamos do carro.

- O pai dele é cientista na NASA, já criou algumas coisas que lhes deram algum dinheiro – ele respondeu e pegou minha mão nos guiando, eu pensei que íamos entrar na casa, mas ele nos guiou para trás da casa até uma garagem enorme, havia um outro interfone na entrada da garagem.

- Alex, sou eu Edward – ele disse no interfone, e em seguida o portão da garagem começou a subir.

- Uau, dá pra estacionar um Boeing aqui – eu disse quando entramos na garagem, se é que aquele espaço gigantesco podia ser chamado de garagem.

- Não diria que um Boeing, mas já tivemos um avião de menor porte parado aqui – um garoto de cabelos castanhos escuros e lisos caindo sobre os olhos e usando óculos apareceu na nossa frente, com as roupas todas sujas de graxa.

- Ei Alec – Edward lhe deu um abraço – Bella esse é Alec, Alec essa é Bella – ele fez a apresentação.

- Prazer – eu estendi a mão e ele apertou, só depois me dei conta que a mão dele assim como a roupa estava suja de graxa.

- Desculpa Bella – ele disse e tirou um pano que estava preso em sua cintura e me deu para que eu limpasse a mão.

- Não tem problema Alec – eu disse limpando a mão.

- Alec eu trouxe Bella pra ver no que eu vou trocar meu conversível – Edward disse.

- Você vai trocar o conversível? – perguntei de boca aberta, Edward tinha sonhado tanto com aquele carro – Porque?

- Vai ser melhor pra minha viagem – Edward respondeu.

- Você devia ter pedido o aval da sua namorada primeiro Edward antes de ter confirmado comigo. – Alec disse.

- Nós não somos namorados Alec, ela é minha amiga – Edward disse.

- Ah ok, mas então vamos logo mostrar pra sua amiga – Alec fitou Edward e eu juntos e deu um meio sorriso – No que você está trocando seu conversível.

- Vamos – Edward disse segurando minha mão de novo, adentramos mais a garagem até que paramos em frente a um...

- Você vai trocar seu conversível em um trailer? – eu perguntei realmente chocada, não fazia sentido nenhum, Edward sempre achou cafona essa coisa de trailer e ele amava o conversível.

- Bella eu quero viajar pelo país, e não quero fazer isso de avião, e nem quero ficar em hotel, quero que essa viagem seja uma experiência única pra mim, imagina o quanto de aventuras vou ter viajando nesse trailer – ele riu sincero com os olhos brilhando, parecia que por um momento ele era o meu Edward sem a carga que estava pesando sobre seus ombros após o diagnóstico médico.

- Eu vou com você – eu disse sem hesitar.

- O QUE? – ele perguntou com os olhos arregalados.

- Eu vou com você, simples assim – eu balancei os ombros.

- Nada disso, você vai pra Harvard, as aulas já estão quase começando, Harvard sempre foi seu sonho, não quero que nada mude por minha causa Bella – ele disse.

- Bem, eu vejo que vocês têm um impasse, vou deixar vocês sozinhos, tenho mesmo que terminar de montar o motor que estou desenvolvendo pra lancha do meu pai. – Alec disse – Bella depois entre no trailer e você vai ver que não é um simples trailer, vai gostar.

- Ok – eu disse e Alec saiu, Edward me olhava não muito satisfeito. – Qual o problema?

- Você não vai comigo, você sempre sonhou com Harvard e conseguiu isso, não é justo você arcar com coisas que dizem respeito a mim.

- Eu sonhei em ir com você pra Harvard – eu segurei suas mãos – E eu não vou estar deixando de realizar meu sonho, só vou estar retardando, por quanto tempo você pretende viajar?

- 6 meses – ele respondeu – Mas ainda assim você não vai comigo – ele disse firme.

- Edward eu quero ficar perto de você, e você não pode ter um tanto de aventuras sem mim – forcei um sorriso, mas eu já estava querendo chorar pela rejeição de ele não me querer perto dele.

- Bella você não pode abandonar a sua vida por mim, você não vai comigo.

- Edward porque você não me quer por perto?

- Bella não é isso, tudo que eu mais gostaria era ter você comigo nessa viagem, seria a melhor coisa do mundo, sem contar que nada seria melhor do que aproveitar esses seis meses que podem me ser os últimos ao lado da pessoa que eu mais... – ele respirou fundo e seus olhos verdes estavam tão intensos que meu coração acelerou em meu peito.

- Que você mais... – eu o incentive.

- Bem... você é a minha melhor amiga, nada seria mais legal se você fosse comigo, mas eu não posso deixar que você abandone Harvard por mim. – ele disse.

- Eu não vou abandonar Edward, eu posso trancar e no próximo ano eu começo, eu ainda tenho só 18 anos, esse tempo não vai alterar em muita coisa minha formação, eu quero ficar ao seu lado, por favor – eu o abracei apertado.

- Bella... – ele disse respirando fundo, eu sabia que estava o convencendo, já era um inicio, já que depois dele eu também precisaria convencer meus pais a me deixar viajar seis meses sozinha com Edward em um trailer rodando o país.

- Eu vou com você e isso não está mais em discussão – eu disse.

- Ah Bella porque você sempre consegue o que quer? – ele disse e eu comecei a encher seu rosto de beijos, quando voltei a encará-lo suas bochechas estavam coradas.

- Deve ser porque sou linda – eu pisquei pra ele.

- Deve ser mesmo – ele murmurou baixinho, mas ainda assim eu ouvi.

- Então venha me mostrar nossa casa dos próximos meses – eu o puxei comigo.

Ele pegou um controle remoto sobre uma mesa cheia de ferramentas e acionou alguns botões.

A porta se abriu, e as janelas laterais também, uma cobertura saiu da parede lateral do trailer formando uma varanda.

- Tecnologia de ponta – eu disse.

- Tudo bolado pelo Alec e tem muito mais – ele disse me puxando para dentro do trailer. A cabine do motorista continha um painel com alta tecnologia, GPS, e mais um tanto de instrumentos que eu nem saberia dizer.

Edward acionou um botão e uma porta correu automaticamente revelando outra parte do trailer, que era decorado em tom de creme e vinho.

- Tudo aqui funciona com um simples toque – ele apontou o controle e foi me mostrando tudo. Uma cama de solteiro, mas bem larga que era acoplada a parede surgiu, quando ela era fechada se transformava em um sofá e fazia conjunto com um outro sofá que ficava na outra parede. Uma televisão de led descia do teto quando Edward apertava o controle, havia ainda uma mesa e duas cadeiras que também se desdobravam após o uso do controle. Havia um pequeno fogão de duas bocas acoplado sobre uma bancada, também havia microondas e um pequeno frigobar.

- Tem banheiro? – perguntei já que tinha de tudo aqui, não podia faltar uma das coisas principais.

- Claro, vem – ele me puxou e fomos ao fundo do trailer onde havia uma porta sanfonada, ele apertou o botão ao lado dela e a porta se abriu, era bem pequeno, mas havia um boxe com chuveiro, sanitário e pia. – E então? – ele se virou de repente me deixando presa entre ele e a pia, já que estávamos os dois no micro espaço do banheiro. – Vai querer mesmo ficar meses presa em um espaço assim? – Se o assim que ele estava se referindo era ele me prensando contra uma pia, eu podia dizer que sim. OMG o que eu estou pensando? Quer dizer eu não estou pensando direito, por ter esse tipo de pensamento inapropriado com meu melhor amigo.

- Bem – eu disse o afastando e saindo banheiro pra que eu voltasse a raciocinar corretamente – É mais moderno que meu quarto.

- Duvido que seus pais vão deixar você vir comigo. – ele disse cruzando os braços contra o peito e dando o maldito sorriso torto.

- Você mesmo disse que eu sempre consigo o que eu quero – eu me aproximei dele – e o que eu quero é você – eu disse e logo minhas bochechas ganharam um tom de vermelho escarlate e Edward estava com os olhos arregalados – Ir com você eu quero dizer – eu disse – Bem vamos logo, preciso falar com meus pais – eu disse me apressando em sair do trailer, aquele lugar apesar de moderno, era bem pequeno e estava me fazendo ter pensamentos bastante incoerentes.

- Ok – Edward me seguiu pra fora do trailer.

- E então Bella o que achou? – Alec estava nos esperando.

- Incrível, você fez tudo aquilo?

- Sim, eu sou bem curioso, e adoro inventar coisas e gosto de colocar em prática tudo que aprendo, além de gostar de testar novas tecnologias. – Alec respondeu.

- Depois de amanhã eu venho para fazermos a troca Alec – Edward disse apertando a sua mão.

- Te aguardo, foi um prazer Bella – Alec apertou minha mão.

- O prazer foi meu – eu disse, nos despedimos de Alec e Edward e eu voltamos pro carro em silêncio, ele começou a dirigir e o silêncio continuava ali, eu só queria saber no que ele estava pensando, eu estava totalmente decidida a ir com ele, eu não podia deixá-lo, não era porque ele estava doente, era por isso também, mas é porque eu não iria conseguir ficar sem ele.

- Já é de noite, que tal passarmos em algum lugar legal pra comer? – ele perguntou de repente.

- Claro – eu assenti.

- O que você quer?

- Você decide dessa vez – eu disse dando um meio riso.

- Uau! Isso é uma novidade – ele disse rindo sincero.

- Não se acostume – eu pisquei pra ele.

- Pode deixar – ele disse e voltou a dirigir, liguei o som que voltou a tocar o cd do coldplay e cada um mergulhou em seus próprios pensamentos. Eu começava a pensar nos argumentos que eu teria que usar para convencer meu pai a me deixar fazer essa viagem com Edward, minha mãe eu tenho certeza que não só aceitaria como me apoiaria. Eu também precisava ver como funcionava o trancamento em Harvard, eu precisava deixar tudo certinho, para que eu pudesse iniciar o curso depois.

- Chegamos – Edward disse e eu nem tinha me dado conta que ele já havia parado o carro.

- Eu deixo você escolher e você me traz ao meu restaurante favorito de frutos do mar – eu o encarei.

- Não posso fazer nada se temos gostos parecidos – ele deu seu sorriso torto e abriu sua porta saindo do carro e eu fiz o mesmo. O restaurante ficava em uma avenida beira mar.

- Podemos nos sentar aqui fora? – perguntei – Gosto de comer aqui pra ficar vendo a praia.

- Mais uma vez temos gostos similares – ele sorriu e pediu uma mesa pra nós. Logo o garçom nos atendeu e pedimos salmão e salada.

- Tenho um milhão de perguntas – eu disse enquanto comíamos.

- Faça quantas quiser – ele disse.

- Seus pais permitiram sua viagem numa boa? – perguntei porque afinal Carlisle e Esme eram pai zelosos demais para deixar que o filho que estava acometido de uma doença grave viajasse sozinho pelo país.

- Conversei com eles ontem e não dei muitas opções, eu disse que eu tinha o direito de escolher como eu queria viver os últimos meses da minha vida – ele disse e eu senti um aperto no peito, ouvir essas palavras saindo da boca de Edward e vendo que ele parecia não ter esperança me deixava ainda pior, a dor me inundava e eu sentia as lágrimas se aproximarem, respirei fundo porque não queria ficar chorando a todo momento, o que só deixava Edward mais angustiado.

- Então agora eles estão te apoiando?

- Não necessariamente apoiando, mas aceitaram minha vontade depois de muito choro da dona Esme, mas eu realmente preciso disso. Vai ser muito melhor do que ficar em casa ou em uma sala de aula em Harvard esperando a morte chegar, eu vou sair pelo país em um trailer, quer maior aventura que essa? Isso vai me ajudar a esquecer que eu estou com data de validade.

- Edward faz algo por mim, por favor – eu peguei sua mão sobre a mesa.

- Diga Bella – ele pegou minha mão e depositou um beijo sobre ela, e não era hora mais inapropriada pra que minhas bochechas corarem por causa de um gesto que ele fazia sempre, mas ultimamente eu estava ficando meia louca, só podia, talvez essa viagem com Edward também fizesse bem pra mim, fiquei muito focada em entrar na universidade, estudei demais, e agora parecia que eu estava meio bitolada. Volta Bella, Edward está esperando você dizer o que estava querendo antes de sua cabeça virar uma bagunça por causa do beijo dele na sua mão.

- Ah... – eu pisquei várias vezes saindo do meu debate mental – Tenha nem que seja o mínimo de esperança, você fala como se não existe outra alternativa, e eu sei que pensamentos negativos refletem diretamente no psicológico das pessoas e as vezes esse psicológico fica tão debilitado que acaba refletindo no físico.

- Todo esse discurso foi pra pedir que eu não veja a realidade. – ele disse sarcástico.

- Odeio quando você fica assim – eu soltei minha mão da dele e voltei a comer.

- Desculpa Bells, eu só estou passando pelo pior momento da minha vida – ele disse segurando minha mão de novo, apesar da minha resistência.

- Eu sei disso Edward, e acredite em mim com certeza também é o pior momento da minha vida, você é meu melhor amigo, eu preciso que você tenha pelo menos o mínimo de esperança e não fique falando disso o tempo todo, aliás, podíamos fazer um trato já que vamos viajar juntos por meses.

- Você vai mesmo comigo?

- Pra mim isso já estava decidido, eu vou onde você estiver. – eu disse e seus olhos ficaram ainda mais intensos sobre mim, ele abaixou a cabeça e vi ele respirando fundo.

- Então qual é o trato que você iria propor? – ele questionou levantando a cabeça e voltando a me encarar.

- Eu sei que é praticamente impossível, mas vamos tentar esquecer sua doença durante esse tempo, quero dizer é que não vamos ficar falando disso o tempo todo, vamos apenas nos divertir juntos, como sempre fizemos, você aceita?

- Bella entenda uma coisa – ele segurou minhas mãos entre as suas – Do mesmo jeito que você faz tudo por mim, eu faço tudo e um pouco mais por você, essa vai ser a nossa melhor viagem juntos até hoje, e olha que nós já fizemos muitas viagens juntos. – eu fiquei com tanta vontade de pegá-lo em um abraço apertado, mas quando eu ia manifestar meu desejo, o celular dele tocou e ele soltou minhas mãos e pegou seu celular no bolso para atender.

- Oi mãe – ele atendeu a ligação – Sim ela está comigo, estamos jantando.... Não sei disso, vou perguntar espera – ele disse – Bella está sem seu celular?

- Ah... – tateei meus bolsos e me lembrei que tinha desligado meu celular há mais de dois dias atrás e não o tinha ligado e volta. – Sim, porque?

- Sua mãe está louca atrás de você – ele me respondeu e depois voltou a falar com sua mãe no telefone – Estávamos jantando, já estamos indo pra casa.... Ok Beijos. – ele encerrou a chamada.

- Acho que estou meio encrencada.

- Como sempre Bella, termina logo que vou pedir a conta – ele disse fazendo o sinal para o garçom.

...

- Toma – Edward atirou a chave do carro pra mim.

- Hã? Porque está me dando isso?

- Prometi que te deixaria dirigir ela algum dia, e como vou me desfazer dela essa é sua oportunidade.

- Obrigada Edward – eu dei um beijo estalado em sua bochecha e não hesitei em correr pro lado do motorista, acomodados e com cintos afivelados dei partida no carro, Edward acionou o botão abrindo o teto e sorriu pra mim que estava com o mesmo sorriso no rosto.

- Respeite os limites de velocidade – ele piscou pra mim e eu acelerei o carro. A distância não era longa, mas eu amei dirigir aquela máquina ainda mais com meus cabelos ao vento e com Edward ao meu lado.

Estacionei o carro em frente a casa dele e nos apressamos em sair do carro, pois minha mãe e meu pai já deviam estar ficando loucos, e eu os queria calmos para receberem a notícia de que eu iria viajar com Edward.

- Te vejo amanhã? – ele perguntou.

- Claro, tenho muitas coisa pra saber e uma delas preciso saber agora.

- Diga – ele passou a mão por meu rosto tirando uma mecha de cabelo e colocando atrás da orelha.

- Quando viajamos?

- Hoje é sábado, nós viajamos na terça.

- Terça? A próxima terça já?

- Claro Bells, eu não tenho tempo a perder e também já estou ansioso, amanhã já vou começar a traçar a rota e na segunda vou sair pra comprar algumas coisas.

- Temos que ver o trancamento em Harvard na segunda e antes que você fale qualquer coisa de que não se preocupa, pode deixar que eu mesmo cuido disso pra você. – eu disse antes que ele viesse totalmente derrotista de novo dizendo que não precisava se preocupar com isso, pois nunca iria a Harvard, eu acreditava e tinha fé o bastante apesar de nunca ter sido muito religiosa que encontraríamos a cura pra Edward seja através do transplante ou até mesmo por um milagre. Essa esperança é que me motivava a cada momento.

- Ok, deixo isso com você então, não vou discutir, agora vai logo – ele me deu um beijo na testa – Boa noite.

- Boa noite – eu disse e me apressei pra casa.

Cheguei na sala e estava tudo apagado, também pudera, já era quase meia noite. Subi as escadas e já ia entrar no meu quarto quando ouvi uma voz do além me chamando.

- Isabella Swan, vem aqui agora – do além nada, era a voz do chefe Swan quando estava zangado, a voz vinha do quarto dele.

- Estou indo – respondi e entrei no quarto dos meus pais, a porta estava entre aberta. Meu pai acendeu a luz no interruptor que ficava na cabeceira da sua cama e ficou me encarando com aquele olhar que me fazia tremer de medo. Eu não tinha feito nada errado, minha mãe piscou pra mim sem ele ver.

- Oi pai – eu disse meio receosa.

- Bella onde está seu celular? – ele perguntou.

- Bem aquele dia que eu fiquei sabendo do Edward eu desliguei e esqueci de ligar de volta, está no meu quarto, estava com a cabeça muito cheia.

- Bella eu entendo que toda essa situação está difícil pra você, mas nós já conversamos um milhão de vezes – ele alterou um pouco a voz.

- Querido – minha mãe chamou sua atenção – Seth já está dormindo – ela disse a meu pai.

- Ok – meu pai assentiu com uma carranca – Bella eu sempre disse pra você não sair sem celular, pode acontecer um milhão de coisas e como você vai nos avisar se precisar de ajuda.

- Eu sei pai, desculpa. É porque eu não pretendia ir longe, eu queria só falar com Edward, mas aí ele me levou em um lugar e de lá resolvemos jantar por isso demorou.

- Como ele está? – minha mãe perguntou.

- Ele não tem esperanças, e isso acaba comigo a cada palavra que sai da boca dele. – eu disse pesarosa.

- E o que ele vai fazer agora? Esme me disse que o médico falou que era pra que ele seguisse com a vida dele normal, enquanto aguardava na fila do transplante. – minha mãe perguntou.

- Bem, ele desistiu de ir pra Harvard e vai viajar e.... e...

- E o que Bella? – meu pai me questionou.

- Eu vou com ele – eu disse rápido.

- O QUE? – ele pulou da cama praticamente e me olhava aturdido.

- Calma pai – eu pedi e olhei pra minha mãe pra que ela me ajudasse.

- Querido a veia do seu pescoço está saltando, vamos respirar fundo e tentar voltar ao normal, por favor – minha mãe levantou da cama e foi até ele – Não quero ter que te levar pro hospital as pressas meu amor – ela afagou o rosto dele. Meu pai fechou os olhos e respirou fundo algumas vezes.

- Eu ainda vou sofrer um infarto – ele murmurou baixo.

- Nada disso, não vivo sem você – minha mãe deu um beijinho nele e o puxou para que ele sentasse de volta na cama. Ela se sentou ao seu lado e meu pai ainda olhava pra mim com uma expressão nada boa.

- Filha me explica essa história da viagem do Edward direito pra começar – minha mãe pediu.

- Edward decidiu que não quer passar seus últimos meses estudando em Harvard se ele nem vai se formar, essas foram as palavras dele, eu não concordo, pois pra mim ele vai conseguir o transplante e tudo vai ficar bem.

- Todos esperamos, agora continue Isabella, estou interessado em que chegue a parte em que você simplesmente decidiu ir com ele – meu pai disse emburrado.

- Bem ele vai viajar pelo país pelos próximos meses, ele trocou o conversível dele em um trailer super moderno de um amigo dele, vai ser uma aventura e tanto.

- Próximos meses? – meu pai me fitou e eu balancei a cabeça em afirmativa – Realmente essa idéia de viajar pelo país em um trailer é bem legal, se eu fosse jovem e não tivesse muitos compromissos até eu queria fazer uma viagem assim, Edward como está passando por um momento bem difícil tem direito de escolher e tem que aproveitar tudo que ele quiser mesmo, se distrair porque ficar deprimido, só vai piorar a saúde dele. Agora quanto a você mocinha suas aulas começam em breve e você vai pra universidade, você estudou muito e não vai abandonar tudo agora. – o tom de voz estava se alterando de novo.

- Pai eu não vou abandonar tudo, eu vou trancar no próximo ano eu volto e inicio o curso, eu não posso deixá-lo pai – eu supliquei.

- Bella o que o seu namorado Jacob vai pensar de ver você implorando pra passar 6 meses viajando em um trailer com seu melhor amigo o qual eu me lembre ele morre de ciúmes? – meu pai perguntou. Nossa com tudo que estava acontecendo com Edward eu acabei esquecendo de atualizá-los sobre meu status de relacionamento.

- Ele não vai pensar nada porque ele não é mais meu namorado já há alguns dias, esqueci de falar pra vocês – eu disse.

- Hã... como assim? – agora era minha mãe que me olhava confusa.

- O safado me traiu no fim de semana que ele passou na Califórnia. – eu disse e era incrível que aquilo não doía mais em mim, ao saber de Edward, esses por menores perderam completamente a importância.

- Que pilantra, vou ter uma conversinha com aquele rapaz. Eu conheço Billy muito bem e sei que ele criou Jacob com princípios e não pra fazer isso com as pessoas – meu pai disse.

- Pai esquece o Jacob, nem eu mesmo estou lembrando, no dia que eu fiquei sabendo eu corri pra casa de Edward porque queria contar pra ele, chegando lá ele me contou do que estava acontecendo com ele, e Jacob e a traição dele perderam totalmente a importância.

- Você nunca amou o Jacob, isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde – minha mãe disse e me dei conta que ela estava correta, como Jacob mesmo disse quando ele disse que me amava eu chamei ele pra tomar sorvete.

- Só que eu preferia que não fosse comigo sem poder passar na porta por causa da minha galhada mãe – eu disse.

- Eu sei, ele realmente não agiu de maneira correta com você – minha mãe disse.

- E você não sabe o pior, eles não ficaram só no beijinho, eles transaram e ele ainda disse que foi sem importância, ainda bem que não tive minha primeira vez com ele – eu estava dizendo quando meu pai pigarreou lembrando a presença dele ali, eu acabei esquecendo na hora que eu e minha mãe tínhamos começado a falar, ela era além de mãe uma amiga e eu tinha esquecido que precisava falar isso com ela.

- Podemos voltar ao assunto principal? – meu pai questionou e eu senti minhas bochechas queimarem por ter falado aquelas coisas na frente dele, fitei seu rosto rapidamente e ele também estava corado.

- Ok – minha mãe disse – Você quer viajar com Edward, esse é o assunto principal.

- Renee não tem possibilidade da Bella ir pra essa viagem, ela vai pra faculdade. Sem chance de eu permitir minha filhinha viajando pelo país por meses em um trailer com um garoto.

- Pai o garoto é o Edward meu melhor amigo, que sempre foi como um sobrinho pra você, não tem nada demais e eu atrasar um ano na faculdade não vai mudar muita coisa, eu ainda tenho só 18 anos.

- Que bom que você tocou na sua idade, acha mesmo que eu vou deixar dois adolescentes de 18 anos viajando por aí. Bella eu sou policial, sei de todos os perigos que rondam essas estradas, desista filha você não vai me convencer – ele disse firme, eu precisava pensar em algo eu não queria que Edward partisse sem mim, eu ia precisar da ajuda da minha mãe. Olhei pra ela suplicante e ela piscou pra mim.

- Charlie e se fosse há anos atrás quando nós tínhamos 18 anos e eu estivesse doente, com uma possível data pra morrer, você não iria comigo se eu resolvesse viajar? – ela o questionou e ele respirou fundo e fechou os olhos, logo

- Claro que eu iria, eu não me desgrudaria de você, mas é diferente, pois nós namorávamos e éramos apaixonados – minha mãe arqueou a sobrancelha pro meu pai e riu.

- Até parece que você não sabe – ela murmurou baixo pra ele.

- Sabe o que? – perguntei confusa.

- Que sua amizade é tão importante ou mais do que se fosse uma paixão – ela disse prendendo o riso, que droga o momento não era pra rir, que piada eu estava perdendo?

- Claro que é mãe, a minha amizade com Edward é algo tão forte que eu posso me casar que ele ainda vai ser importante demais, jamais pretendo abrir mão dele – eu disse convicta.

- 1 a 0 pra você Renee, está certa – meu pai disse rindo pra minha mãe.

- Alguém me explica o que está havendo, por favor? – pedi.

- Nada filha, eu autorizo a viagem, aliás, essa viagem vai te fazer muito bem, você tem muito pra descobrir ainda, ainda mais em uma situação dessa, passou da hora de você começar a ver o óbvio. – ela disse.

- Que óbvio mãe? Do que você está falando? – questionei e meu pai sacudiu a cabeça rindo.

- Ah deixa isso pra lá Bella vamos ver se seu pai vai deixar você ir – mamãe disse olhando pra ele com uma cara que eu só via ela fazer quando queria muito, muito algo e ele se recusava, quando ela fazia essa cara ele sempre se rendia.

- Renee não faz assim, eu só quero o bem da nossa filha e perder um ano da faculdade e ainda correr perigos na estrada não se aplica a isso. – ele disse.

- Charlie Bella já é maior de idade, devemos dar esse voto de confiança a nossa filha e respeitar a vontade dela, sem falar que eu tenho certeza que ela não vai conseguir se concentrar nos estudos sabendo que Edward está viajando sozinho por aí, ainda por cima acometido de uma doença gravíssima. – minha mãe disse.

- Me diz como Carlisle e Esme permitiram que ele fizesse essa viagem? O mais normal é que eles quisessem ele por perto. – meu pai disse.

- Edward meio que impôs seu desejo e eles permitindo ou não ele iria, ele disse que ele tem o direito de escolher o que quer fazer nos seus últi... – eu não quis continuar a falar, Edward eu tínhamos um trato e era bom que ele não ficasse falando a cada segundo que iria morrer e que começasse a ter esperança.

- Até entendo o garoto, apesar de todos sofrermos, nada se compara ao sofrimento que ele está passando e o peso que está nas costas dele, mas você filhinha – meu pai me puxou para um abraço, se fosse pra ele autorizar minha viagem ele até podia me tratar como um bebê que eu não me importava.

- Pai, por favor. Eu não vou conseguir me focar na medicina. Eu tenho muita esperança e fé que Edward vai conseguir um doador, mas se... se – uma lágrima escorreu por meu rosto – se ele não conseguir pai, eu quero passar esse tempo com ele.

- Ah Bella – ele me abraçou apertado e beijou minha testa e minhas lágrimas escorreram – Você sempre consegue o que quer.

- Está falando sério pai? Você deixa? – perguntei passando a mão no meu rosto secando minhas lágrimas.

- Sim filha, mas vou conversar com Edward ainda pra dar alguns alertas pra ele.

- Ok, sem problema. Nós vamos viajar só na terça – eu disse me levantando da cama.

- TERÇA? – meu pai e minha mãe perguntaram aturdidos.

- Sim.

- Mas...mas – meu pai gaguejou.

- Ah pai você já deixou, o dia não importa – eu disse.

- Ok, Bella. Amanhã mesmo fale pro Edward vir aqui que nós três vamos conversar – ele disse.

- Nós quatro — minha mãe falou.

- Ok – ele assentiu.

- Vou dar a noticia pro Edward, amo vocês – eu abracei e beijei cada um – Obrigado de verdade, isso é muito importante pra mim.

- Nós sabemos agora vai logo e fecha a porta – minha mãe pediu e piscou pra mim, era um tanto constrangedor saber que sua mãe estava te esperando sair pra atacar seu pai. Sai do quarto deles e fechei a porta como me pediram, fui pro meu quarto e a primeira coisa que fiz foi achar meu celular e o ligar.

Chegou um tanto de mensagens, inclusive do imbecil do Jacob, mas eu ignorei completamente, eu queria agora era contar a Edward que ele não se livraria de mim.

“Cabeção meu poder de persuasão funcionou novamente e meus pais permitiram que eu vá com você, amanhã meu pai quer que você venha conversar com ele. #medo haha. Beijos.” – enviei a mensagem pra Edward e comecei a tirar minha roupa, pois eu precisava de um banho. Meu celular bipou, tinha certeza que era uma mensagem do Edward.

“Você não sabe o quanto eu fico feliz em saber que seu super poder não falhou. Estou tão empolgado que acho que vou passar essa noite traçando o inicio da nossa rota. Você é especial demais Bells, obrigado de verdade. Se eu preciso encarar o Chefe Swan pra ter sua companhia eu não tenho medo. Adoro você anãzinha. Beijos.”

Me joguei na cama rindo como uma boba depois de ler sua mensagem. Saco eu queria estar com ele enquanto ele estivesse traçando a rota. Será que eu podia dar uma escapadinha?

“Ei quer companhia pra traçar a rota, eu sempre fui melhor em mapas do que você. Posso ir pra aí sorrateiramente?” – enviei a mensagem.

“Não só pode como deve” – ele não demorou a responder.

“Então deixa a porta destrancada que só vou tomar um banho e estou indo pra aí, beijos e até daqui a pouco” – enviei a mensagem e corri logo pro chuveiro.

...

A porta da casa de Edward estava destrancada e tive que iluminar o caminho com meu celular, pois estava tudo apagado, caminhei o mais silenciosamente possível pra não despertar ninguém. Cheguei no segundo andar e entrei logo pro quarto de Edward. Olhei pra cama e estava vazia. Onde ele se enfiou, quando virei meu corpo para procurar por ele, Edward pulou na minha frente.

- AH – eu ia gritar e ele tampou minha boca.

- Sem fazer escândalo anãzinha – ele deu um beijo em minha bochecha e destampou minha boca.

- Seu maluco – eu disse dando um tapa leve em seu braço.

- Vem logo ver o que estou fazendo — ele me puxou para a mesa que havia em seu quarto. O notebook estava sobre a mesa, um caderno e um mapa rodoviário. – Seus pais sabem que você está aqui?

- Claro que não cabeção, aliás, eu tenho que estar de volta na cama antes deles acordarem, porque se meu pai sabe que eu escapuli pra cá, é capaz de ele nem me deixar ir mais com você.

- De jeito nenhum, agora eu quero você comigo de qualquer jeito – ele afagou meu rosto e nossos olhos ficaram fixos um no outro por alguns momentos.

- Hum... vamos ver logo o que você tem feito eu disse indo ver as coisas que estavam sobre a mesa.

- Bem eu estava pensando em começar por alguns lugares aqui na Flórida mesmo e depois Georgia, Alabama, Mississippi... – ele estava dizendo.

- Tenesse, vamos de Mississippi para o Tenesse, podemos ir na casa da Rose, lembra que eu te contei que ela está grávida de trigêmeos? Ela deve estar com cinco meses já eu acho.

- Bem nós podemos passar sim, vai ser legal ver o Emmette e a Rose, mas eu tenho uma coisa pra te dizer que é muito importante Bella – Edward me fitou.

- Diga.

- Eu não vou ficar me comunicando com meus pais nessa viagem, é um isolamento total mesmo, eu preciso disso. Vou mandar noticias esporádicas pra minha mãe dizendo que estou bem, porque se eu for manter o contato todo dia, eu não vou conseguir esquecer e nem aproveitar o que eu quero.

- Seus pais concordaram? – eu perguntei um pouco desconcertada com o desejo de Edward, ele realmente queria desaparecer.

- Como te disse eu tenho forçado um pouco a barra e meio que impondo minhas vontades – ele disse.

- Bem se você vai fazer assim, eu também – eu disse, apesar de saber que seria difícil que meus pais concordassem, eu estava nessa com ele do jeito que tivesse que ser. – Então depois do Tenesse vamos pra onde? Seguimos pela costa leste ou vamos para a costa oeste? – questionei.

...

Acordei com o caderno de anotações sobre mim, eu e Edward estávamos deitados na sua cama, e eu com a cabeça em seu peito, nem lembro que horas pegamos no sono. Olhei no meu relógio e vi que já eram quase 6 da manhã eu precisava ir embora logo. Levantei da cama da forma mais calma possível pra que Edward não acordasse, calcei minhas sandálias que estavam ao lado e me inclinei dando um beijo na bochecha de Edward. Era a segunda vez que dormíamos na mesma cama dentro de pouco tempo, pelo menos agora eu já não tinha um namorado que poderia implicar com isso.

...

Cheguei no meu quarto, e tratei de colocar logo meu pijama e me enfiar debaixo do meu edredom.

...

- Bella, Bella – algum sem noção estava batendo na porta do meu quarto, me acordando cedo demais.

- Entre – eu murmurei mal humorada. Seth entrou saltitante pela porta e eu quis torcer o pescoço do meu irmão. – O que foi pirralho? Porque não me deixa dormir?

- Alice está aqui – ele apontou pra porta – Ela quer falar com você.

- Alice pode entrar – eu disse alto e me sentei na cama, Alice entrou toda cabisbaixa, eu tinha me esquecido da nossa fadinha, era seu único irmão que estava doente, ela devia estar péssima, ela não era a alienada em compras que muitos acreditavam. – E você sai fora Seth.

- Ok sua chata – ele disse e fez careta pra mim e eu atirei o travesseiro nele que foi mais rápido e saiu correndo do meu quarto ainda batendo a porta.

- Desculpe por te acordar Bella, eu só pensei que talvez você já tivesse acordada, porque já passou da hora do almoço.

- Não tem problema Alice, é que fui dormir muito tarde. Vem senta aqui – eu bati no colchão ao meu lado. Ela foi e eu passei o braço por cima do ombro dela, ela se recostou em mim e começou a chorar, não falei nada, apenas afaguei seu cabelo enquanto ela descarregava tudo que a estava sufocando.

Alice era do tipo de pessoa que gostava de mostrar sempre uma aparência forte e destemida que não se abalava fácil, e com certeza vendo todo sofrimento da sua família deve ter preferido guardar tudo e sem contar que Carlisle e Esme deviam estar tentando poupar a caçula ao máximo, já que ela amava demais aquele irmão. Edward e eu vivíamos brigando com nossos irmãos e eles conosco, mas se algo acontecesse algum ou se alguém mexesse com algum, nós surtávamos.

- Porque eu não sou compatível Bella? Eu tinha que salvar a vida do meu irmão – ela disse chorando.

- Alice não há uma explicação pra isso, e você não deve se culpar. – eu afaguei seus cabelos.

- Eu não quero perder meu irmão Bella, eu sei que eu implico com ele, mas ele é meu único irmão, eu o amo demais.

- Eu sei disso, mas você não vai perder seu irmão, eu tenho esperança que nós vamos encontrar um doador e Edward vai ficar 100% bem de novo.

- Você vai viajar mesmo com ele? – ela perguntou.

- Sim, eu não poderia ficar longe dele nesse momento.

- Você gosta dele não gosta Bella? – ela me questionou e eu fiquei meio desconcertada.

- Claro que gosto Alice, Edward é o meu melhor amigo, nós nos conhecemos desde que éramos bebês.

- Não é desse jeito que eu estou falando Bella.

- Alice você está equivocada, eu amo Edward como meu melhor amigo – eu afirmei aquilo mais pra mim mesma do que pra ela. Bateram na porta do meu quarto de novo e eu murmurei um entre.

- Oi, bom dia garotas – minha mãe entrou no quarto, Alice e eu respondemos bom dia – Não sabia que você estava aqui Alice.

- Apesar da Bella preferir o Edward, ela é minha amiga conselheira e a que eu sempre posso contar pra chorar – Alice disse passando a mão pelo rosto secando as lágrimas que estavam escorrendo ali ainda pouco. – Mas eu não a julgo por preferir o Edward, ele faz mais o estilo dela.

- Você é fogo baixinha – eu disse bagunçando seu cabelo e ela fez uma careta pra mim.

- Por falar em Edward, ele está lá embaixo com seu pai no escritório e estão nos esperando pra aquela conversa. – minha mãe disse.

- Vamos ver o que Chefe Swan tem a dizer, tenho até medo – eu disse me levantando – Mas primeiro eu preciso trocar de roupa.

- Bem eu vou indo – Alice se levantou.

- Alice quer ir comigo no shopping a tarde? Já que vou viajar durante um bom tempo preciso de umas roupinhas novas – eu disse, eu sabia que apesar de não sanar a tristeza de Alice ia ajudar com que pelo menos ela se distraísse um pouquinho.

- Ah claro – ela assentiu – Você vai me deixar opinar?

- Desde que se lembre que há uma grande diferença entre o limite do meu cartão de crédito e o limite do seu – eu disse e todos riram.

...

Cheguei no escritório com minha mãe e Edward estava sentado em uma cadeira de frente pra mesa do meu pai, e o Chefe Swan girava em sua confortável cadeira atrás da mesa. .

- Bom dia – eu disse e fui até meu pai e dei um beijo em sua bochecha e em seguida fui até Edward e dei um beijo na bochecha dele.

- Boa tarde eu acho que você quis dizer – Edward me provocou.

- Não enche cabeção, eu estava cansada – eu disse e me sentei em uma cadeira ao seu lado. Minha mãe deu a volta e sentou colo do meu pai sem nem perguntar nada, chefe Swan vendo minha risadinha e de Edward ficou com as bochechas vermelhas.

- Bem, vamos logo ao que interessa – meu pai disse – Eu chamei vocês aqui pra deixar claro algumas coisas em relação a essa viagem, eu não fui muito a favor quando a Bella me disse, mas eu só quero o melhor pra minha filha e sei que é importante pra ela estar com você Edward.

- Obrigado por permitir Charlie – Edward disse.

- Então Edward uma das minhas preciosidades vai viajar com você, cuide dela pra mim, mantenha os canalhas longe, porque nessas beiras de estradas tem muito vagabundo querendo se aproveitar. Eu só estou deixando ela ir porque sei que vocês são muito amigos e você vai prezar pelo bem estar dela, e vai manter os urubus longe por mim.

- Claro Charlie – Edward assentiu. Meu pai ficou conversando conosco por mais uma hora tecendo diversas recomendações. Em um momento falei com eles sobre a comunicação que seria mínima porque Edward queria assim, ele queria se sentir livre, e apesar de exultantes, meus pais não recriminaram e prometeram não ficar importunando se pelo menos mandássemos noticias freqüentes de que estávamos bem.

...

A tarde fui com Alice pro shopping e comprei algumas coisas, se dependesse dela eu teria trago o triplo de coisas, mas eu a lembrei que minha mesada não era tão alta como a dela.

Cheguei em casa e comecei a preparar minhas malas, no outro dia pela manhã Edward já iria fazer a troca dos veículos, as vezes quando eu parava pra pensar um pouco eu via a loucura que era tudo isso, viajar o país em um trailer, moderno, mas ainda assim um trailer, mas eu já podia imaginar o tanto que Edward e eu nos divertiríamos juntos, e o quanto seria bom passar um tempo só eu e meu amigo.

...

Acordei no domingo com meu celular tocando, praguejei primeiro alguns segundos e depois o peguei para atender e vi o nome de Kate na tela, não tínhamos nos falados desde que Edward e eu viemos embora de Boston.

- Alô – atendi bocejando, tentei evitar, mas não teve jeito.

- Oi Bella, te acordei? Des...desculpa – ah não se ela fosse gaguejar pelo telefone eu iria me irritar.

- Não tem problema nenhum Kate, já estava na hora mesmo de acordar, por isso nada de gaguejar – eu disse rindo – Me diz como você está e Garret, falou com ele durante essa semana?

- Bem, nós nos falamos todos os dias, estamos muito ansiosos pra aula começar, mas como ainda faltam duas semanas acho que no próximo final de semana ele vai vir me ver e você como foi a semana?

- Difícil, aconteceu muita coisa, parece que tem uma eternidade que foi aquele final de semana tumultuado, mas muito divertido em Boston.

- Algum problema sério?

- Sim, muito sério.

- Espero que nada que te impeça de ir pra Boston daqui há duas semanas.

- Eu não vou pra Harvard esse ano Kate, eu vou trancar minha matrícula – eu disse.

- Hã... Não estou entendendo nada, o que houve de tão grave assim Bella?

- Bem Edward está doente, e nós vamos viajar, não posso ficar te dando muitos detalhes, porque diz respeito ao Edward e ele não quer sair por ai contanto pra todo mundo. Mas é bem grave e por isso resolvemos adiar nossa ida – eu disse, não podia contar isso sem a permissão de Edward.

- Nossa que barra, e você vai largar tudo e ir com ele?

- Claro, eu não conseguiria me concentrar em nada nos estudos.

- E seu namorado concordou? – ela perguntou.

- Outra novidade, nós terminamos assim que eu voltei de Harvard, o cachorro não entendia muito bem o quesito fidelidade – eu disse.

- Bem... Vai ser ruim não ter mais você como minha companheira de quarto e Garret também vai ficar chateado de não ter mais Edward como colega de quarto.

- Bem quem sabe na nossa viagem nós não passamos ai e vemos vocês, vamos viajar o país inteiro.

- Sério? De carro? – ela perguntou.

- Melhor que isso – eu respondi rindo e contei pra ela os detalhes da nossa viagem.

...

Segunda feira, hoje eu passei a manhã toda no telefone e na internet providenciando o trancamento de matrícula meu e do Edward, depois de tudo acertado, fui terminar de arrumar minhas coisas, no outro dia Edward e eu sairíamos cedo e nosso primeiro destino seria Orlando, a última vez que Edward e eu estivemos nos parques temáticos havia sido quando tínhamos 15 anos, apesar de West Palm Beach ser perto de Orlando, depois dos 15 nós entramos numa fase que não queríamos mais ir nos parques temáticos, que já estávamos adultos pra isso, foi ai que viajamos pra Londres, pois ele tinha alguns parentes lá em uma das nossas férias, todos foram exceto Carlisle e Charlie que não conseguiram folga no trabalho. Fomos também para Cancun em uma das férias, toda a família, e chegamos a ir em Vancouver pra esquiar uma vez, sem contar algumas vezes que resolvemos passar férias no Tenesse com minha prima Rose e seu marido e a outra, que fomos parar até no estado de Washington, na cidade de Forks, aquela droga de cidade chuvosa, fomos visitar meus avós.

...

No fim da tarde Edward foi na minha casa avisar que já estava ajeitando as coisas dentro do trailer, na traseira do trailer havia um suporte e lá estavam a minha bicicleta e a do Edward, disse ele que tínhamos que levar tudo, até a prancha de surf ele estava levando.

Começamos a ajeitar tudo no trailer, havia um sofá lá que seria minha cama e eu garanti meu pai isso, porque ele quase surtou ao ver que só tinha uma cama. Ajeitamos os alimentos em um armário que lá havia e algumas coisas no frigobar.

Deixamos tudo pronto para sairmos cedo no outro dia, pois queríamos passar a tarde já em algum parque em Orlando, iríamos decidir qual no caminho, porque eu queria ir no Parque temático do Piratas do Caribe e ele queria ir no do Harry Potter.

...

No outro dia acordei bem cedo e tomei um demorado banho, porque o banheiro do trailer era pequeno e demoraria pra que eu pudesse desfrutar de um banho assim de novo.

Peguei meu travesseiro e minha bolsa com meus documentos que era a última coisa que estava faltando.

Todos acordaram cedo para se despedir e fazer mais um tanto de recomendações, muitas lágrimas rolaram, principalmente de Esme que me prometeu mover céus e terra achar um doador para o seu filho.

Edward entramos no trailer e eu afivelei meu cinto no banco do passageiro ao seu lado.

- Estamos juntos – eu estendi a mão pra ele.

- Sempre – ele disse segurando a minha mão.

Notas finais
Eu sei que demorou pra caramba gente, mas me perdoem. Eu fiz uma viagem com a facu e fiquei sem poder escrever uns dias, depois que chegue tava uma correria na facu...
Bem queria agradecer a todos os comentários e principalmente a recomendação da Leidi.... Valeu de verdade...
Espero que curtam o cap e deixem mts coments... Bjo a todas